ENCONTRO DE AMIGOS E AMIGAS DO PADRE VÍCTOR ASSELIN!
Amigos e amigas do Padre Victor Asselin realizam encontro nesta sexta-feira, 10/05, as 19:00hs, na UEMA sob o título "Reforma Agrária, pelo fim da violência no Campo".
Na oportunidade haverá a distribuição - para os militantes dos movimentos sociais e entidades - do Livro Grilagem, Corrupção e Violência em Terras do Karajás, livro polêmico que acusa advogados, juízes, Promotores, políticos e fazendeiros da de Imperatriz e região de envolvimento com a grilagem e a violência em décadas passadas.
Amigos e amigas do Padre Victor Asselin realizam encontro nesta sexta-feira, 10/05, as 19:00hs, na UEMA sob o título "Reforma Agrária, pelo fim da violência no Campo".
Na oportunidade haverá a distribuição - para os militantes dos movimentos sociais e entidades - do Livro Grilagem, Corrupção e Violência em Terras do Karajás, livro polêmico que acusa advogados, juízes, Promotores, políticos e fazendeiros da de Imperatriz e região de envolvimento com a grilagem e a violência em décadas passadas.
Victor
Asselin foi um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no
Brasil e o seu livro, lançado pela primeira vez em 1982, depois reeditado e relançado em Imperatriz dia 25 de maio de 2010,é considerado
uma das principais denúncias sobre a grilagem de terras em nosso país, narra um período marcante
da disputa pela terra no Maranhão.
O
livro cita muita “gente boa” de Imperatriz nas áreas da política e da
Justiça que nas décadas de 60, 70 e meados de 80 incentivavam,
participavam ou de alguma forma estavam ligados à grilagem de terras.
Algumas considerações sobre o livro:
Naquela
época não havia a chamada "ocupação" ou invasão de terras pelos
trabalhadores rurais. As terras eram devolutas, mas nem sempre estavam
desocupadas, então com a ajuda de governos, membros do Judiciário,
advogados e donos de cartórios, pistoleiros formavam milícias armadas e
faziam a “limpeza” para os novos "donos", queimando até povoados
implantando o terror e a morte. Quem não saía acabava em baixo de sete
palmos. Tais fatos se deram em larga escala notadamente nos governos de José Sarney, João Castelo, Luiz Rocha e até em governos recentes após a redemocratização do país, como o de Edson Lobão.
Aconteceu
assim a expulsão do homem do campo, ocorrendo um grande “êxodo rural”,
com a conseqüente ida de uma grande massa campesina para as cidades como
Imperatriz, Marabá, Açailandia, entre outras, que "incharam" de uma hora
para outra. O reflexo disso essas cidades vivem hoje, com os problemas
de Saúde, Educação e Infraestrutura urbana.
O
livro cita muita “gente boa” de Imperatriz nas áreas da política e da
Justiça que nas décadas de 60, 70 e meados de 80 incentivavam,
participavam ou de alguma forma estavam ligados a grilagem de terras.
Entre os citados estão os advogados Agostinho Noleto , o ex-juiz, ex-prefeito e ex-governador Ribamar
Fiquene, o ex-vereador Edson Caldeira, o finado ex-prefeito e
deputado Davi Alves Silva, o "Mané Goiano, como era conhecido no mundo
da pistolagem. (Daví Alves Silva - foto arquivo)
Pedro
Ladeira, famoso pistoleiro - também já no outro mundo - "limpador" de
fazendas para os grileiros e o "ex-pistoleiro arrependido" José
Bonfim, também são citados no livro. Depois de alguns anos de prisão,
Bonfim que mora em Imperatriz, atualmente está em liberdade, talvez por
bom comportamento, já que é evangélico e se diz um homem "lavado no
sangue de Cristo".(José Bonfim, foto arquivo)
Alguns
desses personagens se eram ligados à grilagem, mudaram de
comportamento, seguiram outros caminhos, como o advogado Agostinho
Noleto que depois se tornou até membro da Comissão de Direitos Humanos
da Diocese de Imperatriz.
Na década de 90, secretário de
Segurança Pública do Maranhão, Agostinho Noleto teve contra si a ira dos latifundiários,
quando aconteceu a morte do fazendeiro Zequinha Rocha num conflito de terras em Cidelândia, à época ainda pertencentea Imperatriz. A UDR, liderada
pelo Coronel Guilherme Batista Ventura, acusou Agostinho de defender "os
invasores" da fazenda de Zequinha que num confronto armado com os
posseiros tombou com mais de 100 tiros. Hoje Agostinho é Diretor
Regional de Educação e vice-presidente da Academia Imperatrizense de Letras.
Segundo os organizadores, o encontro visa apenas estimular o debate sobre a questão agrária
no Maranhão, mas como sempre o passado persegue as pessoas, muita
gente verá rememorado através do relançamento desse livro fatos que
gostariam de ver esquecidos, sepultados para sempre no grande cemitério
da impunidade.
"Quem estiver preocupado pelo fato do evento acontecer no meso dia da bertura do Salimp, não deve se preocupar, será um encontro rápido e todos podem depois ai ao Salimp", garante uma das orgasnizadoras do encontro, Conceição Amorim.
"Quem estiver preocupado pelo fato do evento acontecer no meso dia da bertura do Salimp, não deve se preocupar, será um encontro rápido e todos podem depois ai ao Salimp", garante uma das orgasnizadoras do encontro, Conceição Amorim.


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