terça-feira, 28 de junho de 2011

Advogado defende continuidade da aliança PDT-PSDB em Imperatriz

Marco Aurélio Gonzaga Santos, marido da deputada estadual Valéria macedo (PDT) concedeu ao blogueiro Holden Arruda a entrevista a seguir:

Marco Aurélio G. Santos
Marco Aurélio é professor da Universidade Federal do Maranhão em Imperatriz, atualmente licenciado, professor de Ciência Política e direito público e advogado constitucionalista. Advoga para o PDT desde 2002 quando Jackson Lago foi candidato e teve como vice-governador o cunhado de Marco Aurélio, Deoclides Macedo (PDT), atual prefeito de Porto Franco.

Holden: Recentemente o senhor escreveu post em seu blog sobre a política de Imperatriz denominado de O“fogo amigo contra Madeira em Imperatriz”, no qual o senhor faz análise política dos pré-candidatos de Imperatriz.

O senhor foi advogado do PT de Imperatriz, chegando mesmo a ser Procurador Geral do Município no governo Jomar Fernandes (PT) em 2001, é homem de confiança do prefeito de Porto Franco Deoclides Macedo, também tem ligações com o Deputado Federal Domingos Dutra (PT), foi filiado ao PCdoB de Imperatriz e tem ligações com o ex-juiz e deputado federal Flávio Dino. Com o PSDB o senhor tem ligações com o ex-deputado federal Roberto Rocha e os atuais deputados federais Carlos Brandão e Hélio Santos com quem Valéria fez dobradinha em alguns municípios.

Por último, diz-se que o senhor é o responsável pela sua mulher ter se aproximado do governo Roseana Sarney, especialmente do Secretário de Estado da Saúde Ricardo Murad (PMDB) e do Chefe da Casa Civil ex-prefeito de São José de Ribamar Luis Fernando. Agora nas festas juninas o senhor foi visto com o prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB) em Imperatriz no encerramento do Salimp e no arraial da beira-rio. Em termos políticos, o senhor se sente alinhado a quem em Imperatriz?

Marco Aurélio Gonzaga: Minha posição política é a mesma e não me considero uma espécie de “animal político” como sua pergunta parece ensejar. No espectro político ideológico minha posição política é a mesma desde que iniciei minha atividade política ainda nos bancos acadêmicos: sou de centro-esquerda. Afino-me muito com as idéias do filósofo John Rawls e do economista Amartya Sen. Essas idéias políticas buscam-se colocar entre a proposta socialista-comunista de negação absoluta do mercado e a liberal que se caracteriza por negar com veemência os direitos dos trabalhadores.

No Brasil não há mais espaço político e social para revolução socialista ou comunista, no sentido de instalação de nova ordem político-jurídica. A maximização ainda possível atualmente é promover a reforma do Estado e o aperfeiçoamento institucional, de modo a permitir que a sociedade tenha pleno controle do poder constituído. Não faz mais sentido político ver o mercado como uma instituição diabólica. O Estado, a sociedade e o mercado são elementos de uma mesma e conexa realidade política.

A sociedade precisa avançar nos mecanismos de controle dos detentores do poder político e econômico. O liberalismo social e o ambientalismo e outras políticas progressistas precisam ser aprofundadas.

Holden: Como o senhor explica essas suas múltiplas relações político-partidárias?

Marco Aurélio Gonzaga: O Caetano Veloso costuma dizer que “o Brasil não é para amadores”. Eu digo que o Maranhão é um estado complexo e as forças políticas são multifacetárias. Até a governadora Roseana Sarney (PMDB) que é beneficiária de um grupo detentor das“reais forças do poder”, para usar uma expressão de Ferdinand Lassalle, entendeu importante incluir o PT maranhense para sua conjuntura política.

Aliás, quem não se lembra da candidatura de Ricardo Murad a governador pelo PSB nas eleições de 2002, que inviabilizou o segundo turno com astuciosa estratégia jurídica e viabilizou a eleição de Roseana contra Jackson no primeiro turno?

Em outros termos, até quem tem a dominação política tradicional, institucional e econômica no Maranhão, como é o caso de Sarney, entende necessário reproduzir a aliança nacional PT-PMDB aqui no Maranhão. Diga-se logo que isso não é exclusivo da família Sarney. O próprio ex-governador Jackson Lago (PDT) fez alianças com forças as mais diversas e muitas conservadoras para poder chegar ao Palácio dos Leões.

O ex-presidente Lula, a partir da Carta aos Brasileiros, mudou o seu partido de revolucionário para reformista e socialdemocrata e fez um grande governo, apesar de ainda hoje existir muitos companheiros do PT que ainda compreendem o partido como revolucionário.

Não temos apenas um presidencialismo de coalização no Brasil. Esse fenômeno político se reproduz nos níveis de estados e municípios. Quem não entender isso não vai mudar nada no Brasil porque nem chegará ao poder.

