quarta-feira, 29 de março de 2017

EMENDAS IMPOSITIVAS: VEREADORES DE IMPERATRIZ NÃO QUEREM MAIS DEPENDER DA “BOA VONTADE” DO PREFEITO

Os vereadores querem que o prefeito Assis Ramos e o secretário de Planejamento, Fazenda e Gestão Orçamentária, José Ribamar Oliveira, enviem à Casa cópia do quadro demonstrativo das emendas impositivas aprovadas em 2016 e respectivas previsões de execução.


Em março de 2015, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 86, que torna impositiva a execução das emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento. 

A obrigatoriedade do acatamento das emendas pelo Executivo atinge os municípios. É assim que pensa o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que lançou um comunicado oficial sobre a questão, deixando clara a novidade para as Câmaras Municipais. De lá para cá, Câmaras Municipais em todo o país vem se mobilizando e aprovando leis nesse sentido, inclusive em Imperatriz onde desde o ano passado a modalidade orçamentária já está em vigor através de uma lei de autoria do vereador João Francisco Silva e os vereadores fizeram suas proposições que se encontram no Orçamento Municipal de 2017. 

Doravante, todo ano, a Câmara de Vereadores recebe do Executivo Municipal a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), geralmente na primeira metade do segundo semestre. Na LDO, o governo apresenta aos parlamentares os projetos que considera prioritários para o investimento dos recursos do Orçamento e com base na lei de proposta orçamentária, os vereadores podem apresentar suas emendas, que serão incluídas no Orçamento previsto para o ano seguinte. Cada vereador tem direito a até R$ 360 mil em emenda(s). 

Nessa linha, o Plenário da Câmara Municipal aprovou na sessão ordinária dessa terça-feira, 28, indicação do vereador João Silva (PRB) cobrando informações sobre as emendas impositivas dos vereadores aprovadas na legislatura passada. Os vereadores querem que o prefeito Assis Ramos e o secretário de Planejamento, Fazenda e Gestão Orçamentária, José Ribamar Oliveira, enviem à Casa cópia do quadro demonstrativo das emendas impositivas aprovadas em 2016 e respectivas previsões de execução. 

Segundo os parlamentares, já está chegando ao final de março e nada foi executado como está previsto no Orçamento. Queremos que o prefeito nos informe pelo menos a partir de que mês começa a cumprir essas emendas. Notem, que são emendas impositivas, o Executivo tem obrigação de cumpri-las. Esperamos que não aja uso político dessas emendas por parte do prefeito”, advertiu o vereador Carlos Hermes (PCdoB). 

Ricardo Seidel (Rede) elogiou a iniciativa da legislatura passada e observou que “agora o vereador não só indica, ele também destina [emendas] e participa efetivamente da aplicação do Orçamento”. A indicação foi também elogiada pelos vereadores Alberto Sousa, Paulinho Lobão, Zesiel Ribeiro, Irmã Telma, Adhemar Freitas Júnior, Fábio Hernandez, José Arimateia Ditola e Bebé Taxista.

terça-feira, 28 de março de 2017

CONTAS DE ILDON MARQUES CONTINUAM REPROVADAS PELO TCE-MA

Liminar que suspendeu decisão do TCE de reprovar contas de ex-prefeito de Imperatriz foi revogada. Os desembargadores entenderam que não houve o cerceamento de defesa.

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) votou unanimemente favorável a recurso do Estado, pedindo a revogação de tutela de urgência, que anulou decisão do Tribunal de Contas (TCE-MA) de reprovar as contas do ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques Souza.

Os desembargadores entenderam que não houve o cerceamento de defesa, alegado pelo ex-prefeito e considerado pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda da Comarca da Ilha de São Luís, que levou ao deferimento da tutela de urgência em favor de Ildon Marques.

O ex-prefeito alegou que suas contas foram reprovadas pelo Tribunal de Contas, por ele não ter sido citado para apresentar defesa e não ter sido intimado pessoalmente. Ildon Marques ajuizou ação anulatória contra os procedimentos do TCE e obteve a tutela de urgência.

