quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PMDB, o retrato de um país atrasado

Diogo Salles


Dentre as suas inúmeras particularidades, o Brasil sempre me chamou a atenção para uma em especial: a de ser o eterno "país do futuro".

Não me entenda mal: sempre amei meu país, mas nunca compreendi bem se isso era só um nacionalismo capenga ou se era uma espécie de síndrome de vira-latas com o sinal invertido. Quantas gerações nasceram debaixo desse mantra? Nem sei dizer. Sei que todas elas cresceram e amadureceram com a percepção de uma realidade diferente.

E, ainda assim, a esperança continuava se renovando a cada filho nascido aqui.

Acontece que, nos últimos anos, esse sentimento vem ganhando força de uma outra forma: pela primeira vez, o mundo lança um olhar diferente (curioso, talvez) para o Brasil. Agora, sob o título de "país emergente", de siglas como "G20" e "BRIC" e de logomarcas como "Rio 2016"... somos vistos por outra perspectiva aos olhos estrangeiros.

Por outro lado, nossas últimas manchetes desconstroem toda essa imagem que o Brasil quer forjar no exterior:

- o presidente do Senado mandando seu amigo desembargador expedir um mandado de censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo,

- um helicóptero abatido a tiros por traficantes no Rio de Janeiro

- e uma aluna de minissaia sendo ameaçada de estupro por um batalhão de homo sapiens numa "universidade" em São Paulo.

- Isso sem falar que a mesma "universidade", quando resolveu expulsar alguém, expulsou a aluna...

Não adianta esconder: antes de ser qualquer coisa, o Brasil é o país da contradição, é um conjunto de oxímoros.

Se. de um lado, estamos conquistando nossa cidadania internacional (nas palavras do presidente); de outro, o nosso noticiário político-policialesco desmente tudo, desencavando fósseis de nossa mentalidade retrógrada, provinciana, quase medieval.

O mundo lá fora está querendo saber: "que país é o Brasil?". Talvez já tenha passado da hora de nos fazermos a mesma pergunta.

É inquestionável o fato de que o Brasil mostrou um amadurecimento institucional importante desde o impeachment de Fernando Collor em 1992. De lá para cá, adquirimos uma estabilidade que nunca havíamos experimentado ― principalmente no aspecto econômico. Como já escrevi aqui, por pior que sejam as crises econômicas, elas vêm e vão, e a roda continua girando. Nossa crise, como frisei, é sempre política. Outro dia, Lula, em uma de suas divagações à imprensa, comemorava o fato de o Brasil não ter "trogloditas de direita" na disputa presidencial. É uma constatação óbvia, mas o presidente fez questão de esquecer que os "trogloditas" ficaram todos empilhados entre seu partido e o PSDB, já que nunca tiveram grandes chances de chegar ao poder desde a queda da ditadura militar. E, de 1994 para cá, não vemos um candidato de direita com qualquer chance de chegar sequer ao segundo turno. Assim, PT e PSDB (ambos com origens na esquerda), se tornaram os partidos hegemônicos no Brasil. E, assim que chegaram ao poder, migraram para o centro, com o PT se transformando numa espécie de centro-esquerda (muito mal ajambrada, por sinal) e o PSDB num partido de centro, ou extremo centro (alguém falou "em cima do muro"?).

Hoje, a polarização entre os dois partidos é bastante clara no discurso, mas tal debate não se confirma na prática. O que ambos justificam como "pragmatismo", numa ampla "coalizão", é na verdade uma gosmenta geléia partidária, com aluguel de ideologias para todos os gostos.

- Se os tucanos se aliaram ao DEM (ex-PFL, ex-Arena...),

- os petistas se aliaram ao PP (dos mega-reaças Maluf e Severino Cavalcanti) e ao PR (ex-PL).

- No jogo bruto de "alianças espúrias" com os "trogloditas de direita", deu empate.

- No jogo retórico, ambos apontam o outro lado como "amigos dos banqueiros" ― mais um empate (bom para os bancos, que continuam lucrando, lucrando...).

- No jogo do "caixa dois" eleitoral e nos milionários contratos arranjados com as empreiteiras, adivinhe só, jogo empatado mais uma vez.

- Pois é, PT versus PSDB é mesmo um clássico eletrizante.

As militâncias que me desculpem, mas foram dois governos que se complementaram ― muito mais do que ambos os lados gostariam de admitir. Depois de 15 anos, para mim, ficou tudo muito claro:

- um lado privilegia reformas estruturais e puxa a sardinha para as "empresas parceiras", garantindo-lhes robustos contratos.

- O outro, puxa para as centrais sindicais, aninhando-a na burocracia estatal e investindo mais forte em programas sociais.

Gostem ou não, as diferenças entre os dois partidos é meramente cosmética.

O resumo da ópera bufa é que o poder se reveza entre a "turma dos amigos do PT" e a "turma dos amigos do PSDB".

Lula e FHC governaram o país por quatro mandatos. Só que, para isso, não abriram mão da "Realpolitik" ― que aqui ficou conhecida como "governabilidade".

Se os "troglôs" não dispõem mais de força política própria (que sorte a nossa!) e se conformaram em ser meros coadjuvantes...

Quem seria capaz de patrocinar essa governabilidade postiça do governo petistucano?

Eis que chegamos ao PMDB, o partido que explica nossa forma de fazer política como nenhum outro: vazio de projetos para o país, lotado de projetos pessoais.

