quarta-feira, 3 de março de 2010

Matéria sobre Educação de Barreirinhas plantada por Alberico sobra para Roseana

Deu no blog do Ancelmo Raposo:

O prefeito de Barreirinhas Alberico Filho, plantou ou conseguiu plantar uma matéria na Rede Globo, sobre as condições precárias da educação de Barreirinhas. O objetivo da matéria era tentar influenciar os magistrados, sobre o destino político de Barreirinhas.

A reportagem teria como objetivo mostrar que o ex-prefeito de Barreirinhas Dr. Miltinho, tinha tratado com descaso as escolas municipais, no entanto a reportagem feita pelo jornalista Sidney Pereira deu a perceber em seu texto que o problema era do Governo do Estado e da Secretaria de Educação que tinham abandonado as escolas.

Alberico ainda deixou passar para o Brasil inteiro que as aulas em Barreirinhas não iriam começar esse ano porque as escolas não tinham as menores condições de funcionamento.

Conversei agora ha pouco com Fábio Rocha, ex secretário de educação, e o mesmo me afirmou que durante toda a administração de Miltinho (PT), as crianças de Barreirinhas não ficaram nenhum dia sem aula.

E completou: "é verdade que ainda exista escola funcionando em casas de taipa, mas a herança que recebemos não pode ser consertada em uma única gestão."

Até o Secretário César Pires já foi envolvido no assunto e não tem nada a ver com isso, pois as escolas são municipais. Alberico Filho tentou atacar os adversários e acabou jogando lama no ventilador.



terça-feira, 2 de março de 2010

Minhas impressões sobre a Audiência Pública de Imperatriz que debateu a reforma do Código Florestal Brasileiro



Inicialmente meio tumultuada, mas depois transcorrendo de maneira tranqüila, aconteceu durante toda a manhã e parte da tarde desta terça-feira, 02, a audiência pública da Câmara dos deputados, em Imperatriz para tratar sobre a reforma do Código Florestal.

As galerias e o plenário da Câmara municipal  ficaram lotados, em sua maioria pelos ruralistas ou representantes do agronegócio, que durante os últimos dias se mobilizaram para participar do evento.

O mesmo não aconteceu com os ambientalistas e lideranças dos chamados movimentos sociais, que ficaram reduzidos a cerca de 50 pessoas encantonadas no final do lado direito das galerias. Inicialmente gritaram palavras de ordem, vaiaram os adversários, mas depois foram se dando por vencidos e ao final já não se ouvia sequer o balançar das poucas bandeiras verdes, confeccionadas para o evento.

A composição da mesa e as inscrições para os representantes dos dois lados não foi nada democrático. Quase 8 defensores do agronegócio e apenas dois pelo lado dos ambientalistas, isso contando com o deputado Valdinar Barros que fez um discurso pela manutenção do Maranhão dentro do zoneamento da Amazônia legal e pela defesa da Agricultura Familiar.

Mesmo assim a situação ficou mais equilibrada ao ser liberado o microfone para a participação das galerias, quando cerca de 30 pessoas se pronunciaram. Também teve uma boa participação a destemida Conceição Amorim, que entregou à comissão - depois de um contundente discurso - um documento assinado por mais de 40 entidades.


"Há os que fumam, há os que cheiram..."
 
Um momento de riso geral aconteceu durante a fala de Conceição Amorim, quando ela ao finalizar fez um protesto contra o que considerou "uma falta de respeito" um adesivo que circula nos carros dos ruralistas afirmando que "Ambientalista não planta o que fuma" e  aproveitou para um contra-ataque: "Quero no entanto dizer que não plantamos o que fumamos, mas os filhos da burguesia rural também não plantam o que cheiram..." Foi um momento de descontração geral.
 
Ambientalistas e ruralistas juntos vaiam Roseana
 
Mesmo ausente na audiência, mas muito bem representada pelos secretários Gastão Vieira e Waschington Rio Branco, a governadora Roseana ao ter simplesmente seu nome citado por Gastão Vieira, recebeu uma sonora vaia. Foi esse o único momento em que os ruralistas, os militantes dos movimentos sociais e ambientalistas estiveram do mesmo lado. Vale lembrar que é a segunda vez que a simples menção do nome da governadora em Imperatriz é motivo para vaias. A vez anterior foi na abertura do carnaval, quando o secretário extraordinário do Sul do Maranhão, Adhemar Freitas, foi fazer agradecimentos "ao apoio de Roseana ao carnaval de Imperatriz".
 
Finalizando, digo que deu para sentir que o novo Código Florestal ficará ao gosto dos ruralistas e defensores do agronegócio. A começar pelo relator, Aldo Rebelo, o tom é de conciliação, mas totalmente favorável aos chamados "produtores".
 
