domingo, 12 de fevereiro de 2012

Prefeitura de Imperatriz oferece 900 bolsas de cursos profissionalizantes


A meta do governo Madeira é capacitar mais de duas mil pessoas na região do grande Santa Rita
A Prefeitura de Imperatriz por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) oferece à comunidade a oportunidade de participar gratuitamente de cursos de qualificação profissional. No pólo do grande Santa Rita, a meta do governo Madeira é capacitar mais de duas mil pessoas neste ano, garante a secretária Miriam Reis (Sedes).
“Temos no bairro Vila Nova um pólo que oferece oito cursos à população, cuja previsão é qualificarmos mil e quinhentas a duas mil pessoas”, ressalta ela, que destaca o convênio firmado com o governo federal para a oferta de cursos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Ela informa ainda que o município dispõe de 900 bolsas de cursos profissionalizantes, celebrado entre a Prefeitura de Imperatriz, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFMA).
“Nós começamos os cursos no Senac e Senai, de Imperatriz. A previsão é que no próximo mês sejam iniciados os cursos no Ifma. A idéia é que o cidadão possa produzir, e tenha condições de empregabilidade no disputado mercado de trabalho”, disse ela, que reitera o compromisso do prefeito Madeira “que é cuidar das pessoas, qualificando-as para o trabalho”.

Academia de Letras de Imperatriz presta homenagem à Ulisses Braga

Falecido há um ano, Braga foi o comandante da “Revolução de Janeiro”
                                                                                                          
Por Domingos Cezar

Ulisses Braga (Foto: Josué Moura)
            A Academia Imperatrizense de Letras (AIL) realizou em sua sessão da última quinta-feira (9) uma justa homenagem ao advogado, escritor e acadêmico Ulisses Azevedo Braga, pela passagem de seu primeiro ano de falecimento. A solenidade contou com as presenças dos dois acadêmicos filhos e residentes em Carolina: o decano da Academia, Osmar Valcácer e Valdir Braga, irmão de Ulisses.

            Ao fazer a abertura oficial da sessão solene, a presidente Edna Ventura passou a condução dos trabalhos ao acadêmico Domingos Cezar, o qual, inicialmente saudou a todos os presentes, mas de maneira especial o autor do livro "Lutas, fracassos e vitórias”, José Matos Vieira, fundador do jornal “O Progresso”. O poeta Itaerço Bezerra fez o momento de poesia declamando um poema que trata da vida.

            As saudações começaram com o acadêmico Agostinho Noleto, colega de profissão e conterrâneo de Ulisses Braga. Ele fez questão destacar a importância de Braga para Academia, da qual foi um dos fundadores. Para Noleto, a palavra e posicionamento de Ulisses se faziam respeitar por todos os confrades. Lembrou que essa liderança foi determinante para a eclosão da “Revolução de Janeiro”.

            Por sua vez, em discurso brilhante, o também advogado Sálvio Dino comparou Ulisses Braga com um grande e frondoso Jequitibá, que só foi valorizado e reconhecido depois que foi tombado. “Ulisses Braga foi um dos mais combativos advogados que por aqui passou, vibrante e corajoso na defesa dos seus ideais e na honrosa luta em defesa dos mais fracos e necessitados”, observou Dino.

            O carolinense Valcácer, que muito conviveu com Ulisses lembrou, ter sido ele o responsável por seu ingresso na Academia Imperatrizense de Letras. Falou da amizade que sempre os uniu destacando ainda a luta política do homenageado, bem como, seu amor em defesa da natureza. Para Valcácer, o amigo foi o grande comandante da “Revolução de Janeiro”, em Imperatriz, e que estas mudanças políticas devem ser creditadas a ele.

            Emocionado, o irmão e confrade Valdir Braga, falou da infância e juventude de ambos, quando deixaram a pacata Carolina para enfrentar a vida no Rio de Janeiro. De acordo com Valdir, ele se surpreendia com a inteligência do irmão que foi galgando posições na vida profissional e estudantil, formando-se em Direito e transformando-se num dos mais combativos advogados.

            Valdir Braga afirmou ter se afastado um pouco do irmão por não aceitar seu conselho para abandonar a luta que culminou com a “Revolução de Janeiro”. “Tinha medo que matassem ele”, confessou Braga, ressaltando que, “mesmo diante dessa possibilidade ele com a coragem que lhe era peculiar conseguiu fazer o movimento que derrubou da prefeitura um prefeito corrupto e começando uma nova era”.

            Homenagens póstumas – A diretoria da AIL, na primeira reunião de trabalho este ano decidiu homenagear a todos os demais acadêmicos falecidos na segunda quinta-feira do mês de maio. Faleceram e serão homenageados: Ulisses de Azevedo Braga, José de Ribamar Fiquene, Jurivê de Macedo, Benedito Batista Pereira, Edelvira Marques, Vito Milesi, Valdemar Gomes Pereira, Sebastião Negreiros e Alfredo Maranhão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Deputado parabeniza o CNJ pela vitória no STF e destaca a necessidade de haver um conselho fiscalizador

Deputado Domingos Dutra

Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, na última quinta-feira (2), os poderes do CNJ para processar e punir juízes em casos de desvios ético-disciplinares, conforme previstos na Resolução 135 do Conselho.

Para fortalecer e defender os poderes outorgados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Deputado Domingos Dutra participou do ato público, no dia 31/12, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ato teve como tema “O CNJ é dos Brasileiros” e contou com a participação de cerca de 500 pessoas, entre advogados, parlamentares, juristas e dirigentes de diversas entidades da sociedade civil.

