quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Filho de "Valtinho da Transboi" comenta post:

Em que deu as investigações sobre a morte de Ita Alves e outros casos prometidos pelo secretário Cutrim que seriam finalmente apurados?

"É muito bom saber que pessoas como o senhor lembrem-se de cobrar por promessas feitas e não cumpridas. Sou filho do Valtinho da Transboi, assassinado em 27 de abril de 2006, a mando da pessoa que todos sabem quem é, porém, que por questões políticas, continua impune e acobertado pelas mãos do poder.

Estive em São Luis pessoalmente para conversar com o Secretário de Segurança Raimundo Cutrim, que por motivos obvios me tratou muito bem e se comprometeu a elucidar o crime, até mesmo porque ele e meu pai eram muito amigos. Mantivemos contato telefônico eu e o secretário por diversas vezes até a "pseudo" conslusão do inquérito policial, porém a partir daí, não sei se já de posse de provas irrefutáveis da autoria do crime ou do covarde mandante, não mais consegui falar com o Sr. Secretário de Segurança. Portanto estou como todos os cidadãos imperatrizenses.... Extremamente indignado com mais promessas feitas e não cumpridas, somente vendo as intenções e ações sórdidas da política entricheirando-se por seus obscuros caminhos para encobrir interesses ainda mais cinzentos.... Obrigado pela lembrança. (Alexsander Ogawa da Silva Ribeiro )

Em tempo: O post (de 1º de Dezembro de 2009) "Em que deu as investigações sobre a morte de Ita Alves e outros casos prometidos pelo secretário Cutrim que seriam finalmente apurados?" alvo do comentário de Alexsander continua neste blog, se o leitor quiser rever, basta ao final da página buscar em postagens mais aintigas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

José Sarney quer me ver preso, diz Aderson Lago


O ex-deputado estadual Aderson Lago (PSDB) divulgou, na tarde desta quinta-feira (14), nota a imprensa prestando esclarecimentos sobre matéria veiculada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão dando conta do envolvimento do seu nome num suposto esquema de desvio de recursos públicos em 2005 na Secretaria Estadual de Saúde (SES), informa o blog do jornalista John Cutrim:

A Suzano no Maranhão


Os impactos ambientais e socioeconômicos da construção de uma fábrica de celulose


A construção da unidade de produção de celulose do Grupo Suzano, na região sul do Maranhão, deve ser iniciada em 2011, com previsão de entrar em operação em 2013. A confirmação foi feita pelo executivo do grupo Luiz Antônio Cornacchioni, em meados do mês de outubro, ao secretário estadual de Indústria e Comércio, Maurício Macedo, durante reunião realizada na sede daquela secretaria.

Logo em seguida o governo Roseana tem feito dessa confirmação um verdadeiro libelo na chamada propaganda institucional, apontando para os maranhenses com um futuro de emprego e conseqüente riqueza com a instalação desse e de outros grandes empreendimentos no estado.

Embalados pela esperança de milhares de empregos, os municípios de Porto Franco e Imperatriz disputam para ter em suas jurisdições a instalação da Fábrica, um projeto orçado em aproximadamente R$ 3 bilhões, com capacidade de produção da ordem de 1,3 milhão de toneladas por ano, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas/ano. Segundo a Suzano, só a obra vai gerar cerca de 11 mil empregos, entre diretos e indiretos, durante a fase de construção.

Uma das maiores produtoras de papel e celulose da América Latina, a Suzano Papel e Celulose já anunciou este ano investimentos da ordem de US$ 100 milhões na composição de base florestal para suprir as demandas das duas novas unidades industriais, sendo uma no Maranhão e outra no Piauí. A meta da empresa é plantar 220 mil árvores por dia.

Embevecidos pela propaganda desenvolvimentista da Suzano e do governo do Maranhão, os municípios que lutam pela instalação da fábrica em seu solo nem se dão conta do que poderá vir depois com crescentes impactos ambientais e socioeconômicos do referido empreendimento.