No Brasil e no Maranhão as forças políticas se antagonizam entre a direita toda poderosa e conservadora e a esquerda com a cantilena da mudança, mas no final das contas o fiel da balança mesmo passa pelo centro do espectro político ideológico tanto do ponto de vista dos partidos políticos como da sociedade e dos agentes políticos.

Holden: Em sua opinião em Imperatriz qual o caminho ideológico a seguir?

Marco Aurélio Gonzaga: Risos. Penso que já tivemos à direita com Ildon Marques (PMDB), à esquerda com Jomar Fernandes (PT) e agora estamos caminhando para espectro centro-esquerda, mas especificamente para a social-democracia com o prefeito Madeira (PSDB).

Holden: Isso a seu ver é bom ou ruim?

Marco Aurélio Gonzaga: Não sei se é bom ou ruim. Sei que é a realidade política, social e econômica da sociedade imperatrizense. Na obra “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel ele diz que “os homens são ingratos, volúveis, dissimulados, simuladores, invejosos, ambiciosos, maldosos”, dentre outras coisas nada alvissareiras. Por outro lado, Jean-Jacques Rousseau acredita que o homem é um bom selvagem e diz que “a falta de bondade não significa que haja maldade na natureza humana”. Com quem você acha que está à razão?

Holden: A Deputada Valéria Macedo tem tido forte atuação nas questões de interesse de Imperatriz, como por exemplo, a indicação formal do curso de medicina e a construção do Socorrão Regional, além de protagonizar na Assembléia a questão do Maranhão do Sul. Já o senhor há muito tempo participa da política de Imperatriz, mas Valéria tem domicílio eleitoral em Porto Franco. Duas pergunta numa só: É verdade que Valéria vai transferir seu domicílio eleitoral para Imperatriz? Nas eleições do ano que vem vocês terão participação aqui?

Marco Aurélio Gonzaga: A questão do domicílio está sendo avaliada com muito cuidado. O fato é que Valéria e eu desde o casamento moramos em Imperatriz e na mesma casa há mais 12 anos. Do ponto de vista jurídico ela estaria respaldada para mudar de domicílio. Quanto a sua segunda pergunta afirmo-lhe que vamos participar sim do processo político eleitoral.

Holden: O PDT terá candidatura própria ou vai se aliar com quem?

Marco Aurélio Gonzaga: Não sei e nem tenho o poder de dizer o que vai fazer o PDT nas eleições do ano que vem. Sou apenas advogado do partido, mas em Imperatriz penso que a melhor alternativa para o PDT é apoiar a reeleição do prefeito Madeira e manter a aliança com o PSDB.

Holden: Quer dizer que o senhor não se alinha ao vice-prefeito Jean Carlo e ao deputado Carlos Amorim na questão de Imperatriz?

Marco Aurélio Gonzaga: Tenho as melhores relações pessoais com Jean e com o deputado Carlinhos Amorim. No PDT há muita gente que defende isso eles não estão sozinhos... Pessoalmente, vejo essa questão sob dois enfoques: O primeiro é o enfoque partidário. Para o partido não resta dúvida que seria muito bom poder ter um candidato competitivo em Imperatriz nas eleições de 2012 e o nome do Deputado Carlos Amorim é um grande nome, não resta dúvidas. Respeitadas às opiniões de colegas em sentido contrário, porém, a realidade política é outra. Não vislumbro as condições político-partidária suficientes para candidatura própria do PDT em 2012 em Imperatriz e, neste sentido, uma aliança fundamentada em metas e num planejamento do qual o partido participe e tenha voz, a mim me parece à melhor alternativa. Só colocaria esta condição, pois o PDT não pode ser apenas um coadjuvante sem forma e sem conteúdo do PSDB como parece ser hoje no governo Madeira.

Finalmente a “união poética” timbrada por Roberto Rocha entre “o tucano e a rosa” precisa ser uma união de conteúdos programáticos, com metas claras, participação mais condizente com o tamanho que o PDT tem hoje com dois deputados na região e em Imperatriz.

Holden - Então o senhor defende a continuidade, acha que o prefeito Madeira merece mais quatro anos para conseguir fazer a grande mudança que se propôs em Imperatriz?

Marco Aurélio Gonzaga - Claro, esse é outro aspecto que merece realce é o que diz respeito à ânsia por mudança em Imperatriz. A administração pública no Brasil sofre da doença crônica da falta de continuidade das políticas públicas. Provavelmente se no âmbito nacional não tivéssemos tido uma estabilidade política nos governos FHC e Lula e desejável agora no governo Dilma não teríamos avançado como país tanto. Os países desenvolvidos caracterizam-se por várias coisas juntas, dentre as quais estabilidade política e econômica.

A estabilidade política, quando a administração do prefeito é razoável, é um caminho seguro para a população diante da incerteza do que poderá vir pela frente. A administração do prefeito Madeira tem problemas, mas não pode se dizer que é ruim. Imperatriz é uma cidade grande, com desafios diversos que não podem ser vencidos em apenas quatro anos e não acho que o experimentalismo político seja o melhor caminho para resolução de nossos problemas.