“O fortalecimento do CNJ é mais que necessário para que o supremo não se sinta acima de qualquer ação. Os juízes do STF são humanos e não semideuses”, destaca o parlamentar.

“O Poder Judiciário é fundamental para a cidadania brasileira e tem virtudes e também defeitos, assim como Parlamento. O Judiciário é um Poder diferente dos demais porque os juízes, em sua grande maioria, não são eleitos, mas concursados. E os não concursados são indicados pelo Ministério Público, ou pela OAB, ou pelo Presidente da República, quando se trata dos Tribunais Superiores”, reconhece o Deputado Domingos Dutra.

O deputado parabeniza o Conselho pela vitória e destaca que o CNJ é dos brasileiros e não de uma parte de deles. Todas as autoridades presentes se manifestaram a favor do CNJ por entender da veracidade das investigações e ações propostas pelo Conselho com o intuito de moralizar e tornar mais transparente o Judiciário.

“É preciso que haja um órgão que acompanhe, fiscalize, investigue, julgue e puna os membros do Poder Judiciário que praticarem qualquer atitude contrária à ética, à moralidade, à legislação que disciplina a função dos juízes”, conclui o parlamentar.

MOÇÃO DE APOIO - No dia 10 de outubro do ano passado, quando veio à tona a questão envolvendo o CNJ e a Associação dos Juízes Federais de São Paulo - que entrou com um mandado de segurança no STF para reduzir as competências do Conselho - o Deputado Domingos Dutra divulgou no Plenário da Câmara uma Moção de Apoio tanto ao CNJ - pela manutenção e ampliação dos poderes conferidos ao CNJ pela Constituição Federal de 1988. A moção referia-se à ministra Eliana Calmon pelo trabalho desempenhado na Corregedoria do CNJ.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Casal leva mais de vinte tiros e continua vivo contando a história

O atentado de que foi vítima Almir Resplandes e sua mulher é digno de ir para o livro dos recordes pela sua periculosidade e o fato de estarem vivos.

Dizem que uma das estratégias utilizadas pelos criminosos quando pretendem eliminar uma pessoa é antes disso destruí-lo moralmente diante da sociedade para que o crime depois seja aos poucos aceito como normal, “acerto de contas”, dando vazão a velha máxima de que “quem planta colhe”, ou “olho por olho, dente por dente...”

Nesse contexto, antes da eliminação do ex-prefeito de São José dos Basílios,Chico Riograndense, foi distribuída inicialmente num povoado de São José dos Basílios, uma carta anônima que denunciava o líder político como mandante das mortes de várias pessoas na região. Entre estas, duas pessoas que foram vítimas de um violento atentado, o Vaqueiro Almir Resplandes e sua mulher, de nome Iracema. Ambos escaparam milagrosamente depois de receberem juntos 26 tiros de pistola.

O fato se deu dia 01 de maio de 2009, quando os dois saiam de moto na porteira da fazenda onde trabalhavam, próximo à cidade de Dom Pedro.
  
Nossa reportagem procurou Almir, que tranquilamente estava em sua casa tirando uma soneca após o almoço e nos contou o calvário que ele e a mulher passaram, mas sobre a denúncia de que o mandante do atentado teria sido Chico Riograndense, Almir foi enfático em afirmar que nunca o acusou e refutou até a história de que  antes teria tido um entrevero com um dos filhos do ex-prefeito.

“Surgiu essa história, mas eu nunca o acusei, também nunca tive nenhum desentendimento com nenhum dos filhos dele”, disse Almir, enfatizando que espera que a polícia esclareça urgentemente o crime.

“Espero que a polícia esclareça esse caso o mais rápido possível, para que não paire dúvidas e nenhum inocente seja penalizado”, disse Almir.

Indagado se então creditava o fato a uma outra coisa qualquer que alguém tivesse contra ele, Almir disse que não sabia, pois não tinha inimigos.

Um caso digno de ir para Guines Book

O atentado de que foi vítima Almir Resplandes e sua mulher é digno de ir para o livro dos recordes pela sua periculosidade e o fato de estarem vivos ainda contando a história. Ele não teve nenhuma sequela, mas ela ficou com o braço esquerdo paralisado.

Almir levou 12 tiros, distribuídos da seguinte forma pelo seu corpo: 7 tiros nas costas, 1 no braço, 1 no peito, 2 nas nádegas e 1 na perna. A esposa levou 14 tiros, sendo: 5 no braço, 5 próximos  ao coração, 2 próximos ao umbigo e 2 próximos à virilha.

Quando saía da fazenda Almir e a mulher foram abordados por dois homens numa motocicleta, atingido caiu e rolou por uma ribanceira, próximo de uma lagoa ou açude, sendo em seguida atingido por mais tiros, enquanto sua companheira também era alvejada várias vezes. Tiveram sorte que foram socorridos por um médico de Coroatá que passava pela estrada próxima.

“Fui quase caminhando amparado até o carro, mas já não estava mais enxergando nada. Minha mulher estava acordada, apenas chorava bastante...” relatou Almir, contando que passou apenas 18 dias internado, mas a esposa ficou 5 meses sofrendo numa cama de hospital. 

São José dos Basílios, uma cidade amedrontada

Como Editor do Jornal  da Folha do Maranhão Central visitei o município, ouvi moradores e lideranças políticas sobre a morte de Chico Riograndense e como fica a conjuntura política local. Até agora a polícia não conseguiu desvendar o crime.

