segunda-feira, 30 de julho de 2012

CONSTRUÇÕES VERTICAIS TRANSFORMAM PAISAGEM URBANA DE IMPERATRIZ

O aquecimento na economia com a vinda de grandes empreendimentos é um dos fatores que estimularam a verticalização da cidade
Texto e fotos: Jordana Fonseca
 A verticalização das construções residenciais e comercias em Imperatriz vem transformando a paisagem urbana da cidade. Nos últimos 10 anos, locais que tinham apenas edificações horizontais agora contam de empreendimentos imobiliários com muitos metros de altura. E o número de projetos de construções verticais não para de crescer.

Esta é uma tendência nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta que 1 em cada 10 brasileiros moram em apartamentos. A primeira impressão leva ao pensamento de que isto só acontece em grandes metrópoles, porém as cidades médias do norte do país estão liderando em número de unidades. Os números do Censo Demográfico de 2010 demonstram uma mudança de postura quanto à escolha da moradia. A taxa de crescimento de unidades em Rondônia, por exemplo, é 15 vezes superior à de São Paulo.


No nordeste, o Maranhão possui a maior taxa de verticalização da região. Está acima da média nacional, que é de 43%. Na região, esse número chega a 48%. Segundo o IBGE, no total, o estado possui apenas 3% do número de apartamentos no nordeste, mas a taxa de crescimento no último censo foi a maior da região. O estado conta com 28.636 apartamentos habitados, ou seja, que possuem moradores. Destes, 1.328 estão situados em Imperatriz.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Social de Imperatriz, Sabino Siqueira Costa, o boom imobiliário vivido é resultado das características da cidade. “Imperatriz tem uma localização privilegiada do ponto de vista da logística, nós estamos às margens da Belém-Brasília e ferrovia Norte-Sul. Somos uma cidade polo, atendemos em torno de 1 milhão e meio de pessoas, entre habitantes de Imperatriz e cidades circunvizinhas que de alguma forma consomem produtos e serviços aqui”, explica.

Sabino destaca também a instalação das fábricas da Coca-Cola, Suzano Papel e Celulose e mais a chegada de empreendimentos comerciais, como o Imperial Shopping Center, que juntos devem gerar milhares de empregos. “Isso está provocando uma alteração no perfil da cidade que consequentemente vai gerar uma demanda por habitações para as pessoas que estão chegando de fora”, exemplifica.

Histórico – O consultor imobiliário Ademar Mariano, proprietário de uma das imobiliárias mais antigas da cidade, conta que as primeiras edificações com vários andares foram construídas na década de 1980. “Os primeiros foram o edifício Juçara I e II, que ficam ali em frente onde era a Broadway (danceteria), na rua Hermes da Fonseca. Depois o La Ville, Gran Ville, Quinta Avenida, Mirantes do Rio, Centro Empresarial, todos com elevador. Depois ainda foram construídos o Sunset Boulevard e os Cinco Estrelas, sem elevador”, enumera.
Ademar Mariano

Ademar Mariano conta que o mercado imobiliário em Imperatriz foi afetado pela crise econômica instalada no país com insucesso dos planos econômicos dos governos de Sarney e Collor. Mais localmente a interrupção da extração do ouro em Serra Pelada e transferência das madeireiras instaladas na região que tinham Imperatriz como ponto de apoio. “As famílias desses trabalhadores moravam aqui, dessa maneira o dinheiro que eles ganhavam lá era mandado para a cidade, movimentando a economia local.”, explica.

Esses fatores provocaram um hiato de 15 anos sem construções verticais em Imperatriz. A retomada aconteceu nos anos 2000. Nos primeiros anos do novo milênio o mercado teve um superaquecimento, provocando uma explosão de empreendimentos para atender a demanda reprimenda do período sem construções.

Mariano afirma que se temia que esse processo resultasse em uma “bolha” imobiliária, semelhante à que levou à quebra do setor de imóveis nos Estados Unidos em 2007. “Esse processo está estabilizado. Não chegaremos a uma quebra do mercado. A princípio, houve esse atendimento em razão da demanda reprimida, o que se chama de bolha, que é uma demanda de consumo muito grande fora da normalidade, e hoje, apesar da economia ter retraído um pouco, nós estamos com um mercado equilibrado, sem aquela euforia, sem aquela demanda desenfreada”, analisa.

Perfil das edificações - As construções verticais em Imperatriz seguem uma tendência de empreendimentos com alto padrão que unem o conforto e a segurança presentes em condomínios fechados e as opções de lazer de um clube, como espaço para prática de exercícios física e várias opções de áreas de vivência. A construtora Aracati Construções, com 32 anos de mercado, lançou recentemente projeto que, de acordo com a construtora, sintetiza esse conceito: o Maximus Club Residence, pensado para agregar moradia, lazer e bem-estar, tudo em um só espaço.

A segurança é um dos principais atrativos neste tipo de moradia. Sandro Marcos Lemos mudou-se para cidade há cinco anos e escolheu o apartamento como forma de moradia. O executivo da distribuidora de energia do Maranhão admite que as opções de lazer e relaxamento também pesaram na sua decisão. “Tivemos outras motivações, tais como: academia, piscina, quadras, com custo dividido entre 48 moradores, ou seja, com custo compartilhado”, justifica.

Por outro lado, as construtoras também aproveitam a ascensão da classe C. A facilidades no financiamento possibilitado pelo projeto “Minha casa, Minha vida” tem contribuído para o aumento do número de empreendimentos.  Segundo o consultor imobiliário, Goldman Arouche, é muito simples fazer um financiamento: “com todos os documentos em mãos, não existe dificuldade. Quando a pessoa procura uma consultoria, o atendimento é facilitado”.

Uma das áreas mais promissoras para encontrar imóveis desse perfil, fica nas proximidades da Avenida Newton Belo. A diversidade de anúncios e propostas presentes na redondeza dessa localidade dá uma ideia disso. A região dos bairros Três Poderes e Maranhão Novo, por sua vez, é reduto dos empreendimentos de alto padrão, que prometem a união entre sofisticação, lazer e segurança como conceito.

Ademar Mariano, explica que construções verticais estão espalhadas por toda a cidade.  O empresário cita projetos em estudo e andamento em várias regiões da cidade, como o bairro Vila Nova, próximo ao Freitas Park, no bairro Santa Inês, no Centro e entre outros. “Não há uma determinação, uma concentração de edificações verticais na cidade, elas acontecem baseadas na vontade do empreendedor, objetivando a sua pesquisa, quer dizer, onde melhor pode atender aquele produto que ele oferecerá”. Segundo o consultor, este será um processo contínuo devido ao desenvolvimento de Imperatriz.

