quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Prefeitura de Imperatriz fará concurso para a contratação de novos agentes de trânsito


Para o secretário de Trânsito, Cabo J. Ribamar,  meta é continuar a trabalhar para organizar o trânsito da cidade

O prefeito Sebastião Madeira anunciou em recente entrevista à imprensa a realização de concurso publico em 2011 para diversos setores da administração. As demandas, por determinação do prefeito,  já estão sendo levantadas pela Secretaria de Administração.
  
Um dos setores que o prefeito já definiu que fará concurso é para o cargo agente de trânsito  atualmente  em número insuficiente para atender a demanda da cidade onde  cada dia aumenta o número de veículos e conseqüentemente de infrações.  Para fiscalizar o trânsito de Imperatriz a Secretaria de Trânsito dispõe apenas de 17 agentes.O prefeito entende que  com a contratação de mais agentes a fiscalização vai aumentar e,  melhorar e com isso contribuir para diminuir a  tensão no trânsito da cidade.

O titular da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Setran), José de Ribamar Alves Soares, o Cabo Jota Ribamar, em entrevista concedida à imprensa local garantiu que, organizar o conturbado trânsito de Imperatriz é uma prioridade do prefeito Sebastião Madeira e tornou-se também uma questão de honra para sua pasta. Ele lembrou, entretanto, que as coisas vêm melhorando gradativamente nos últimos tempos.
            
 Respondendo de uma maneira direta a um vereador que culpa o prefeito Madeira e o secretário por reprimir os motoristas de táxi lotação que insistem em realizar esse trabalho de forma irregular, o Cabo Jota Ribamar deixou claro que a prefeitura está cumprindo ordem judicial movida contra empresas que exploram o serviço de transporte coletivo da cidade legitimamente.
            
 “Nós como autoridades, devemos ser os primeiros a dar bom exemplo, respeitando as leis, as ordens judiciais e condenar tudo aquilo que estiver à margem da lei”, afirma Jota Ribamar, acrescentando que, “se o vereador não respeita as ordens judiciais e quer viver à margem da lei que viva, nós, entretanto, continuaremos a respeitar e a fazer cumprir a lei”, disse o secretário.
             
Jota Ribamar revelou que nesse curto período de fiscalização aos táxis lotação, agentes da Setran constataram várias irregularidades, entre estas, a utilização de carros particulares cujos motoristas atuavam como taxista de lotação, percorrendo linhas de importantes bairros até o centro da cidade. “Esses infratores tanto causavam prejuízos às empresas de ônibus, aos taxistas regularizados e a prefeitura, uma vez que eles não possuem alvarás”.
             
O titular da Setran explicou que, esses infratores pintavam de vermelho as placas de seus veículos e ganhavam as ruas transportando passageiros de maneira irregular. Cabo Jota Ribamar revelou que um desses taxistas irregulares foi denunciado à Polícia Civil por ter tentado assaltar uma passageira. “Como se pode ver, essa questão está se tornando caso de polícia”, observou Ribamar.
           
O secretário afirmou que, no ano passado, a Setran promoveu cursos para carroceiros, orientando-os como se comportar no trânsito. Cabo Jota Ribamar salientou, entretanto, que muitos carroceiros cometem muitas infrações no trânsito a exemplo dos ciclistas que teimam em pedalar suas bicicletas pela contramão. “As leis do trânsito não foram elaboradas apenas para automóveis e caminhões, mas para motocicletas, carroças e bicicletas”.
             
Jota Ribamar informou ainda que a prefeitura vai continuar com seu trabalho de revitalizar importantes ruas e avenidas, com o objetivo dotá-las de uma melhor trafegabilidade. “Com isso, propicia-se uma melhor vasão para que os veículos atinjam a rodovia o que certamente desafogará o trânsito da cidade”. O secretário observa, entretanto, que o motorista também precisa ter consciência da necessidade de observar os sinais de trânsito, tanto verticais, quanto horizontais.
            
 “Nós temos consciência que estamos fazendo nossa parte, obedecendo as ordens judiciais, pavimentando e sinalizando importantes ruas e avenidas, mas é preciso que os condutores de veículos sejam conscientes de suas responsabilidades, procurando respeitar a sinalização para que tenhamos um trânsito mais fluente e como menos acidentes”, concluiu o secretário.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A punição contra um injustiçado ou o lamento triste do riacho Bacuri


*Domingos César

No início desta semana assisti em um telejornal de uma emissora local uma matéria dando conta que, após pesada chuva sobre Imperatriz, o riacho Bacuri que corta boa parte da cidade até se juntar ao rio Tocantins, havia transbordado e inundado muitas casas residenciais, comerciais e até templos religiosos.

A reportagem de autoria de um excelente repórter, por sinal amigo meu, sem dúvida alguma foi de excelente qualidade, porém o conteúdo, sinceramente, me desagradou a ponto de colocar agora, em forma de artigo, esse meu protesto, aliás, creio que seja o protesto ou o grito de alerta de todas as pessoas que, como eu, defendem ardorosamente o meio ambiente.

Pois bem, vi com esses olhos – que um dia os candirus hão de comer – pessoas sendo entrevistadas e, como se estivéssemos em pleno tribunal de júri, elas condenavam o riacho Bacuri por esse “crime imperdoável” de ter enchido com as águas das chuvas e se deixar transbordar, para em seguida alagar as casas e causar sérios prejuízos aos proprietários.

Quase não acreditei quando vi meu amigo repórter se comportando como um promotor de justiça – na acusação – também recriminando a ação do riacho Bacuri. “Então todos os anos nessa época o riacho lhes causam enormes problemas? Sim. – E não tem prefeito que encontre uma solução para esse angustiante problema”, respondia um morador em tom ameaçador.

Assisti a matéria e fiquei boquiaberto com aquela condenação implacável e sem oportunidade de defesa, como diria os advogados. Por alguns instantes viajei no tempo pelos idos dos anos 60 e 70, quando menino e depois adolescente, banhava nas águas límpidas do Bacuri e de seu leito pescava ladina, piau, branquinha, sardinha, traíra, curimatã e tantas outras espécies.

Então passei a imaginar e, até a cobrar, do meu amigo repórter e de seus entrevistados, por que não proporcionaram ao riacho Bacuri a oportunidade dele também se defender das acusações que lhes foram imputadas que o levaram à condenação. Gostaria e sugiro que os seus acusadores que o tornaram em réu fizessem a ele (Bacuri) as seguintes indagações.