Encravado entre pequenos morros na região central do Maranhão, São José dos Basílios é um município rural brasileiro, carente, onde a presença do poder público em todas as suas esferas deixa muito a desejar. Quem chega à São José dos Basílios tem a impressão de estar em um lugar onde o tempo parou.

Desmembrado de Presidente Dutra, São José foi criado pela Lei Nº 6.156, de 10 de novembro de 1994, naquela onda que vez por outra emerge no Maranhão para satisfazer - na maioria das vezes - interesses eleitoreiros dos políticos.

Naquele ano foram criadas várias unidades administrativas sem nenhuma condição de infraestrutura, passando então São José  a existir como município, mas sem deixar de ser um lugar pobre no meio do nada a espera das políticas públicas que até hoje nunca chegaram.

Como uma praga, tanto ali como na maioria desses novos municípios quase sempre assomaram ao poder políticos inescrupulosos, corruptos e despreparados. O jovem município pouco avançou, apenas prevaleceu o nepotismo e o cumpadrismo, deixando de fora a maioria do povo, que carente e escravizado, se contenta em ficar apenas com as migalhas que sobram do enriquecimento de seus governantes.

Chico Riograndense

A  população, estimada segundo o censo 2010 em 7.496 almas, como descreví acima, é pobre, ordeira e servil, como retrata a música “Admirável gado novo”, de Zé Ramalho, um povo amedrontado e sem perspectivas, principalmente com o fato recente que abalou a cidade, o assassinato do ex-prefeito Chico Riograndense, motivo principal da nossa reportagem que esteve em São José no dia 11 de janeiro.

Prefeito João da Cruz
Logo que chegamos, por volta das 10:00hs, procuramos o prefeito, João da Cruz, o “Joãozinho das Crianças”. Fomos na Prefeitura, porém não havia ninguém para nos receber, mas com a colaboração de um vigia descobrimos o endereço do prefeito. Fomos à casa dele e através de um pedreiro que ali se encontrava fazendo uma reforma fomos informados que João da Cruz se encontrava em São Luís.

Ficamos perambulando pela cidade, tentando envão “tirar leite de pedra”, ou seja, ouvir alguém disposto a falar o que pensa sobre o fatídico acontecido com o homem que talvez voltasse em breve a ser o mandatário muncipal, já que segundo seus seguidores era imbatível como candidato a prefeito.

“Uma tragédia, não esperava que alguém tivesse a coragem de fazer isso com ele. Chico tinha seus problemas, mas não pensava que um dia seria vítima de um crime assim”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e pré-candidato a vereador  Telêmaco Barbosa de Carvalho, informando que faz parte da oposição aos dois grupos majoritários da cidade, mas que nunca desejou uma coisa dessas. “Gostaria de um dia vê-lo derrotado, mas era nas urnas e não assim como fizeram com ele”, completou.

Assim como todas as pessoas que conversamos informalmente, Telêmaco no entanto não acredita que o crime contra a vida de Chico Riograndense tenha motivação política/eleitoral.

Em seguida fizemos uma visita à Associação das Quebradeiras de Côco Babaçu e fomos recebidos pelo responsável, o agente da CPT, Robério, oposicionista ferrenho, tanto de Chico Riograndese como de Joãozinho das Crianças.

Para Robério, o quadro político no município é desanimador, a minúscula oposição de esquerda é fraquíssima  e não existe nenhuma perspectiva de mudança com os nomes já postos que são os do prefeito João da Cruz, do fazendeiro e comerciante João Barbosa e o nome a ser indicado pelo grupo do ex-prefeito assassinado, provavelmente um dos filhos.

“Todos eles desenvolvem uma política patrimonialista, longe das aspirações de mudanças que tragam paz, desenvolvimento e prosperidade para o município”, atacou.

Sobre o assassinato de Riograndense, Robério disse que como cristão lamenta a morte de qualquer ser humano. “A vida pertence a Deus e só ele pode tirá-la, portanto repudiamos qualquer forma de violência, seja lá contra quem for e esperamos que a polícia do Maranhão esclareça esse crime, consiga encontrar os culpados e colocá-los atrás das grandes, trazendo assim a tranquilidade para os moradores desse município”, disse Robério.

Por telefone, conversamos com um dos filhos de Chico Riograndense, o popular Maurício. O mesmo nos informou que a família ainda não se reuniu para discutir como será daqui pra frente em relação ao grupo político deixado pelo seu pai e uma provável indicação de um candidato a prefeito na eleição deste ano em substituição ao ex-prefeito.

“Ainda estamos muito abalados com a morte de nosso pai e não sentamos para discutir sobre os rumos que iremos tomar, mas uma coisa é certa, não ficaremos de fora.”, disse Maurício, deixando no entanto escapar que caso alguém da família seja indicado pelo grupo como candidato a prefeito o nome será o do seu irmão mais velho, Walter.

Sobre o crime de que foi vítima seu pai, Maurício disse que não tinha também nada a dizer. “Quem está à frente desse assunto junto à polícia é a minha irmã, a advogada, Tâmara Carvalho. Nossa reportagem tentou em vão  conversar com Tâmara, mas a mesma não foi encontrada.

Quando estávamos fechando esta edição conversamos por telefone com o delegado regional de Presidente Dutra, Dr. Edimar e o mesmo disse que ainda não tinha nada que pudesse ser divulgado a respeito das investigações que envolvem o assassinato de Chico Riograndense, apenas adiantou que em breve será divulgado o retrato falados dos assassinos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

História:“Revolução de Janeiro” completa 17 anos, cada vez mais esquecida em Imperatriz

Amigos e admiradores lembram em Carolina um ano da morte do líder do movimento, advogado Ulisses Azevedo Braga

O Movimento de Janeiro de 1995, conhecido como “Revolução de Janeiro”, ou “Revolução Cidadã”, completou 17 anos no último dia 19 do mês passado.