Agência de Jornalismo Investigativo divulga documentos sigilosos do Wikileaks sobre o Brasil


( São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) 15 repórteres, 2.500 documentos, 3 dias. O resultado são cerca de 50 matérias inéditas sobre documentos diplomáticos referentes ao Brasil obtidos pelo WikiLeaks, que serão publicados durante esta semana no site da Pública.

A Semana WikiLeaks é uma iniciativa coletiva, capitaneada pela Pública com o apoio do WikiLeaks e a participação de jornalistas independentes que acreditam que histórias de interesse público devem ser contadas.

São eles: Andrea Dip, Anselmo Massad, Tadeu Breda, Julio Cruz Neto, Jessica Santos, Mariana Simões, Igor Ojeda, Tatiana Merlino, Daniel Santini, Glauco Faria, João Perez, Natalia Viana, Débora Prado, Paula Sambo e Ana Aranha.

Nos dias 10, 11 e 12 de junho, esses jornalistas se reuniram voluntariamente na sede da Pública, na Barra Funda, para ler todos os documentos referentes ao Brasil que ainda não foram publicados no site do WikiLeaks. Além de documentos da embaixada em Brasília e consulados em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, a Pública também teve acesso a despachos de outras embaixadas, referentes ao Brasil.

São documentos inéditos, produzidos entre 2004 a 2010, debatendo grandes questões nacionais.

A preocupação da Pública é dar visibilidade a esses telegramas, que contam o que se discute nas relações internacionais – conversa a conversa, reunião a reunião.

Durante esta semana, os documentos originais serão publicados no site da Pública e no site do WikiLeaks. No dia 4 de julho, todos os telegramas brasileiros serão disponibilizados no site do WikiLeaks.

Todas as reportagens são em creative commons, para livre reprodução desde que citada a fonte.

“Meses depois deste vazamento tomar as manchetes da imprensa, há ainda muitas informações importantes nos documentos de todos os países. Estes documentos são mais que notícia, eles contam a história desses países. Até mesmo documentos que já foram publicados no site do WikiLeaks trazem revelações inéditas, e estão ali para serem pesquisados pelo público”, diz o porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson.

Leia as matérias de segunda-feira, dia 27/6:






Leia as matérias desta terça-feira, dia 28/6:



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Festas Juninas em Imperatriz: Arraiá do povo festeiro reuniu multidões na Beira-Rio

A população prestigiou em massa realização do Arraiá organizado pela Prefeitura de Municipal através da Fundação Cultura de Imperatriz, FCI e as Quadrilhas Arrasta Pé e Zé Comeu receberam dos jurados melhores indicações.


Durante três noites de festividades (24, 25 e 26), o Arraiá do Povo Festeiro promovido pela Prefeitura Municipal, por intermédio da Fundação Cultural de Imperatriz (FCI) chegou a seu final na noite de domingo, na presença de milhares de pessoas que prestigiaram o evento festivo.

Do festival participaram 12 quadrilhas que disputaram 8 itens de fundamental importância na quadra junina: Casamento, Coreografia, Casamento, Figurino, Noivos, Marcador, Tema Musical e Resgate da Cultura Tradicional, considerado o mais importante para os historiadores.

Somente no início da madrugada de segunda-feira (27) foi que o corpo de jurados entregou ao apresentador, o comunicador Jan Ricardo, o resultado das notas obtidas pelas quadrilhas em seus respectivos itens. Enquanto isso, brincantes de todas as quadrilhas aguardavam com muita expectativa.

De acordo com os jurados, a primeira colocada foi a quadrilha Arrasta Pé que ganhou nos quesitos, Coreografia, Casamento, Figurino e Noivos. A quadrilha Zé Comeu, vencedora do concurso do Arraiá da Mira, venceu os quesitos, Marcador e Tema Musical.

Bastante aplaudida, a quadrilha Suvaco de Cobra, fez uma verdadeira viagem nos sons nordestinos, baseando-se principalmente, nos valores musicais de Luis Gonzaga e obteve prêmio do Resgate da Cultura Tradicional. A quadrilha Estrela junina venceu com a melhor Carroceata.

Os vencedores, de acordo com o presidente da Fundação Cultural de Imperatriz, Antonio Mariano Lucena Filho, vão receber troféus em data ainda a confirmar, durante um evento que se denominará “Bailão do Zuza”, que será realizado logo após as festividades do aniversário da cidade.

Satisfeito com o êxito do evento, o presidente Lucena Filho afirmou que a Fundação Cultural procurou realizar o melhor arraial junino à altura do povo de Imperatriz. Garantiu que, cada quadrilha participante, recebeu uma ajuda financeira no valor de R$ 1.200,00, para custeio de despesas.

Por sua vez, o prefeito Sebastião Madeira que fez a abertura oficial do festejo junino, também retornou na noite de domingo (26) e prestigiou a festa ao lado do presidente da FCI, Lucena Filho, o advogado Marco Aurélio, este jornalista, o vereador Rildo Amaral e do Secretário de Governo, Hudson Nascimento.

Os deputados estaduais Carlinhos Amorim e Léo Cunha também prestigiaram o evento na noite de sábado.