Riacho Bacuri: foi o senhor que chamou toda essa gente para lhe derrubar a mata ciliar que lhe protegeu durante séculos? Foi o senhor que permitiu que após a derrubada das matas eles construíssem suas casas bem na sua margem, mesmo desrespeitando as leis ambientais? Foi o senhor que permitiu que esses seus acusadores propiciasse o extermínio das espécies que povoavam seu leito?

Não foi o senhor riacho Bacuri, assassino covarde, que permitiu que esses moradores, hoje seus acusadores, jogassem dentro de seu leito carcaças de geladeiras, fogões, sofás, pneus, cadeiras, garrafas de vidro e de plástico, que lhe atirassem bosta (fezes) e mijo (urina), despejados de seus banheiros ou privadas?

Então, se foi o senhor que permitiu, que aguente. Agora sim, estás condenado não apenas a uma pena máxima de trinta anos; da prisão perpétua que merecestes, porque agora estás condenado a morte, de preferência por apedrejamento, por ter permitido todas essas coisas...

*Domingos Cezar, jornalista, escritor e ambientalista (dcezar65@yahoo.com.br)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Procurador-geral entra com ação contra regulamentação de mototáxi

Para Roberto Gurgel, atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para saúde


Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A regulamentação da profissão de mototaxista em todo o território nacional corre o risco de ser derrubada. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contestou no Supremo Tribunal Federal (STF) os trechos de uma lei federal de 2009 que regulamentou o serviço. Para o procurador, a atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para a saúde pública.

Na ação direta de inconstitucionalidade protocolada no final de dezembro no STF, Gurgel afirma que a norma também não tem razoabilidade porque estabeleceu critérios mais rigorosos para a atividade de transporte de mercadorias do que de passageiros.

"Admite-se maior proteção no transporte de coisas do que no de pessoas", disse o procurador. "Tem-se, no fim de tudo isso, norma que estabelece uma série de requisitos para o transporte de mercadorias e os desconsidera, pura e simplesmente, quando o que estiver sendo transportado forem vidas humanas."

Para demonstrar o grau de periculosidade do serviço, o procurador citou dados debatidos no Congresso Nacional durante o processo de aprovação da lei, que também regulamentou as atividades de motofrete (entrega de mercadorias) e serviço comunitário de rua.

Nas discussões foi citada a informação de que o município baiano de Jequié, que tinha 148 mil habitantes, teria registrado mais acidentes com motocicletas do que Salvador. A população da capital era de 3 milhões de habitantes e não contava com serviço de mototáxi.

Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), também mencionado na ação, teria concluído que os casos graves de internação de pacientes acidentados com motos tinham um custo hospitalar médio de R$ 92.314, em valores referentes a abril de 2003. Os gastos com reabilitação poderiam chegar a R$ 56 mil nos 18 meses após o atendimento hospitalar.

"A regulamentação do transporte de passageiros em motocicletas representou grave prejuízo no campo da saúde pública, por quase nada dispor sobre a prática de uma atividade sabidamente perigosa, permitindo, ao contrário, que o risco de acidentes aumente, inclusive os fatais", alegou o procurador. "Os evidentes riscos, inclusive para a vida dos usuários dos serviços deficientemente regulamentados, bem ilustrados nas estatísticas, confirmam a urgência na suspensão de tal atividade", concluiu.

REGISTRO - Neudson Claudino recebe amigos para comemorar aniversários da esposa e do filho

Neudson, Elza e Hênio
Suspendo os assuntos de política ou economia para fazer um registro social importante. Domingo, 02 de janeiro, o empresário e político Neudson Claudino recebeu os amigos em sua residência na conhecida "Chacrinha", em Imperatriz, para comemorar dois aniversários na família: o da esposa Elza e do Filho primogênito Hênio. 

Também estavam presentes Letitia, Edson e Patrícia (filhos do casal Neudson e Elza), que estavam acompanhados dos cônjuges e filhos, uns vindos de São Paulo e outros de Belém.



Foram momentos de muita descontração em que ao mesmo tempo em que comemorou os natalícios de  Elza e Hênio (os dois, mãe e filho, nasceram no mesmo dia), Neudson aproveitou para confraternizar com os amigos, numa espécie de "reveillon lava-pratos", após o tradicional 31 de dezembro. 




Sem mais delongans, as fotos falam mais:

Neudson e Elza, com filhos, netos, genros e noras


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

UHE Estreito entra na reta final com o início da formação do reservatório

 
O  Consórcio Estreito Energia – Ceste iniciou, no dia 1º de dezembro, o enchimento de seu reservatório, localizado no Rio Tocantins, na divisa dos Estados do Maranhão e Tocantins. Em breve vai começar a operar a primeira de suas oito turbinas que, juntas, terão potência instalada de 1.087 MW, o suficiente para atender à demanda de uma cidade com quatro milhões de habitantes.
O processo do enchimento do reservatório da UHE Estreito foi realizado com o fechamento escalonado das comportas do vertedouro, estrutura destinada para escoar a água das cheias do Rio Tocantins e que está localizada no lado tocantinense do canteiro de obras da usina. Cumprindo os compromissos assumidos no âmbito do licenciamento ambiental do empreendimento, o Ceste desenvolveu a limpeza de áreas para dar início ao enchimento do reservatório, concluiu o remanejamento da população, bem como recompôs a infraestrutura, como estradas, pontes, redes de energia, entre outras, que estavam localizadas em áreas a serem diretamente interferidas pelo futuro lago ou pela área de seu entorno, que será destinada para preservação permanente.
Com 555 quilômetros quadrados de área, incluindo a calha natural do rio, e 260 quilômetros de extensão, o reservatório da Usina de Estreito abrangerá 11 municípios, sendo dois no Estado do Maranhão e nove no Tocantins. São eles: Carolina e Estreito (MA), Babaçulândia, Barra do Outro, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Itapiratins, Palmeirante, Palmeiras do Tocantins e Tupiratins (TO). O Município de Aguiarnópolis não será interferido pelo reservatório, uma vez que a área no município compreende apenas parte do canteiro de obras da usina. A previsão é que o enchimento do reservatório leve aproximadamente três meses para completar seu nível máximo, alcançando a cota de 156 metros acima do nível do mar, o que dependerá do período de chuvas e das vazões afluentes.
Para informar e orientar às comunidades da área de abrangência da UHE Estreito sobre a formação do reservatório, o Ceste vem desenvolvendo, desde o mês de setembro, uma campanha de esclarecimento sobre o estágio da obra, a previsão de enchimento do reservatório e os cuidados a serem tomados durante o período de enchimento. Equipes de mobilização social realizam visitas aos moradores da região comunicando sobre essa nova etapa da Usina. Os Prefeitos, presidentes das câmaras de vereadores e membros dos Comitês de Co-gestão da UHE Estreito foram os primeiros a serem informados pessoalmente sobre o planejamento desse novo marco que é o enchimento do lago. A campanha de comunicação sobre o processo de formação do reservatório da Usina de Estreito envolve ainda divulgação na mídia impressa e eletrônica, como veiculações nas emissoras locais de rádio e TV.
 Ações de segurança e saúde - para que todo o processo do enchimento do reservatório seja realizado com sucesso, o Ceste adotou uma série de medidas na área de segurança e saúde. 
Placas de sinalização foram instaladas para informar a população sobre a interrupção de acessos devido à formação do lago. Também foi mapeada a disponibilidade de soro antiofídico em unidades de saúde da região para atender eventuais acidentes com animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões, que poderão se deslocar durante a fase do enchimento.
Equipes de biólogos, veterinários e técnicos especializados atuam no resgate da fauna, que pode migrar em busca de abrigo ou ainda permanecer na área do reservatório. Cartazes e panfletos estão sendo distribuídos nos municípios com orientações para que a comunidade não mate, não alimente ou mesmo não tente capturar esses animais. A recomendação do Consórcio é que, ao avistar algum animal silvestre, o morador deve imediatamente ligar para o telefone gratuito 0800-280.91.91, que acionará uma equipe responsável para fazer o resgate desses animais.
Todo o processo de enchimento do reservatório será constantemente monitorado. Equipes de fiscalização percorrerão o entorno do reservatório para evitar eventuais riscos durante o procedimento. Também para garantir a segurança durante o processo de formação do lago, o Ceste conta com o apoio de órgãos públicos.
A pesca nesta fase do enchimento será conforme a legislação. E como a piracema começou em novembro e vai até fevereiro, justamente dentro do período previsto para o enchimento do lago, a pesca, neste período, em função da piracema, não será permitida, conforme a legislação ambiental.
A previsão é que a entrada em operação comercial da primeira turbina seja realizada no 1º trimestre de 2011 dependendo, porém, do período de chuvas e das vazões afluentes. 

Histórico da UHE Estreito - um dos maiores empreendimentos de geração de energia elétrica em construção no país e um dos projetos prioritários do Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC do Governo Federal, a Usina de Estreito teve suas obras civis iniciadas em 2007, logo após a emissão da licença de instalação pelo IBAMA, em dezembro de 2006. Em sua fase de implantação, a Usina de Estreito movimentou a economia local gerando mais de 10 mil empregos diretos e 25 mil indiretos, sendo a maioria formada pela mão de obra da região, além de aproveitar as empresas e serviços dos Estados do Maranhão e Tocantins.Um dos principais desafios conquistados pelo empreendimento foi o desvio do Rio Tocantins, pela estrutura do vertedouro, realizado em setembro de 2009. O procedimento possibilitou o início da construção da barragem da UHE Estreito, que foi concluída no começo deste mês de outubro. (Francília Cutrim da Assessoria de Imprensa e Comunicação Interna Clara Comunicação-CESTE/UHE Estreito)

Morre Fiquene, "o pai da educação de Imperatriz"

Ribamar Fiquene
Morreu no início da noite de ontem (domingo,1º de janeiro de 2011) em São Luís, José de Ribamar Fiquene, segundo informações não oficiais de câncer no pulmão, doença que havia lhe deixado acamado há quase um ano. Fiquene nasceu em Itapecuru-Mirim, cidade localizada na baixada maranhense, em 27 de dezembro de 1930.

Juiz de Direito aposentado, escritor, professor, músico e político, Fiquene foi prefeito de Imperatriz de 1º de Janeiro de 1983 a 31 de Janeiro de 1989 e governador do Maranhão de 2 de abril de 1994 a 1º de janeiro de 1995, quando foi vice de Edson Lobão e este deixou o governo para se candidatar ao senado da república. Também foi senador do Maranhão por três meses

Homem de letras, o que se poderia chamar de um verdadeiro "gentleman", Fiquene era poeta, escreveu vários livros e foi o autor da letra e música do hino de Imperatriz, tendo também coordenado a comissão de instalação da Biblioteca Pública de Imperatriz.

Como Juíz da comarca de Imperatriz na década de 70, Fiquene teve uma trajetória questionável, segundo o Livro do Padre  Víctor Asselim "Grilagem e Corrupção nas terras dos Karajás", porém como administrador sempre foi muito elogiado constando como um dos poucos ex-prefeitos de Imperatriz que  evoca uma  boa lembrança  por parte da população, principalmente na área da Educação, sendo chamado pela imprensa de "mestre" e "pai da educação". Segundo estatísticas da época  até o início de 1986 Fiquene já havia inaugurado 238 novas salas de aula.

Em Imperatriz Fiquene mantinha uma filial da Fama (Faculdade Atenas  Maranhense), administrada pela sua esposa, Zenira.

Não existem dados confiáveis para se fazer comparações com outros administradores, mas na verdade Fiquene fez muito pela cidade também na infraestrutura, como asfaltamentos e calçamentos, piçarramentos, aberturas de ruas, desapropriações por interesse público, construção de escolas, praças e prédios públicos. Foi no curto período de sua gestão como governador que iniciou três obras importantes em Imperatriz, como a Avenida Beira-Rio, o Complexo da rua Sousa Lima onde funciona o 1º Distrito Policial, e a Rodoviária, depois abandonada durante o governo Roseana, reiniciada no governo Jackson, concluída recentemente mas até agora não inaugurada.

Na área da Comunicação Fiquene manteve a TV Cultura, orgão de informação da administração municipal, em seguida fechada e saqueada durante a administração Daví Alves Silva. Fiquene foi proprietário através da fundação Marechal Eurico Gaspar Dutra, da TV Alvorada e da Rádio Cultura FM, ambas as emissoras depois vendidas para a família Lobão, sendo hoje  TV Difusora Sul e 105 FM, respectivamente.