O partido que antes brandia a bandeira da oposição à ditadura militar e agora não quer largar o osso. Quem ambiciona o poder, buscará inevitavelmente essa "aliança".

A razão é muito simples e estratégica: as bancadas do PMDB são sempre as maiores no Congresso e em Assembléias locais e, portanto, necessárias para se obter a tal "governabilidade". FH e Lula aprenderam isso na marra. Quando não há um candidato próprio, os peemedebistas posicionam suas diferentes facções ao lado dos candidatos mais fortes e apenas esperam despontar o vencedor. Assim, sem precisar fazer muito esforço, estarão no poder, qualquer que seja o resultado.

Do outro lado do balcão, ele estará sempre de braços abertos para fechar um ótimo negócio. O preço? Cargos, verbas, emendas, e o que mais houver na "agenda pragmática".

Esse é o modelo PMDB e, consequentemente, o modelo do Brasil: personalista, clientelista, fisiológico, atrasado.

Se o apoio não pode ser negociado, a saída é comprá-lo com uma teta estatal. Aqui, arrota-se meritocracia, mas se pratica o mais desavergonhado compadrio. No jogo da "brodagem", não há perdedores. Todos levam o seu. Se algo der errado, basta justificar que todos jogam o jogo, assim, não haverá condenações.

 - Quem questionar, será cooptado.

 - Quem recusar a cooptação, será intimidado.

- E quem não se intimidar ― se tiver sorte ― será apenas expurgado.

Assim, o PMDB tem sido o fiador da manutenção do status quo, há 15 anos, perpetuando um sistema de troca de favores que sempre contou com a rubrica presidencial.

Mesmo assim, as críticas eram tímidas, fragmentas. Só que, em 2009, dois fatos contribuíram para uma reviravolta nesse quadro. O primeiro foi a entrevista de Jarbas Vasconcelos à Veja. As comportas foram abertas (e as palavras sempre pesam mais quando vem de alguém de dentro do partido). O segundo foi a eleição de José Sarney para a presidência do Senado Federal ― que a revista britânica The Economist classificou como "vitória do semifeudalismo".

Mesmo já tendo 50 anos de semifeudalismo nas costas,

só agora Sarney ganhou os holofotes que merecia, se tornando o porta-retrato do nosso atraso, amarelado pelo tempo.

Atos secretos, loteamento de cargos, nepotismo, funcionários fantasmas, desvios de verbas da Petrobras para a sua "Fundação Sarney" e uma infinidade de escândalos... fizeram dele o grande personagem político do ano.

Quando Sérgio Buarque de Holanda descreveu, ainda em 1936, a figura do "homem cordial" em seu livro Raízes do Brasil, jamais poderia supor que fosse existir um ator tão apropriado para interpretá-lo...And the Oscar goes to : Sir Ney!

Mas o PMDB não é só o coronelismo de Sarney, não.

• É a impunidade de Jader Barbalho,

• é o caciquismo de Orestes Quércia,

• é a homofobia de Roberto Requião,

• é o puxasaquismo de Sergio Cabral Filho,

• é o cinismo de Renan Calheiros,

  ... a lista não tem fim.

E tanto PT quanto PSDB sabem que, sem o PMDB, o país fica ingovernável, mas não percebem que, com ele, fica tão ou mais ingovernável.

Infelizmente, os ventos não sinalizam que vá haver alguma mudança de direção em nossa "agenda pragmática". José Serra e Dilma Rousseff, os candidatos petistucanos mais bem posicionados nas pesquisas, já fecharam com o PMDB. Quer dizer, cada um fechou com o seu naco do partido.

Assim, ficou fácil predizer que, qualquer que seja o vencedor das eleições de 2010, lá estará o mamute peemedebista, retroalimentando uma base cheia de apetites por cargos, verbas e favores. E o Brasil ainda continuará imerso em seu pântano político, comprando (e vendendo) facilidades (e amigos).

Não sou tão catastrofista a ponto de dizer que a situação (e a oposição) só vai piorar com o tempo.

Só espero que, no futuro, haja um mínimo de espírito público na política (que hoje é zero).

Pena que, se isso ocorrer mesmo, nossa geração não estará mais aqui para ver.

Faço votos para que os futuros eleitores do Brasil encontrem uma maneira diferente de encarar a política:

• espero que troquem a atual obediência pela vigilância,

• espero que transformem o atual medo dos poderosos em cobrança por mais respeito com o dinheiro público.

Não somos nós que devemos temer os governantes. São eles que devem nos temer. Enquanto não formos capazes de compreender isso, não seremos "o país do futuro".

E, parafraseando Millôr, enquanto tivermos essa cara de PMDB, continuaremos condenados à esperança.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ponte da Liberdade, algumas verdades

A governadora Roseana Sarney entrega logo mais no final da tarde, a ponte que liga o Maranhão ao Tocantins, inicialmente denominada pelo governador Jackson Lago de "Ponte da Liberdade" e agora Ponte Dom Afonso felipe Gregory.