"A MAIOR CAUSA DA VIOLÊNCIA EM IMPERATRIZ É A IMPUNIDADE", DIZ PROMOTOR

O promotor de Justiça Joaquim Ribeiro tem uma teoria para o aumento da violência entre adolescentes: a entrada deles na vida social cada vez mais cedo

João Rodrigues 
Da equipe de O Estado

Promotor de Justiça, Joaquim Júnior
Imperatriz - O promotor de Justiça Joaquim Ribeiro de Sousa Júnior, titular da 6ª Promotoria Criminal, em Imperatriz, tem uma teoria para o aumento de casos de violência entre adolescentes: a entrada dessas pessoas na vida social cada vez mais cedo. O representante do Ministério Público (MP) defende a parceria bem-sucedida firmada com a Polícia Civil, via Secretaria de Estado de Segurança Pública, e Poder Judiciário para reprimir e elucidar crimes como o sequestro da criança Pedro Paulo Lemes. Nesta entrevista especial, Joaquim Júnior aborda o trabalho da polícia no caso do sequestro, o papel das drogas para a criminalidade e outros assuntos.
O Estado - Qual é a leitura que o senhor faz do recém-divulgado Mapa da Violência no país e no Maranhão?
Joaquim Ribeiro de Sousa Júnior - A violência tem várias causas. Ela é gerada pela impunidade. Quando não se dá uma resposta efetiva àqueles que praticam crimes, a tendência é de que as demais pessoas que tenham tendência ao crime se sintam encorajadas à prática. Ela também depende de questões sociais e de desemprego, mas no meu entender a maior causa da criminalidade é a impunidade. Quando o criminoso tem a certeza de que não será punido se praticar algum crime, ele tende a não ter receios e dedica todo o intelecto a se furtar da polícia, do Ministério Público e da Justiça de um modo geral. É necessário que o Ministério Público e a polícia estejam atentos, tentem dar uma resposta não só efetiva, mas rápida. Não adianta uma resposta tardia depois de não sei quantos anos. Não resolve.
O Estado - Houve redução de alguns crimes, mas também crescimento de casos de violência contra adolescentes no Maranhão, por exemplo. O que o senhor diz disso?
Joaquim Júnior - O adolescente, hoje, leva uma vida semelhante à do adulto. Ele tem, por exemplo, vida social, coisa que há algum tempo você só obteria depois da maior idade. Uma pessoa de 15, 16 e 17 anos já tem vida social ativa. Às vezes, nem é recomendável, mas é uma realidade. O adolescente de hoje também está mais interligado com outras pessoas, até mesmo de outras cidades, de outros estados e até de outros países. Temos um mundo globalizado, onde você faz facilmente contatos. Esta maior inserção do adolescente na vida social o torna mais vulnerável para a prática de crime. Além disso, há situações lamentáveis de ambientes familiares em que pais estupram filhos. Eu mesmo me deparei com uma situação em que o pai engravidou a filha.
O Estado - Qual é o papel das drogas nessa violência contra adolescentes e qual a saída que o senhor vê para tentar mudar essa realidade?
Joaquim Júnior - Você perguntou muito bem. Estimo que 80% dos crimes tem envolvimento de drogas, tanto as lícitas quanto as ilícitas. O homicídio, na maioria das vezes, ocorre em uma bebedeira de bar, onde uma pessoa esbarra em outra e começa a confusão, que acaba em morte. Estou falando de drogas lícitas. Se a gente for para as drogas ilícitas, encontra crimes como acerto de contas e envolvimento com traficantes. O usuário também se torna criminoso quando ele atinge certo grau de vício e per de até a noção de certo e errado. Faz de tudo para obter a droga. Até rouba, furta e mata.
O Estado - Entre os últimos casos policiais ocorridos em Imperatriz está o do sequestro de Pedro Paulo. Qual foi o momento decisivo para a elucidação deste caso?
Joaquim Júnior - O Ministério Público acompanhou de perto a investigação e pôde perceber que a polícia fez um trabalho fantástico. Foi utilizada a inteligência policial, jamais a truculência, que não é recomendável. A equipe selecionada pela Secretaria de Estado de Segurança estava comprometida com a solução do caso. Além disso, o Ministério Público e o Judiciário facilitaram as medidas necessárias para investigar. O MP perto serviu para agilizar as autorizações judiciais. Existiu uma mentalidade dentro do Ministério Público e seguida pela Polícia de que nenhuma medida contra os criminosos seria adotada até que a criança estivesse segura. A partir do momento em que isso ocorreu, se passaria para efetuar as prisões, buscas e apreensões, etc.
O Estado - Terminada a operação, essa parceria entre as instituições continuará?
Joaquim Júnior - Vai continuar. Não há motivos para que não. A parceria só tem a favorecer a sociedade. As instituições são diferentes. A polícia tem estrutura diferente do Ministério Público, que por sua vez tem estrutura diferente do Judiciário, porém o objetivo deve ser o mesmo: reprimir crimes, garantir que o cidadão de bem viva tranquilamente. E, ainda, garantir os direitos da sociedade. Isso é o objetivo de todas as instituições. Se é o mesmo, não há por que não se trabalhar conjuntamente.
O Estado - Há casos em que os processos culminam com julgamento em seis meses, mas há muitos que levam anos para serem julgados. Por que há essa demora tão grande?
Joaquim Júnior - Diversos fatores. Primeiro, é necessário reconhecer que, às vezes, o Judiciário contribui muito para isso. Processos ficam realmente aguardando, mas por incrível que pareça, na maioria dos caos, não é tanto o Judiciário que contribui e sim a defesa, que fica utilizando todos os recursos possíveis e imagináveis. Utiliza recursos para São Luís. Depois de jul gado, utiliza recursos para Brasília, e isso emperra o trabalho.
O Estado - Um exemplo?
Joaquim Júnior - Participei de um júri que ocorreu exatamente seis meses após o crime. Foi praticado um homicídio e após o crime estava sendo realizado o julgamento pelo Tribunal do Júri, mas essa sessão só foi possível ser realizada pelo fato de a defesa ter passado o processo inteiro sem utilizar nenhum recurso. A própria fazia questão de que o processo fosse submetido com rapidez ao júri.
O Estado - Por falar em casos demorados, como está o processo do assassinato que teve como vítima o advogado Valdeci Rocha? O que está faltando para esse caso ir a júri?
Joaquim Júnior - Nós temos algumas dificuldades de provas nesse processo. Existe, por exemplo, uma testemunha arrolada pela defesa que se encontra no Japão. Para se ouvir uma testemunha no Japão, é preciso que um juiz daqui mande uma carta rogatória via Ministério das Relações Exteriores, ao mesmo ministério japonês, que remete para o juiz de lá. Um trâmite extremamente burocrático. Então, temos dificuldade de provas, mas o Ministério Público es tá atento a esse processo e pleiteia a agilidade.
O Estado - No geral, qual a situação da criminalidade?
Joaquim Júnior - Já esteve
pior, mas ainda está longe de estar boa. A gente percebe que está havendo o implemento de políticas estatais para se garantir segurança, mas ainda não no nível satisfatório. Estamos caminhando lentamente, mas já obtivemos alguns avanços importantes. Eu acho que o principal para se ter segurança é garantir que todos os crimes sejam apurados, todas as pessoas que praticam crimes sofram a punição pelo delito. Tornando isso uma realidade, eu tenho certeza de que a criminalidade vai diminuir.