Depois de prefeito e governador, Fiquene amargou duas derrotas eleitorais em Imperatriz. Em 1992 tentou eleger sua esposa Zenira Fiquene que perdeu a eleição para Renato Moreira e em 1996 o próprio Fiquene foi candidato, ficando em terceiro lugar atrás de Sebastião Madeira, quando foi eleito Ildon Marques de Souza. 

Se não estou enganado, atualmente Fiquene era o presidente de honra do diretório municipal do PMDB de Imperatriz, mas há muito não fazia parte da política municipal e tampouco estadual e estava totalmente esquecido pelos seus correligionários políticos da família Sarney, a quem sempre foi um fiel aliado.

Um fato estranho é o ex-prefeito não ser velado e sepultado aqui, na cidade que tantou  amou e cantou em prosa e verso, como costumava chamar de "majestosa Imperatriz" . Terá sido uma vontade dele ou partiu de sua própria família  a decisão de guardar os seus restos mortais em São Luís?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sebastião Madeira: "nos próximos dois anos vamos ter uma ação muito forte, também, nos bairros"

Sebastião Madeira
Em entrevista ao Jornal O Progresso o prefeito de Imperatriz  faz um balanço dos seus dois anos à frente da administração da segunda maior cidade do Maranhão.


Sábado, 1º de janeiro de 2011. Há dois anos Sebastião Madeira assumia a Prefeitura de Imperatriz. Em três oportunidades anteriores (1992, 1996 e 2000) o hoje prefeito concorreu, sem sucesso, ao cargo. Por fim, em 2008, o então candidato saiu vencedor do pleito, assumindo o cargo dois meses depois, no início de 2009.
 
Em entrevista exclusiva, concedida a O PROGRESSO, Madeira faz um balanço dos seus dois anos como prefeito, fala sobre a expectativa para os próximos dois anos e sobre o momento econômico por que passa a cidade.

O PROGRESSO - Prefeito Madeira, nestes dois primeiros anos de governo, quais foram as suas prioridades?

Madeira - Quando você assume um governo você vem com  muitas expectativas, vem com toda uma vontade e, ao assumir, você é impactado pela realidade. Pela realidade das contas municipais, pela realidade da cidade. Nestes dois anos nós procuramos enfrentar os problemas da cidade em todas as áreas. Entre eles, o problema de organizar a administração; promover reformas; corrigir distorções na parte funcional do município; assumir passivos financeiros na Previdência; assumir passivos financeiros em dívidas, como a Petrobras, que os dois governos anteriores acumularam dívidas na Petrobras, e todas estas dívidas eu tive que assumir sob pena de o município ficar inadimplente. Por outro lado, na área de infraestrutura nós recuperamos e enfrentamos muitos problemas pontuais, como um trecho no Centro da cidade, na rua Piauí; na rua Floriano Peixoto; na Euclides da Cunha, na Vila Nova; na General Gurjão, no Bacuri; na rua Amazonas, no Centro. Trechos que eram como gargalos no trânsito da cidade. Fizemos a mudança no [sentido do] trânsito da Bernardo Sayão e, para isso, precisamos revitalizar a rua Santa Teresa e transformá-la em avenida. Nós tínhamos também várias obstruções na cidade por pontes que já não davam passagem, então, construímos vinte e uma pontes, sendo vinte de madeira e uma de concreto. Pontes de madeira, principalmente, no [rio] Capivara, no grande Santa Rita e no Bacuri, na região da grande Vila Nova. Fizemos uma ponte de concreto no Bacuri. Estamos fazendo uma outra ponte de concreto na Coronel Manoel Bandeira, próximo ao Central Park. Estamos recuperando as estradas do interior, as estradas vicinais. Enfim, fizemos um amplo trabalho na área de infraestrutura.

O PROGRESSO - Em relação às demandas da cidade:como o senhor avalia as realizações destes primeirosdois anos? E o que mais será feito nos próximos dois?

Madeira - Claro que esse trabalho não é suficiente para toda a cidade mas, nos próximos dois anos, nós temos, já contratados, muitos convênios com o Governo Federal, onde nós vamos ter uma ação muito forte, também, nos bairros, principalmente, na região da grande Vila Nova, do Maranhão Novo, no grande Bacuri, incluindo aí o bairro da Caema, o Parque do Buriti e o Parque Anhanguera. Estamos na grande Cafeteira realizando as obras do PAC I, que tem causado enorme sofrimento para a população. Mas esse sofrimento vai passar e a população vai receber um conjunto de bairros totalmente saneado. E temos, também, para o grande Santa Rita, muitas obras pontuais, como a rua Raimundo de Moraes; a rua Santa Rita; a rua Padre Cícero; a rua Bom Jesus; a Petrônio Portela; a rua H, no Novo Horizonte; as ruas do bairro Santa Inês. Eu acho que o saldo foi muito positivo nestes dois anos e, nos próximos dois, já partindo dessa base, nós temos a certeza que o trabalho será muito maior e com muito mais resultado.

O PROGRESSO - Qual era a situação da Prefeitura quando o senhor a assumiu?

Madeira - Estava com o funcionalismo em dia. O passivo que nós tínhamos era de: 106 milhões de INSS, o município devia; tínhamos próximo de 20 milhões de FGTS; e uns 7 milhões de uma dívida com a Petrobras. O FGTS e o INSS foram pagamentos que deixaram de ser feitos ao longo das administrações anteriores, e o Governo Federal editou uma Medida Provisória exigindo que os municípios financiassem essa dívida em 240 meses, e nós fizemos a adesão e estamos pagando cada mês uma parcela desses 106 milhões. Do mesmo modo o FGTS. Tivemos que fazer um parcelamento da dívida para pagar em muitos anos, e cada mês temos que depositar a parcela. E tivemos, também, que fazer um parcelamento de uma parte ainda do ex-prefeito Jomar [Fernandes], que dá uma parcela superior a 100 mil reais por mês. Há uma dívida, também, do governo Ildon [Marques], que dá uma parcela em torno de 170 mil reais. Juntando as duas parcelas, fica próximo de 300 mil reais por mês financiado durante toda a minha administração.

O PROGRESSO - Se os prefeitos anteriores deixaram dívidas, por que o senhor resolveu pagá-las antesde dar início aos seus projetos de governo?