(Texto da Ascom municipal,  com algumas modificações feitas por este blogueiro/jornalista).

FHC não é pai de filho de jornalista da TV Globo


Apesar do resultado dos exames de DNA, Fernando Henrique Cardoso se dispôs a manter o reconhecimento.

Fernando Henrique

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso não é o genitor do filho da jornalista Mirian Dutra, correspondente da TV Globo na Espanha.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, o fato foi comprovado após a realização de dois testes de DNA – feitos em São Paulo e em Nova York – darem negativo.

Em 2009, o garoto foi reconhecido como filho de FHC em um cartório na Espanha. Mesmo não tendo reconhecido o garoto antes, o ex-presidente sempre ajudou a jornalista na criação do jovem. Em suas visitas à Espanha, ele sempre visitava o adolescente, que atualmente estuda em Washington.

Apesar do resultado dos exames de DNA, Fernando Henrique Cardoso se dispôs a manter o reconhecimento ( Da Redação do Comunique-se).

"O Aço da devastação": Siderúrgicas do Pará seguem usando carvão feito com madeira irregular


Cosipar, Sidepar, Margusa e Gusa Nordeste compram carvão de origem não explicada, vindo de fornos que não estão no cadastro legal das empresas, denuncia estudo do Instituto Observatório Social.

Por Bianca Pyl /Repórter Brasil

Fornos queimam na produção do carvão
As Grandes siderúrgicas exportadoras do pólo de Carajás, no Pará, têm utilizado carvão feito com madeira de desmatamentos irregulares para fabricar ferro gusa. O produto serve de matéria-prima a montadoras de veículos e fabricantes de eletrodomésticos, de aviões e de computadores. O autor da denúncia é o Instituto Observatório Social, que lançou o estudo "O aço da devastação" quarta-feira (22), em São Paulo.

De acordo com a pesquisa, coordenada pelo jornalista Marques Casara, da Papel Social Comunicação, Cosipar, Sidepar, Margusa e Gusa Nordeste usaram carvão de origem não explicada, vindo de fornos que não estão no cadastro legal das empresas. Há casos de siderúrgicas em que o uso do carvão ilegal sustenta mais da metade de toda a produção.

Para chegar a essa informação, o jornalista pesquisou a produção do carvão forno a forno. A metodologia utilizada foi cruzar o cálculo da capacidade máxima de produção dos fornos com o que de fato foi produzido. Para saber a quantidade de fornos, foi utilizada a lista de fornecedores de carvão que negociaram com siderúrgicas em 2010 (associadas ao Instituto Carvão Cidadão).

"Cruzamos a capacidade de produção de carvão com o total de fato produzido e obtivemos um índice de ilegalidade muito alto", disse Casara. Segundo a pesquisa, a Sidepar, por exemplo, produziu 155% a mais do que é possível de acordo com o número de fornos declarados (2.224). Em reposta ao Observatório Social, o ICC disse que o número correto é 107% a mais.

O problema pode ser ainda mais grave porque há siderúrgicas não associadas ao ICC e que não têm nenhum monitoramento de sua cadeia produtiva. Por outro lado, também há notícias positivas. "Há exemplos de empresas que produzem de forma sustentável, provando que é possível trabalhar de forma correta, respeitando o meio ambiente", acrescenta Casara.

Desde que foi lançada a primeira pesquisa de monitoramento, em 2004, muita coisa avançou na região - de acordo com o jornalista, sobretudo no que tange à questão trabalhista. "O enfrentamento ao trabalho escravo teve êxitos importantes, em boa parte por conta do Instituto Carvão Cidadão". Entretanto, no aspecto ambiental não teria havido avanços. Para resolver a situação, na avaliação do Observatório Social, é necessário elaborar um monitoramento por parte do ICC que não deixe brechas aos que compram carvão ilegal.

A revista relata casos nos quais o carvão é entregue às siderúrgicas sem documento ou com o uso de documentos forjados. Revela ainda como governos municipais e o governo estadual são coniventes com crimes ambientais e trabalhistas, muitas vezes usando aparatos de Estado para acobertar ações criminosas que têm o objetivo de devastar áreas de preservação ambiental e terras indígenas.

A compra de créditos de madeira concedidos a assentamentos rurais direcionados à agricultura familiar também é artifício utilizado para burlar a legislação ambiental. "Um dos esquemas está em operação em Tucuruí. A madeira nunca sai do assentamento, mas por uma triangulação envolvendo madeireiras, empresas agropecuárias e carvoarias, os créditos também são usados para esquentar carvão para o setor siderúrgico", revela a publicação do Observatório Social. Para ler a revista Observatório Social  na íntegra, clique aqui.

Duda Mendonça fará campanha publicitária pela criação do Estado de Carajás

Daniel Bramatti - O Estado de S. Paulo

O pequeno aeroporto de Redenção, no sudeste do Pará, teve um movimento atípico no dia 9 de junho. Fazendeiros, comerciantes e empresários do setor imobiliário pousaram em jatinhos e helicópteros para se reunir na cidade com o marqueteiro Duda Mendonça. Na pauta do encontro, a conquista de corações e mentes para a causa da criação do Estado de Carajás.