A manifestação que levou às ruas mais de 30 mil pessoas na segunda maior cidade do Maranhão está cada vez mais esquecida pelas elites políticas de Imperatriz e pelos que participaram dela. Triste constatar ainda: é uma página da história da cidade totalmente desconhecida pelos mais jovens, aqueles que na época eram crianças ou que ainda não haviam nascido.
Só para se ter uma idéia, um jovem de 20 anos, hoje na universidade, naquela ocasião tinha apenas três anos de idade. Como ele poderá saber desse momento histórico se não lhe for contado? Se não lembramos sequer da nossa história, o que será de nós?

A revolta que afastou o então prefeito Salvador Rodrigues do comando do município foi gestada com muita discussão, debate, várias reuniões, duas passeatas anteriores – uma que fez o enterro simbólico da Câmara e outra em que centenas de pessoas levaram o seu lixo e depositaram na porta da prefeitura – e até ações na Justiça que sequer foram apreciadas por esta.

Só nasceu e explodiu numa grande manifestação que parou a cidade, depois que seus organizadores conseguiram convencer a maioria da imprensa, as entidades de classe, partidos políticos (mesmo mantidos à distancia) e a população, que veio como numa onda avassaladora, pacífica, mas disposta à luta, caso houvesse uma reação para manter no governo um (vice) prefeito corrupto e incompetente que havia participado de uma trama para matar o prefeito Renato Moreira, assassinado no dia 6 de outubro de 1994.

A “Revolução de Janeiro” não deveria ser esquecida, pois ela representa um marco na história da cidade, o fim de uma era de desmandos administrativos, o afastamento do cenário político de um grupo que manipulava os mais pobres e governava apoiando-se na violência e no crime organizado.

Mesmo com a desonestidade ou esperteza de alguns, depois do movimento de Janeiro a cidade não foi mais a mesma, os governantes agiram com mais pudor ou cuidado no trato com a administração. E o mais interessante: a população descobriu que pode se levantar e tirar na marra quem usurpa o poder ou que assalta os cofres públicos não cuidando sequer dos serviços básicos do município.

O legado do Movimento de Janeiro é de extrema importância para as novas gerações, quando vivemos um momento em que cada vez mais se exercita a democracia no país e se estimula a cidadania e a participação de todos nos destinos da nação, do estado, da cidade, do lugar em que vivemos.

Não podemos esquecer das lideranças desse movimento - apesar que algumas delas depois foram participar do governo da intervenção e  não se saíram muito bem no campo ético – que se arriscaram enfrentando ameaças de toda sorte e saíram para o convencimento popular em favor da revolta.

Precisamos lembrar o líder do Movimento de Janeiro, o advogado Ulisses Azevedo Braga, falecido dia 30 de Janeiro 2011. Um homem de bem que depois em idade avançada resolveu voltar para sua cidade, Carolina, onde findou os seus dias militando na defesa do meio ambiente e voltado para suas reflexões espirituais.

Para que o movimento de janeiro de 1995 não seja apagado totalmente da memória da cidade, estou preparando um projeto que enviarei como cidadão à Câmara Municipal de Imperatriz propondo que o dia 18 de Janeiro seja todos os anos lembrado pela municipalidade como feriado municipal, além de criar uma placa a ser colocada na entrada da prefeitura de Imperatriz lembrando a data, assim como consta lá no palácio municipal uma placa colocada pelo interventor Dorian Menezes quando vereadores de Imperatriz tentaram tomar a prefeitura.

Solicitarei ainda ao prefeito Sebastião Madeira que mesmo (in) memorian, seja concedido este ano por ocasião do aniversário de Imperatriz, a comenda Frei Manoel Procópio.

Amigos de Ulisses lembram um ano de sua morte

Para lembrar Ulisses Braga seus amigos, parentes e admiradores estarão neste sábado (04/02/2012) realizando uma vasta programação em Carolina-MA. Como Ulisses era um grande defensor e amante da natureza, seus amigos realizam  o plantio de 600 mudas nativas na reserva da família, criada em homenagem a ele e sob sua inspiração irão oficialmente transformar aquele local, que outrora foi de seus antepassados, em um local de convívio fraterno e de preservação da Natureza.

Neste mesmo dia do plantio, sábado dia 04 de fevereiro, haverá a visita ao túmulo no Cemitério da Madeira e às 16:00 hs Missa na Igreja de Santa Terezinha, em Carolina, com uma breve apresentação de um documentário sobre Ulisses Braga, que será apresentado por um dos grandes amigos de Ulisses, o ambientalista Deijacy Rego.

Finalmente, aos interessados em saber um pouco mais sobre a “Revolução de Janeiro”, podem procurar este jornalista, pois disponho de farto material fotográfico, áudio e vídeo sobre esse importante fato histórico de Imperatriz. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vereador defende rompimento de contrato do município de Imperatriz com a Caema

Vereador Rildo Amaral
O Presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Imperatriz, Rildo de Oliveira Amaral (PDT), defendeu ontem que “os poderes Legislativo e Executivo estudem meios para que seja rompido o contrato firmado com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) em Imperatriz”.