Inconformado, o Estado recorreu ao TJMA com agravo de instrumento. Alegou que não existiu cerceamento de defesa, porque houve intimação da sessão de julgamento pelo Diário Oficial, sendo descabida a intimação pessoal, pois o ex-prefeito já tinha advogado habilitado nos autos, sendo válida a intimação regularmente veiculada na imprensa oficial.

O desembargador Raimundo Barros (relator) destacou que, de acordo com a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado, as intimações serão feitas pelo Diário Oficial Eletrônico. O relator também citou entendimento do TJMA, segundo o qual, em atos oriundos do TCE-MA, inexiste obrigação quanto à intimação pessoal dos gestores.

De acordo com o parecer do Ministério Público do Maranhão, Raimundo Barros deu provimento ao agravo do Estado, para revogar a decisão de primeira instância. Os desembargadores José de Ribamar Castro e Ricardo Duailibe concordaram com o voto do relator. (TJMA)

sexta-feira, 17 de março de 2017

SUCESSÃO PRESIDENCIAL 2018

"MIL VEZES UM BOLSONARO DO QUE UM ENGANADOR COMO O DORIA", DIZ O PRÉ-CANDIDATO CIRO GOMES (PDT)

HuffPost Brasil, Grasielle Castro

© Fornecido por Abril Comunicações S.A.

"Tá rindo de quê?"

Na "mais grave crise de toda nossa História" não tem espaço, segundo o ex-governador, ex-prefeito de capital e ex-ministro Ciro Gomes, para rir. É este, segundo ele, o motivo pelo qual ele é sempre chamado de pavio curto.

Em discurso para uma plateia de militantes do PDT, o partido ao qual é filiado depois da passagem por seis partidos, o mais expressivo dos irmãos Gomes questionou o presidente do partido Carlos Lupi sobre o motivo de sair sorrindo nas fotos.

"É pedido da mãe, ele já explicou que é por isso que tem que sair sorrindo nas fotos. Não tem como rir com os números que temos hoje", disparou.

Já tirando do papel a proposta de concorrer à eleição presidencial de 2018, Ciro, com ajuda de um ato falho, expôs aos militantes a estratégia para conquistar o lugar hoje ocupado pelo presidente Michel Temer.
Ninguém vai achar que vamos crescer em pesquisa antes do tempo, não vai acontecer. As pesquisas só colocam os mais conhecidos e tal. Não tem problema. Se a gente fizer o que temos que fazer, se tivermos clareza e começarmos a ajudar o povo a entender o problema e o caminho da solução, não tenho dúvida, eu arrisco cumprir essa honrosa missão que Lula (ex-presidente), opa, o Lupi (presidente do PDT) está me dando. O Lula não quer deixar e o Lupi está me dando.

Em seguida, ele emendou: "Nada contra o Lula, apenas acho que está na hora de encerrar essa briga PT e PSDB e colocar um projeto novo."

O tal projeto é a única saída possível, na visão do candidato derrotado à presidência em 2002 pelo PPS e ainda associado à ex-namorada atriz Patrícia Pillar, para a mais grave crise, como ele define o momento atual.

No fim do discurso aos militantes, em Guarulhos (SP), Ciro concedeu uma entrevista exclusiva ao HuffPost Brasil na qual admitiu abrir mão da possibilidade de se candidatar caso o ex-presidente Lula decida concorrer ao cargo, embora não concorde com a candidatura do petista.

Ciro, inclusive, não concorda com muita coisa. Não está de acordo com as reformas, promete revogar a PEC do teto de gastos, discorda da estratégia para anistiar o caixa dois. Nem o discurso do não-político do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Ciro aceita: "Mil vezes, na minha opinião, um Bolsonaro do que um enganador desse tipo".

Aqui estão os principais trechos da entrevista:

HuffPost Brasil: Tem espaço para uma candidatura sua e do ex-presidente Lula?