Atualmente, os países ricos, que são os grandes consumidores, já não produzem sua própria celulose. Nos últimos 15 anos começaram a definir-se zonas de consumo e outras que se perfilam como enormes produtoras de papel e pasta. Em sua busca de áreas com melhores condições climáticas e econômicas, a indústria se expandiu para a Ásia e América Latina. E as Américas Latina e do Sul tornaram-se espaços “prioritários”.


De acordo com o Movimento Mundial pelos Bosques Tropicais, esse consumo excessivo “gera graves impactos sobre a vida de milhões de pessoas”: o papel precisa de madeira, que provém de enormes monoculturas, instaladas em terra fértil e barata com mão-de-obra menos custosa, subsídios e apoios estatais e um escasso controle ambiental.

O resultado é o mesmo para cada país. “Latifundização e estrangeirização da terra, concentração do poder, expulsão da população rural que acabam migrando para a s cidades com as conseqüências que todos já conhecem, perda neta de empregos locais, esgotamento de solos e recursos hídricos, perda de biodiversidade”. E o problema “se agrava ainda mais com a instalação de fábricas de celulose para exportação nas imediações das áreas plantadas, com os conseqüentes impactos socioambientais”.

“A Botnia no Uruguai, a Celco no Chile e a Aracruz no Brasil não são mais do que a ponta do iceberg. Deve-se também prestar atenção no que for feito sobre o rio Paraná, onde o abundante volume ‘dilui’ ardilosamente a poluição. Uma vez instaladas as megaindústrias de celulose, inevitavelmente criar-se-á um pólo de indústrias sujas na região, expulsar-se-ão as indústrias e serviços amigáveis com o meio ambiente e as que precisam de água e solos de alta qualidade, gerando uma onda de migração e desemprego”, asseverou Jorge Cappato, diretor geral da Fundação Proteger e coordenador nacional do Comitê Argentino da União Mundial para a natureza (UICN).

Segundo o especialista de Proteger, com a desculpa de que “o rio já está contaminado”, e com a luz verde de controles políticos débeis, “as indústrias sujas – e de produção em massa e barata, porque comparativamente geram pouco emprego e porque pouco lhes importa o ambiente–, virão como moscas ao mel. Entraremos num espiral com mais contaminação, mais pobreza e menos qualidade de vida. Esta é a encruzilhada e o ponto de inflexão em que nos encontramos no Cone Sul, precisamente neste momento”.

Segundo o trabalho, a demanda mundial de pasta de celulose alvejada no mercado crescerá de 45 milhões de toneladas em 2005 a 74 milhões de toneladas em 2020. Esse incremento de 29 milhões de toneladas implicará uma ampliação do mercado em 1,9 milhões anual, até 2020, equivalente a duas usinas por ano como as do maranhão e Piauí até 2020.

Esse consumo excessivo, acrescenta, gera graves impactos sobre a vida de milhões de pessoas no sul. “Esse papel e papelão é produzido a partir de celulose, em cuja elaboração se requer madeira, que crescentemente prove de enormes monoculturas de árvores, em particular eucaliptos, pinheiros e acácias”.

Essas monoculturas se instalam em regiões que reúnem várias condições: rápido crescimento das árvores, acesso a amplas áreas de terra fértil e barata, mão-de-obra barata, disponibilidade de subsídios e apoios estatais, escasso controle ambiental.

“Apesar das promessas de “desenvolvimento” que acompanham as plantações, os impactos se agravam à medida que se incrementa a área plantada, como é facilmente percebido em países com milhões de hectares de plantações como a África do Sul, o Brasil, o Chile e a Indonésia”.

A Aracruz e a Veracel no Brasil, a Arauco no Chile e na Argentina, Sappi e Mondi na África do Sul e na Suazilândia, a Advance Agro na Tailândia, a Ásia Pulp and Paper na Indonésia são exemplos conhecidos dos graves impactos desta indústria”.


