quinta-feira, 17 de março de 2011

Carlos Amorim justifica posição do PDT na votação de requerimento que solicitava audiência pública dos professores

Carlos Amorim (PDT)
O líder do PDT na Assembléia Legislativa, deputado Carlos Amorim, justificou ontem a posição do seu partido frente à votação de um requerimento que solicitava uma audiência pública para debater a questão dos professores da rede estadual de ensino, em greve há dias.

Para Carlinhos, o partido não votou contra a categoria,  como querem insinuar alguns aproveitadores, apenas se posicionou contra o requerimento. “Nós não votamos contra os professores apenas nos posicionamos contra um requerimento que tinha o objetivo de realizar uma Audiência Pública, que, no nosso entendimento, não surtiria o efeito que o caso requer”, disse Amorim.

Segundo o parlamentar, o PDT entende ainda que a Comissão Permanente da Assembléia tem total competência, condições e poderes para poder encontrar uma saída para as reivindicações apresentadas pela classe dos professores. “Esta foi a nossa colocação, este é o nosso entendimento, como foi o entendimento de quase trinta deputados presentes naquela sessão”, asseverou.

Carlinhos disse ainda que, esgotada essa instância de discussão de um assunto tão técnico, como o que está sendo reivindicado pelo Sindicato dos Professores, aí os deputados poderiam buscar outros meios adequados para cobrar do Governo do Estado e da Secretária de Educação uma resolução para o problema.

“Mas eu entendo que até esse momento vale a pena cuidar dos trabalhos que já estão sendo desenvolvido pelo Presidente da Comissão César Pires, que, salvo engano, conhece bem esta área da Educação do Maranhão, foi secretário, goza de um bom relacionamento com o corpo docente do Estado do Maranhão, portanto uma pessoa que tem plenas condições de encontrar uma saída para esse impasse. Foi esse o meu entendimento, foi esse o entendimento da Bancada do PDT”, garantiu.

Está certo o deputado, pois a Comissão de Educação é uma Comissão Permanente e não pode ser esvaziada em suas atribuições, antes de lhe ser dada a oportunidade de encontrar uma solução junto com a categoria.

Além do mais, trata-se de um assunto técnico, financeiro, planilhas, recursos do Fundeb, etc., coisas evidentemente difíceis de serem tratadas num ambiente de servidores com suas razões, governo com suas defesas e alguns deputados  se aproveitando dessa terrível situação como palanque eleitoral.

6 comentários:

Ismael disse...

Ah tá. Agora eu entendi. É mais cômodo se ausentar de discutir um problema que está afetando milhares de alunos em todo o estado. Tá certo Carlinhos. Justifique sua fama. Já prestou atenção que desde o início do seu mandato o senhor Carlinhos só vem se justificando? Eleição da mesa diretora, governo ou oposição, audiência dos professores...

Paulo disse...

Para com isso Ismael! Discutir o que? tão querendo é palanque...
Pois sim, a greve está mesmo afetando milhares de alunos, graças a irresponsabilidade de pessoas descompromissadas, d.
Esses professores são uns abusados,se sentem os mais merecidos, não tem ninguém bom pra eles, todo governo eles inventam uma greve. Sou até a favor das reivindicações deles, menos o patamar de salário que estão querendo. Parabéns deputado Carlinhos e toda a bancada do PDT, pelas posições sóbrias que estão tendo na Assembléia. O povo do Maranhão tá cansado desse discursos vazio da oposição, portanto o PDT está no caminho certo.

Anônimo disse...

Acredito que o Ismael deva ser mais um que adora por lenha na fogueira e distorcer os problemas, o assunto da greve dos professores, não diz respeito a uma opinião própria do Deputado Carlos Amorim, mas neste primeiro momento de uma discussão técnica, que deve ser tratada pela Comissão de Educação da Assembléia, para não politizar partidariamente o assunto em plenário, o que não traria nenhum resultado favorável aos professores, pois a questão é maior que certas politicagens partidárias.
Acredito que o deputado tenha lucidez da responsabilidade e dos problemas enfrentados pelos professores do Estado, e acredito que ele agiu com bom senso e coerência para que a situação seja tratada pela instância apropriada, no caso a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.

Anônimo disse...

Cês viram? A Justiça mandou parar a greve, mas eles dizem que vão teimar. LURDES CAPRISTANO.

Anônimo disse...

O mundo dá muitas voltas, vejam o grande Josué Moura, ex-sindicalista, "oposicionista", "defensor dos direitos humanos", jogando contra os professores do Maranhão... (Nelson Cardoso)

Blog do Josué Moura disse...

Caro Nelson,
Não vejo onde é que eu estou "jogando contra os professores do Maranhão". Na realidade não houve na votação da Assembléia nada contra professor. O requerimento rejeitado por aquela Casa apenas não permitiu que se fizesse uso de uma audiencia pública com todos os ingredientes que envolvem uma categoria no Estado e as finanças deste. Temas que somente desapaixonadamente, num ambiente sóbrio, técnico e mediado pela Comissão Permanente da Assembleía, poderá ter um desfecho que contemple em parte os interesses envolvidos, de um lado professeroes e do outro o governo.
No que diz respeito á minha posição pessoal ela continua a mesma, apenas a idéia de oposição, radical,raivosa e desvairada, como confesso já fiz no passado, não se justifica mais. Avaliei as informações prestadas pelo sindicato e pelo governo e verifico com tranquilidade que os dois tem razão, mas falta ao governo dinheiro para atender na totalidade a reivindicação do sindicato. Registro inclusive que o governo abriu o FUNDEB estadual e a categoria sabe que destes recursos não há suficiência para atender todos os pleitos do sindicato, que são os mesmos de outras categorias, tão importantes como a dos professores. Finalizando, o bom senso, a realidade financeira, e as concessões recíprocas resolverão o impasse, para o bem estar geral dos professores, alunos e a sociedade maranhense. Um abraço e obrigado pela participação.