30 HORAS PARA ENFERMAGEM!: DIRIGENTES SINDICAIS PARTICIPAM DE REUNIÃO COM A DEPUTADA VALÉRIA MACEDO


Dirigentes sindicais do Sindicato dos Estado do Maranhão(SEEMA), ligados ao movimento de valorização da enfermagem maranhense estiveram reunidos com a deputada Valéria Macedo na última sexta-feira,27, com o objetivo de discutir estratégias de articulação para a sanção do Projeto de Lei de autoria da deputada, enfermeira maranhense, o qual estabelece carga horária de trinta horas para os profissionais da enfermagem maranhense e já foi aprovado na plenária da Assembléia Legislativa do Estado, faltando apenas agora ser sancionado pela governadora Roseana Sarney, o que poderá acontecer logo no início de Agosto.

Participaram da reunião a deputada Valéria Macedo, esse jornalista Josué Moura, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão, Ana Léa Coêlho, o Diretor de Assuntos Jurídicos Luis César Vieira, Secretária Geral do SEEMA Flávia Saraiva, diretor de Políticas Sindicais José Alves e o diretor de Finanças  Franklin Roossevelt.

A deputada Valéria Macedo esclareceu dúvidas dos sindicalistas sobre o Projeto afirmando que, caso seja sancionado, a Lei será válida em todo o território maranhense e beneficiará cerca de 40 mil profissionais que se dedicam diuturnamente a cuidar da vida dos cidadãos e cidadãs maranhenses em todo o Estado.

A Jornada de trabalho de 30 horas semanais não é privilégio e não se trata de uma reivindicação de cunho meramente corporativo, é uma necessidade de prover um padrão desejável de condições para a enfermagem maranhense  o que resultará em uma assistência mais segura com menor risco de acidentes.

Alguns Estados já implementaram alterações na carga horária da enfermagem a exemplo do Distrito Federal  que por meio da Lei 4.014, de 21 setembro de 2007 reduziu a carga horária dos enfermeiros do Distrito Federal para 20 horas semanais; recentemente, em abril de 2012 o prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira Regulamentou a carga horária da enfermagem no município de Imperatriz reduzindo a mesma para 30 horas semanais, sendo  o  pioneiro no Estado do Maranhão a legitimar um legado de uma categoria tão essencial para a vida da população. A atitude do prefeito Madeira foi citada como exemplo por todos durante a reunião.

O Projeto de Lei 159/2011, após receber emenda acerca da especificação da carga horária, aguarda agora ser sancionado pela Governadora do Maranhão, o que está sendo esperado para o início de Agosto, caso seja sancionado, os profissionais de enfermagem de todo o Estado terão o direito de exercer carga horária de trinta horas semanais, o que representará um grande avanço social, pois mais de oitenta por cento dos trabalhadores da enfermagem são mulheres e devido aos baixos salários não podem pagar alguém para cuidar de seus filhos.

A redução da jornada de trabalho dará mais oportunidades para as mães acompanharem seus filhos, além do profissional ter mais tempo para atualizar seus conhecimentos, podendo estar mais preparado para cuidar dos pacientes dos pacientes, a própria OIT recomenda a carga horária de trinta horas para a enfermagem; é também uma oportunidade para a Governadora reconhecer o valor dos trabalhadores e trabalhadoras da enfermagem maranhense.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CHEGA DE ESCURIDÃO! "JUSTIÇA ILUMINA PORÃO"!


Usado para fazer intrigas, futricas e fuxicos, com publicações levianas, raivosas e caluniosas, tudo em tom de baixaria, o “Blog do Porão”, é alcançado pela Justiça Eleitoral.
Em decisão liminar, deferida pela Juíza Ana Beatriz, da 65ª Zona Eleitoral, o blogueiro, que também é candidato a vereador da candidata a prefeita Rosângela Curado, é obrigado a tirar do blog toda a reles infâmia destilada contra um homem público da cidade, conhecido pela retidão de seus atos, honrado pai de família e que, como se sabe, em toda a sua vida, jamais esteve envolvido com o crime e criminosos.
A Justiça entendeu que as publicações, além de ofensivas, incitam a violência.
“Vê-se que a propaganda eleitoral é livre, o que não quer dizer que é irresponsável, contrariando direitos fundamentais, achincalhando o adversário(...). Assim, a liberdade de expressão encontra limitação na própria necessidade de manutenção da condição livre do homem, (...) devendo respeito à dignidade da pessoa humana, vedando-se, ai, a invasão de privacidade, a ofensa à honra, a incitação à violência ou atentar contra a vida”, fundamentou a juíza eleitoral, acolhendo representação formulada nos autos do processo 122-10.2012.6.10.0065.
Ao final a decisão impôs que o opulento detrator retirasse as ofensas sob pena de multa diária de 500 reais sem prejuízo das sanções por crime de desobediência.
Há informações que a prática reiterada de ofensas e a eventual desobediência da ordem judicial poderão ensejar na interdição do blog e em outras medidas mais enérgicas.
Nas próximas horas teremos mais notícia... (Holden Arruda)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

AÉCIO NEVES: "DIMINUIR IMPOSTOS PARA AUMENTAR COMPETITIVIDADE


Para Aécio, não adianta tomar medidas paliativas
O senador Aécio Neves tem defendido que o país faça rapidamente reformas, sobretudo a do Estado. Assim, diminuir o peso da máquina do governo e seus gastos correntes, e a Tributária, para que o país possa baixar sua carga de impostos e garantir competitividade às empresas brasileiras.
“É preciso abrir espaço fiscal para que haja, aí sim, o início de uma redução da carga tributária. A carga de tributos é um dos principais fatores que inibem a competitividade do Brasil”, disse o senador.
Para Aécio, não adianta tomar medidas paliativas, como conceder isenções pontuais para setores específicos como o automobilístico: “Tem que puxar para baixo a carga de tributos de todos os setores”, defendeu.