Proprietário de terras e criador de gado na região, Duda é um entusiasta do desmembramento do Pará em três, com a criação de Carajás, no sudeste, e de Tapajós, no oeste. Em dezembro, haverá um plebiscito sobre o assunto, e o marqueteiro vai comandar a propaganda que os dois comitês separatistas farão em rede estadual de rádio e televisão nos 40 dias anteriores à consulta popular.

Duda dará o tom até da campanha no lado contrário à divisão. É que os defensores da manutenção das atuais fronteiras do Pará falam abertamente em imitar peças publicitárias que ele elaborou, nos anos 80, contra a divisão da Bahia - então uma bandeira levantada por grupos do oeste do Estado.

Na época, as emissoras baianas exibiram um vídeo em que a cantora Maria Bethânia dizia que dividir a Bahia seria como “separar irmão de irmão”. “É como separar a corda do pau, calar para sempre o berimbau. É como separar Castro de Alves, Rui de Barbosa, Dorival de Caymmi, Caetano de Veloso.”
 
Inspiração. “Vamos mostrar que não se pode separar o tacacá do pato ao tucupi, o Rio Amazonas do Rio Tocantins”, revelou Zenaldo Coutinho, secretário da Casa Civil do governo paraense e um dos articuladores do movimento pelo “não” no plebiscito.
Os antisseparatistas também buscam se cercar de argumentos econômicos, como contraponto ao tom emotivo que costuma marcar as campanhas de Duda. “Queremos levar o debate para o campo da razão”, disse Coutinho, para quem os adversários se mostram “ora apaixonados, ora oportunistas”.

O secretário, que é deputado federal licenciado pelo PSDB, faz uma distinção entre os grupos do oeste e do sudeste. “Em Tapajós existe uma consciência emancipacionista que remonta há muitos anos. A defesa de Carajás é feita sobretudo pelo grande capital local e se vincula a um processo recente de ocupação territorial.”

De fato, os nascidos no Pará são minoria entre os articuladores do movimento pró-Carajás. Duda é baiano, e o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), principal articulador político da causa, é mineiro.
 
Economia. E não há dúvidas de que a elite econômica da região vai abrir o bolso para financiar a campanha pela cisão. “Temos uma certa facilidade de angariar fundos”, disse Luciano Guedes, prefeito de Pau D’Arco e presidente da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás. “Já temos garantia de doações e vamos fazer leilões de gado para arrecadar recursos”, contou o deputado Queiroz.

No horizonte dos separatistas de Carajás está a expectativa de uma onda de investimentos de nada menos que US$ 32,8 bilhões até 2014, principalmente da Vale, nos setores de mineração e siderurgia. O número consta de estudo do economista Célio Costa, contratado para fazer um estudo de viabilidade do novo Estado.

A assessoria de imprensa do movimento afirmou que Duda Mendonça não será remunerado pela campanha separatista, mas que as despesas de sua produtora serão ressarcidas.

Na campanha de Tapajós, a eventual remuneração do marqueteiro não estava definida até a semana passada. “Podemos até contratá-lo”, disse o deputado federal Lira Maia (DEM-PA), um dos líderes do grupo. “O certo é que ele vai contribuir. Nossas tratativas estão começando agora.”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

9º SALIMP: Ulisses Braga e Ribamar Fiquene são homenageados pela Academia Imperatrizense de Letras

Painel com foto de Ulisses Braga
Por terem falecidos recentemente, José de Ribamar Fiquene, no final de dezembro, e Ulisses Braga em meados de janeiro, essas duas personalidades da história de Imperatriz e do Maranhão, foram homenageadas pela coordenação do 9º Salimp, até mesmo porque eram membros ativos da Academia Imperatrizense de Letras (AIL). Desta forma, a exemplo do acadêmico Jurivê de Macedo, homenageado no 8º Salimp, eles também receberam justas homenagens.

A sessão solene desta quinta-feira (23) realizou-se no Café Literário, com a presença de vários acadêmicos, do prefeito Sebastião Madeira, dos familiares e amigos dos homenageados. Como convidados da AIL, o coral do Colégio Militar Tiradentes abriu a solenidade entoando o Hino de Imperatriz, cuja letra e música são de autoria do poeta, compositor, cantor e educador, José de Ribamar Fiquene.


Sálvio Dino


O advogado e escritor Sálvio Dino, membro da Academia Imperatrizense de Letras e da Academia Maranhense de Letras (AML) fez a homenagem oficial ao confrade José de Ribamar Fiquene. Com toda sua eloquência, Sálvio Dino narrou fatos das batalhas jurídicas, entre ambos, observando que elas, a exemplo do gosto pela cultura, os unia ainda mais. Dino relembrou a vida política de ambos, destacando Fiquene como o prefeito de Imperatriz que mais construiu obras neste município, principalmente escolas.