Como defensor do desmatamento zero, só me resta esperar que "nem tanto o céu nem tanto o mar". Que ao pender para atender os reclamos dos ruralistas, os que aprovarão o novo código não sejam tão benevolentes com os desmatadores e lembrem-se que se a gente não barrar a devastação o mundo vai esquentar e ai não haverá mais nada para plantar. E o que vamos colher é o Apocalipse...Que Deus tenha piedade de nós!

Código Florestal: Audiência pública acontece hoje na Câmara


Os ruralistas estão sempre na contramão da história?

Daqui a pouco (9:00 hrs), começa na Câmara Municipal de Imperatriz a Audiencia Pública tão anunciada que vai debater a reforma no Código Florestal Barsileiro.

Durante toda a semana o que se viu aqui na mídia foram os ruralistas, liderados pelo empresário Sabino Costa ocuparem os meios de comunicação para se lamentarem, e exigirem que caso o Código seja aprovado da forma como querem os ambientalistas, o país irá à falência com o fim da produção e por ai destoaram um rosário de defesas.

Pelo lado dos chamados movimentos sociais ou dos ambientalistas,não se viu nem ouviu muita coisa. Apenas
a militante  feminista de Direitos Humanos Conceição Amorim disparou alguns petardos contra o que ela classifica de devastadores da natureza, os  ruralistas.

Vamos ver como os dois lados e comportaram daqui a pouco e quem vencerá o debate. Se a formos olhar só por quem apareceu mais na mídia, os ruralistas comem a parada, pois nunca ví uma cidade tão demobilizada em suas entidades.

Agora gente, vocês já notaram como esses ruralistas só pegam coisa difícil e estão sempre na contramão da história?

Vejam: No período colonial defendiam a escravidão dos negros, depois vem a luta pela reforma agrária e os ruralistas reagiram pesado, na bala. Agora vem a luta pela defesa do meio ambiente, uma coisa que está ai a bater na nossa cara. Se a gente não der uma basta na devastação o mundo vai explodir...Não foi diferente a reação dos ruralistas: estão novamente teimando, remando contra a maré...

Mas, será que eles estão certo, se a gente preservar a maioria das matas o Brasil vai passar fome, sem produção agrícola? Bom, eles diziam que se a escravidão fosse abolida o país se acabaria. Deram "com os burros n'água..."

Bom, prefiro o verde, a vida, as matas... que os ruralistas, oa agronegócio, busque a tecnologia, afinal poque se precisa de tanta terra para criar boi?
Té mais gente, depois eu conto como foi a audiência pública...


segunda-feira, 1 de março de 2010

Aécio e Ciro, as "noivas" cobiçadas da sucessão


Tucanos pressionam Aécio para a chapa "puro-sangue" e o PT valoriza Ciro Gomes

A semana que começa marca na política o ritmo da sucessão, já dominando as ações Para a concretização das candidaturas a Presidência da República, exatamente logo após a divulgação de mais uma pesquisa Datafolha, que desta vez coloca José Serra sob pressão diante do crescimento de Dilma Rousseff. E Nesse clima o comando tucano se reúne em Belo Horizonte.

O centenário de nascimento de Tancredo Neves vai ser devidamente registrado, mas não haveria momento político mais agitado e desafiador como o atual para homenagear quem vivia tais situações...

A candidatura do neto de Tancredo estará seguramente em evidência e sua valorização multiplicada. As lições do avô podem ajudar Aécio no seu encontro com líderes e correligionários, mas o que as lideranças tucanas começam a entender é que o tempo corre contra. Hoje as decisões de Aécio e Ciro Gomes ocupam as atenções das principais lideranças políticas de governo e oposição. Das decisões de ambos o quadro sucessório terá pesos diferentes.

Serra vai lá

Em busca do apoio de Aécio Neves, o governador de São Paulo, José Serra dedicará a noite de quarta e o dia de quinta-feira a conversas com o governador mineiro, lá em Belo Horizonte. Serra irá, quinta, à inauguração da Cidade Administrativa presidente Tancredo Neves. O roteiro foi acertado num telefonema entre os dois governadores.

Em Belo Horizonte, Serra assistirá à comemoração do centenário do nascimento de Tancredo e na semana seguinte, deverá prestigiar o aniversário de Aécio, que completará 50 anos. O governador paulista tem até o dia 2 de abril para anunciar se disputa a Presidência ou tenta a reeleição. Enquanto isso, Aécio diz que só tomará sua decisão depois de abril. No staff de Serra as preocupações são maiores. E não é só pelas pesquisas, mas as conseqüências que geram.

Mais um mês...