EMPRESÁRIOS SUL-COREANOS VISITAM IMPERATRIZ


O prefeito Sebastião Madeira recepciona hoje ás 23h  no Aeroporto de Imperatriz, um grupo de empresários coreanos  numa visita de prospecção para implantação de possíveis negócios. A chegada do grupo, que vem a Imperatriz a convite da Prefeitura, estava prevista para as 17h30 no entanto, acabou sendo mudada para as 23 horas.
O secretário municipal do Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Eneias Rocha  informa que o convite para o grupo conhecer o potencial da cidade foi formulado  ainda no ano passado durante um congresso em São Paulo. 
Entre os compromissos agendados pela comitiva da Coréia consta um encontro, formal, no gabinete do prefeito ás 9 horas da manhã desta sexta-feira.

JUSTIÇA MANDA GREVISTAS DESOBSTRUÍREM PRÉDIOS PÚBLICOS EM IMPERATRIZ


Ainda na manhã desta quinta-feira, 26 de julho de 2012, a Polícia Militar, atendendo a uma determinação do juiz Joaquim da Silva Filho, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Imperatriz, foi acionada para desobstruir unidades de Saúde que vinham sendo interditadas por um pequeno grupo de ativistas vinculados a uma entidade sindical do setor de Saúde.

Na decisão, exarada nos autos de Ação de Interdito Proibitório intentada pelo Município de Imperatriz, o juiz aplicou, além de multa diária de 10 mil reais, sanção que proíbe os interditados de se aproximarem de postos e demais unidades de Saúde de Imperatriz.

A medida também impõe ao “movimento” que fique a uma distância de 500 metros dos prédios públicos da rede municipal de saúde e que se abstenha ainda de impedir tanto o acesso de populares como de servidores da Saúde não aderentes ao blackout.  

“A decisão, a meu sentir, tem como finalidade garantir a preservação de prédios públicos e o inadiável e imprescindível atendimento de saúde às pessoas que se acham em estado de vulnerabilidade, ameaçadas e prejudicadas por um movimento irracional, ilegítimo e ilegal”, comentou o Ouvidor Geral do Município, o advogado Daniel Pereira de Souza.

ATAQUES

Deflagrado o período eleitoral, uma entidade sindical que se revindica representante dos servidores municipais da Saúde, iniciou uma série de ofensivas a atual gestão, as quais se notabilizaram pela ocupação de postos de saúde e obstrução de serviços de saúde públicos.

Sem proceder ao exigível comunicado prévio, previsto em lei, obrigatório quando da realização de movimento paralisatório, a referida entidade sindical, desde a última terça-feira, 24 de julho, iniciou a interdição de prédios e serviços públicos de saúde.
Por ocasião da obstrução, o atendimento era suspenso, o usuário do SUS impedido de acessar as unidades e servidores constrangidos a ficarem fora de seus respectivos postos de trabalho.

Uma reclamação, nesse sentido, foi feita da na Ouvidoria Geral e, a partir, descobriu-se que os ativistas planejavam obstruir o Hospital Infantil e, na sequência, o Socorrão, fato que ensejou uma medida urgente por parte da gestão municipal.

Todavia, antes mesmo da manifestação judicial, os ativistas obstruíram os postos de Saúde Nova Imperatriz e Cumaru, nas imediações da Praça da Bíblica.

Além da obstrução, os ativistas estavam orientados a se apropriarem do livro de frequência, utilizado para o controle de presença de servidores nas unidades de Saúde.
No Posto de Saúde Nova Imperatriz, por exemplo, o livro de frequência foi carregado do posto.

“Os atos praticados por essas pessoas não têm natureza trabalhista-reivindicatória, mas política, produzidos em tempo de campanha eleitoral, com o fito de atingir a imagem e a honra do gestor através da supressão e/ou retardamento dos serviços de saúde, considerados essenciais e indispensáveis. Por isso, recorrermos a Justiça, porque não iríamos permitir que a população fosse penalizada para atender a caprichos fisiológicos. Não me cansarei de dizer: esse governo não cede à pressão e não se curva ao terror”, frisou o Ouvidor Geral, Daniel Souza, assegurando que todas as medidas legais serão adotadas para garantir o atendimento de saúde pública. 

sábado, 21 de julho de 2012

DEPUTADA PARTICIPA DE INAUGURAÇÃO DO NOVO TATERSAL DO PARQUE ALFREDO SANTOS, EM PORTO FRANCO-MA

A reforma, ampliação e o novo Tatersal do Parque é resultado de verba federal carreada pelo deputado federal Roberto Rocha (PSB) e ainda parceria da prefeitura de Porto Franco e do Estado, este último por interveniência da deputada estadual Valéria Macedo, com emenda parlamentar no valor de R$100 mil reais.


Cumprindo agenda na região tocantina e sul do Maranhão a deputada estadual Valéria Macedo (PDT), participou na última sexta-feira, 19, da inauguração do novo Tatersal de leilões e da entrega de uma reforma e ampliação do Parque Alfredo Santos, em Porto Franco, sua cidade natal, onde se encerrou ontem a tradicional feira de agronegócios e da agricultura familiar, a Expofran 2012, considerada hoje a segunda maior do Maranhão, depois da Expoimp de Imperatriz.

Estiveram presentes ao evento, além do prefeito Deoclides, deputada Valéria Macedo, o presidente da Associação dos Produtores Rurais de Porto Franco Roberto Rabelo, o ex-deputado federal Roberto Rocha, o presidente estadual do INCRA José Inácio,
Secretário adjunto de Agricultura e Pesca do Maranhão, Raimundo Coelho (representando o governo do Estado) o presidente do Sinrural (Imperatriz), diretores dos bancos do Nordeste e do Brasil, representantes da Algar Agro e ainda lideranças políticas e produtores rurais de toda a região.

A reforma, ampliação e o novo Tatersal é resultado de uma verba federal carreada pelo deputado federal Roberto Rocha (PSB) e ainda parceria da prefeitura de Porto Franco com o Estado, este último por interveniência da deputada estadual Valéria Macedo que conseguiu aprovar emenda  parlamentar no valor de R$100 mil reais.

Foram asfaltadas as ruas do parque, construídos novos galpões, baias para os animais entre outras ampliações e reformas que segundo o prefeito Deoclides “deram nova cara ao parque, separando o local de exposição de animais da área de shows e entretenimento, dando mais comodidade aos milhares de visitantes que prestigiam uma das maiores exposições agropecuárias do Maranhão.”

“Estamos entregando uma obra que tem muita importância para o desenvolvimento econômico de nossa região, graças ao trabalho conjunto, de parcerias, mais uma iniciativa concretizada pelo empreendedorismo de nosso prefeito Deoclides Macedo. A Expofran é hoje sem dúvida uma grande feira e uma grande feira merece ser feita num local aprazível, portanto toda a região está ganhando com isso”, disse Valéria, explicando a importância econômica da Expofran.