O Ato que pretende ser grandioso, com a presença de políticos de toda a região e do povo de Imperatriz, não pode, por mais que tente a filha do oligarca, empanar a verdade. Vamos por partes:

1 - Roseana  foi contra a construção da ponte. Agora a gente assiste a todo momento secretários e a própria governadora enaltecerem a importancia da ponte para a economia do Maranhão. Falam com tanta convição que até parece que foram eles que iniciaram a obra. Mas na época o grupo Sarney desdenhou da iniciativa de José Reinaldo e diziam para justificar que eram contra, que haviam "coisas mais nescessárias para se fazer em Imperatriz", apesar de não terem realizado essas obras mais nescessárias. Nas rodas mais íntimas Roaseana dizia em tom de chacota alfinetando o ex-amigo Reinaldo: "ele quer ligar o nada a lugar algum";

2 - A ponte foi entregue pelo Dr. Jackson com mais de 70% da obra pronta, faltando apenas os acessos, uma pequena ponte sobre o riacho Cacau e a  iluminação. Eles agora festejam a inauguração da ponte e dão a entender que a obra jamais seria concluída com acessos "tão bem feitos e uma iluminação que faria inveja aos monumentos de Paris" . Segundo o ex-governador José Reinaldo no seu projeto inicial e em seguida executado por Jackson Lago, os acessos seriam muito melhores, com uma rotatória de verdade e não aquilo que mais parece uma ciclovia. Claro que haveria iluminação.

3 -Demonstrando o seu rancor contra os contrários, Roseana muda agora o nome da ponte. Nada contra o bispo que teve sua passagem marcada em Imperatriz, mas não suplanta  o nome 'Liberdade'. Também tenho certeza que se fosse vivo Gregory declinaria de tal homengem, pois  não gostaria de ser usado numa peleja política. Erram também ai uma meia dúzia de pessoas da Igreja que cairam nessa esparrela. A coisa é tão demagógica e revanchista que para tentar agradar as duas maiores religiões em Imperatriz - católicos e evangélicos -, a "ciclovia" será chamada de "Avenida Pastor Luís de França". Dessa vez Roseana deixou de fora seus amigos macumbeiros, mas que tal, ainda em tempo, denominar "Pai Xangô" ou Mãe Jurema" a ponte sobre o riacho Cacau?

4 - Finalmente, volto a repetir o que já disse em outros artigos: não é com arrogancia que Roseana vai conseguir votos em Imperatriz. Com seu jeito rancoroso, midiático sempre tentando esconder a verdade, pode pintar de ouro os meios fios e calçar com madrepérolas as ruas de Imperatriz, que seu esforço será emvão.

Viva a liberdade!!!




domingo, 13 de dezembro de 2009

Deputado Domingos Dutra rejeita convite do presidente Lula

Só agora me chega essa, mas mesmo assim vou postar. O Deputado Domingos Dutra (PT-MA) enviou carta ao Presidente Lula, que visitará São Luís (MA) na próxima quinta-feira (10). O Deputado Dutra foi convidado pela comitiva presidencial para acompanhar o Presidente em sua estada, mas declinou o convite. Veja por que.

Brasília, 09 de dezembro de 2009

Companheiro Presidente Luis Inácio da Silva – Lula


Declino, com tristeza e pesar, o convite para integrar a comitiva presidencial que estará neste dia 10 em São Luís do Maranhão.
Assim como milhares de petistas, lutei e sonhei com o momento em que o teria entre nós como o Presidente do Brasil para anunciar boas novas que diminuirão a pobreza e a escravidão do nosso povo.

V. Exª é testemunha e deve se lembrar do sofrimento que passamos no processo de construção do PT e de sua própria liderança, quando enfrentamos os filhos da ditadura, os vampiros do nosso povo, os devoradores dos sonhos de nossa gente, representados pelo grupo político comandado pelo Senador José Sarney.

V. Ex ainda deve se lembrar dos atos públicos que fizemos na Praça Deodoro, denunciando as barbaridades da oligarquia; das caminhadas avermelhadas pela rua Grande, arrastando multidões gritando “Fora Sarney”; da emocionante subida da ladeira do Jacaré para verificar a olho nu o abandono do município de Alcântara; da Caravana da Cidadania que, saindo de Caxias, espalhou esperanças entre os quilombolas de Codó; as quebradeiras de coco de São José dos Mouras, em Lima Campos; perante as viúvas de lavradores vítimas do latifúndio, aliado e sustentado pelo grupo dominante; do ato público realizado na empoeirada cidade de Buriticupu; do espanto nas usinas de ferro gusa de Açailândia, causado pela queima desmedida e sem controle de madeira nativa; e do grandioso encerramento da caravana em Imperatriz, com discursos radicais de condenação à pobreza do povo maranhense.

V. Exª deve se recordar da última vez que esteve em São Luís, há exatos 11 anos, para participar, em 1998, do comício em apoio à minha candidatura a Governador do Maranhão quando, embora sem qualquer estrutura, me submeti ao delicioso sacrifício de apoio à sua candidatura a Presidente da República enfrentando o rolo compressor da campanha de Fernando Henrique Cardoso, que foi apoiado por dois mandatos pela mesma turma que hoje lambe os seus pés para se aproveitar de seu governo e de sua popularidade.

Não posso esconder a decepção de não poder compartilhar deste momento em que V. Exª retorna à minha terra, agora como Presidente da República que ajudamos a eleger e que realiza um governo exitoso.

Estou triste, porém a minha consciência não me permite estar no mesmo palanque de um grupo político que há mais de quarenta anos explora, maltrata e debocha do nosso povo.

Não posso confundir a minha imagem com a sombra dessa gente que cassa um governador eleito; cassa um juiz que atendeu aos reclamos da população carente; cassa um prefeito do PT e que implanta o terror no Estado.