Ciro Gomes: Acho que não há espaço para duas candidaturas em um momento como este. Se tomarmos por exemplo como sintoma da nossa força potencial, salvo o carisma do Lula, a organicidade hoje está reduzida a seguinte proporção: Do centro à esquerda, já supondo que o partido da Marina, seja um partido de esquerda, o que eu já tenho grande dúvidas sobre isso, nós temos hoje 100 deputados, em 500. Nós temos 100 contra 400. Nesses partidos todos, são cinco partidos, quatro candidatos. Isso na minha opinião, é irresponsabilidade com o País. É evidente que nesse momento todo mundo tem direito. E quem sou eu, muito menor que o Lula. Mas eu acho que aquilo que eu falei, o mais do mesmo, ou essa radicalização PMDB e PT já exauriram o ciclo. É preciso dar passagem, não digo para uma candidatura como a minha, mas é preciso dar passagem para um novo projeto.

Que tipo de projeto?

Um projeto que tenha coragem de confrontar essas premissas estúpidas que estão destruindo a economia brasileira e o maior sintoma disso são 20 milhões de pessoas, 13 milhões de desempregados e sete milhões em condições precárias.

Você se refere às reformas do Temer?

Temer está agravando os problemas. Existe um conflito distributivo no País e quem está mandando com o Temer é o baronato, o baronato financeiro. O mundo produtivo brasileiro e o mundo do trabalho estão passando o pão que o diabo amassou sem precedentes, por isso que a há uma fresta aí para a gente conseguir repactuar o Brasil. Quem produz na roça, quem produz na fábrica, quem está no comércio sabe que as coisas estão profunda e definitivamente erradas no País e o trabalhador, então, nem se fala. Para além do que está acontecendo com um desempregado de família no Brasil, existe hoje ameaças graves sobre a precarização no mercado de trabalho, sobre os aposentados e pensionistas. Se passa na cabeça de alguém que seja razoável um país como o nosso tão desigual estabelecer idade mínima de 65 anos independentemente do trabalhador engravatado, que dá expediente no ar condicionado, e aquele outro que é operário da construção civil e está trabalhando de sol a sol no semiárido do Nordeste ou nas carvoarias do Pará. Isso não tem cabimento, é uma desumanidade completa.

O teto de gastos não tem validade sem a reforma...

O teto de gastos é uma perversão que vai se revelar insustentável. Portanto, tenha clareza que se depender de mim, isso será revogado. O que não quer dizer que o valor que está ali não seja um valor que tenha que presidir as relações de um governante com as finanças públicas. Sou ex-governador, ex-prefeito de uma capital, ex-ministro da Fazenda, não tenho um dia de déficit. Tem que tem saúde fiscal. Para o país enfrentar os seus problemas, é preciso ter sanidade fiscal, mas nunca preservando 50% do orçamento livre para a despesa mais perversa que são R$ 700 bilhões para juros este ano. Isso cortando em educação e saúde de um país que já tem condições tortas e desumanas na oferta de saúde, especialmente para o povo.

Após o impeachment, houve uma fragmentação muito forte da esquerda. Como repactuar os partidos com os movimentos sociais?

A única fórmula, por exemplo, de eu entrar em uma dinâmica da reunificação é estabelecer um método e o método há de ser um programa. Eu não aceito mais esse pragmatismo que se relevou uma tragédia que o PT impôs, com todo respeito ao PT. O PT não é meu inimigo, não é meu adversário, pelo contrário. Em 1989, votei no Covas no primeiro turno e no Lula no segundo e venho votando. O Lula queria porque queria que o (Henrique) Meireles fosse ministro da Dilma. Tivemos um golpe de estado e o adversário golpista nomeia o Meireles ministro da Fazenda. Tem uma coisa errada e eu sei que está errada. Chega de conciliação e isso não quer dizer ruptura nem briga, quer dizer experimentar outro caminho, outro modelo, outra premissa. Estou estudando e isso me deixa muito enraivecido e isso me faz parecer pavio curto, mas nós estamos aí massacrando a nação de 200 milhões de pessoas.

Como mudar?

Com política e democracia. Quando o PT lançou o Lula em 1989, o PT tinha 12 deputados. Quando o PSDB lançou o Fernando Henrique em 1994, o PSDB tinha 17 deputados. O problema não é esse [governo de coalizão], é a ideia. Como unir uma grande maioria do povo brasileiro e a democracia garante isso ciclicamente.

É um erro o governo de coalizão?