“Essa é a única empresa que explora o sistema de abastecimento de água e esgoto de Imperatriz, a maior cidade do interior do Maranhão”, observa o vereador, que critica a má prestação de serviços oferecida à comunidade. “Essa empresa leva de Imperatriz entre um e dois milhões de reais mensalmente, deixando apenas trinta ou cinquenta mil reais para execução dos serviços de manutenção da rede de esgoto de nossa cidade”, relata.

Rildo Amaral afirma que grande parte da população não dispõe de água potável, principalmente nos bairros que ficam distante do centro. “E quando tem água potável é somente durante um curto período; a Caema não pode alegar falta de água, pois temos aqui o rio Tocantins”, questionou.

Ele ressaltou que pretende discutir o tema no sentido de exigir a extinção do contrato com a Caema, no município de Imperatriz. “Nós também observamos que a Vila Davi é carente de abastecimento de água, pois não conheço vida sem água. Temos outros bairros com problema de abastecimento de água, devido ao grande crescimento habitacional de Imperatriz”, disse.

Para ele, a Caema não disponibiliza uma solução – sequer a curto prazo – à população dos bairros atingidos com o problema da falta de abastecimento de água. “Nós temos feito várias cobranças, mas quase nenhuma solução dos problemas do povo”, afirma.

Rildo Amaral classifica como “uma das pragas deixadas pelo ex-prefeito Davi Alves Silva (in memória) ter celebrado um contrato de 50 anos com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão”. “A Caema não está cumprindo esse contrato e não consegue alcançar o crescimento de Imperatriz, fato que requer o rompimento desse contrato, e se discuta na Justiça a possibilidade de ampliá-lo ou de se fazer novas considerações, inclusive com aditivos que venham a beneficiar a comunidade”, finalizou. (Colaborou Antônio Silva)

Mulher mata amante do marido em bar na Avenida Industrial, completando o 18º homicídio do ano em Imperatriz

Se não bastassem os 17 homicídios registrados em janeiro, o primeiro dia de fevereiro já registrou um assassinato, fato ocorrido na madrugada dessa quarta-feira (1º), no bairro Santa Rita. A vítima foi Maria Eliete Silva Gonçalves, 22 anos, que recebeu quatro facadas, foi socorrida e morreu ao dar entrada no Hospital Municipal de Imperatriz.

Maria Eliete Silva Gonçalves foi esfaqueada quando se encontrava no Sport Bar, localizado na Avenida Industrial, no bairro Santa Rita.

A acusada do crime é uma outra mulher, que seria esposa de um homem que estava bebendo com a vítima. Segundo informações de testemunhas, Eliete tinha um caso amoroso com esse homem, o que teria motivado o crime.

O corpo de Maria Eliete Silva Gonçalves foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), de onde foi liberado para familiares após a necrópsia.

Ontem, por todo o dia, policiais da delegacia do 2º Distrito realizaram investigações na tentativa de prender a acusada do crime, cujo nome ainda não havia sido divulgado e que se encontra foragida. O homem que se encontrava com Maria Eliete não teve o seu nome divulgado, assim como o da sua esposa, a acusado do assassinato. (Do jornal O progresso).

Jean Carlo representa Madeira na abertura dos trabalhos legislativos da Câmara de Imperatriz

O vice prefeito criticou resultado de uma pesquisa divulgada esta semana

Por Domingos Cezar
Jean Carlo, vice-prefeito de Imperatriz
O vice prefeito do município, Jean Carlo Pereira Almeida (PDT) representou o prefeito Sebastião Madeira (PSDB), na solenidade de abertura da sessão ordinária do 7º período da 16ª legislatura da Câmara Municipal de Imperatriz.  O prefeito estava em Brasília cumprindo agenda de trabalho nos ministérios e só chegou em Imperatriz horas depois.

Após a apresentação da banda e de cantores da igreja, o presidente Hamilton Miranda, abriu oficialmente a sessão, convidando o vice prefeito Jean Carlo para o uso da tribuna. O vice prefeito disse que veio trazer ao legislativo municipal, a mensagem do prefeito Sebastião Madeira, “que se encontra em Brasília na tentativa de buscar recursos para serem aplicados em benefício da população imperatrizense”.

Jean Carlo elogiou o trabalho dos vereadores, os quais, segundo ele, têm apoiado as ações do executivo municipal, aprovando os projetos de interesse da comunidade. “A realização de audiências públicas também comprova a preocupação dos integrantes desta Casa de Leis, com os problemas que se apresentam no seio da sociedade e que são trazidos para o debate e em busca de soluções na Câmara Municipal”.

O vice prefeito garantiu que o chefe do executivo vai apresentar ao legislativo vários projetos de obras que serão realizadas tanto na zona urbana, quanto rural. Jean Carlo Pereira afirmou que a atual administração tem demonstrado compromisso com a população aplicando corretamente os recursos públicos. “E isso fez com que o prefeito Madeira esteja recebendo o apoio da população”, disse Pereira.

Pesquisa – Jean Carlo aproveitou a oportunidade para tecer críticas a uma pesquisa eleitoral divulgada esta semana,  “Estamos num ano eleitoral, razão porque temos que nos encontrar antenados para termos o discernimento de qual é a pesquisa correta e qual a enganosa”, alertou.