Não posso confundir a minha identidade com um grupo cujo líder é objeto de escárnio da cidadania brasileira pelas revelações recentes de uma ínfima parte dos crimes praticadas contra o erário público.

Não posso me curvar ao oportunismo de aproveitar a sua popularidade e a multidão que lhe aguarda, para trocar beijinhos e apertos de mãos com uma governadora de quatro votos, que de forma covarde e indevida se intrometeu na eleição interna do PT pressionando, coagindo e ameaçando nossos prefeitos e lideranças petistas e de partidos aliados.

Posso imaginar o sofrimento de V. Exª diante das pressões espúrias e das chantagens rotineiras por cargos, verbas e outras rações que alimentam verdadeiras quadrilhas organizadas e tenho certeza de que V. Exª não esqueceu o desrespeito do Senador José Sarney durante a eleição para Presidência do Senado; a humilhação imposta pelo Senador Sarney à Senadora Ideli Salvatti (PT-SC), derrotada na Comissão de Infra Estrutura para ressuscitar Collor de Melo; na manobra do Senador José Sarney que ficou em casa para facilitar que o Senador Marconi Perillo (PSDB-GO) instalasse a CPI da Petrobrás para usá-la como arma contra o governo; o presente que o Senador Jose Sarney deu à Senadora Kátia Abreu (Demo), inimiga do governo, para relatar a Medida Provisória n. 458 que regularizou mais de 60 milhões de terras na Amazônia.

Tenho consciência de suas enormes responsabilidades ao governar um país complexo e ainda dominado por tanto picaretas, muitos deles arranchados nas estruturas de poder e, em especial, no Congresso Nacional.

Sei que tens que engolir sapo para poder governar. Compreendo que V. Exª, por dever de oficio, tem de manter relações e até amizades com os inimigos de ontem, os aproveitadores de hoje e adversários de amanhã, em prejuízo de seus companheiros de ontem, de hoje e de sempre.

Porém a vida não pára. O mundo muitas voltas dá.

Amanhã será outro dia, e com certeza nos encontremos no Maranhão ou em outros cantos do Brasil, em companhia de gente menos catingosa.

Boa sorte em seu esperado retorno a São Luís.

Justiça se faz na luta.

DEP. FED. DOMINGOS DUTRA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Prefeitura de Imperatriz licita obras para 2010


A Prefeitura de Imperatriz vai iniciar 2010 com as seguintes obras licitadas: a revitalização das avenidas Getúlio Vargas e Dorgival Pinheiro de Sousa; ginásio de esportes para o Parque Alvorada e Vilinha; Unidade de Pronto Atendimento (UPA); cinco novos postos de saúde (em processo de licitação); reforma de 26 prédios escolares e a construção de duas novas escolas de tempo integral: a Machado de Assis (Vila Nova) e a Pastor Jairo Saldanha (Santa Inês). A informação é do secretário de Infraestrutura, Roberto Alencar.

Alencar informou também que na próxima semana a prefeitura reiniciará o serviço de pavimentação de quatro quilômetros de asfalto na região do grande Bacuri, beneficiando centenas de moradores das Ruas 1, 2, 3, 4, 7, Ernesto Geisel, Castelo Branco e a Cel. Manoel Bandeira. “Já foram concluídos os serviços de meio-fios e sarjetas. E vamos colocar uma camada asfaltica excelente, melhorando o aspecto urbanístico, a valorização dos imóveis e a qualidade de vida dos moradores do Bacuri”, disse.
É o governo do prefeito Madeira, fechando seu primeiro ano coroado de êxito, na perspectiva de muito mais trabalho para os próximos 3 anos, fazendo jus á sua proposta de mudar Imperatriz.

A Confecom e a soberania informativo-cultural

Será aceitável do ponto de vista da soberania-informativa um país como o Brasil possuir salas de cinema em apenas 8 por cento dos seus municípios? É tolerável um país com inequívoco potencial para posições de liderança no cenário internacional registrar taxas tão indigentes de leitura de livros, jornais e revistas, inferior à registrada na Bolívia, sendo tão pobre também no número de bibliotecas e livrarias? A Confecom é a oportunidade para tomar consciência de nossas vulnerabilidades, dimensionar com realismo nossa imensa dívida e iniciar a construção de um um modelo democrático, brasileiro e soberano de informação. O artigo é de Beto Almeida.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Povos Indígenas vão à Europa contra a destruição da natureza



Delegação Indígena do Brasil viaja à Europa para divulgar a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, coordenada pela APIB, uma organização criada para defender os Direitos Indígenas, a partir da articulação e união entre os povos e organizações indígenas das distintas regiões do Brasil.

A delegação é composta por 3 representantes, Sônia Guajajara- Vice coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, Romancil Cretan Kaingang – Coordenador Geral da Articulação dos Povos Indígenas do Sul – Arpin Sul e Mauro Terena Representante da Comissão permanente em Brasília da Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal – ARPINPAN.

Ao longo de oito dias pela Holanda e Alemanha, reuniram-se com representantes de Organizações Não Governamentais, Parlamentares, estudantes, pesquisadores e imprensa de Haia, Amsterdan e Berlim para reuniões, encontros, debates e posicionamentos do Movimento Indígena Brasileiro sobre os mais variados temas, como, Mudanças climáticas, REDD, Construção de Hidrelétricas, Monoculturas e Programa de Aceleração do Crescimento- PAC do Governo Federal.