Esse modelo é uma mentira do Fernando Henrique que o Lula replicou. A Dilma caiu por isso porque resolveu conciliar com bandido, com Eduardo Cunha. Meu irmão era ministro da Educação (Cid Gomes), chamou o Eduardo de ladrão e ela ficou com ele. Olha onde eu estou e meu irmão. Antes era teórico, agora é experimental. Repare bem, Fernando Henrique perdeu para o Lula e a Dilma caiu por causa desse projeto. Isso está correto? Esse é o caminho certo para o fracasso.

No seu discurso, o senhor ressaltou que o eleitor não se vê representado. Na sua avaliação, este é o fomentador da onda conservadora que faz com que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) despontem nas pesquisas?

Sou um democrata de verdade, sou um democrata viceral e o que as pessoas vêem como uma coisa ruim, eu vejo como uma coisa boa. Se há uma parcela do eleitorado que se afina com o que o Bolsonaro interpreta, representa e diz, essa fração tem todo direito que um democrata deve garantir sem qualquer tipo de queixa de se expressar na política. Evidente que no debate, eu estando presente, vou arrancar muitas máscaras. Esse João Doria se apresentar como não político, ele está esquecido que foi presidente da Embratur no governo do Fernando Collor, ele está esquecido - e eu tenho uma memória implacável - de que a empresa dele vivia de milhões de reais de dinheiro público repassado por correligionários deles, de governo do PSDB. Isso que é não-político? Mil vezes, na minha opinião, um Bolsonaro do que um enganador desse tipo.

A anistia ao caixa dois deve ser adotada na reforma política?

Evidente que não. Isso é um escárnio com a população brasileira. Tecnicamente, você pode até estabelecer uma distinção. Mas não estamos em um momento técnico, muito menos de tecnicalidade polêmica. Neste momento, o que a sociedade brasileira quer, espera e exige é que a punição deixe de ser só para ladrão de galinha e pequenos, pobres, negros, periféricos do Brasil para alcançar os corruptos e caixa dois definitivamente é um sintoma de corrupção.

Como ficaria a reforma política?

Sem dúvida, com dois caminhos, organizar a relação de dinheiro e política e a outra é introduzir o recall, instrumento em uma democracia direta com referendo em que você possa desconstituir um mandado, não porque corrompeu, mas porque mentiu ou está fazendo o oposto do que prometeu.

quinta-feira, 16 de março de 2017

SEMINÁRIO VAI DEBATER A REVITALIZAÇÃO DOS RIOS MARANHENSES

O seminário é uma realização do Instituto Cidade Solidária e do gabinete do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do Ministério de Meio Ambiente, Agência Nacional de Águas (ANA) e do MEA- Movimento Ensinando e Aprendendo.


A preservação dos rios maranhenses será a pauta principal do seminário que ocorrerá no próximo dia 24, das 8:00h às 18:30h, no auditório Alberto Abdalla- FIEMA, em São Luís. Com o tema ”Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes”, o evento vai reunir profissionais que são referências nacionais na área de sustentabilidade ambiental, para discutir e buscar alternativas para a recuperação dos rios.

O seminário é uma realização do Instituto Cidade Solidária e do gabinete do senador Roberto Rocha (PSB), com co-realização do Ministério de Meio Ambiente, Agência Nacional de Águas (ANA) e do MEA- Movimento Ensinando e Aprendendo.

A cerimônia de abertura está marcada para as 9:00h, e contará com as presenças do Ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), senador Roberto Rocha (PSB), da presidente da Codevasf, Kênia Marcelino e do presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu.

A primeira palestra será proferida as 10: h30 pelo Ministro Sarney Filho, que falará sobre água, floresta e clima na agenda ambiental do Ministério de Meio Ambiente. Em seguida, as 11h:30, o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Jair Vieira Tánnus Jr., discorrerá sobre o tema da “Segurança Hídrica das Bacias Hidrográficas Para a Sustentabilidade”. Seguindo a agenda, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, vai expor as experiências exitosas de estudos e despoluição das bacias hidrográficas. Logo após, a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, vai explanar os exemplos da bacia do Parnaíba. A programação se estenderá até as 17:15h, com especialistas que falarão sobre os principais temas ligados à preservação do meio ambiente.