Madeira - Eu tive que fazer isso porque, se não fizesse, o município ficaria sem receber nenhum recurso. O município ficaria inadimplente. O INSS, se não fizer [o pagamento], não só fica inadimplente como ficam bloqueados os recursos do município, de FPM, de Fundeb... essa organização foi o primeiro ano todo para fazer. Um dos maiores problemas de Imperatriz é a dimensão da cidade, é a dimensão dos seus problemas e a receita, que é insuficiente para enfrentar esses problemas e enfrentar o dia a dia da administração.

O PROGRESSO - Ser prefeito de Imperatriz é aquilo que o senhor imaginava quando ainda era apenas candidato?

Madeira - Quando você assume você tem um projeto. Você tem uma ideia. Quando você assume tem que encarar a realidade. Depois de conhecer os problemas, você tem que fazer a adaptação do seu projeto para a realidade do município. Quando você está fora pensa uma coisa, quando chega é outra. Muita coisa do que eu pensava eu não pude fazer. Em compensação, outras que eu não achava que fosse possível, acabei fazendo. Por exemplo, nós conseguimos um novo PAC para a região da Vila Nova no valor de 56 milhões, só com os recursos do Governo Federal. Mais a contrapartida [do município], vai para 58 [milhões]. Quando eu era só candidato não sabia, não tinha essa perspectiva de que pudesse acontecer isso. Com o Governo do Estado eu tinha uma expectativa, porque o governador, quando eu era candidato e quando eu assumi, era o dr. Jackson Lago. Logo depois que eu assumi ele foi cassado e eu tive que me adaptar a uma nova realidade e, com essa nova realidade, eu consegui uma parceria com a nova governadora, Roseana [Sarney]. Ela fez convênios em torno de quase 6 milhões, dos quais já pagou a metade, a outra metade ainda está pendente. O primeiro convênio, de 3 milhões, o Estado pagou a metade e, com essa metade, nós fizemos 12 Km de asfalto. Estamos aguardando a liberação da outra metade para poder continuar a obra. Convênios com emendas [parlamentares]. Emendas do deputado João Batista, emenda do senador Edison Lobão. O do deputado João Batista foi para a avenida Jacob, além de um recurso que ele colocou no Socorrão, no valor de 600 mil, dos quais o Estado já pagou a metade. E a emenda do Lobão para o Jardim São Luís, para as ruas Carajás e José Bonifácio, que a metade já está depositada na conta do município, está licitada, aguardando a empresa começar a obra. Então, a perspectiva é diferente. Quando eu assumi com uma perspectiva, com o governador Jackson Lago, tive que me adaptar à realidade, com a governadora Roseana [Sarney]. O importante é que, mesmo num quadro diferente, nós conseguimos fazer a parceria com o Governo do Estado e, agora, no início de seu novo governo, há a sinalização de que essa parceria com o município vai continuar e que vamos continuar conseguindo recursos para enfrentar os problemas de Imperatriz.

O PROGRESSO - E em âmbito federal, qual a situação da administração municipal?

Madeira - Em relação ao Governo Federal, tive a parceria de muitos parlamentares, como o deputado Davi, o deputado Flávio Dino, o deputado Cleber Verde, o deputado Brandão, o deputado Dutra, o deputado Ribamar Alves, a deputada Nice Lobão, o senador Edison Lobão. Todos colocaram emendas em Imperatriz. Emendas essas que, agora, estão em licitação e que nestes próximos dois anos serão deslanchadas e colocadas em obras que beneficiarão Imperatriz, além do esforço que nós fazemos com recursos próprios fazendo as pequenas obras. Agora mesmo, estamos fazendo uma drenagem lá em Lagoa das Cobras, em parceria com a população. A população comprou 200 manilhas de 600 milímetros e o município está fazendo a obra. Temos sempre outras parcerias. Fizemos uma parceria com os médicos da Clínica de Radiologia, fizemos 600 metros de asfalto, fizemos uma parceria com a Honda, com seu Osmar da Chaparral. Fizemos também uma parte da rua Hermes da Fonseca, que dá acesso à Vila Lobão. Então, estamos procurando todos os caminhos para maximizar os recursos.

O PROGRESSO - E quanto aos recursos do município, como estão sendo aplicados?

Madeira - Com recurso próprio nós fizemos a avenida Santa Teresa, com recurso próprio, fizemos a rua Tamandaré, e com recurso próprio vamos resolvendo estes outros problemas pontuais, além da manutenção da cidade. Quando você entra em uma rua que não tem buraco, é como doença, quando você está sadio você não valoriza, porque não está sentindo dor. Você só valoriza a saúde quando está doente. Você só valoriza o trabalho que está feito quando a cidade está esburacada. Quando está sem buraco você nem olha, passa e é como se fosse natural. Só que, para manter a cidade neste estágio, há um gasto mensal muito grande. Nós gastamos, por dia, em torno de 50 toneladas de asfalto para manter a cidade do jeito que está, tapando os buracos que o dia a dia vai produzindo na cidade. O somatório disso é um gasto razoável. Quando chega o fim do ano, foram gastos milhões de reais só para manter a cidade no seu funcionamento normal.

O PROGRESSO - Qual a participação da gestão municipal no momento econômico de Imperatriz?