Um tom de despedida já começa a marcar o discurso de Aécio Neves. Ontem ao inaugurar obras de apoio à pesquisa e ao turismo na reserva ambiental, com investimentos de R$ 3,5 milhões, ele admitiu concluir seu mandato, em abril, por razões eleitorais: “Dentro de quatro semanas, não serei mais governador de Minas Gerais. Por imposição legal, no dia 30 de março, deixo o governo. Mas com a tranqüilidade e a serenidade de que deixarei o governo nas mãos limpas e honradas de Antonio Anastasia, para que ele possa dar continuidade ao trabalho desenvolvido.” Mas não abre o jogo sobre o futuro político...

E FHC?

O ex-presidente e experiente Fernando Henrique Cardoso disse no fim de semana que uma chapa puro-sangue do PSDB à Presidência da República não teria "necessariamente" o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato a vice do tucano José Serra! Questionado sobre uma chapa presidencial só com o PSDB, o ex-presidente respondeu: "Sempre é possível. Não necessariamente o Aécio. Puro-sangue depende da circunstância."

Para o ex-presidente Fernando Henrique o eleitor é mais motivado pela figura dos candidatos do que por ideologia. "A população hoje não está acreditando em partidos, siglas, legendas. Vai olhar quem, qual pessoa. Se for uma pessoa boa, ótimo", disse.

E aparece o PTB

Mas ao menos os tucanos estão com uma boa notícia: O PTB deve fechar aliança nacional com o Partido para apoiar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, já conversou a respeito, ampliando a coligação dos partidos de oposição, hoje composta apenas pelo DEM e pelo PPS, além do PSDB. O acordo não está sacramentado, mas Jefferson antecipou ao Grupo Estado que esse é seu desejo e a tendência natural da base petebista.

Nova pesquisa

Pesquisa DataFolha divulgada no fim de semana mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, o governador paulista, José Serra, e do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.

O levantamento aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, com 8%. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro.

Do total de entrevistados 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, Serra tem 38%, Dilma vai a 31% e Marina Silva fica com 10% das intenções de voto. Na pesquisa de dezembro de 2009, o tucano tinha 40%, Dilma registrava 31% e Marina tinha 11%.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Roberto Rocha quer incluir o meio ambiente como um direito fundamental

Tramita na Câmara Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Roberto Rocha (MA), que inclui o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado na lista dos direitos fundamentais dos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil.

Atualmente, a Constituição classifica como fundamentais os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Já o artigo garante a todos os brasileiros o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Segundo esse artigo, o meio ambiente é um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Para o tucano, a inclusão do direito ao meio ambiente no texto constitucional, da forma como está, foi equivocada. Ele lembra que o caráter fundamental desse direito já foi proclamado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando julgou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 101, que tratou da importação de pneus usados.

“Transformar o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado em direito fundamental formal, e não apenas material, torna incontroverso o seu status, a obrigar todo o Poder Judiciário, e não apenas o STF”, ressaltou.

Rocha diz que para o Brasil, e também para o mundo, a imperiosidade do meio ambiente estar ecologicamente equilibrado já é uma necessidade, sendo tratado como resultado do direito à vida e à saúde pública. “É inegável, hoje, a preocupação mundial com o meio ambiente. A concepção do meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental vem sendo alcançada com o passar dos anos. É inegavelmente um bem de relevante valor”, afirmou o parlamentar.

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

“É proibido se manifestar”: Moradores interditam rodovia e polícia de Roseana prende lideranças


Revoltados com o descaso a que estão submetidos pelo governo  Roseana, moradores de Davinópolis liderados pelo Fórum da Sociedade Civil, que é composto por entidades como o Sindicato dos Professores, Associação Comercial e Industrial de Davinópolis, e diversas pastorais da Igreja Católica, interditaram pacificamente na manhã de ontem a estrada que dá acesso a Imperatriz (12 km de distância), devido ao péssimo estado de conservação da rodovia estadual. O protesto, mobilizou populares, lideranças comunitárias, a classe política e os comerciantes que reivindicam a urgente reconstrução da rodovia.

Fotos: Manifestantes, revoltados com as péssimas condições da estrada que liga Davinópolis à Imperatriz

Não deu outra, logo veio a polícia e de maneira truculenta não quis saber de conversa, desfez a manifestação e prendeu as lideranças do movimento. Houve empurrões e quase não acontece um confronto de grandes proporções diante da inabilidade demonstrada pela PM, naquela ocasião comandada pelo Tenente Silva Júnior, auxiliado por cerca de 50 praças e 5 viaturas.

“Graças a Deus o povo recuou, senão nem sei o que teria acontecido, pois a PM chegou com raiva ameaçando com cassetete, spray de pimenta e quem sabe até tiros, caso não recuássemos”, disse Antonio Araújo, morador que participou da manifestação.

