Será que Sarney e sua filha Roseana querem que o Maranhão volte aos tempos do coronelismo, em que grupos se enfretavam com violência física? Cerca de duzentos baderneiros procedentes em sua maioria da cidade de Pio XII-MA, tentaram impedir a noite de autógrafos do escritor Palmério Dória, autor do livro
Honoráveis Bandidos, Um retrato do Brasil na era Sarney, no campus da Uema de Imperatriz na noite de ontem, quinta-feira, 12.


Conforme já era de se esperar, os meliantes, provavelmente contratados pelos sarneysistas, foram rechaçados por estudantes, militantes de oposição e a própria polícia que ainda chegou a prender quatro deles, no que se tornou uma verdadeira praça de guerra os confrontos ocorridos nas imediações do campus da uema em Imperatriz na noite de ontem.


Os baderneiros, os mesmos que tentaram aprontar no lançamento do livro em São Luís, eram chefiados pelo vereador de Pio XII, Asis Filho(PP), pessoa da intimidade do candidato a deputado estadual Roberto Costa (PMDB), que por sua vez é uma espécie de filho adotivo do vice-governador João Alberto.(foto-
Assis Filho e Roberto Costa).
Como tudo começou - Tudo teve início dentro do auditório da Uema, quando ainda durante a abertura o escritor Palmério Dória estava falando. Parecia que estava tudo normal, quando derrepente, dos fundos do auditório inrromperam gritos e palavras de ordem pró-Sarney e cerca de oito pessoas começaram a atirar ovos nos integrantes da mesa. Entre os que foram atingidos estavam Palmério Dória e o líder camponês Manoel da Conceição.

Incontinenti, a polícia e alguns estudantes partiram para cima dos bagunceiros que tentaram correr mas foram contidos pela massa, alguns acabando presos, mas como estavam feridos, foram levados para o Socorrão de Imperatriz.
Lá fora, o restante dos baderneiros tentavam vir em socorro aos colegas, mas foram contidos pela polícia. Ao enfrentarem a polícia com paus e pedras, foram aos poucos sendo encurralados numa rua próxima do local do evento. Por sua vez os estudantes e militantes que estavam no lançamento do livro foram trancados dentro da Uema. Se não fosse essa ação da polícia poderia ter ocorrido até mortes, devido ao acirramento dos ânimos ocasionados pela tentativa dos arruaceiros em impedir a realização do evento.
Foram momentos de muita tensão, correria, tiros , bombas de efeito moral da polícia e também rojões disparados pelos baderneiros que além de gritar palavras de ordem exaltando a figura do velho oligarca, também gritavam:"Jackson Ladrão, vai embora do Maranhão". Uma demonstração desnescessária para com o líder oposicionista já que tanto os organizadores da noite de autógrafos como a maioria dos estudantes ali presentes eram ligados ao PT, simpatizantes ou militantes da candidatura Flávio Dino. Jackson Lago se encontrava em Imperatriz mas mesmo convidado achou por bem não ir ao local.
Dois ônibus e duas Vans que trasnportavam os arruaceiros e que estava estacionados na rua Simplício Moreira ha cerca de 300 metros da Uema, quase foram queimados, não fosse a intervenção de algumas lideranças de oposição que estava no evento e se esforçaram para acalmar os estudantes de Imperatriz que estavam revoltados contra o que consideraram uma falta de respeito á democracia e á cidade de Imperatriz, quando pessoas de outra região do estado resolvem invadir um evento social para promover a desordem e a violência. Os ônibus seriam facilmente queimados já que lá não havia resistência nem vigilância policial, pois a PM estava concentrada na porta e nas dependências da Uema.
Temos que elogiar a posição neutra da PM que fez de tudo para impedir o pior. Esperamos que o comandante do 3º Batalhão da PM de Imperatriz, Tenente-Coronel Zanoni e seus policiais, não sofram nenhuma represália por parte do governo. A PM apenas exerceu o seu papel, o de garantir a ordem pública e a segurança dos cidadãos
O que querem Sarney e Roseana?
Será que Sarney e sua filha Roseana querem que o Maranhão volte aos tempos do coronelismo, em que grupos se enfrentavam com violência física?
O que está ocorrendo é a demonstração clara do desespero de um grupo político que está nos seus estertores, sentindo que está próximo o fim de seu império oligárquico. Dinte disso apelam para tudo, a té mesmo a violência, como está sendo demosntrado com essa ação desesperada. O povo do Maranhão não pode aceitar isso.
Finalmente, o vereador Assis Filho, em entrevista à imprensa sarneysista alegou que eles tinham o direito de se manifestar. Claro que tinham, mas daquela forma vereador, com paus e pedras, invadindo um recinto fechado onde estava acontecendo uma noite de autógrafos?
Ora, quando não se concorda com o teor de um livro, a forma mais adequada de se manifestar é não comprar e não comparecer ao seu lançamento ou qualquer evento que enalteça esse livro.
Um vereador, como autoridade pública,deve cumprir as leis, lutar pela manutenção da ordem pública e nunca, jamais incetivar a violência. Nesse caso, não estaria Assis Filho faltando com o chamado "decoro parlamentar"? Com a palavra a Câmara Muncipal de Pio XII.