Madeira - Nós contabilizamos, com muito entusiamo, o "boom" econômico por que passa Imperatriz. Temos certeza que este resultado também é resultado da nossa administração, da confiança que as pessoas estão tendo no futuro da cidade. Logo que eu fui eleito, fui a São Paulo para uma audiência com a direção da Suzano. Estava, praticamente, com o "martelo batido" para [a indústria] ir para Porto Franco. Nós fomos lá, tivemos uma conversa com a direção, com os diretores, com o dr. Antônio Maciel (presidente da Suzano), e nisso nós fomos apoiados pelo senador [Edison] Lobão. Eu fui lá e pedi que ele me ajudasse a marcar uma audiência com o presidente, com a diretoria da Suzano, e ele prontamente atendeu, e nós argumentamos as vantagens que Imperatriz tinha para que uma empresa deste porte se instalasse aqui. As vantagens que Porto Franco tinha eram o rio Tocantins e a estrada de ferro, e estes dois itens Imperatriz também tinha. Além disso, Imperatriz tinha o aeroporto com grande fluxo de aviões. Imperatriz tinha, na parte de educação, um núcleo universitário muito forte. Lazer, prestação de serviços, médicos de ponta, uma população muito grande, onde a logística para a implantação de uma empresa dessas e a contratação de funcionários era muito mais favorável, e, ao lado disso, o Governo do Estado, através da governadora Roseana [Sarney], também teve empenho para que a empresa se instalasse em Imperatriz. E estão aí, as obras vão ser iniciadas já no início do ano. Na nossa avaliação, a vinda da Suzano desencadeou um processo em Imperatriz, como a vinda da Coca-Cola que vai ser instalada, um investimento de 120 milhões de reais; as empresas de construção civil explodindo aqui, construindo milhares de novas unidades, tem empresas construindo de 300 a 400 apartamentos, casas... uma empresa vai começar no início do ano um conjunto de prédios com mais de mil apartamentos. E o interessante é que tudo que é lançado aqui no setor de imóveis vende rapidamente. Todos esses projetos. A Canopus fazendo 450 apartamentos, outra empresa fazendo no Bacuri mais de 300 apartamentos, a Aracati que tem lançado aí muitos prédios: tudo vendido em um "passe de mágica". Isso denota a confiança das pessoas na cidade, e eu acho que o futuro de Imperatriz depende disso, dessa confiança, de investimentos, da criação de empregos. No setor do comércio, de supermercados, no último dia 22 de dezembro o Mateus inaugurou a maior loja do Maranhão, só funcionários serão 350. O atacadão Carrefour está construindo uma do mesmo porte, devendo inaugurar em março. O Walmart está com a previsão de duas grandes lojas em Imperatriz, uma na BR[-010] e outra no Shopping Imperial. Este último que, por si só, já é um grande empreendimento, próximo de 100 milhões de reais, com 180 lojas. O Shopping Tocantins, que deve ser inaugurado agora, em 2011. Todo esse conjunto vai gerar, em Imperatriz, milhares e milhares de empregos e vai melhorar a economia da cidade, e é claro que não estaria acontecendo isto se as pessoas não estivessem confiando na cidade, não estivessem confiando que a gestão da cidade estivesse levando a cidade para o rumo certo, para um porto seguro.

O PROGRESSO - Que nota o senhor dá à sua administração?

Madeira - Sobre a minha administração, é difícil eu próprio dar uma nota. Eu prefiro que a população me dê uma nota. Agora, para [a cidade de] Imperatriz eu dou 10. Para Imperatriz, para o seu povo, para a vontade de fazer. Tanto que eu tive uma reunião com o diretor da Coca-Cola, estava lá junto com o [Ilson] Mateus, e eles elogiaram muito a mão-de-obra de Imperatriz. Disseram que os funcionários contratados em Imperatriz estão acima da média pelo esforço, pela vontade e pela dedicação.

O PROGRESSO - O senhor já tem definido o seu futuropolítico após encerrar os quatros anos à frente da Prefeitura?

Madeira - Tinha um ministro da Justiça, durante o regime Militar, que, para cada pergunta de um jornalista, ele dizia: "O futuro a Deus pertence". É muito difícil você dizer isso [sobre o futuro político], porque em uma administração dessas você está no olho do furacão. A cada dia você tem que enfrentar todos os tigres e todos os dragões. Naturalmente, o meu futuro político depende do desempenho à frente da administração de Imperatriz, não dá para prever hoje. Pertence a Deus esse futuro.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Conceição Madeira faz balanço positivo da Saúde de Imperatriz


              “A demanda é grande, os recursos são poucos, mas temos consciência dos avanços alcançados e do cumprimento das metas estabelecidas", diz  a secretária.
Dra. Conceição (de branco ) com o prefeito Madeira e profissionais de Saúde
            “O Hospital Municipal (HM) ainda não chegou ao estágio que almejamos para o município de Imperatriz, mas tanto o hospital adulto, quanto o infantil caminharam em passos largos rumo a sua humanização em 2010”, relatou Conceição Madeira em entrevista à equipe  da Assessoria de Comunicação do município, onde fez um balanço do trabalho desenvolvido à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

Hospital municipal de Imperatriz
Dentre as 91 ações de melhorias ali realizadas desde a chegada de Conceição Madeira ao comando da saúde, merecem ser destacados a ampliação da UTI Infantil para dez leitos, a criação de dois leitos de isolamento infantil, a criação de enfermaria climatizada para pacientes fissurados e da sala de espera para acompanhantes de pacientes que estão sendo operados.

Em relação aos exames laboratoriais, o Hospital contabiliza cerca 88 mil exames este ano. O número de refeições também é considerado grande. “Além do paciente o acompanhante também é alimentado. A estimativa é de que tenham sido servidas 573.768 refeições. A média é de 47.814 por mês”, relata.

O Hospital Municipal de Imperatriz continua recebendo diariamente dezenas de pacientes de municípios da região tocantina maranhense, do Bico do Papagaio, no estado do Tocantins e até mesmo do sul e sudeste do Pará. E essa demanda tem aumentado a cada dia.

De acordo com a secretária, nenhum outro hospital público da região realiza tantos procedimentos quanto o ‘Socorrão’. São cerca de  13 mil procedimentos por mês. “Este ano estamos realizando uma média de 16 mil atendimento/mês e esse número deve aumentar. A projeção é de chegarmos ao final de dezembro com 156 mil atendimentos”, prevê.

Além do aumento no número de atendimentos, o Socorrão municipal ganhou nova cara dentro da política de humanização implantada pelo prefeito Sebastião Madeira. Segundo a secretária, as ações que estão sendo implantadas para que o hospital possa atender a grande demanda em função do acolhimento de pacientes de dezenas de municípios desta região vão além da infraestrutura e equipamentos.

A secretária observa que o fator humanização não se limita apenas ao bom relacionamento entre o servidor (médicos, enfermeiros, atendentes) com os pacientes e familiares, “humanização também significa a construção de instalações adequadas que possam prover melhor conforto aos doentes e aos familiares que os acompanham”,
            
          Conceição Madeira lembra ainda que foram instalados no HM um salão de beleza, capela, CIPA, além da climatização do setor de Urologia e enfermarias.
            