Foram apresentas as idéias construídas no movimento indígena no entendimento que a política do estado brasileiro segue um viés desenvolvimentista econômico em detrimento das recomendações e demandas socioambientais atestadas pela comunidade científica .

“Somos favoráveis ao desenvolvimento do país mas não concordamos com a forma impositiva como está sendo implantado todos esses grandes projetos, como a Hidrelétrica de Belo Monte que afeta diretamente toda a biodiversidade e os povos tradicionais do santuário do RIO XINGU. O governo não respeita as leis conforme preconiza a Constituição Federal e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho- OIT, que garante aos povos indígenas o Direito à consulta livre, prévia e informada”, firmou Sônia Guajajara para uma entrevista de rádio em Berlim.

Durante as reuniões surgiram vários questionamentos para os indígenas em relação aos critérios para a produção sustentável de soja.” Cretan Kaingang afirmou que desconhece qualquer critério ou parâmetro neste sentido. "O que temos sentido concretamente são os impactos negativos causados pela expansão da soja em especial na Região Sul e Sudoeste do país, provocadas pela utilização irresponsável dos agrotóxicos que causam poluição das águas e transmissão de doenças de pele, dentre tantos outros problemas", disse Cretan.

Para complementar, Mauro Terena, reafirma que hoje os Guaranis Kaiowá , vivem marginalizados à beira das estradas do Mato Grosso do Sul, ameaçados pelos fazendeiros e donos do agronegócio. Tudo isso causado pela política do governo que favorece a expansão das monoculturas.

Como resultado das reuniões , os representantes indígenas avaliam que a imagem da APIB foi consolidada perante as organizações com as quais mantiveram contatos abrindo-se assim novas possibilidades de apoios e parcerias, tanto para a execução das ações da APIB como para as organizações que a compõem: COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE E ARPINPAN.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Juíza Samira Heluy recebe condecoração por sua atuação em favor dos Direitos Humanos


A Juíza da 5ª Vara Criminal de Imperatriz, Samira Barros Heluy, será a personalidade do ano agraciada com a Medalha 18 de janeiro, em reconhecimento ao trabalho da magistrada desenvolvido junto aos detentos e detentas da CCPJ de Imperatriz, através do projeto Cidadania Também se Aprende na Prisão.

A cerimônia de entrega da Medalha 18 de Janeiro acontecerá nesta quinta-feira, 10 de Dezembro - dia internacional dos Direitos Humanos, quando se comemora 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos -, as 19:00 horas, no Sindicato dos professores de Imperatriz (Steei), na rua 13 de maio, entre as ruas Cel. Manoel Bandeira e 15 de Novembro.

A honraria, instituída desde o ano 2003 pelo Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo, entidade não governamental, sediada no município de Imperatriz, tem como finalidade o reconhecimento a trabalhos ou pessoas que se destacaram no exercício de sua função ou de sua militância na defesa dos Direitos Humanos.

“Este ano temos a honra de indicar o trabalho desenvolvido pela Dra. Samira porque consideramos que a presença da magistrada na execução penal desta comarca e em especial na execução do referido projeto, viabilizou aos apenados o acesso a informações imprescindíveis dos seus processos, promovendo entre os mesmos a conscientização real de sua condição de apenado, fortalecendo sua auto-estima na condição de ser humano em débito com a sociedade e de cidadãos com direitos e deveres garantidos na Lei de Execução Penal”, justificou a Coordenadora do Centro Pe. Josimo, Conceição Amorim.

Desde sua instituição a Medalha 18 de janeiro, já foi entregue as seguintes personalidades: Irmã Neves (2003 , Juíza Graça Carvalho (2004), a militante Carmem do Centro de Direitos Humanos de Açailandia (2005), Graça Cortez(2006), Conceição Formiga(2007) , Professor Geraldo (2008) e agora a Juíza Samira Barros Heluy.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Chiquinho escroque"


O ex-suplente de senador Francisco Escórcio passou por Imperatriz no último sábado fazendo parte do séquito do ministro Edson Lobão. Inimigo declarado do prefeito Sebastião Madeira, Chiquinho ouviu poucas e boas na Banca do Chico (Praça de Fátima), ao se deparar com o popular "Pinheirinho da Aged", que não poupou adjetivos ao araponga de Sarney. Escórcio andou se referindo ao prefeito de Imperatriz de maneira desrespeitosa, afirmando que "essa madeira vai dar cupim".

Oras antes, ao passar pelo Bar do Olimpio, Chiquinho fez o mesmo deboche ao cumprimentar este jornalista. Eu não entrei nas provocações de Chiquinho, mas com Pinheirinho da Aged a reação foi diferente, só não foi chamado de santo. "Cai fora Chiquinho escroque!", esbravejou Pinheirinho.

Chega a ser curioso, o ódio que Chiquinho demonstra quando alguém fala o nome do prefeito de Imperatriz, ódio que no momento não se explica, quando a própria governadora Roseana tem tido um bom relacionamneto com Madeira, ao ponto de propor-lhe uma parceria na realização do Reveillon da cidade.

Seu comportamento não é só com Madeira, dizem que basta ser adversário do seu chefe, ele já passa ter raiva. Notório “pau-mandado” do senador José Sarney, Escórcio teria sido o araponga que conseguiu gravar todos aqueles vídeos que incriminaram Jackson Lago no processo que levou a perda de mandato do pedetista junto ao TSE. Saibam mais sobre Chquinho Escórcio:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

“Versos de Hollanda”: Um espetáculo sobre a obra de Chico Buarque de Hollanda

O espetáculo multimídia Versos de Hollanda, que presta uma homenagem ao poeta da música brasileira Chico Buarque, fará 04 apresentações no mês de dezembro. Dias 14 e15 no Auditório da UFMA e dias 16 e 17 no Teatro Ferreira Gular na cidade de Imperatriz/MA, às 20 horas.