E tudo para quê? “Para que a indústria do papel possa dispor de celulose abundante e barata para continuar ampliando seus mercados e aumentando seus lucros, mediante a permanente invenção de novas ‘necessidades’”, responde o World Rainforest Movement.

O que Fazer

Em seu trabalho apresentado em agosto do ano passado, a organização se refere à escalada da produção de celulose na América Latina e à possibilidade que as empresas e os governos têm de transformar essa indústria contaminante em outra limpa, ao fixar critérios ambientais que se sustentem no tempo e promover a reciclagem nos países do norte, que são os maiores consumidores.

Durante as próximas décadas haverá uma importante pressão para ampliar as zonas de plantações e a instalação de fábricas de pasta de celulose em grande escala.

O documento propõe, como alternativa para um desenvolvimento sustentável da indústria numa região na qual avançam os investimentos estrangeiros, um Plano de Produção Limpa, com um conjunto de critérios para que os países incluam limites à escala produtiva, certificação para as plantações florestais e sistemas de produção livre de cloro e poluente.

O relatório do Greenpeace segue a linha do documento europeu “Uma visão comum para transformar a indústria européia do papel”, acordado na reunião do Movimento Florestal Europeu (FME,) em 2 de outubro de 2005.

O documento, assinado por 48 organizações, estabelece: “queremos ver uma Europa que reduza radicalmente seu consumo de papel, que este seja fabricado por uma indústria que dependa menos da fibra virgem de árvores, maximize o uso dos materiais reciclados, respeite os direitos territoriais da população local, ofereça emprego e tenha impactos sociais que sejam benéficos, sem conflitos e que sejam justos”.

“Queremos que todo o papel da Europa seja fabricado com fibras de fontes responsáveis e sustentáveis, utilizando energia completamente renovável, com água também limpa antes e depois da produção do papel e que não produza nenhum refugo nem emissão”, acrescenta o texto.

É preciso reduzir o Consumo de Papel

“Existe um consumo desmedido de papel. Os exemplos abundam. Há uma quantidade impressionante de artigos descartáveis de papel e papelão como copos, pratos, bandejas, guardanapos e até toalhas de mesa que estão substituindo –em nível massivo– seus similares permanentes”.

Observa-se essa realidade, por exemplo, quando uma pessoa adquire um par de sapatos. Este vem envolvido em papel, dentro de uma caixa de papelão e é entregue ao comprador numa bolsa de papel. Ou na publicidade por correspondência não solicitada que cada manhã invade as casas “Definitivamente, toda pessoa é forçada a consumir uma dose diária de papel e papelão que nunca pediu nem quis consumir”.

“O tema ultrapassa então a responsabilidade do consumidor individual e se encaixa no plano mais amplo da sociedade de consumo. Portanto, não se resolve simplesmente culpabilizando o indivíduo, senão que se trata de um tema que deve ser resolvido no plano da sociedade em seu conjunto”.

Nesse plano, “as sociedades do Norte devem compreender que seu estilo de vida-no qual o consumo ocupa um lugar exagerado - está afetando as possibilidades de sobrevivência de pessoas com seus mesmos direitos, em outras partes do mundo. Ao mesmo tempo, devem entender que esse consumo desmedido está levando o planeta ao desastre ambiental, o que já se torna evidente na mudança climática, no esgotamento e contaminação da água e na perda da biodiversidade, entre outros”.

Quanto a nós, pobres do Maranhão, ávidos por emprego e renda, devemos colocar as barbas de molho e não nos deixarmos levar assim tão lânguidos pelo “canto da sereia”.