            Ao se reportar sobre o hospital infantil, a secretária citou dez leitos de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) implantados e que já se encontram à disposição da comunidade. Ela lembrou que no hospital adulto já existem mais leitos, o que de certa forma, melhora o atendimento à atual demanda. “É evidente que, por sermos referência regional a demanda sempre vai existir, mas trabalhamos dia e noite para atender a todos os pacientes que aqui chegam”, garantiu.
            
          Ela lembra, ainda, que com a implantação das novas UTIs, as despesas com profissionais especialistas da área aumentaram consideravelmente. Não obstante o aumento da despesa, o repasse do Ministério da Saúde para a Prefeitura continua o mesmo. “O hospital municipal está sobrevivendo graças à habilidade política e administrativa do prefeito Sebastião Madeira”, ressalta, para explicar que essa habilidade, é o bom relacionamento que Madeira mantém com deputados federais e senadores de todos os partidos políticos.

Conceição Madeira lembrou que o sonho do prefeito é construir um hospital dotado de toda uma estrutura de bom atendimento e arremata: “esse sonho vai se realizar brevemente”. 

             Vila Fiquene ganha Unidade Básica de Saúde

Em relação à saúde preventiva e assistencial, a ampliação do Programa Saúde da Família (PSF) que aumentou de 41 para 42 equipes na gestão Madeira, beneficiou a comunidade da Vila Fiquene e bairros adjacentes.

 “A Vila Fiquene dispõe de várias micro áreas que inclui os bairros Parque Airton Senna, Cacauzinho, entre outras”, disse a secretária de Saúde, destacando a importância da instalação do núcleo do PSF, na região. “Havia a necessidade de instalar mais uma equipe do PSF, onde está em pleno funcionamento na Vila Fiquene”, garante.

A secretária ressalta que, visando melhorar o funcionamento do PSF, em Imperatriz, a Semus implementou o programa com a efetivação de assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos. “Esses profissionais são de fundamental importância na rede pública, pois hoje contamos com essa equipe”, disse.

Ela informa ainda que foram viabilizados para o município cinco equipes que funcionam nas unidades dos bairros Vila Nova, Santa Rita, Nova Imperatriz, Bacuri e Cafeteira. Para ela, a reestruturação da atenção básica tem sido primordial na gestão do prefeito Sebastião Madeira.

         Unidades de saúde da zona rural recebem viatura da Semus

A comunidade do povoado Petrolina e região hoje conta com um veículo que ficará a disposição da população. Essa é a primeira vez que o povoado recebe um carro zero quilometro direcionado exclusivamente à saúde.
Petrolina fica a cerca de 50 quilômetros de Imperatriz e é considerado um dos maiores povoados da região da estrada do arroz. A secretária de saúde Conceição Madeira disse que ‘só assim o município consegue melhorar as condições de saúde da população’.

          Marcação de exames pode ser feita nos Postos de Saúde e melhora atendimento
 
Quanto à marcação de exames, a secretária citou a implantação do Sistema de Regulação (Sisreg), em Imperatriz, sistema on line, criado pelo Governo Federal para o gerenciamento do complexo regulatório indo da rede básica à internação hospitalar, visando a humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos.

A descentralização facilitou a vida dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que não precisarão se deslocar desses bairros para marcar exames de rotina.

Segundo ela, o reflexo positivo do sistema possibilitou a descentralização do atendimento à comunidade nas unidades de referência da Vila Cafeteira, Vila Lobão, Milton Lopes, Vila Nova, Nova Imperatriz e Santa Rita. “A comunidade pode marcar exames de sangue, fezes e urina, raio x, mamografia e ultrassonografia nesses postos”, disse.

Conceição Madeira adiantou ainda que a ampliação do Sisreg visa beneficiar também os moradores dos bairros Conjunto Vitória, do Parque Anhanguera, Vilinha, e do povoado Lagoa Verde. “Vamos implantar ainda um link na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) e outro no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest)”, acrescentou.

No caso dos exames mais complexos ela informa que para evitar filas, cada procedimento passará a ter um dia fixo na semana para ser marcado. “O usuário vai receber uma senha com o dia e hora marcados para a autorização”, explicou.


          88 agentes de combate de endemias foram efetivados

Atendendo a antiga reivindicação da classe, o Prefeito Sebastião Madeira, assinou em outubro o decreto que regulariza e torna efetivos 88 agentes de combate de endemias em Imperatriz.

A Emenda Constitucional (EC) nº 51/2006 assinada pelo prefeito beneficia os servidores municipais que atuam na prevenção e combate de pragas e doenças endêmicas em Imperatriz, que até então trabalhavam em situação de clandestinidade e instabilidade.

Após quatro anos de reivindicação, o processo de certificação dos contratos de trabalho dos interessados teve início no dia 4 de agosto de 2010, depois que a secretária Municipal de Saúde (Semus), Conceição Madeira, instalou a comissão para averiguar o pleito formulado pelo Sindicato representativo dos agentes de combates as endemias.

A medida fortaleceu o trabalho do setor, que agora conta com 198 agentes efetivos em Imperatriz. “Essa é uma atitude que merece destaque, pois apesar da crise dos municípios, a Prefeitura Municipal efetiva quase 100 agentes para fortalecer o trabalho de combate de endemias na cidade, além da Prefeitura e dos agentes o principal beneficiado é o povo que agora tem um mini exército no combate às doenças endêmicas”, disse a secretária Conceição Madeira, afirmando que essa é uma conquista significativa e resultado de uma luta limpa e justa. “Agora esses servidores saem da clandestinidade e ganham estabilidade no serviço público”, comentou.
  
          Categoria em festa 
         
Emocionado, o secretário geral do Sindicato, membro também da Comissão que avaliou a reivindicação, José Alves de Araújo disse durante a cerimônia que esse momento é muito especial e aproveitou a oportunidade para destacar o compromisso do governo Madeira com os anseios legítimos de uma gama de servidores que, segundo ele, até ontem eram vítima de pura discriminação funcional. “hoje nós fomos vistos pela gestão municipal”.

Segundo ele, a conquista se deve à sensibilidade e determinação da secretária de Saúde, pois caso contrário, essa conquista jamais seria materializada. “temos a satisfação da vitória da categoria resultado de uma luta limpa e justa”, completou.

          Prefeitura investe 600 mil reais ao ano no TFD
             
           Ao se reportar ao Tratamento Fora do Domicilio (TFD), Conceição Madeira destacou que, com poucos recursos e uma demanda excessiva, a atual administração não tem medido esforços para melhorar a cada dia a qualidade da saúde no município.