Poeta maior da música popular brasileira, Chico Buarque de Hollanda é um artesão das palavras, que soube como poucos extrair poesia da aparente banalidade do cotidiano. No seu universo de malandros, prostitutas, travestis, o que transborda é o amor intenso, carnal, despudorado, verdadeiramente humano. Versos de Hollanda conta essa história de amores possíveis e impossíveis, mergulhando na obra do “velho” Chico, reunindo música, poesia e teatro.

Após três meses de ensaios exaustivos, Versos de Hollanda fará sua estréia oficialmente no Teatro da UFMA num espetáculo em homenagem aos alunos e servidores da instituição. A concepção e direção do espetáculo é do professor Dr. Gilbert Angerami, que conduziu seus alunos do Curso Livre de Teatro da UFMA a mergulharem no universo do cantor e poeta Chico Buarque de Hollanda; onde seu grande desafio foi estimulá-los a mostrar os ensinamentos adquiridos com a ousada tarefa de montar histórias poéticas, debruçando-se sobre um dos mais ricos mananciais da música popular brasileira.

O espetáculo comprova que, por trás da aparente complexidade da obra de Chico Buarque, existe um compositor extremamente popular. “O mais difícil foi a escolha das letras e das canções a serem utilizadas no espetáculo, já que ao todo são mais de 450 composições e apenas 40 delas participam dessa montagem que tem a duração média de 1h e 15 min e está dividida em quatro partes: cotidiano, drama, regionalismo e bordel. Os atores e atrizes revezam-se recitando as músicas, muitas de peças consagradas do Chico, como Gota D’Água e Ópera do Malandro” acrescenta o diretor.

No palco, seis alunos e um ator convidado encenam a complexidade simples do grande poeta Chico Buarque de Hollanda, dentre as músicas escolhidas destacam-se: Trocando em Miúdos, Tango de Nancy, Ciranda de Bailarina, Gente Humilde, Atrás da Porta, Com Açúcar e Com Afeto, Olhos nos Olhos, Folhetim e muitas outras; onde as músicas do autor se materializam, em um desfile de personagens ora marginais, ora apenas pessoas comuns, mas plenos de vida (Texto enviado por Gilbert Angerami).

Ildon confunde “alhos com bugalhos”


No final da semana que passou Imperatriz viveu um grande alvoroço. Garimpeiros de várias regiões do estado e até do Pará e Tocantins, literalmente invadiram a cidade para prestarem uma homenagem ao Ministro Edison Lobão, que segundo eles tem sido um forte aliado dos garimpeiros, na luta pela retomada do maior garimpo em céu aberto do mundo, a Serra Pelada, cenário de uma novela que já rendeu muitos capítulos e que parece não terminar.

Exageros a parte, tanto das lideranças garimpeiras como da assessoria de Lobão, que na ocasião completou 73 anos, realmente tem os seus méritos, tanto como senador como ministro, nessa empreitada, porém, como não poderia deixar de ser, tentam aproveitar o ato eleitoralmente.

Algumas figuras, como o ex-prefeito Ildon Marques, até saíram da “catacumba” e festejaram cantando em prosa e verso o “fortalecimento do grupo da governadora Roseana em Imperatriz”.

Em matéria encomendada e publicada no jornal O progresso de domingo, tem uma afirmação do ex-prefeito: "Não resta à menor dúvida de que o que estamos vendo é a demonstração clara do fortalecimento do grupo político em toda a região, numa referência lógica à aprovação do trabalho desenvolvido pela governadora Roseana Sarney no estado e pelo ministro Lobão pelo governo federal".

Seria cômico se não fosse trágico, pois uma coisa nada tem a ver com a outra. O que houve aqui em Imperatriz foi uma reunião de garimpeiros, em sua maioria gente de outras plagas, eleitores até de fora do estado, para homenagear o ministro Lobão pela passagem de seu aniversário. Querer dizer que isso tem alguma coisa a ver com “o trabalho desenvolvido pela governadora Roseana Sarney no estado”, é no mínimo uma alucinação ou confundir “alhos com bugalhos”.





sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

JUSTIÇA PROÍBE VEICULAÇÃO DE PROPAGANDAS IRREGULARES DO GOVERNO ROSEANA

O juiz Carlos Henrique Rodrigues Veloso, da 2ª Vara da Fazenda Pública, acatou liminar do Ministério Público Estadual que proíbe a veiculação de publicidade institucional do Governo do Estado nos meios de comunicação. O MP entendeu que a campanha veiculada na TV é exclusivamente para promover e cultuar a personalidade da governadora Roseana Sarney (PMDB).

A liminar interposta pelo Ministério Público requer a suspensão imediata das publicidades do governo que apresentam imagens, nomes ou qualquer promoção pessoal da governadora Roseana Sarney ou a qualquer outro agente político.

A ação civil pública, com pedido de liminar é assinada pelos promotores de defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, João Leonardo Sousa Pires Leal e Marcos Valentim Pinheiro Paixão.