Diz o adágio que “quando a esmola é grande o cego desconfia”. Devemos desde já questionar tantas “facilidades”, colocar na pauta a discussão dos impactos e o que deve ser feito para evitá-los ou reduzi-los. A Folha da Chapada das Mesas abre o debate.
(Matéria deste jornalista originalmente publicada no quinzenário Folha da Chapada das Mesas).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Polícia não consegue desvendar atentado contra a casa de Juíza




A polícia civil de Imperatriz ainda não conseguiu desvendar o mistério que envolve o atentado à casa da Juíza aposentada Maria das Graças Carvalho de Sousa, fato ocorrido na madrugada do dia 7 de dezembro último, quando dois desconhecidos desferiram quatro tiros contra o portão, a parede da casa e o carro da magistrada, que estava na garagem da residência.

Maria das Graças disse que tinha ido dormir por volta das 2h da manhã e quando estava em pleno sono foi surpreendida com vários disparos de arma de fogo contra o portão de sua casa. Ela contou que viveu momentos de tensão e medo em função dos disparos e o barulho que de tão violentos pareciam uma "guerra".

Antes de deixar a magistratura, Maria das Graças foi juíza da 4ª Vara Criminal, Corregedora de Presídios e Secretaria de área penitenciária do ex-governo Jackson Lago, com atuação destacada na área de defesa dos Direitos Humanos e cidadania.

Descaso da classe

Mesmo estando aposentada, Maria das Graças, conta com algumas prerrogativas do ex-cargo, mas estranhamente não tem recebido nenhuma manifestação pública de defesa de sua classe. A Associação de Magistrados do Maranhão apenas publicou uma nota no site da entidade, sem até agora encetar nenhum esforço concreto no sentido de cobrar da polícia celeridade no inquérito para saber quem foram os atiradores e possíveis mandantes do ato sinistro.

O delegado Jefrey de Paula Furtado (1ª DP) foi à casa da juíza logo na manhã de segunda-feira, ocasião em que confirmou que os tiros partiram de armas de grosso calibre e anunciou a instauração de inquérito para apurar o atentado, mas até agora foi só isso, não se tem notícia de nenhum fato novo que venha a esclarecer o assunto. Nossa reportagem esteve no primeiro DP, mas não conseguiu falar com o Delegado que se encontrava fora da cidade. (Matéria deste jornalista, originalmente publicada no quinzenário Folha da Chapada das Mesas).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nasce a Folha da Chapada das Mesas



Eis o Editorial:

Em suas mãos o primeiro número do jornal Folha da Chapada das Mesas, quinzenário jornalístico do nosso tempo, com reportagens, artigos, idéias...

Com esta publicação não pretendemos mais do que contribuir para algo que julgamos ser essencial: fomentar a utilização dos meios de comunicação como ferramenta de trabalho, de cidadania, promovendo, enquanto instrumentos de comunicação a serviço da inovação e da aprendizagem da vida cívica, ao mesmo tempo estimular uma reflexão crítica sobre a lógica específica dos diversos meios de comunicação social.

Como disse Juan Luis Cebrián, um dos jornalistas mais conhecidos do mundo de língua espanhola, “Conhecemos o fútil e perecedouro do nosso trabalho. Os jornais saem todos os dias, escrevem-se todos os dias, nascem e extinguem-se diariamente, são uma espécie de fogueira das vaidades, entre as quais não são menores as dos próprios jornalistas. Por isso convém desconfiar da sua pretensa influência e defender-se da sua arrogância evidente. O tempo arrasa-os com uma facilidade incrível. O tempo é mais forte do que os juízes, que a censura, que os leitores e que a verdade”.

Pensando assim, a cada edição nos esforçaremos para oferecer vários pontos de vista e cada matéria será produzida com o objetivo de tornar-se uma referencia duradoura sobre o assunto tratado. Nesse contexto nossa principal bandeira será a defesa do planeta, do meio ambiente e da cidadania.

A Folha da Chapada das Mesas pretende ultrapassar os limites da superficialidade, da informação frágil, do lugar comum sem no entanto, abrir mão de uma linguagem ágil e de uma veste gráfica cativante.