Quando não é possível o paciente ser tratado em Imperatriz é encaminhado para outros centros por meio do TFD. A secretária observa que, somente com este programa, prefeitura de Imperatriz gasta algo em torno de R$ 600 mil por ano. “São gastos com passagens, ás vezes até aérea, e custeio do paciente e seu acompanhante”, explica.

             Na avaliação da secretária, a saúde de Imperatriz, tanto a pública, quanto à privada, encontra-se bastante avançada, tanto é que a cidade acolhe doentes de várias regiões dos três estados citados que procuram atendimento médico em Imperatriz.  “Entretanto, há casos que os colegas médicos entendem que devem ser encaminhados para outros centros mais avançados na área da saúde”, afirma Conceição.

Esses pacientes, após uma rigorosa avaliação, são integrados ao programa TFD sendo beneficiados com passagens, terrestres ou aéreas, além de uma ajuda de custo até mesmo para seu acompanhante. “Tudo depende da gravidade do paciente e do tratamento a ser realizado”, explica a secretária.

De acordo com a secretária, no período de maio a outubro deste ano, a prefeitura gastou somente com ajuda de custo, a vultosa quantia de R$ 125.355,92.
             
            Os diagnósticos geralmente encaminhados aos TFD são paralisia cerebral, paraplegia, tetraplegia, ortopédicos especiais, mielomeningocele, neoplasia (câncer), cardiopatia, lupus erimatoso sistêmico, estenose de uretra e tricone visical, insuficiência renal, colostomia, entre outros. “A prefeitura tem em seu arquivo à disposição da imprensa e da comunidade, os nomes e endereços de todas as pessoas atendidas pelo programa TFD”, ressalta.
             
            Também foram inseridos no TFD pacientes que tiveram transtornos miotônicos, cervicalgia, angiofibroma juvenil, colédoco – litíase, anemia falciforme, hipotiredoismo congênito, intolerância à lactose, anemia ferropriva, hemofilia B, extensão da placa, até mesmo pacientes que tinham sérios problemas de visão, que foram encaminhados para um grande centro de Oftalmologia, na capital do estado.
             
             Viagra – A secretária fez uma revelação surpreendente sobre até que ponto se estendem as atividades da saúde municipal. Ela informou que, por determinação judicial, independente da origem do paciente, a prefeitura é obrigada a comprar medicamentos especializados, entre estes, até o famoso viagra. Também é obrigada a fornecer,  por ordem da Justiça, fraudas e leite para crianças com intolerância a  lactose, filhas de famílias carentes.
           
              “A demanda é grande, os recursos são poucos, mas temos consciência dos avanços alcançados e do cumprimento das metas estabelecidas pelo prefeito Madeira”, conclui a secretária.

            Milhares de cirurgias eletivas  realizadas

              A Saúde Municipal contabiliza esse ano milhares de procedimentos cirúrgicos.  Os números podem ser acessados no Datasus que informa o número de 1.301.448, procedimentos se forem contabilizado as atividades de todos os postos e unidades de saúde mantidos pela Prefeitura ,  que atendem a  milhares de pacientes do sul do estado, sul do Pará e norte do Tocantins.

“Esse ano foi extremamente difícil para a gestão municipal, pois tivemos eleição e a captação de recursos e projetos acabam sendo suspensos”, relata a secretária de Saúde, Conceição Madeira.
    
    Em virtude de um convênio liberado pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Imperatriz, por intermédio da Secretaria da Saúde (Semus) aumentará em 2011 o número de cirurgias eletivas realizadas no Hospital Municipal de Imperatriz (HMI), o Socorrão.

A secretária assinala que o incremento de recursos do governo federal, será de vital importância para reduzir a grande demanda por cirurgias eletivas no hospital Socorrão.

Segundo ela, os avanços conquistados na área da saúde nestes dois anos da gestão do prefeito Madeira estão disponíveis no banco de dados do Ministério da Saúde. “Qualquer cidadão poderá consultar o portal do Ministério da Saúde e verificar os avanços da saúde de Imperatriz”, finaliza.

Cesare Battisti deve sair da prisão "imediatamente"

O ministro do Supremo Federal Marco Aurélio Mello afirmou nesta sexta-feira que Cesare Battisti deve sair da prisão "imediatamente", após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição do italiano.

 — A prisão de Battisti foi implementada pelo Supremo para viabilizar a extradição, após a da corte, que foi simplesmente declaratória, de validar o pedido de extradição do governo italiano. A partir do momento em que essa extradição foi revogada, não há mais motivo para que ele permaneça preso — disse o ministro. (Zero Hora)

'Le Monde' lista os desafios de Dilma e afirma que ela assume o país numa situação muito melhor que Lula

O prestigioso jornal francês Le Monde dedica em sua edição desta sexta-feira um grande destaque à sucessão presidencial no Brasil, com a posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, marcada para o sábado.

Em um editorial que ocupa cerca de um terço de sua primeira página, o Monde afirma que ela assume com o país numa situação muito melhor do que a que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou ao ser eleito em 2002.

Mas o jornal adverte que Lula deixa o cargo com muitos trabalhos inacabados, deixando vários desafios para sua sucessora, listados pelo editorial.

“A educação continua pobre e desigual. O sistema de saúde funciona em duas velocidades. Violência e insegurança corrompem as metrópoles. A corrupção e o nepotismo na vida pública corroem um país no qual a política é muitas vezes vista apenas como um meio de se enriquecer. A infraestrutura precisa ser desenvolvida rapidamente para enfrentar o desafio especial da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016”, lista o jornal.
Para o diário, “Lula deixa para a nova presidente um país ouvido e respeitado na arena internacional”, mas que também é alvo de algumas críticas, como em sua relação com o Irã.

Apesar disso, observa o editorial, Dilma já começou a expressar suas diferenças com comentários sobre sua preocupação com os direitos humanos, principalmente das mulheres, no Irã e em outros países.
O jornal comenta que Dilma deve seu “destino glorioso” ao mentor Lula, do qual não tem nem o carisma nem o dom da oratória.

O editorial conclui afirmando que ela deve se esforçar para não decepcionar os quatro em cada cinco brasileiros que, segundo as pesquisas, acreditam que ela fará um governo tão bom ou melhor do que o de Lula.      
 
(BBC Brasil)