Segundo se comenta em Davinópolis a ordem para reprimir a manifestação teria partido do próprio secretário Raimundo Cutrim, que teria tomado conhecimento do protesto com antecedência, graças ao vereador roseanista Jacielde Carvalho (PMDB) que teria se infiltrado no movimento para dar uma de “Joaquim Silvério do Reis”. Em meio ao protesto, a Polícia Militar prendeu, injustificadamente, o estudante Edilton Gomes, da Umes, e o funcionário público José Arisvan, da Prefeitura de Davinópolis. Os dois foram conduzidos à Delegacia de Polícia, mas diante da pressão popular foram  posteriormente liberados. (Foto: Líder estudantil é empurrado para dentro da viatura)

Um dos líderes do movimento, o professor Paulo Ludugero explicou que o manifesto teve o objetivo de chamar a atenção do governo do Estado para que, mesmo neste período invernoso, reconstrua a rodovia estadual que liga Davinópolis a Imperatriz. “Nós estamos praticamente isolados por causa das condições da rodovia, pois não temos como trafegar nos Ônibus coletivos e Vans por causa da estrada”, disse. (Foto: Tenente Silva Júnior, numa das mãos artefato de Spray de pimenta)



Ele observa que o estado não pode ‘castigar’ 12 mil habitantes por causa de uma ‘disputa política’ sacrificando o povo humilde que depende exclusivamente da rodovia para deslocar-se a outras cidades para comercializar seus produtos. “Fazemos um apelo ao estado para que reconstrua urgentemente essa rodovia. Nós queremos é a reconstrução da estrada, pois a realização de apenas uma operação tapa-buracos não resolverá o problema”, frisa.
Edilton Gomes, da União Municipal dos Estudantes de Davinópolis, um dos líderes  detidos, reclamou da truculência da Polícia Militar que impediu a manifestação. “Pretendíamos fechar a rodovia apenas por alguns minutos, pois só queríamos chamar a atenção das autoridades, mas o que recebemos foi repressão. Não adianta reprimir, a sociedade civil davinopolense está organizada e vamos realizar novos protestos até que a rodovia seja reconstruída”, disse.
(Foto: idosa chora pela prisão dos dirigentes da manifestação)

O que está ocorrendo em Davinópolis é  uma briga política. O prefeito daquele município, Chico do Rádio é do PDT e até agora, não se rendeu aos “encantos” da governadora Roseana Sarney. Mas não é só por isso que Roseana está zangada com Davinópolis. Além de pedetista, Chico é um dos apoiadores ou amigo de Weverton Rocha, um dos principais alvos do atual governo, que busca a todo custo incriminá-lo na condição de ex-secretário do governo Jackson Lago.

Infelizmente tem sido assim em todo o Maranhão, onde o município é pequeno, sem representatividade política estadual ou federal e o prefeito é adversário, Roseana tem tratado á “pão e água”. Claro, isso não aconteceria se Davinópolis fosse como Imperatriz, Timon, Caxias, mesmo que o prefeito não fosse do seu lado o tratamento seria outro.

Outro município pequeno que tem sofrido um verdadeiro boicote por parte do atual governo estadual é Porto Franco, governado pelo pedetista Deoclides Macedo. Ali até recursos da Saúde foram cortados. Lá o povo quer ver o diabo, mas que por lá não apareça Roseana ou o secretário de Saúde Ricardo Murad.

É por essas atitudes que mais prejudicam o povo, onde as pelejas políticas estão acima do interesse público, que o Maranhão continua atrasado.

Cartaz da Audiência Pública em Imperatriz e um alerta do professor José Geraldo


Eis o cartaz de audiência pública da Comissão Especial da Câmara Federal sobre alteração do código florestal, que se realizará na próxima terça, 02 de março, às 09 horas na Câmara municipal.



Segundo informa o Professor José Geraldo, o convite não chegou à maioria das entidades.



Diz Geraldo: “É importante a presença das diversas entidades para debatermos causas e efeitos da alteração do código. Assim a discussão não ficaria apenas com a interpretação de apenas um setor, visto a natureza ser um patrimônio do povo brasileiro”.

Pois é, José Geraldo tem razão,  a parte dos que fazendeiros e dos defensores do agronegócio já está se mobilizando, ontem houve até um encontro no Sinrural, mas por parte das entidades  e dos ambientalistas não se tem notícia de nenhum movimento.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pesquisas eleitorais e o dom de iludir

Por Roberto Rocha

A política é terreno fértil para a imaginação. Território dos achismos, já foi comparada às nuvens, mutantes cada vez que as olhamos. A contraface disso são as pesquisas eleitorais, fruto da sofisticada ciência estatística fundada em rigor e consistência lógica. Mas uma coisa são pesquisas, outra coisa são as interpretações das pesquisas.