A parlamentar aproveitou ainda para fazer publicamente ao presidente do INCRA José Inácio, algumas reivindicações em favor de pequenos agricultores e assentados da região. Também aos diretores dos bancos, fez elogios pelas parcerias que tem sido feitas com Porto Franco e com os grandes e os pequenos produtores, ressalvando que é preciso muito mais parcerias para melhorar o Maranhão.

“As nossas dificuldades serão aos poucos vencidas, se todos nós, políticos, governos, empresários, produtores rurais, INCRA, Bancos e demais organismos nos dermos as mãos em parcerias grandiosas que aos poucos tornará o Maranhão num Estado melhor para todos”, finalizou Valéria. (Assessoria)

DEPOIMENTOS COMPROMETEM IMAGEM DE DÉCIO SÁ, MAS A ELUCIDAÇÃO DO CASO ESTÁ ACIMA DE QUALQUER COISA


Décio Sá
Conforme vou tendo acesso aos mais diversos depoimentos, infelizmente vou descobrindo que Décio Sá andava em péssimas companhias. Uma gente de décima, envolvida com gente igualmente de décima. O que tinha tudo para dar errado.
Ao conviver de maneira mais próxima com esse tipo de gente, cruzar com Gláucio Alencar era questão de um pulo. E, pelo que tenho lido, e já deixei no ar aqui, não será de espantar que as investigações cheguem à conclusão de que Décio Sá fez acordo vantajoso para não seguir contando o que tinha apenas insinuado no blog. E, a ser verdade, e tudo começa a levar a crer que sim, bem aí cometeu um erro fatal: com bandido não se tergiversa, com bandido não se negocia. Bandido pode até servir de fonte, jamais de parceiro, seja em que tipo de negócio seja. Com bandido não se senta para folgar em mesa de bar e de restaurante. Com gente esquisita não se negocia o silêncio jornalistico, imagina com bandidos. Porque o silêncio jornalístico, seja em que situação for, é a negação do jornalismo.
Como já escrevi aqui, lamentavelmente, há muito Décio Sá abdicara de ser jornalista. De um lado, confundiu os patrões com amigos, deixando de vender a mão de obra para entregar a alma. De outro, passou a conviver muito proximamente com gente desqualificada. Estava armada a bomba-relógio.
Um caso exemplar – No dia 27 de abril, contra tudo e contra todos, sozinho, como sempre faço quando considero que devo ir contra a maré, escrevi o texto: “Pedrosa não se regozija com a morte de Décio. Discorda do jornalismo praticado por Décio e condena corretamente o crime.”
Era minha resposta “às hordas do sentimentalismo vulgar”. Por quê? Simples, Antônio Pedrosa, a quem nunca vira em minha vida (até hoje não sei como ele é), presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, escrevera o artigo “Um assassinato contra a democracia”. Ali ele condenava o assassinato, porém não tecia loas ao morto. Ao contrário, dizia:
“Um crime é sempre uma afronta à democracia, porque violenta não apenas o Estado, mas também a comunidade dos cidadãos organizados na esfera pública.
Não adianta agora, por outro lado – em nome da justiça que deve necessariamente ser feita – alçar o jornalista/vítima à condição de baluarte da democracia, o que nunca foi.”
Por conta do artigo, as hordas do sentimentalismo vulgar, volto a repetir, trataram de cair de pau no autor de artigo. Chamaram-no do pior que se possa imaginar. Bom, até que li o artigo e vi que ali nada merecia tamanha grosseria. E, como sempre faço, reproduzi o artigo e fiz a defesa de Antônio Pedrosa. Claro, foi o suficiente para ser tratado da mesma maneira. Os leitores podem rever o artigo de Pedrosa e meus comentários aqui. Mandei os comentários abomináveis para a lixeira, lugar exato para pô-los.
Mas eis o que queria dizer: Pedrosa, corajosamente, disse o seguinte: “Não me surpreenderia se ao cabo das investigações se descobrissem motivos bem menos nobres para o assassinato. Esperamos que não.”
Bem, ao ter acesso a vários depoimentos, tratei de fazer o seguinte texto, no dia 6 de junho: “Afinal, por que Décio Sá foi assassinado?”. O leitor pode reler aqui.
Pois é, todos, jornalistas e blogueiros incluídos, queriam saber quem matou e quem mandou matar Décio Sá, esquecidos da causa. Hoje tenho algumas hipóteses, como imagino que a polícia, que não é formada por tolos, também as tem. Eu começo a dizer mais claramente. Creio que a polícia não o fará, na intenção equivocada, embora cheia de boas intenções, de proteger o morto. Um erro, porque a verdade, por mais que comprometesse o morto, serviria como exemplo. Décio não teria sido morto em vão. (Roberto Kenard é jornalista e Blogueiro ludoviscence).

quinta-feira, 19 de julho de 2012

VALÉRIA MACEDO PEDE A RECONSTRUÇÃO DA MA – 006 QUE LIGA GRAJAÚ A FORMOSA DA SERRA NEGRA

A Deputada Estadual Valéria Macedo (PDT) visitou neste final de semana o Município de Formosa de Serra Negra. Na ocasião Valéria acompanhada do marido o advogado Marco Aurélio, de sua comitiva e aliados da região conversou com várias lideranças locais sobre os maiores desafios do município, quando ouviu e tomou nota das demandas dos candidatos a vereador, líderes de partidos políticos, sindicatos, associações sobre os desafios de Formosa da Serra Negra.


No final da tarde a deputada pedetista participou de tradicional Vaquejada naquela hospitaleira cidade. “As festas de gado de nossa região são eventos que marcam a nossa tradição e o nosso jeito de ser sertanejo” disse a Deputada Valéria.
A Vaquejada de Formosa da Serra Negra organizada pela Prefeitura atraiu mais de 2 mil pessoas por noite, durante todo o final de semana, foi possível assistir toda a movimentação da região, em função desta programação.
Os maiores problemas do município desdobram-se pela Educação, Saúde e na infraestrutura.
As estradas vicinais e a própria MA – 006 que liga Grajaú a Formosa da Serra Negra, com uma extensão de cerca de 80 KM está em péssimas condições.
Em Formosa da Serra Negra Valéria apóia o candidato Cláudio Júnior (PRB), 23 anos, filho do ex-prefeito Cláudio Vale, seguramente a maior liderança daquele município.
Em reunião com o ex-prefeito Cláudio, com o candidato Cláudio Júnior, com os vereadores João Lima (PDT), James (PPS), com vários candidatos a vereador, com o líder Antônio Leda e sua família Valéria reafirmou seu compromisso com o município de Formosa da Serra Negra e disse que ainda antes do início do recesso iria pedir providências por parte do Governo em relação a MA - 006.
A reconstrução da MA – 006 é a contribuição maior que o governo do Estado pode fazer pelo desenvolvimento dessa região e, neste sentido, a Deputada Valéria Macedo formalizou indicação pedido a Governadora Roseana Sarney que envide esforço financeiros e orçamentários no sentido de fazer a referida estrada que liga Grajaú a Formosa da Serra Negra.
“Sensível ao que vi pela estrada que andei e diante das demandas de nosso povo e de nossas lideranças apresentei o pleito a Governadora Roseana Sarney. A MA – 006, assegurando-lhe que o refazimento completo da MA – 006 é a prioridade das prioridades em Formosa da Serra Negra”, concluiu a deputada.
Antes do recesso parlamentar a deputada Valéria formalizou indicação a Governadora Roseana Sarney, pedindo a  Recuperação da Rodovia Estadual MA - 006 no trecho compreendido entre Grajaú a Formosa da Serra Negra num total de cerca de 80 KM,.
Durante sua vista á Formosa da Serra Negra, Valéria se reuniu com lideranças de assentamentos que fizeram algumas reivindicações para os povoados próximos, como a instalação de telefones públicos, que neste caso, facilitaria o contato com a cidade, principalmente em situações de emergência. 