O líder pedetista deixou claro que o seu partido caminhará unido com o grupo do atual prefeito em busca da reeleição, mas voltou a destacar as ações desenvolvidas durante o ano passado na Casa Legislativa. “Temos plena convicção que este ano esta Casa vai realizar, através de seus membros, um excelente trabalho em benefício da população, razão porque desejamos a todos um proveitoso período legislativo”, concluiu Jean Carlo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ELEIÇÕES 2012 e a Pesquisa da Escutec em Imperatriz: "Devagar com Andor que o santo é de barro"

Muito alvoroço no meio político imperatrizense - pelo menos por parte da oposição - por conta da pesquisa da Escutec divulgada com estardalhaço no início dessa semana  por jornal claramente tendencioso a um dos grupos políticos da cidade. Em letras garrafais o Correio deu a notícia como se a eleição fosse amanhã: "Ildon 44,4% X 43,3% Madeira"!

Cada um acredita naquilo que quer, mas como dar crédito a uma pesquisa que ouviu apenas 600 (seiscentas)  pessoas  em cinco bairros  (cerca de 120 pessoas por bairro) em uma cidade como  Imperatriz onde  temos mais de 100 mil eleitores espalhados por quase uma centena de bairros e mais de 20 povoados?

O cenário colocado pela pesquisa de uma eleição com 87, 7% só para dois candidatos (Ildon X Madeira), é uma idiotice. A pesquisa mostra em outros cenários mais realistas que prováveis candidaturas de oposição  teriam mais de 30% dos votos (Pastor Porto, com 12,9%; Carlinhos Amorim, com 9% e Edmilson Sanches, com 8,8%). Leve-se em conta ainda que a pesquisa simplesmente ignorou três pré-candidatos a prefeito, um do PT (?) Ribinha Cunha (PSC ) e Justino Filho (PTC ).

Como política não é uma ciência exata, as estatísticas precisam sempre ser analisadas com cuidado. E os atores envolvidos precisam jogar com mais honestidade, afinal de tanta eleição nesse país, nós os eleitores, estamos ficando mestres e conseguimos vislumbrar com facilidade as jogadas políticas  visando manipular números e criar cenários duvidosos ou impossíveis...

Mesmo com pesquisas sérias, faltando pouco menos de um ano para as eleições de 2012, as pesquisas eleitorais que invariavelmente são apresentadas servem para muita coisa, menos para prever os resultados eleitorais. Neste momento pré-eleitoral as pesquisas têm outras finalidades: consolidar candidaturas, conseguir apoios, recursos, etc.

Portanto devagar com o Andor,  porque o santo que a pesquisa quer reiserir na política imperatrizense - mesmo estando hoje DEFINITIVAMENTE julgado e condenado por improbidade administrativa -, é de barro.

Aos analistas apressados é preciso saber que interpretar pesquisas não é um exercício de futurologia, mas é importante ter em mente algumas dicas, como acompanhar tendências, comparar cenários, analisar a conjuntura atual.

Mas de tudo que foi dito sobre a pesquisa em jornal e blogues, ví dois textos equilibrados que resumem tudo sobre a que se presta a pesquisa da Escutec, tão comemorada por ildistas, comunistas, entre outros que se dizem oposição ao prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Para fechar o assunto  leiam os dois textos a seguir:
 
Dificilmente Ildon sairá candidato se os números continuarem favorável a Madeira.

Ildon, quer "o cavalo selado"
Quem preferir puxar a pesquisa a favor do Ildon, pode até fazer um merchandising, mas fará isso somente aqueles que tem simpatia a sua candidatura. Se avaliarmos a pesquisa num todo, e não somente como os Ildistas viram, teremos uma situação favorável ao atual prefeito Sebastião Madeira.

Há quem acredite na disputa Ildon x Madeira, mas é quase impossível Ildon disputar uma eleição sem ter a certeza da vitória.

Madeira segue na frente na maioria das possibilidades avaliadas na pesquisa. Pra quem acreditava na ameaça de Sanches, vê hoje a candidatura minguar. A possibilidade de ameça do intelectual é disputada com sua fraca atuação no legislativo e o joga abaixo e sem chances de subida, já que o resultado reflete a sua candidatura anterior, quer dizer, os mesmos eleitores, ou sonhadores.


De mal agradecido a herói, Saches pode ser o peso favorável na reeleição de Madeira.
Se Ildon será candidato ou não é outra historia, mas quem conhece a figura sabe que nem o dinheiro e nem a derrota não estaria na possibilidade da sua candidatura, quem vai bancar sabe que é mais barato investir no prefeito e de quebra ganhar apoio futuro, de que investir em um balão que talvez não passe de onde está, o segundo lugar.
Enfim, Ildon e Rosângela Curado não afetam a reeleição de Madeira, já que há mais candidatos e não somente um confronto direto como os Ildistas sonham. (Holden Arruda).

Pesquisa de Imperatriz, o que dizem os números

Madeira, só perde se  aliados PDT e PPS se juntar ao PC do B
Dizem que os números não mentem jamais. A interpretação dos números, todavia, apresenta leituras diversas, senão, vejamos.

O Jornal o Correio de Imperatriz publicou pesquisa realizada pela Escutec que ouviu 603 pessoas nos dias 21,22 e 23 e se encontra registrada na Justiça Eleitoral.

Vamos a pesquisa:

Primeiro o número de pessoas ouvidas foi 603 eleitores de um contingente de cerca de 120 mil. Uma amostragem a meu ver pouco representativa.

O dado revelador é simples: O prefeito Madeira somente perderia a eleição se o PDT e o PPS de Imperatriz se enfileirassem com o PCdoB emprestando força partidária e eleitoral a candidatura do vereador Edmilson Sanches.