Havia no ar um assanhamento, estimulado por mau jornalismo, que antecipava a "derrocada da candidatura do PSDB", fruto da "maré enchente" da candidata oficial do Governo. A magia dos números associada à indigência intelectual de alguns aguardava o momento inevitável da "ultrapassagem de Dilma sobre Serra", destinado a "comer poeira na corrida sucessória". Manchetes e notas de jornal saboreavam essa "crônica da derrota anunciada". Eis que veio a última pesquisa do Ibope e um estridente silêncio voltou a reinar no noticiário.

Leia mais:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Audiência pública em Imperatriz vai debater o novo Código Florestal


A reforma do Código Florestal Brasileiro, tema que vem colocando em confronto aberto ambientalistas e ruralistas, será objeto de audiência pública em Imperatriz, dia 2 de março às 9 horas na Câmara Municipal.

A audiência será coordenada pela Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro da Câmara dos Deputados e que tem a responsabilidade de proferir parecer ao Projeto de Lei nº 1876, de 1999, e apensados, que produz profundas alterações na legislação ambiental em vigor, notadamente no Código Florestal, na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente e na Lei de Crimes Ambientais.

Com o intuito de ampliar o debate sobre as causas e conseqüências da alteração do Código Florestal, a Comissão decidiu realizar audiência pública no Estado do Maranhão, no município de Imperatriz, sob a coordenação  do deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA). No evento estarão presentes ainda os deputados federais Moacir Micheletto (PMDB/PR), presidente da Comissão, e Aldo Rebelo (PCdoB/SP), relator da proposta.

O assunto é polêmico e em outras localidades já deu muita briga. Na Câmara, a última audiência pública foi uma verdadeira guerra, com troca de acusações " torcidas " dos dois lados se manifestando livremente com vaias e aplausos nas galerias da Casa.

Qual a polêmica?

Os ruralistas pretendem mudar o código para reduzir percentuais de conservação obrigatória (reserva legal), permitir a recomposição florestal com espécies exóticas " comerciais " em outras bacias hidrográficas ou Estados, além de garantir financiamento para recuperação de áreas degradadas e pagamento por manter a floresta em pé (serviços ambientais).

Já os ambientalistas resistem a qualquer mudança, não querem " anistia " para quem destruiu a floresta, mas admitem subsídios oficiais a quem preservar as áreas protegidas.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) é a líder dos ruralistas e afirmou na audiência que quer " pautar a discussão pela ciência " , mas não admite " leis que não possam ser cumpridas " pelos cerca de 5 milhões de produtores rurais do país. Segundo disse, “a lei atual não foi votada por nós, pois é uma medida provisória de 2001 " .

Também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora defendeu que o percentual de proteção exigido por lei seja calculado sobre a cobertura vegetal existente e não sobre a totalidade de cada propriedade. E apelou para que os Estados pudessem legislar sobre questões ambientais.

Em resposta, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) rejeitou as pressões da bancada ruralista e pediu cautela nas mudanças no código. “Não haverá rolo compressor nessa matéria porque a sociedade vai reagir”, disse. Ele pediu um “compromisso” dos ruralistas para evitar novos desmatamentos. “Queremos esse compromisso, mas sem atropelar o Congresso”.

No mesmo tom, a senadora Marina Silva (PT-AC) acusou os produtores de praticarem uma " forma errada de agricultura " e ironizou que os " desenvolvimentistas " agora peçam alternativas aos ambientalistas. " Temos que pensar naqueles que ainda não nasceram, e não apenas em nossos filhos e netos. O lucro de algumas décadas não pode ser mais importante do que nosso futuro " , afirmou a ex-ministra.

Na audiência da Câmara o cenário estava desenhado para debater um polêmico estudo assinado pelo chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, o pesquisador Evaristo Miranda. O trabalho afirmava que “apenas” 29% do território brasileiro estaria livre para a atividade agropecuária - ou 245,5 milhões de hectares.

O Ministério do Meio Ambiente apostou na " desconstrução " da pesquisa ao inverter o raciocínio e apontar que as restrições de uso da terra atingem " somente " 22% do território nacional. Assim, estariam disponíveis 300 milhões de hectares à atividade produtiva, apontou o assessor especial para Clima e Florestas, Tasso Azevedo.

Entre as duas estimativas, há uma diferença significativa de 55 milhões de hectares. Outro estudo preliminar, apresentado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aos senadores, afirma que haveria entre 306 milhões e 366 milhões de hectares que estariam aptos à agropecuária.

A diferença está na forma de cálculo. Para a Embrapa, estão excluídas das estimativas as áreas de unidades de conservação de uso sustentável e as terras indígenas. O Ministério do Meio Ambiente e o Ipam, ao contrário, consideram as duas categorias como de " uso intensivo " permitido para atividades produtivas. Há divergências nos cálculos de reserva legal exigidas pelo Código Florestal, segundo as diferentes regiões do país, e das áreas de preservação permanente (APPs), que devem ser mantidas em beiras de rio e topos de morro.