Os promotores alegam que o Governo do Estado tem veiculado publicidade indevida tanto em TV aberta, quanto através do informativo denominado “De volta ao Trabalho” e “O futuro já chegou”, este último distribuído no Jornal O Estado do Maranhão em outubro, que expõe fotografias de políticos e empresários, além de citar várias vezes o nome da Governadora, reproduzindo ainda o seu discurso com intuito de divulgar apenas sua pessoa e não as ações da administração.

Na decisão, o juiz considera irregular diversos atos de publicidade institucional do governo baseando-se no artigo 37 da Constituição Federal que admite apenas publicidades de órgãos públicos de caráter educativo, informativo ou de orientação social não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades.

O juiz alega ainda que de posse das peças publicitárias, fica evidenciado o desvio da publicidade institucional custeado pelos cofres públicos descumprindo ainda as normas de impessoalidade.



Foi determinado pena de multa de R$100.000,00 (cem mil reais) para cada exibição ou distribuição das peças publicitárias que contenham as irregulares citadas. (Com informações da Central de Notícias)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Projeto piloto de Promoção da Saúde será lançado sábado em Imperatriz

Os bairros Conjunto Vitória, Vila Vitória e Habitar Brasil serão os primeiros beneficiados pelo programa


A Prefeitura de Imperatriz, através da secretaria municipal de Saúde (Semus), lança no próximo sábado, dia 05, o Projeto de Promoção de Saúde, “Para viver mais e melhor em uma Imperatriz saudável”.

A solenidade de lançamento, que pretende envolver os moradores da região da cidade classificada como grande Vitória, compreendendo os bairros Nova Vitória, Vila Vitória e Habitar Brasil, acontecerá às 09 horas, nas proximidades da Praça do Conjunto vitória, com a presença do prefeito Sebastião Madeira, o secretário de Saúde Mamede Magalhães, demais secretários do município, vereadores e outras autoridades convidadas e lideranças diversas dos bairros citados.

“O projeto Para viver mais e melhor em uma Imperatriz saudável, tem a perspectiva de primar pelo desenvolvimento e fortalecimento social através da qualidade da saúde coletiva que compreende em um esforço conjunto, de ações estratégicas e intersetoriais do governo municipal de Imperatriz. Será uma experiência inédita, que vai incrementar a melhoria da nossa saúde pública”, informou Mamede.

De acordo com o secretário, ‘Promoção de saúde’ é um processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle desse processo. “Nosso objetivo é promover alternativas saudáveis para a comunidade, garantindo qualidade de vida, reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes, na construção de um novo perfil de atenção, com enfoque na promoção da saúde”, explica.

Desde o início de sua administração o prefeito Sebastião Madeira vem desenvolvendo esforços através do secretário Mamede Magalhães na busca de modelos de atenção à saúde que extrapolem a assistência médico-curativa. Segundo o prefeito, com esse projeto, embora ainda em fase experimental, a promoção ganha destaque no campo da saúde pública imperatrizense, pois a intenção é resgatar a concepção da saúde como produção social, buscando desenvolver políticas públicas e ações de âmbito coletivo que extrapolem inclusive o enfoque de risco.

“Queremos iniciar uma concepção que não restrinja a saúde à ausência de doença, mas que seja capaz de atuar sobre seus determinantes. Incidindo sobre as condições de vida da população, extrapolando a prestação de serviços clínico-assistenciais, supondo ações intersetoriais que envolvam a educação, o saneamento básico, a habitação, a renda, o trabalho, a alimentação, o meio ambiente, o acesso a bens e serviços essenciais, o lazer, entre outros determinantes sociais da saúde. É um sonho? Pode ser, mas lutaremos para torná-lo real”, disse Madeira.

A expressão “promoção de saúde” foi usada pela primeira vez em 1945 pelo canadense Henry Sigerist (Pereira et al., 2000). O médico historiador definiu quatro tarefas essenciais à Medicina: a promoção de saúde, a prevenção de doenças, o tratamento dos doentes e a reabilitação, afirmando que “A saúde se promove proporcionando condições de vida decentes, boas condições de trabalho, educação, cultura física e descanso”

Foto: Prefeito Madeira e secretário Mamede: por uma nova concepção em saúde (foto-Josa Almeida)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O DEM, ex-PFL, ex-Arena, vai agonizando em público

Creio que a tendência no Brasil é a do afunilamento do número de partidos relevantes a quatro ou cinco, tal como muitas democracias européias. Os menores continuariam existindo, mas sempre gravitando em torno desses para fazer contrapeso – ideológico, programático ou fisiológico. Há quem defenda que teremos apenas dois ou três grandes, mantendo os demais dentro do jogo, mas com uma importância restrita, como nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Hoje, o mais lógico seria falar de uma polarização PT/PSDB, com o PMDB balançando a sabor do vento. Mas fico imaginando que, se adotássemos o voto distrital, talvez a polarização fosse PT/PMDB pela capilaridade de ambos, ainda que este último não seja um partido, mas uma federação deles.

Como agrupamento político que manteria a relevância, sempre colocavam o DEM, ex-PFL, ex-Arena, que sobreviveria por ser um partido com uma bandeira ideológica (conservadora) bem delimitada e, portanto, com um público a representar. Por exemplo, há deputados e senadores, críticos do sistema de combate à escravidão contemporânea no Brasil, que já receberam apoio de fazendeiro flagrado cometendo o crime. Na minha opinião, eles não receberam o apoio PARA defender essa bandeira mas POR defender essa bandeira, entre outras. O resultado poder ser o mesmo, mas é uma grande diferença.