Para participar do seminário, basta se inscrever pelos contatos:inscricoes@cidadesolidaria.org ou 98/98877-4813. No dia do evento, levar 01 kg de alimento não perecível, que será doado a uma instituição de caridade.


Serviço:

Evento: Seminário Revitalização dos Rios Maranhenses e Suas Nascentes.

Data: 24 de março de 2017, das 8:00h as 18:30h.

Local: auditório Alberto Abdalla, na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão- FIEMA. (AV. Jerônimo de Albuquerque- Cohafuma, São Luís- MA). (Assessoria)

segunda-feira, 13 de março de 2017

COM O NOME SUJO!

SETENTA E SETE MUNICÍPIOS DO MARANHÃO ESTÃO COM RECURSOS BLOQUEADOS

Setenta e sete cidades maranhenses estão, desde o início do mês, com recursos de transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), bloqueados e proibidas de fazer qualquer tipo de movimentação bancária.

O bloqueio ocorreu em função dos gestores não terem homologado, junto ao Sistema de Informações Sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), receitas e despesas totais em ações e serviços públicos no setor da saúde referentes ao ano de 2016. O prazo máximo para o envio das informações findou-se no último dia 02.

Os gestores que não fizeram a prestação de contas tiveram seus municípios inscritos no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências (CAUC), do Ministério da Fazenda, e posteriormente bloqueadas as transferências de recursos.

Ainda na semana passada, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) emitiu recomendação – veja AQUI – orientando prefeitos e prefeitas sobre como proceder para reverter a situação.

Muitos destes gestores estão no seu primeiro mandato e alegaram não terem cumprido o que determina a lei devido a problemas deixados por ex-prefeitos que administraram suas respectivas cidades até o ano passado.

Uma das orientações contidas na recomendação da entidade municipalista é de que os novos gestores promovam ação civil pública visando à responsabilização do ex-gestor e o ressarcimento ao erário dos valores eventualmente perdidos ou desviados.

Veja, abaixo, os municípios que tiveram os recursos bloqueados:

Alcântara, Alto Alegre do Pindaré, Araioses, Axixá, Bacabal, Bacuri, Barra do Corda, Barreirinhas, Belágua, Bequimão, Boa Vista do Gurupi, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cachoeira Grande, Cajapió, Capinzal do Norte, Carolina, Cedral, Central do Maranhão, Centro Novo do Maranhão, Coelho Neto, Coroatá, Cururupu, Davinópolis, Dom Pedro, Esperantinópolis, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortuna, Godofredo Viana, Governador Luiz Rocha, Governador Nunes Freire, Grajaú, Joselândia, Lago Verde, Lajeado Novo, Luis Domingues, Maracaçume, Marajá do Sena, Matinha, Milagres do Maranhão, Monção, Morros, Nina Rodrigues, Nova Colinas, Nova Iorque, Nova Olinda do Maranhão, Paço do Lumiar, Parnarama, Paulino Neves, Pedreiras, Pedro do Rosário, Penalva, Pindaré Mirim, Pinheiro, Presidente Juscelino, Presidente Sarney, Santa Helena, Santa Luzia do Paruá, Santa Quitéria do Maranhão, Santo Amaro do Maranhão, Santo Antônio dos Lopes, São Bento, São Domingos do Maranhão, São João Batista, São João do Paraíso, São Pedro dos Crentes, São Raimundo do Doca Bezerra, São Vicente Ferrer, Senador La Roque, Serrano do Maranhão, Trizidela do Vale, Tufilândia, Turiaçu, Turilândia, Vargem Grande, Vitorino Freire.

sexta-feira, 3 de março de 2017

ADALBERTO FRANKLIN MORREU! MAS ELE NÃO ERA MESMO DESSE MUNDO...