Para os entendidos no assunto os ruralistas venceram a primeira batalha de uma guerra que promete ser barulhenta. Um representante do setor, o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), foi eleito presidente da Comissão Especial de Meio Ambiente da Câmara.

No entanto ao tomar posse, Micheletto garantiu que buscará um consenso entre ambientalistas e ruralistas. "Ninguém quer brigar. Não queremos criar dicotomias. Estão redondamente enganados os que acham que o relatório poderá levar a questão para um lado ou para o outro", disse. "Mas teremos de exercitar a tolerância para que não paire dúvida de A ou B", admitiu, em seguida.

Em Imperatriz, apesar de não haver entidades tradicionais na defesa ambiental, a audiência poderá ter debates quentes, já que devem acorrer para o evento entidades de âmbito estadual e regional, do Tocantins e do Pará.

Do lado dos ruralistas existem aqui muitos defensores. Recentemente, pessoas ligadas ao Sinrural fizeram verdadeira campanha para tirar Imperatriz da chamada Amazônia Legal, fazendo assim com que a área a ser desmatada nas propriedades rurais seja maior. Quando da última visita da Senadora Kátia Abreu à Imperatriz durante a Expoimp, até distribuiram um adesivo provocativo que chamava os defensores do verde de maconheiros. “Ambientalista não planta o que fuma”, dizia o adesivo.

Vamos torcer para que a audiencia sirva ao que se propõe e que o debate seja dentro da normalidade democrática.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Grupos do PT "estrebucham" e não querem marchar com o sarneysismo

Logo após as decisões do encontro nacional do PT, que  direciona o partido também no Maranhão  para uma coligação preferencial com o PMDB de Roseana, lideranças petistas de diversas correntes "estrebucham" . Depois do presidente do PT de Imperatriz agora é a vez de outras lideranças do partido na capital se manifestarem contra a decisão de cima pra baixo da direção petista. Recebí  do colega jornalista Márcio Jerry e publico na íntegra o texto (com foto) abaixo:

Lideranças do PT se mobilizam para garantir apoio a Flávio Dino

Márcio Jerry (23 de fevereiro de 2010 às 08:42)

Lideranças de várias correntes petistas estão se mobilizando para assegurar o apoio do partido a uma coligação com o PCdoB e PSB tendo o deputado federal Flávio Dino como candidato ao governo. Estes líderes saíram fortalecidos com a resolução política do Congresso Nacional do PT que definiu a diretriz de fortalecer alianças com o bloco de esquerda e os setores progressistas, ao mesmo tempo que rejeitou a tese de aliança prioritária com o PMDB.

Durante o Congresso do PT, Flávio Dino conversou com vários delegados e recebeu manifestações de apoio. Candidato do partido ao Senado em 2006, o advogado Bira do Pindaré é um dos que defende a chamada unidade popular, juntamente com outros líderes de peso no PT como o deputado federal Domingos Dutra, a ex-deputada Terezinha Fernandes, o ex-prefeito Jomar Fernandes, e os dirigentes Sílvio Bembem, Franklin Douglas, Augusto Lobato, Márcio Jardim, Joãozinho Ribeiro e Manoel da Conceição.

Apoio nacional – Cresceu também o apoio a Dino entre membros da direção nacional do partido. Se antes era dada como certa por alguns setores uma aliança com o PMDB no Maranhão, agora já são muitas as vozes influentes que advogam a tese de uma coligação à esquerda, com PSB e PCdoB. A simpatia pela candidatura do comunista foi visível em declarações de líderes como Tarso Genro, que disputará o governo do Rio Grande do Sul, e José Eduardo Cardozo, Secretário Geral do PT Nacional.

O apoio a uma aliança do PT com seus aliados tradicionais PSB e PCdoB, avaliam lideranças petistas, jamais será reprovada pela direção nacional. “Não tem nenhuma justificativa intervir para impedir que o PT se alie a quem já está unido há mais de duas décadas”, pondera um petista. “Uma intervenção seria justificada se a aliança fosse, por exemplo, com o DEM, inimigo histórico do PT”, explica.

Pressão – Disposta a qualquer coisa para evitar o apoio do PT à candidatura de Flávio Dino, a governadora Roseana Sarney está comandando pessoalmente uma forte pressão sobre setores do PT, a quem oferece secretarias, apoios em disputas para deputado e até empregos. Mas o jogo pesado da governadora, avalia um dirigente petista, está provocando reações de antipatia. “Parece que ela pensa que compra o PT, que suborna; mas o PT tem uma história e um ‘dna’ político totalmente distinto do que tem a governadora e seu grupo. Por isso ela vai dar com os burros n’água”, prevê.