Se isso ocorrer, Inês é morta para Madeira. A disputa eleitoral ficaria então entre Ildon Marques (PMDB) - se for realmente realmente candidato porque dizem que ele tem problemas legais de inelegibilidades - o e Edmilson Sanches do PCdoB.

Assim, o prefeito Madeira (PSDB) precisa trabalhar a reedição da aliança com o PDT e PPS buscando a equação possível que tem como complicador quais dos dois indicará o vice. Ou seja, se continuará, como defendo sendo do PDT ou se Pastor Porto ocuparia este espaço na cota do PPS.  Essa é a  minha interpretação (Marco Aurélio Gonzaga - Advogado e membro da Comissão Provisória do PDT de Imperatriz).

Presidenta Dilma sanciona projeto do Deputado Domingos Dutra que regulamenta profissão de cabeleireiro e barbeiro

Domingos Dutra
Os profissionais da beleza já podem comemorar uma grande vitória da categoria: a sanção da Lei nº 12.592/2012, em 18/12. A Lei assegura os direitos trabalhistas dos cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores. A lei é oriunda do PL 6960/06 do Deputado Salatiel Carvalho (PMDB/PE) o qual o PL 446/07, de autoria do Deputado Domingos Dutra (PT/MA), estava apensado.

O parlamentar maranhense, Domingos Dutra, destacou que “esse projeto garante legalidade à profissão, tornando uma categoria com maior credibilidade, utilidade e respeito em uma sociedade cada vez mais urbana e que se preocupa com a estética e o embelezamento".

A decisão da Presidenta Dilma foi uma vitória para a categoria e deixou o Deputado Domingos Dutra orgulhoso e feliz: “fiquei extremamente contente com a decisão da presidenta Dilma ao sancionar esta importante lei, um grande presente a categoria. Considerando a dificuldade de se aprovar projetos de iniciativa de parlamentares, sinto-me um vencedor com a aprovação desse meu projeto em benefício não só dos profissionais da beleza, mas como todos os brasileiros e brasileiras que a cada dia elevam sua autoestima dentro de um salão”, completou o parlamentar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ANATEL: Diga não para a Oi!

No ano passado, vencemos uma grande batalha quando a ANATEL aprovou os novos padrões de qualidade da Internet que nos garantem um serviço de Internet confiável e rápido. Agora  a Oi Telecom, um dos maiores provedores de Internet do Brasil, está prestes a esvaziar esses novos padrões e nos mandar de volta para os dias em que o serviço de Internet era lento ou simplesmente não existia, a menos que façamos algo antes do dia 1º de fevereiro para impedí-los.


A Oi quer maximizar os seus lucros e nos privar de uma Internet decente, mas podemos impedi-los. A ANATEL abriu o pedido da Oi ao público, o que nos dá a chance de manter as novas regras e mostrar a ANATEL que eles têm um enorme apoio do público.

Nós, brasileiros, já dissemos um grande "sim" para os padrões de qualidade anteriormente, mas precisamos fazer isso mais uma vez para proteger nossa vitória. Temos uma semana para inundar a ANATEL com milhares de mensagens pedindo ao conselho de diretores que se posicionem contra a atitude da Oi e protejam o serviço de Internet de qualidade para todos os brasileiros.

Por muitos anos não havia padrões mínimos de qualidade no Brasil. Quando a ANATEL realizou a votação sobre o assunto, enviamos mais de 60.000 mensagens e conquistamos o direito dos padrões de qualidade para todos nós brasileiros! Agora, a indústria das telecoms está contra-atacando e quer cancelar as novas regras. A Oi diz que é impossível atingir esses novos padrões, mas especialistas no assunto já provaram o contrário. Não há motivo para nos afastarmos desses padrões outra vez!

A ANATEL precisa de nossa ajuda. Eles abriram o pedido da Oi, pois sabem que nós queremos que eles mantenham essa posição firme, mas eles precisam receber uma avalanche de mensagens para justificar sua posição contra a atitude da Oi.

Nossos direitos enquanto usuários de Internet estão em constante perigo, mas juntos podemos superar até as maiores ameaças. No ano passado, nosso poder popular impediu um ataque sobre os ditos "crimes digitais" no Congresso, abrindo caminho para um novo e impressionante Marco Civil da Internet. E, na semana passada, o mundo se uniu para impedir leis de censura da Internet nos EUA. Agora vamos nos unir mais uma vez e criar um clamor nacional para melhorar a qualidade de nosso acesso à rede e promover Internet para todos. Envie uma mensagem para a ANATEL agora:



Mais informações:

Oi quer anulação de regras sobre a qualidade dos serviços (Terra Brasil)

Oi quer anular metas de qualidade da banda larga e Anatel pede opinião da sociedade (Teletime)

Saiba mais sobre a Campanha Banda Larga para pressionar a Anatel e garantir qualidade de Internet para todos

Fatos sobre as empresas de Internet e telefonia no Brasil (Teleco):

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um crime passional ou uma estupidez humana?

Por Marco Aurelio Gonzaga Santos


Noticiamos em primeira mão o homicídio de uma jovem de 24 anos, Maria Antonia Bastos Silva, conhecida por “Mel”, que morava numa pousada denominada de Planalto na cidade de Presidente Dutra, de propriedade de Adalto, uma das testemunhas chaves, do caso.


Franklin, assassino confesso de "Mel"
O principal suspeito do crime tem 37 anos, chama-se Francisco Carlos Gomes de Oliveira, é conhecido como “Franklin”, mora em Dom Pedro onde trabalha para uma empresa que presta serviço à CEMAR e é casado com a professora municipal Irenilde Cruz de Oliveira Silva, com quem tem dois filhos menores.