De qualquer forma, esse antigo naco de sustentação da ditadura militar foi minguando, minguando, diminuindo em importância em eleitos no Executivo. E se não se agarrasse com todas as forças ao PSDB, hoje seria praticamente nada. Ou alguém acha que, sem a ajuda do seu padrinho José Serra, Kassab teria sido eleito prefeito de São Paulo?

Hoje, seu único governador, José Roberto Arruda (DF), está na corda bamba, aparecendo em vídeo recebendo pacote de dinheiro. Justifica que o objetivo era fazer a alegria dos pobres sem-panetone. Segundo a Polícia Federal, os recursos serviriam para pagar uma espécie de “mensalão do DEM”. Se esse fosse o único problema do partido, seria facilmente resolvido. Mas não é.

Temos visto alguns colunistas desesperados, que saem a público sem os devidos pudores e dão dicas ao DEM: olhe, não ataque o governador Serra; não aumente os impostos em São Paulo; não defenda o desmatamento tão perto da Cúpula de Copenhague; não critique desoneração tributária em móveis e eletrodomésticos, chamando sofá e geladeira de artigos de luxo, porque isso pega mal na véspera de eleição; cuidado com a demofobia; troque o coronelismo por uma outra forma de política… Mas como nem todo mundo ouve, vira e mexe aparece um parlamentar do partido atirando a esmo ou fazendo besteira. No final, o ato impensado fica registrado como mais uma tentativa de suicídio de um partido que trocou de nome mas não conseguiu se adaptar aos novos tempos.

A agonia pública de um partido deveria ser chorada pela perda de pluralidade política em uma democracia. Mas, tendo em vista a longa lista de serviços prestados à nação pelo DEM/PFL/Arena, não consigo derramar uma só gota. (por Leonardo Sakamoto, ilustração do blog).

Jakson Lago recebe titulo de Professor Honoris Causa nesta sexta-feira da Unisulma



O ex- governador Jackson Lago recebe no próxima sexta-feira, em Imperatriz, o título de Professor Honoris Causa, da Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão-Unisulma.
O titulo foi conferido ao ex-governador ainda em 2007, mas só agora se tornou possível a entrega da honraria.
A direção da faculdade informou que o título deve-se à produção acadêmica de Lago enquanto professor e médico sendo dos pioneiros, no Maranhão, na realização cirurgia de torácica.
A Unisulma marcou a solenidade para o próximo dia 4 de Dezembro, às 19 horas no Auditório Jorge Mendes, na própria instituição (Elson Araújo).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Em que deu as investigações sobre a morte de Ita Alves e outros casos prometidos pelo secretário Cutrim que seriam finalmente apurados?


Sem conseguir dar resposta para a maioria dos reclamos da população no que diz respeito à insegurança crônica do Maranhão, o secretário Raimundo Cutrim tentou tirar o foco da opinião pública para outra direção, na área da inteligência policial onde navega com mais tranqüilidade e prometeu retomar as investigações de alguns crimes que ainda se encontram sob o manto da impunidade no estado, que não foram totalmente elucidados, notadamente em Imperatriz e região, onde o governo do estado tenta a todo custo ganhar pontos com a população.


“Para a nova cúpula da secretaria de Segurança Pública, não há crimes que não possam ser solucionados. Basta dar condições de trabalho aos investigadores e cobrar resultados”, dizia o “novo” xerife em matéria postada naquela ocasião no site Imirante.com.

Os crimes
Inicialmente Cutrim prometeu rever apenas dois crimes o da morte de seu amigo Edvalter Ribeiro, o Valtinho da Trasnboi (em Governador Edison Lobão 24 de abril de 2008) e o do prefeito de Ribamar Fiquene, Ita Alves, fiel aliado de sua patroa, a governadora, que foi morto com cinco tiros em julho de 2007.



Mas, ao entrar por essa via, Cutrim abriu sem querer o armário de ossos da impunidade no Maranhão, pois além de muitos desses crimes terem envolvimento de políticos, abre o precedente para que a sociedade exija também a reabertura dos inquéritos de outros crimes que ainda clamam por solução.

Criticado por uns poucos corajosos da mídia local, Cutrim divulgou depois uma lista um pouco maior, incluindo o caso Ivanildo Júnior, que causou grande clamor em Imperatriz, já que o estudante foi encontrado morto, depois de ter sido abordado numa blitz policial e a do prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar, o Bertinho, assassinado a tiros num emboscada, na BR-222.

Passaram-se meses, a imprensa não cobrou tampouco Cutrim sequer lembra o assunto, o que cabe uma pergunta: Em que deu? Aonde chegaram essas investigações? Quem mandou matar Ivanildo Júnior, Ita Alves, Valtinho da Transboi?

Mas a lista da impunidade não é também tão pequena, tem muito mais “cadáveres insepultos” na segunda maior cidade do Maranhão. Lembremos de alguns casos como o assassinato do agente de Turismo, Kennedy (empresa Kennedy Turismo) e o seqüestro e desaparecimento do Maestro Wilson Bandeira. O primeiro nunca se soube nada, nem mesmo de parentes que reivindicassem apuração, quanto ao segundo até hoje não se sabe o paradeiro do evangélico, apesar do suposto mandante ter sido preso por algum tempo. Claro, alguns desses casos já estão nas mãos da Justiça, o que posteriormente caberá outra nota sobre o assunto.