A parlamentar confirmou que fará o requerimento a empresa responsável e confirmou a instalação em um curto prazo de tempo, visto que a maioria das suas solicitações têm sido prontamente atendidas.

Praia do Cacau será liberada na próxima semana


Estrutura de segurança estará disponível aos banhistas a partir do dia 22

Praia do Cacau (2011)- Josué Moura
Agora é oficial. No próximo dia 28 (sábado) a praia do Cacau estará disponível, com toda a estrutura de segurança, para os banhistas de Imperatriz. A abertura da praia do Meio acontece na semana seguinte, no dia 5 de agosto (domingo).
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Imperatriz, Francisco das Chagas Silva, o Chico do Planalto, a decisão só pode ser tomada após o nível do rio Tocantins se estabilizar. “Hoje, é possível definir a data porque percebemos que o nível do rio está estável. Ainda não é aquilo que esperávamos. É uma área de areia de menos de 10%, área muito pequena mas, para não perder tempo, a Prefeitura resolveu disponibilizar para a comunidade toda a estrutura”, explica.
Praia do Cacau (2011)- Josué Moura
A estrutura das duas praias inclui banheiros químicos, serviço de limpeza, guarda-vidas, área de banho demarcada, energia elétrica e acompanhamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Marinha. No caso da praia do Cacau, a Prefeitura também vai disponibilizar palco, som e equipes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Setran).
Já para a praia do Meio a previsão é de que não haja palco. Segundo Chico do Planalto, a área disponível não é suficiente para a montagem da estrutura.
Já a Setran vai manter uma equipe posicionada na entrada da praia do Cacau. Eles estarão no local aos sábados, domingos e feriados, a partir das 7h30. Deste horário até às 9h, apenas os barraqueiros poderão entrar com veículos no local, para transporte de material de trabalho. A partir das 9h a acesso será fechado.

Encerramento
A estrutura de segurança montada na praia do cacau deve ser mantida até o dia 30 de setembro. Já na praia do Meio, o encerramento deve acontecer somente em cinco de outubro. Segundo Chico do Planalto, o planejamento da Prefeitura pode ser alterando, dependendo da abertura das comportas da Hidrelétrica de Estreito. “Nós nos programamos para que as praias funcionem com toda a estrutura durante dois meses mas, devido à hidrelétrica de Estreito, vamos disponibilizar logo a estrutura”, garantiu.
Ele também lembrou pediu cuidado aos banhistas, lembrando que as vítimas de afogamento são, normalmente, pessoas confiantes nas suas habilidades de natação. “Queremos fazer um verão onde as pessoas possam se divertir com segurança, mas isso também depende do banhista”, finalizou ele.
Amanhã (20) a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros encerram o curso de preparação dos guarda-vidas, que vão dar segurança às praias. Ao todo, são 33 profissionais qualificados para desempenhar a tarefa durante os dois meses de funcionamento das praias. (Denis Oliveira)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

IMPERATRIZ 160 ANOS. E AGORA?


Como qualquer cidade, Imperatriz é resultado de transformações de valores, modelos econômicos, decisões políticas e de um pensamento político autoritário no passado que fez criminosamente uso de todas as possibilidades de domínio.

Mas, a cidade onde moramos, por escolha ou por contingências da vida nômade proletária, é bem mais que um local de trabalho e de consumo. Se viemos de fora, nossos filhos nasceram aqui e podemos, sim, sem ufanismo bairrista, gostar da cidade. E, de fato, nosso trabalho e nossa maneira de viver podem contribuir para melhorar ainda mais a vida dessa comunidade, desigual como outras, promissora como poucas.

Disso se trata, em suma, de recuperar a dignidade. É uma tarefa por si só difícil, pois a arte da construção política caminha de maneira mais lenta que a da contestação social. Esta última é tributária das mobilizações sociais, que surgem dos interesses afetados, como foi o movimento de janeiro de 1995, ou a "Revolução de Janeiro" como foi denominada por alguns. Ao contrário, exigem uma tenacidade mais firme para aproximar posições e superar a tentação de monopolizar a verdade e a virtude.

Apesar dos muitos problemas no entanto, Imperatriz respira os ares do crescimento, novas empresas, novos empreendimentos, novas esperanças, mas se não buscarmos exercer uma consciência cidadã entraremos depois numa selva de pedra. O futuro de Imperatriz é agora um desafio e uma preocupação, pois as ameaças já não são mais previsões de visionários românticos e nostálgicos.

Devemos refletir: A vida urbana de Imperatriz até aqui tem escancarado o nosso esvaziamento cultural. "A praça é do povo", é o verso do poeta que ninguém às vezes escuta. Mas a cidade pertence a todos. As ruas não são simplesmente caminhos que levam a algum lugar, mas um lugar de encontro com o desejo, com o outro, o medo, o prazer, a incerteza, as aventuras da vida. A experiência do andar nas ruas e praças tem que ser enriquecedora.

Que imagem de Imperatriz queremos que sobreviva para o futuro? Será a imagem dos governantes atropelando a história, esquecendo fatos e referências, de pessoas aterrando rios, ou da nossa juventude drogada, atolada no Crak, se matando sob os olhos passivos de autoridades?

O desejo da cidade, do espaço público, foi substituído pelo desejo do efêmero e, efêmeros também são os valores e a cultura urbanos. Sem vontade política, a preservação de sua imagem e do que é coletivo, a cidade foi reduzida a discursos políticos esquecidos logo após os comícios nas eleições dos seus governantes.