O trágico acontecimento teria dado inicio, quando Franklin foi transferido para São Domingos do Maranhão, a cerca de quatro anos, onde teria conhecido Maria Antonia.

Tiveram um caso amoroso do qual adveio um filho, hoje com aproximadamente 4 anos de idade. Trata-se de um menino ao qual Franklin vinha dando assistência material e moral segundo os fatos apurados.

Com o nascimento do filho, o relacionamento extraconjugal entre Franklin e “Mel”, como a vítima também era conhecida, revelou-se aos olhos da esposa de Franklin, Iranildes, familiares do casal e de parte da sociedade dompedrense, ávida por um fato bombástico da vida privada, um “babado”, como se costuma dizer na cidade.

Em decorrência do caso Franklin e Irenilde chegaram a separar-se, contudo, não sabe se Franklin chegou a morar com Mel como homem e mulher. Com o passar do tempo, as coisas se arrumaram entre o casal Franklin e Irenilde, tendo o filho de Franklin – com Mel ficado um tempo inclusive, sob a guarda do pai e de sua esposa.

Nessas idas e vindas de um relacionamento amoroso intenso e marcado por conflitos e muita paixão, Mel teria segundo informações obtidas do irmão de Franklin, Antonio Carlos Gomes de Oliveira, ameaçado de morte Irenilde, inclusive na semana do crime Mel teria feito ameaças para Franklin, do tipo Franklin: é ela ou eu, vou matar tua mulher”.

Tudo parecia apaziguado. Franklin e a esposa tinham se acertado, ele, segundo consta, cuidava bem dos filhos, pai dedicado, etc., uma pessoa normal para os padrões sociais da Terra do Imperador Dom Pedro I.

No dia 27 de janeiro do ano em curso, dia do crime, Franklin encontrou-se com Mel em Presidente Dutra, (uma das cidades mais importantes do Maranhão Central) pela última vez. Franklin segundo informações ia com freqüência ver o filho menor que agora já se encontrava sob a guarda da mãe, Mel, a qual pelo que consta tinha conflitos com pai do filho por não cuidar bem da criança.

Em seguida, vieram de moto para Dom Pedro e ao chegarem nas proximidades do Motel Taj Mahal –,Franklin teria entrado numa estrada vicinal enforcado Mel e, em seguida, com gasolina retirada da moto queimado ela.

Há também a versão de que Franklin não teria por deliberação matar a amante, pois apesar de tudo encontrava-se muito ligado a ela e não portava nenhuma arma. Este fato tem relevância jurídica, pois no campo do direito penal e do processo penal a literatura e a prática aludem aos chamados atos preparatórios do crime que, no caso, não se apresentam de forma muito evidente.

Teriam entrado na estrada para um encontro amoroso “no mato” e lá as coisas desandaram, ele não se conteve e a teria enforcado e depois, ateou fogo na jovem Maria Antonia Bastos Silva, que tinha o sugestivo apelido de “Mel”.

Diz-se que foi encontrado esperma no cadáver da moça e que será submetida a exame de DNA do suspeito, que se encontra em lugar incerto e não sabido. A família disse-nos que Franklin pensa em se entregar e conseqüentemente, responder ao processo judicial.

Como ocorre com freqüência em matéria de crimes passionais: o criminoso é uma pessoa comum, tem família, filhos, trabalha, mas se perde completamente diante de uma paixão arrebatadora e da estupidez humana, normalmente quando é rejeitado pela parceira.

Pelo andar das informações, Franklin, o principal suspeito de ter praticado o crime, é um cidadão comum, tem trabalho fixo, nunca teve antecedentes criminais, é pai de família responsável, de boa família, dedicado aos filhos, inclusive ao que teve com Mel, mas aos 37 anos destruiu a vida de sua amante, a sua própria, deixou em destroços a vida de sua família e da família da jovem de 24 anos que foi morta e queimada com gasolina.

Mais um crime passional ou um crime hediondo praticado contra mulher? Isso só a investigação policial e depois o processo penal podem responder.
Uma coisa é certa, a violência contra mulheres em Dom Pedro é recorrente e nada se faz para mudar essa mentalidade atrasada quase africana e que contrasta com os passos firmes das mulheres na sociedade brasileira, que hoje conta até com uma Presidenta da República, sem falar que temos em Dom Pedro uma mulher no comando do município.

Assassinatos de mulheres em Dom Pedro pelos maridos, amantes, pretendentes são fatos infelizmente banais corriqueiros.

Nas estatísticas de crimes passionais as mulheres têm perdido feio. Só se tem notícia do caso de Antonia de Freitas Bezerra, que em 25 de novembro de 2007, matou o amante a golpes de faca, no que ficou conhecido como “O Crime da Mata Velha”.

Fiz a defesa de Antonia como advogado e, depois fiquei sabendo que ela teria matado outro homem, mas isso é outra história. O fato é que se mata mulher em Dom Pedro como se mata cachorro na BR – 135. Essa tragédia social precisa mudar e as mulheres precisam ter consciência disso, pois todo dia meninas, jovens, adolescentes, adultas, são agredidas pelos namorados, maridos, amantes, vilipendiadas, desrespeitadas, subjugadas, trocadas feito mercadoria sem nota.

A questão de gênero em Dom Pedro ainda precisa ser encarada pelo poder público municipal como a questão a ser equacionada em termos de direitos humanos.

* Marco Aurélio Gonzaga Santos é Advogado