Índios desocupam Estrada de Ferro Carajás

 A Vale informa que a Justiça Federal concedeu, na tarde desta segunda-feira, 22 de fevereiro, liminar de reintegração de posse do trecho da Estrada de Ferro Carajás (EFC) ocupada, desde a manhã de ontem, por índios do Povo Guajajara da Terra Indígena Caru. A ferrovia foi liberada às 18h52 desta segunda-feira, após 10 horas de bloqueio.

A interdição começou por volta de 8h50, quando cerca de 50 índios bloquearam a EFC no Km 289, entre os povoados de Mineirinho e Auzilândia, em Alto Alegre do Pindaré (MA), obrigando a Vale a paralisar todas as suas operações. Os índios alegavam que a Fundação Nacional do Índio (Funai) não vinha entregando materiais agrícolas desde dezembro de 2009, apesar de a Vale ter feito integralmente o repasse dos recursos, conforme previsto no acordo de cooperação (termo em vigência 2007 a 2016) com a Funai.

Por causa da interdição da EFC, os usuários do trem de passageiros que partiram de São Luís na manhã de ontem tiveram que seguir viagem em ônibus fretados pela Vale a partir da estação de Santa Inês.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Como fica o PT do Maranhão?

Lula diz que não participará de campanha onde houver palanque duplo

Presidente do PT de Imperatriz discorda de Lula e diz que o partido aqui não apoiará Roseana

Em busca de uma aliança nacional com o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que está disposto a não apoiar até mesmo o PT nas disputas aos governos estaduais caso o seu partido force uma divisão nos palanques regionais, o que prejudicaria diretamente a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Após evento ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, o peemedebista André Puccinelli, e do ex-governador do estado, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, Lula deixou claro que não participará de campanha em estados onde não se repetir a possível aliança com o PMDB.

" Não acredito muito na história de dois palanques. A gente tem que resolver o problema nacional, depois os estados "

- A gente tem que resolver o problema nacional, depois os estados. Mas se em algum estado não tiver possibilidade de construir uma aliança, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele estado - disse ele, após uma visita à fábrica de celulose da Fíbria/Votorantim, em Três Lagoas (MS).

- Não acredito muito na história de dois palanques - reiterou Lula, fazendo ainda um apelo a lideranças locais do PT: - Gastem os argumentos que tiverem que gastar para que possamos fazer uma aliança em todos os estados.

Em entrevista ao jornal "Estado de S. Paulo", publicada nesta sexta-feira, o presidente afirmou que Dilma também não poderá subir em dois palanques .

Mais tarde, durante discurso no 4º Congresso Nacional do PT na noite de sexta-feira, Lula voltou a defender que o PT invista numa política de alianças. Emocionado e ovacionado pela plateia lotada de delegados e militantes petistas, lembrou que sua eleição só foi possível depois de abrir-se para acordos com outros partidos.

- Não queremos governar sozinhos, temos que ajudar outros partidos a ganhar governadores também. O PT tem força e só precisa descobrir que ele é grande. E quando a gente descobre que a gente é grande, a gente fica mais bondoso. A gente tem que repartir o poder com nossos os aliados - discursou Lula, de improviso.

- Minha eleição não foi obra de sorte, mas resultado de um aprendizado - completou.

Sem citar o PMDB, o presidente lembrou que ao chegar ao governo foi preciso dar um passo a mais, ampliando as alianças.

Presidente do PT de Imperatriz diz que o partido aqui não apoiará Roseana

Mesmo que a direção nacional tente impor, o PT de Imperatriz e parte da sigla em todo o estado não marchará na eleição desse ano com o grupo Sarney. Essa posição foi manifestada pelo presidente do diretório municipal do PT de Imperatriz, André Santos, durante encontro do PDT, na tarde de hoje (sábado, 20) na loja maçônica Lauro Tupinambá Valente.

“Se a direção estadual optar por essa candidatura o partido irá rachado para eleição, pois em Imperatriz e grande parte do Maranhão não nos curvaremos ao sarneyismo”, disse André.

A posição do presidente do PT de Imperatriz é compartilhada por lideranças Como Manoel da Conceição, Valdinar Barros, Jomar Fernandes, Terezinha, Domingos Dutra, Bira do Pindaré, entre outros que não querem a companhia de Sarney nem para ir para o céu...

Vamos aguardar o desenrolar dessa decisão que inclusive pode prejudicar a provável candidatura de Flávio Dino, que conta com o PT como aliado de primeira hora. Outra agremiação partidária ainda sem um rumo definido, tanto a nível nacional como no Maranhão, é o PSB que ameaça sair com Ciro Gomes para presidente e no Maranhão, através do ex-governador José Reinaldo é um dos avalistas da candidatura de Flávio Dino.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Há como um político viver tranquilo roubando o dinheiro público?