Quebra-molas, meio-fios, muros e pilares de viadutos pintados, a maquiagem caprichada agrada a quem passa apressado, sem tempo para perguntar: de quem é a cidade? Turistas e estrangeiros, somos mendigos em seu próprio lugar, sem a mínima consciência de que se não adotarmos posturas de pertencimento estaremos cada vez mais distante do território urbano racionalmente desejável. Progresso ou decadência? Não é esta a questão do jogo.

No mundo inteiro o exercício da cidadania é uma arte que antecipa um estilo de governo atento ao valor do consenso sobre determinadas políticas públicas. A confrontação ou o individualismo não resolveu estes problemas e eles aí estão para maiores dados, as igualdades que não crescem e a violência social que não decresce. Estas são as capas da descrença coletiva que devemos atravessar.

A democracia se desenvolve de acordo com o ritmo de dois movimentos: os governos devem construir poder e a oposição deve suscitar alternativas.

O vazio de confiança que no passado atraiu os imperatrizenses para o despenhadeiro se deve à acumulação de erros históricos, entre eles a implacável instabilidade dos governos e à debilidade de uma sociedade civil que não chega a representar-se continuamente, exemplo disso, foi o esvaziamento e a desmobilização do Fórum da Sociedade Civil, logo após a intervenção.

A cidade vive um momento diferente, com estabilidade político-administrativa, um prefeito correto e diuturnamente empenhado, mas a sociedade precisa estar organizada, consciente e participativa. Todos, indistintamente, somos responsáveis por nossa cidade.

É preciso atitudes cidadãs, que não devem apenas serem exercidas somente para a cobrança de nossos direitos, mas também para o cumprimento de nossos deveres. As calçadas tomadas por material de construção, o lixo jogado nas ruas e nos riachos nos cobram uma mudança de postura. Ainda é normal - ninguém reclama - um caçambeiro sair derramando areia no meio da rua.

Devemos exercer nossa cidadania não apenas quando a cidade está ameaçada ou os nossos direitos estão sendo negados, mas também na consciência de pagar os nossos impostos, zelar pelo meio ambiente, colaborar com nosso vizinho, sermos  fraternos, sempre sabedores de que fazemos parte de uma grande comunidade, uma grande família chamada Imperatriz.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

PEDRO PAULO DESEMBARCA NO AEROPORTO DE IMPERATRIZ; PAI NEGA PAGAMENTO DE RESGATE

Festa em praça pública será realizada para agradecer a todos pelo apoio
 
Por Gil Carvalho
O garoto Pedro Paulo sendo abraçado pela mãe Elizângela Lemes no aeroporto de Imperatriz. Foto: Antonio Pinheiro
Imperatriz – Em um helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA), o comerciante Jurandir Melaço e o garoto Pedro Paulo, de 5 anos, que havia sido sequestrado no dia 27 de junho, no bairro Jardim São Luís, na cidade de Imperatriz, desembarcaram  nesta manhã no aeroporto Renato Cortez Moreira.
Os sequestradores, que haviam pedido resgate de R$ 500 mil, deixaram ontem (11) à noite a criança no povoado Cicilândia, município de Palmeirante, a 32 km de Araguaína, no Tocantins. As investigações haviam sido aprofundadas pelas policiais Civil do Tocantins e do Maranhão. Leia mais no site Tribuna do Tocantins.

CASO PEDRO PAULO: MÃE AGRADECE AS ORAÇÕES PELA LIBERTAÇÃO DO FILHO

A mãe de Pedro Paulo, sequestrado há 14 dias em Imperatriz, MA, falou com exclusividade à reportagem do G1 sobre a libertação do filho, que aconteceu na noite desta terça-feira (10), no distrito de Cicilândia, em Palmeirante, TO. Emocionada e aliviada ao mesmo tempo, Elisângela Mellado agradeceu às pessoas que oraram pela vida de seu filho.

"O meu filho está vivo e está bem. É isto que importa agora, glória a Deus. Eu quero agradecer primeiramente a Deus. Sem ele, nada disso estaria acontecendo, e queria agradecer a todas as pessoas do Brasil inteiro que oraram para que o meu filho pudesse voltar para nossa família. Eu só tenho a agradecer a todos vocês pela corrente positiva. Agora eu vou esperar o Pedro Paulo que logo estará aqui", disse a mãe.

Há 13 dias, Elisângela Mellado fez um apelo emocionado na imprensa para que os sequestradores libertassem o filho de cinco anos, que foi tirado dos seus braços na manhã de 27 de junho.

A mãe falou que recebeu a notícia por telefone e que não acompanhou de perto as investigações. "Eu soube quase na mesma hora que todo mundo. Tenho que agradecer ao meu Deus. Em nenhum momento eu tive dúvidas de que Pedro Paulo estava vivo e estava bem. Eu quero aproveitar para agradecer Imperatriz e quero agradecer o Brasil porque todo mundo orou, fez corrente de oração, quero agradecer todo mundo do fundo do meu coração. Minha família nasceu de novo", disse.

Elisângela Mellado falou, também, sobre o suposto pagamento de resgate. Segundo ela, nenhum valor foi pago pela família. "Não teve resgate e eu só quero falar hoje sobre o meu filho, do nascimento dele de novo. Não venho acompanhando as investigações porque eu sempre fui muito poupada e acho que até foi melhor assim, meu papel foi orar e pedir pela volta do Pedro. Eu só quero viver esse momento e estar com ele nos braços. Detalhes do que aconteceu vamos ver depois, eu só quero ver meu filho" afirmou.

"Minutos antes de eu receber a notícia eu estava clamando a Deus, para ele me ouvir, porque tudo que eu queria era Pedro, já eram 14 dias longe dele, e Ele me ouviu. Cinco a dez minutos depois, meu marido me liga dizendo que estava indo ao encontro de Pedro Paulo, que haviam encontrado ele. Só tenho que agradecer todo mundo", finalizou, emocionada.

Libertação
O garoto foi liberado por volta de 22h de terça-feira (10), no distrito de Cicilândia, em Palmeirante, no Tocantins. O povoado fica a 32 quilômetros de Araguaína, naquele estado.

Segundo a polícia, o garoto se encontra em boas condições de saúde e, até o momento, não houve o reencontro com os pais.(Fonte: Folha Maranhão)

terça-feira, 10 de julho de 2012

30 HORAS PARA ENFERMAGEM: PROJETO DA DEPUTADA VALÉRIA MACEDO É APROVADO NA ASSEMBLEIA


Delegação maranhense da Enfermagem, com Valéria em mobilização
em Brasilia na luta pelas 30 horas que agora está sendo aprovada no MA.

O Projeto de Lei 159/2011 de autoria da Deputada Valéria Macedo (PDT) que objetivava na sua redação original fixar piso para as categorias da enfermagem em todo o território maranhense, bem assim como a jornada de trabalho de 30 horas semanais foi aprovado em parte pela assembléia Legislativa do Maranhão.