Ao usar a palavra, o prefeito Sebastião Madeira externou toda a admiração que sentia tanto por Ribamar Fiquene, quanto pelo advogado e escritor Ulisses Braga. O gestor imperatrizense observou que não compreendia como o prefeito Fiquene conseguia construir tantas escolas, como tão pouco recursos, uma vez que naquela época não havia o Fundeb. Mas lembrava que Fiquene sempre lhe respondia que conseguia porque a educação era uma prioridade de seu governo.


Sobre Ulisses Braga, o prefeito Sebastião Madeira lembrou que o vibrante advogado foi o grande responsável e líder da denominada “Revolução de Janeiro”, que conseguiu derrubar em janeiro de 1995 o prefeito da época e toda rede de corrupção. “O doutor Ulisses Braga foi o nosso grande comandante nessa luta e principal articulador para que Imperatriz desse uma virada rumo a seu desenvolvimento”, disse Madeira, ressaltando que a AIL está de parabéns em homenagear esses dois vultos históricos.


Um grupo de acadêmicos também usou a palavra para homenagear Fiquene e Ulisses Braga com depoimentos pessoais e com versos. Entre eles, Leonildo Alves, José Geraldo da Costa, Zeca Tocantins, Edmilson Franco, Liratelma Cerqueira, Arnaldo Monteiro e Itamar Fernandes. Todos destacaram suas obras e ações em benefício da Academia Imperatrizense de Letras e da própria comunidade que ambos serviram durante suas vidas.

Zenira Fquene: "admiração e amor por Fiquene"
Encerrando, a professora Zenira Fiquene, viúva de José de Ribamar Fiquene, fez um comovido depoimento da sua vida com o marido. Para ela, Fiquene foi um exemplo de marido, de pai, de político, que tem compromisso com seu povo. Ela teve que interromper várias vezes seu pronunciamento, em face a emoção que era transmitida para todas as pessoas que ali se encontravam, principalmente das filhas e de outros familiares que prestigiaram a sessão solene.

Zenira concluiu seu depoimento confessando a admiração e o amor que ela sente pelo marido, que teve uma trajetória de vida ligada à educação. Em seguida ela entregou a cada um dos membros da Academia presente ao evento, um exemplar da quarta edição revisada e ampliada do livro “O Alvorecer”, de autoria do mestre Fiquene (Domingos Cezar).

Aos mais apressados: Carlinhos Amorim pede calma e diz que no momento seu foco é a Assembleia Legislativa

“O povo de Imperatriz e Região me mandou para a Assembléia Legislativa. Somente em junho do próximo ano, durante as convenções partidárias, o conjunto das forças políticas e a população se manifestarão quanto às eleições municipais”, disse.

Carlinhos Amorim
 O deputado esatadual sulmaranhense, Carlos Amorim (PDT), deu uma espécie de aviso à aqueles que todos os dias o empurram para se definir por uma candidatura a prefeito de Imperatriz na eleição do ano que vem.
Compreendendo que nesse momento ainda é cedo para tal definição e ainda com certeza vendo o exemplo carreirista do ex-deputado João Batista que na época nem bem "esquentou a cadeira de deputado"  se lançou candidato a prefeito de Imperatriz, tendo um péssimo resultado eleitoral na eleição de 2008, Carlinhos depois de um post publicado no Blog do Frederico Luiz - "PDT confirma candidatura de Carlinhos" - resolveu entrar em contacto com o jornalista para que este fizesse um reparo na informação. Incontinente Fred publicou o desmentido. Confiram:

Carlinhos reafirma: meu foco é a Assembleia

 

O deputado estadual Carlinhos Amorim (PDT) disse agora há pouco, por telefone, que permanece empenhado em defender e realizar, na Assembleia Legislativa, os anseios da Região Tocantina, e particularmente de Imperatriz. “Esse é o foco da minha atuação”, confirma.

Carlinhos Amorim observa com naturalidade que neste momento, militantes e dirigentes do seu partido se manifestem em favor de candidatura própria e que seu nome seja lembrando.

“O povo de Imperatriz e Região me mandou para a Assembléia Legislativa, somente em junho do próximo ano, durante as convenções partidárias, o conjunto das forças políticas e a população se manifestarão quanto às eleições municipais”, disse.

Sobre a visita do ministro do Trabalho Carlos Lupi a Imperatriz no início do mês de julho, o deputado lembra que o presidente nacional do PDT terá uma reunião com o prefeito da cidade, Sebastião Madeira, para encaminhar melhorias para a segunda maior cidade do Maranhão.

“Conversei com o ministro e pedi a aceleração das políticas públicas para Imperatriz e toda a Região Sul, como a ampliação do Projovem Trabalhador que capacita e ajuda a inserir o jovem no mercado de trabalho”, disse.

O líder da bancada do PDT na Assembléia Legislativa afirmou ainda que o Ministério do Trabalho é um parceiro das prefeituras de todo o país, independente da agremiação partidária do prefeito. A presidenta Dilma Roussef e o ministro Lupi, prossegue Carlinhos, possuem compromissos claros em acabar com a miséria no Brasil.