Já era esperado, diante do quadro grave de saúde em que se encontrava, mas nunca estamos prontos para receber a notícia da morte de quem amamos. Então na noite de ontem recebi com pesar e grande consternação a noticia da morte de mais um amigo e colega jornalista, nosso querido Adalberto Franklin, que passou dessa vida para outra  às 22h40 de quinta-feira, (02/03/2017) na UTI do Hospital da Unimed, em Imperatriz (MA) onde se encontrava há três semanas resistindo contra um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

Só agora me senti em condições de escrever algo sobre Adalberto Franklin. Não vou aqui me ater á sua vasta biografia, já intensamente publicada hoje nas redes sociais, quero apenas deixar meu testemunho, dizer da minha pouca porém frutífera vivencia com esse intelectual que honra nossa cidade, e passa agora não apenas a contar e pesquisar sobre a história de Imperatriz, mas a fazer parte dela, nos deixando um grande legado e incentivo à produção literária e ao pleno exercício das idéias humanísticas.

Homem de esquerda, manso e gentil, Adalberto Franklin era extremamente solidário. Conheci Adalberto no final dos anos 80, quando junto com outros colegas como Edmilson Sanches, Demerval Moreno, começamos a gestar a ideia da criação do Sindicato dos Jornalistas e Radialistas, Sindijori, e depois trabalhamos no Sistema Mirante de Comunicação, quando juntos participamos da famosa greve de setembro de 1991 e apanhamos da polícia na porta da emissora por causa de um um piquete. 

Já naquele tempo Adalberto era muito respeitado e detinha função importante na Mirante que lhe daria até  argumentos para não aderir á greve, como fizeram, outros na mesma posição sua, mas não, preferiu ser  solidário com seus companheiros e fez parte ativamente daquele movimento.

Poderia também Adalberto não ter sido agredido pela PM, bastaria ficar de longe, como alguns ficaram, mas não, foi para junto de mim e dos outros que apanhavam e pacificamente nos abraçou, acabando também por ser espancado.

Depois desses episódios também participamos do Movimento de Cursilhos da Igreja católica, onde terminei por entender melhor quem era aquele moço.

Alguns anos depois novamente pude constatar outra característica de Adalberto, quando foi destacado agente público no governo Jomar Fernandes. Num oceano de problemas de gestão e denuncias contra o prefeito e alguns de seus secretários, ninguém ousou levantar qualquer questionamento contra Adalberto em nenhuma das pastas que ocupou, sempre agindo com ética e descendência com a coisa pública. Ao contrário, depois da gestão Jomar muitos diziam que se tivessem deixado Adalberto como secretário de Governo desde o inicio, as coisas teriam sido diferentes e Jomar Fernandes não teria fracassado ao ponto de não conseguir se reeleger.

Em nosso último contato mais demorado, alguns dias antes de adoecer, na Chácara de seu irmão Gilberto Castro, em uma roda de amigos expus o meu desejo de tentar reerguer a bandeira da criação do Estado do Maranhão do Sul, quando na oportunidade grande parte dos que participavam da discussão jogaram "um banho de água fria" na proposta com aqueles velhos argumentos  de rejeição aos políticos, que segundo eles só se aproveitaram desta ideia secular que embala os sonhos dos sulmaranheses. Mas de Adalberto, o último a se pronunciar , o apoio veio com argumentos que depois até mudaram os posicionamentos dos que inicialmente  haviam renegado a ideia

Assim era Adalberto, parecia que não era mesmo desse mundo... Seja nas letras, na produção e editoração de livros, seja na sua rápida passagem pela administração pública, ou mesmo em sua religiosidade, Adalberto nos deixa um grande legado.

De minha parte fico honrado, por ter sido seu amigo e tido oportunidade de ser contemporâneo desse grande homem.

Como diz  a passagem Bíblica de II Timóteo: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda, vai com Deus Adalberto!

Aos parentes e amigos  nossa solidariedade. Avante, a vida continua!

Em tempo:


O corpo do jornalista Adalberto Franklin está sendo velado  endereço da Família Pereira de Castro, na Rua João Pessoa, nº 1000, bairro Bacuri. Trata-se de área de um quarteirão, onde diversos membros da Família têm residências, com ampla área livre, bem arborizada, altas mangueiras e outras plantas. Às 9h da manhã deste sábado, dia 04,  sairá para o Cemitério Campo da Saudade, na Avenida Newton Belo onde será sepultado.