Com o propósito de facilitar a apreciação das matérias na Casa, foi apresentada pela própria autora uma Emenda substitutiva, nos termos do § 4.º art. 164 do Regimento Interno, separando a matéria do piso da questão da jornada de trabalho em razão desta última já ter condições de apreciação e não implicar de nenhum modo em problemas técnico-jurídicos que possam implicar em mais demora no enfrentamento da questão.

O substitutivo recebeu parecer favorável de todas as comissões e foi aprovado na sessão de hoje por unanimidade dos deputados presente e agora vai para a sanção da Governadora Roseana Sarney.

“A presente proposição não fere a ordem jurídica vigente e está em conformidade com as regras das Constituição do Estado do Maranhão e da Constituição Federal e atende às normas para elaboração de leis, previstas na Lei Complementar n.º 95, de 26 de fevereiro de 1998, especialmente o presente Substitutivo”, disse Valéria Macedo.

A deputada acrescentou que “a jornada de trabalho de 30 horas não é privilégio e não se trata de uma reivindicação de cunho meramente corporativo, diz respeito a uma necessidade – a de prover um padrão desejável de condições para a prática da Enfermagem no estado do Maranhão”.

De fato, a Enfermagem é uma das profissões estruturantes e operantes da atenção à saúde e constitui a maior força da saúde e 30 horas semanais é a jornada de trabalho mais adequada e segura para que os profissionais de Enfermagem possam promover um melhor resultado assistencial, com redução do desgaste físico e emocional. (assessoria)

CINCO MITOS SOBRE A PESQUISA POLÍTICA


Afirmações normalmente baseadas em equívocos reforçam a tese de que  a pesquisa política é dispensável

A pesquisa política ainda enfrenta muitos preconceitos que restringem o seu uso nas campanhas eleitorais. Certas afirmações se constituem em verdadeiros mitos, nutridos pela ignorância, e que convergem para a conclusão de que a pesquisa política é dispensável.
 
O custo de um programa de pesquisa de boa qualidade, para uma campanha eleitoral de porte médio, fica em torno de 5 a 10% do seu orçamento

      1) "Eu conheço os eleitores não preciso de pesquisa"

Com exceção de eleições legislativas municipais, em cidades pequenas, um candidato conhece apenas uma pequena fração dos eleitores, por mais eleições que tenha disputado. Além disso, aqueles que ele conhece já são, na sua grande maioria, seus eleitores. Estas pessoas, portanto, não são uma amostra realista do conjunto do eleitorado.

A pesquisa, com uma amostra representativa do eleitorado, extraída por procedimentos estatísticos aleatórios e probabilísticos, é a única forma de se ter conhecimento confiável sobre os eleitores.
 
      2) "Não preciso de pesquisa para dizer-me o que pensar e o que fazer" .
Numa democracia os governantes são eleitos para governar e também para representar os eleitores. Aliás, esta é a maneira como os eleitores encaram a eleição. Votam em quem eles acham que vão representar seus interesses, respeitar seus sentimentos e realizar no governo os seus objetivos.

É claro que o candidato não se resume a um "porta voz" dos seus eleitores. *Como líder político*, ele tem opiniões e convicções que nem sempre vão coincidir com a dos que nele votaram. Como governante, enfrentará situações complexas e urgentes que exigem presteza decisória e coragem para assumir as conseqüências das suas decisões, que muitas vezes serão impopulares.

Se, entretanto, sua candidatura não estiver alicerçada numa sintonia com os sentimentos e prioridades dos eleitores dificilmente será eleito. A pesquisa é o instrumento ao seu alcance para saber o que os eleitores pensam e querem, informação indispensável para estabelecer aquela sintonia da qual depende sua viabilidade eleitoral.
 
      3) "Pesquisa é muito cara. Prefiro aplicar este dinheiro em outras       áreas"

De todos os "mitos" que cercam a pesquisa política, este é o que aparece com maior freqüência. É verdade que uma pesquisa de boa qualidade profissional não é barata. A questão porém é outra: Ela é necessária, indispensável ou inútil? Se a resposta for afirmativa então tem que haver recursos para bancá-la. A situação é análoga a de uma pessoa doente. Pode faltar dinheiro para tudo, só não pode faltar para pagar o médico e os medicamentos.

Por outro lado, o custo de um programa de pesquisa de boa qualidade, para uma campanha eleitoral de porte médio, fica em torno de 5 a 10% do seu orçamento. Considerando os resultados que podem ser obtidos e sua utilidade para orientar a estratégia e o marketing da campanha, esta é uma despesa plenamente justificada.
 
Não basta conhecer o índice rejeição é preciso conhecer as razões dessa rejeição
 
      4) "Tudo que eu preciso saber é a minha posição na campanha"

Na realidade, *o candidato precisa saber muito mais* do que apenas a sua posição na grade de intenção de votos. As informações sobre intenção de voto e rejeição são importantes e o candidato pode ter acesso a elas sem despesas, usando as pesquisas realizadas pelos órgãos de comunicação que cobrem a campanha. Elas são importantes sobretudo para consolidar apoios e captar recursos.

Estas pesquisas entretanto não subsidiam a campanha com as informações que necessita para ganhar a eleição. *Não basta conhecer a intenção de voto e a rejeição é preciso conhecer as razões da intenção e da rejeição*.

As informações são obtidas identificando opiniões, atitudes sentimentos e valores do eleitor; testando propostas e argumentos; comparando pontos fortes e fracos da imagem do candidato e dos adversários.

A pesquisa que a campanha precisa, portanto, deve ser feita sob medida para aquele candidato, disputando a eleição contra aqueles adversários, e investigando os sentimentos e interesses daqueles eleitores. Deve ser construída para produzir informações que permitam conceber uma estratégia vencedora e uma comunicação eficiente.
 
      5) "Vamos usar o pessoal da campanha para fazer a pesquisa"

Esta afirmação é um exemplo emblemático do dito "o barato que sai caro". A pesquisa política não é em nada diferente da pesquisa científica, adotando os mesmos procedimentos metodológicos. Extraída a amostra pelos procedimentos estatísticos padrão, a questão da confiabilidade dos resultados passa a depender da qualidade do trabalho do entrevistador.

A aplicação correta de um questionário que mede opiniões, sentimentos e valores, demanda entrevistadores qualificados, especialmente treinados para fazer a entrevista mantendo a mais rigorosa neutralidade.

O "pessoal da campanha" certamente não é o mais indicado para se desincumbir de uma tarefa tão especializada e tecnicamente tão exigente.

Aqui é oportuno lembrar o princípio de que é melhor não ter pesquisa nenhuma a ter uma pesquisa mal-feita e não confiável. (Francisco Ferraz - Política & Plíticos)