Ainda segundo o parlamentar, durante a visita do ministro Lupi a Imperatriz, “haverá um momento onde o PDT se reunirá com o ministro para traçar orientações no sentido de fazer a sigla crescer na cidade e região”.

Demonstrando bastante calma e serenidade, características que lhes são peculiar, o deputado encerrou a entrevista com a frase: "sou filho desta cidade, amo a Região Tocantina, tenho uma só palavra e estou convicto da necessidade de fazer uma excelente atuação na Assembléia". 

Nota deste Blog: 
Está certo o deputado, embora nós da imprensa  queiramos apressar as definições de quem vai para o embate, quem tem juízo sabe que ainda é cedo para se lançar numa corrida como essa. Outra coisa: O PDT faz parte do governo municipal e embora tenha lá suas divergencias ou esteja meio desiludido com o tucano Sebastião Madeira, de certa forma soa mal ficar o tempo todo ameaçando rompimento. Como diz o velho ditado, "o apressado come cru", demosntrando a sabedoria popular que quem quer  fazer as coisas ou tomar decisões apressadamente não terá bom resultado...
Carlinhos já foi canditado a prefeito e sabe como o jogo é bruto, dai prefere segurar seua aliados mais afoitos...

Valéria Macedo: Ação e reconhecimento

O Governo do Estado deu um passo de extrema importância na região Tocantina ao assumir de vez a luta pela implantação de um curso de Medicina em Imperatriz. 

Valéria Macedo
Para se ter uma ideia da importância da iniciativa, na manhã de quarta-feira, a deputada Valéria Macedo, que é do PDT e integra a bancada de oposição, ocupou a tribuna para cumprimentar a governadora Roseana Sarney (PMDB) pela confirmação de que o curso será mesmo implantado. 

- "Assim que assumimos, fizemos a indicação, a solicitação desse curso de Medicina para Imperatriz, que vai beneficiar toda a região centro-sul do Maranhão. Agora temos a informação da implantação, no prazo de seis meses, do serviço de residência médica no Hospital Materno Infantil de Imperatriz, o que vai viabilizar a instalação do curso de Medicina, o que nos gratifica. Parabéns ao Governo do Estado, parabéns por essa atitude da governadora - disse Valéria Macedo". 

Correta, a deputada lembrou que o deputado Antonio Pereira (DEM) foi um dos que também fez requerimentos solicitando o curso, como também o apoio dos deputados Dr. Pádua (PP), Carlinhos Amorim (PDT), Léo Cunha (PSC), que, segundo ela, têm sido parceiros nos esforços para a implantação do curso de Medicina em Imperatriz. “Todos nós ficamos muito felizes e satisfeitos em saber que o sonho antigo daquela região se tornará realidade”, comemorou. 

Valéria Macedo observou que a falta de médicos tornou esses profissionais “raros e muito caros” e que dificilmente municípios pequenos têm condições de contratá-los. E enfatizou: - "Então, quero aqui cumprimentar o Governo do Estado por essa atuação e dizer que nós todos da Região Tocantina estamos felizes e acredito que todos os deputados do Maranhão aplaudem essa atitude" ( Coluna Estado Maior, do jornal O Estado do Maranhão).

Internet será a mídia que mais crescerá nos próximos anos, aponta pesquisa

Da Redação do Comunique-se

A web terá mais publicidade do que os jornais em 2012 em todo planeta, revela a pesquisa "Global Entertaiment and Media Outlook". O levantamento, feito pela consultoria PwC, coloca o Brasil e a China na posição de futuros protagonistas da expansão da mídia e do entretenimento mundiais.

O estudo usou como base os dados de mercado de 48 países, projetando um cenário até 2015. Foi verificado que a internet será a mídia que mais crescerá, com uma média anual de 13% de avanço. Devido a isso, a verba publicitária que será destinada aos veículos de comunicação será proporcionalmente maior do que a que seria reservada aos jornais, isso já no ano que vem, considerando os dados dos países analisados pela PwC.

A publicidade online movimentou em todo o planeta no ano de 2010 um total de US$ 70,5 bilhões.  Neste ano, a estimativa é que essa quantia suba para US$ 80,1 bilhões e em 2015, chegue a US$ 129,9 bilhões. De acordo com a pesquisa, isso fará com que a publicidade na internet ultrapasse a dos jornais, que movimentaram no ano passado US$ 87,3 bilhões em todo o mundo. Para 2011, a previsão é que os anúncios em jornais mantenham-se nesse número e, em 2015, cheguem a US$ 97,9 bilhões.

O Brasil se tornará o sétimo maior mercado de publicidade do mundo até 2014, ultrapassando países como Itália, Coreia do Sul e Canadá.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lançado Aracati Office, o maior centro de negócios de Imperatriz


Jairo de Oliveira apresenta projeto do Aracati Office
Na manhã do dia 18/06 (sábado) em uma área atrás do Centro de Convenções, foi cravada a primeira estaca de fundação do Aracati Office, que será o maior centro de negócios de Imperatriz. Com um café da manhã, o momento foi comemorado por empresários, engenheiros e profissionais liberais.