Em dias conturbados em Brasília com a prisão do governador José Roberto Arruda, me permito publicar esse artigo para a reflexão, principalmnte daqueles que militam na vida pública.
E inicio com dois pequenos trechos do livro Novo Príncipe de Dick Morris (coordenador de propaganda de Clinton em 1996) . Diz ele: "Não há como ganhar na cobertura de um escândalo. A única maneira de sair vivo é falar a verdade, agüentar o tranco e avançar". Com vasta experiência junto à imprensa dos EUA, lembra que, quando ela abre um escândalo, tem munição guardada para os próximos dias. Os editores fatiam a matéria, pedaço a pedaço, para a cada dia ter uma nova revelação.

De nada adianta querer suturar o escândalo com uma negação reativa, pois virão outras logo depois, desmoralizando a defesa. E outros veículos entram com fatos novos, para desmentir. Para Morris, a chave é não mentir. O dano de mentir é mortal. "Uma mentira leva a outra, e o que era uma incomodidade passa a ser obstrução criminal à Justiça".

Leram os dois parágrafos acima? Nada demais, é apenas um manual ensinando os políticos a sofrerem menos quando forem pegos “com a boca na botija”.

Pois bem: para o público em geral, já acostumado com a impunidade reinante no país, ou aqueles mais cínicos, tudo isso  vai dar em nada, breve Arruda sairá da cadeia e vai viver a vida gozando da riqueza que talvez tenha amealhado roubando o dinheiro público. Pode até ser. E tem uma certa razão os que pensam assim.

Em todo o mundo tem corrupção. Na Alemanha, Itália, França, Europa, Japão e China tem tanta corrupção como aqui; mas lá não tem a impunidade. Lá, o rico, o deputado, o senador, o ministro, o empresário, pega cadeia, é cassado, é preso, devolve o dinheiro roubado. No Brasil, o perigo é roubar galinha.

No dia nacional de combate á corrupção, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) bradou da Tribuna do senado: “Não se findará a impunidade com o foro privilegiado. Ao contrário, crime de corrupção deve ser necessariamente julgado com prioridade; julgado e, se comprovado o delito, os seus autores condenados, como nas melhores democracias do mundo. Prioridade para o político! Prioridade para o Ministro! Prioridade para o banqueiro! Prioridade para o crime de ele ser julgado primeiro, e não o ladrão de galinha, e não a briga entre marido e mulher, e não o desafeto na favela. Esses são julgados logo, e os crimes do colarinho branco se perdem nas gavetas”.

Vamos aqui para a nossa terrinha, Imperatriz. Aqui tem ex-prefeito que foi acusado de superfaturar a merenda das crianças e há mais de 10 anos vem se livrando da justiça. Toda eleição entra na lista dos inelegíveis mais acaba se safando e saindo candidato. Nessa agora está indeciso se sai candidato a federal, estadual ou talvez vice-governador, caso a atual governadora queira tirar o seu vice da segunda maior cidade do Maranhão. “O homi é rico, do lado do outro de bigode ninguém mexe com ele”, disse-me um feirante do mercadinho já se preparando para votar no “cabra macho”, como ele denomina o ex-prefeito.

Mas não é bem assim, não vive bem quem rouba ou está sendo acusado de roubar. Continuo acreditando que a ganância, a usura, o crime não compensa. Penso que esse ex-prefeito não vive tranqüilo e realmente, se não tivesse muito dinheiro já estaria atrás das grades, pois além do caso da merenda escolar, em seus outros mandatos conseguiu mais uns cerca de 8 processos, a maioria por improbidade administrativa. É um inferno, ter que estar o tempo todo se defendendo. Eu não quero isso, por dinheiro nenhum!

Outro ex-prefeito - não acredito que tenha roubado, mas por total inexperiência de sua equipe - cometeu muitos erros e vive acossado pela Justiça. O pior é que nem dinheiro tem para pagar advogados e custas processuais na sua defesa. Como se tudo isso não bastasse ainda está enrolado com uma experiência empresarial infrutífera no estado do Tocantins, onde teria sido sócio de uma fábrica de medicamentos financiada com recursos do BNDES que agora quer sua grana de volta.

Enfim, esses dois e muitos outros pelo país a fora não têm um sono tranqüilo, torcem pela não aprovação do projeto Ficha limpa e já imaginam seus nomes publicados em listas de sujos da política.

Finalizo com Pedro Simon, para mim um dos últimos grandes homens da história política brasileira. Que sua frase fique gravada para a nossa reflexão:

“Política é a capacidade de ouvir, antes de qualquer coisa, o bater distante dos cascos da história. As autoridades, aquelas mesmas que se protegem sob o manto da impunidade e que se escondem nos foros privilegiados, ou, mais ainda, aquelas que se valem da truculência, devem, ao menos, tomar cuidado nessa atropelada, para não serem esmagados pelos cascos da história”.