Para Jairo de Oliveira, gerente comercial, o centro de negócios atende as necessidades dos empreendedores. “A localização é ótima, perto de tudo. Temos um estacionamento amplo, sistema de reaproveitamento de águas, captação de energia solar, é um prédio que atende as necessidades dos empresários e profissionais liberais”, destacou. 

O Aracati Office terá 234 salas, lojas, auditório, academia, cafeteria e uma estrutura moderna com catracas inteligentes, sistema de alarmes, som ambiente, sala e circuito fechado de TV e cabeamento estruturado. O edifício possui um conceito internacional de eficiência com estilo que integra espaços. 

Engenheiros e técnicos comemoram a cravação da primeira estaca de fundação
Um diferencial do Aracati Office é a responsabilidade com a ecologia e a sustentabilidade. Para isso será implantado sistemas alternativos e autossustentáveis para geração de eletricidade e iluminação das áreas de circulação; amplo programa de reciclagem para reutilização de materiais; sistema hidráulico inteligente para melhor controle do fluxo de água e prevenção do uso indiscriminado.

José de Ribamar Cunha Filho, diretor financeiro do grupo Ribamar Cunha, afirma que o edifício é importante para consolidar o desenvolvimento da região. “Nós por sermos proprietários da área, estávamos guardando essa área para algo que fosse serviço de referência em Imperatriz. Esse edifício vai ser um marco da construção civil na região, vai ser uma torre de escritórios e consultórios. É a demonstração de que acreditamos Imperatriz, que a cidade está crescendo, com todos os empreendimentos que aqui estão sendo lançados”. (Rodrigo Reis - Canal Comunicações)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ROTA DO SAL KALUNGA: Expedição para realização de documentário desembarca em Carolina em 30 de junho

Expedição refaz saga quilombola em busca do sal para conservação dos alimentos

FOTO: GUSTAVO BAXTER 
A equipe é formada por sete pessoas mais quatro nas embarcações de apoio. Saíram de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO) – sítio histórico dos Kalunga, no último dia 16 de maio, com destino a Belém do Pará. O objetivo da expedição, denominada Rota do Sal Kalunga, é refazer a rota dos quilombolas em busca do sal para conservação dos alimentos no século XVIII. O registro de toda a jornada no rio Tocantins darão origem a um documentário de longa metragem. Os aventureiros estarão em Carolina no dia 30 de junho. Saiba mais no Portal Maranhão News.

Violência no Campo: Assentamento no Tocantins enfrenta clima de medo e ameças

Integrantes do Projeto de Assentamento Santo Antônio-Bom Sossego e do Acampamento Vitória denunciam violência e grilagem de terras na região de Palmeirante, demonstrando a necessidade de ação urgente das autoridades.

Por Bianca Pyl, da ONG Repórter Brasil

Depois da morte do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, em Nova Ipixuna (PA), as atenções do Estado e da mídia se voltaram para os conflitos agrários da região. Contudo, o problema da violência relacionada à questão agrária não se limita ao estado do Pará - espalhando-se, muito pelo contrário, por diversas fronteiras do agronegócio no Brasil. 

Silvano durante atividades com trabalhadores rurais no Tocantins (Foto: equipe "Escravo, nem pensar!")
No Projeto de Assentamento Santo Antônio-Bom Sossego e no Acampamento Vitória, em Palmeirante (TO), famílias sofrem com ações de pistoleiros, ameaças, incêndio de casas e roças e até assassinato, como foi o caso do trabalhador Gabriel Vicente de Souza Filho (assassinado em outubro do ano passado).

Na última quarta-feira (15), o barracão onde aconteceu uma reunião com as famílias do Projeto de Assentamento Santo Antônio-Bom Sossego foi incendiado à noite. Quem conta a notícia é Silvano Lima Rezende, 37 anos, agente da Comissão Pastoral da Terra Regional Araguaia-Tocantins. Silvano atua na região desde 1999. "Fizemos uma reunião para informar as famílias do andamento da situação às cinco horas da tarde, quando foi dez da noite o mesmo local foi incendiado", conta. 

A Polícia Federal realizou na manhã de sexta-feira (17) uma operação para cumprir vários mandados de busca e apreensão, na sede de fazendas da região de Palmeirante e em alguns barracos de posseiros, em busca de possíveis culpados pelo incêndio do barraco em que a reunião comunitária havia sido realizada. Segundo a CPT, durante a operação da polícia, foram apreendidas duas armas de fogo, uma espingarda e um revólver.

Tiros e ameaças
 
Nos dois primeiros dias do mês de junho, as famílias relataram à CPT que ouviram disparos de arma de fogo no mesmo local. Segundo os assentados, um grupo de oito pistoleiros armados estaria instalado na sede da fazenda de propriedade de Waldemar Bento da Rocha. A fazenda encontra-se na área do assentamento, que se encontra em litígio, sendo reivindicada pelos assentados e por Bento da Rocha. Leia mais no site da Reporter Brasil.