Somos um jornal independente e plural. Em nossas páginas só não haverá espaço para a verdade oficial empacotada, sem nenhum direito ao contraditório. Pelo contrário, apostamos na reportagem com ferramenta, que revela o que se deseja esconder ou desconhecer.

Aqui você encontrará debates e análises. Nas colunas, no roteiro de cada edição buscaremos oferecer o melhor material sobre idéias e comportamento, sobre a produção nas artes, na política e na economia.

As forças do mercado e da política empurraram a quase totalidade da mídia para uma postura homogênea, supérflua, sem graça. Reforçam uma forma de fazer jornalismo que se alimenta basicamente da bajulação, de declarações de autoridades e relatórios

institucionais. Um jornalismo pela rama, que frustra o leitor mais atento, desejoso de romper as barreiras da desinformação, que cria uma unanimidade falsa, um discurso repetido, um conforto preguiçoso.

A Folha da Chapada das Mesas nasce no sentido contrário desta corrente, para que um dia deixe de ser assim tão fundamental olhar para os jornais, “desconfiar da sua pretensa influência e defender-se da sua arrogância evidente”. E já que “o tempo é mais forte do que os juízes, que a censura, que os leitores e que a verdade”, também há-de chegar esse tempo.

Se você quiser ser incomodado por uma outra realidade, pela dúvida, pela revelação, leia este jornal. Porque assim será a Folha da Chapada das Mesas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PMDB, o retrato de um país atrasado

Diogo Salles


Dentre as suas inúmeras particularidades, o Brasil sempre me chamou a atenção para uma em especial: a de ser o eterno "país do futuro".

Não me entenda mal: sempre amei meu país, mas nunca compreendi bem se isso era só um nacionalismo capenga ou se era uma espécie de síndrome de vira-latas com o sinal invertido. Quantas gerações nasceram debaixo desse mantra? Nem sei dizer. Sei que todas elas cresceram e amadureceram com a percepção de uma realidade diferente.

E, ainda assim, a esperança continuava se renovando a cada filho nascido aqui.

Acontece que, nos últimos anos, esse sentimento vem ganhando força de uma outra forma: pela primeira vez, o mundo lança um olhar diferente (curioso, talvez) para o Brasil. Agora, sob o título de "país emergente", de siglas como "G20" e "BRIC" e de logomarcas como "Rio 2016"... somos vistos por outra perspectiva aos olhos estrangeiros.

Por outro lado, nossas últimas manchetes desconstroem toda essa imagem que o Brasil quer forjar no exterior:

- o presidente do Senado mandando seu amigo desembargador expedir um mandado de censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo,

- um helicóptero abatido a tiros por traficantes no Rio de Janeiro

- e uma aluna de minissaia sendo ameaçada de estupro por um batalhão de homo sapiens numa "universidade" em São Paulo.

- Isso sem falar que a mesma "universidade", quando resolveu expulsar alguém, expulsou a aluna...

Não adianta esconder: antes de ser qualquer coisa, o Brasil é o país da contradição, é um conjunto de oxímoros.

Se. de um lado, estamos conquistando nossa cidadania internacional (nas palavras do presidente); de outro, o nosso noticiário político-policialesco desmente tudo, desencavando fósseis de nossa mentalidade retrógrada, provinciana, quase medieval.

O mundo lá fora está querendo saber: "que país é o Brasil?". Talvez já tenha passado da hora de nos fazermos a mesma pergunta.

É inquestionável o fato de que o Brasil mostrou um amadurecimento institucional importante desde o impeachment de Fernando Collor em 1992. De lá para cá, adquirimos uma estabilidade que nunca havíamos experimentado ― principalmente no aspecto econômico. Como já escrevi aqui, por pior que sejam as crises econômicas, elas vêm e vão, e a roda continua girando. Nossa crise, como frisei, é sempre política. Outro dia, Lula, em uma de suas divagações à imprensa, comemorava o fato de o Brasil não ter "trogloditas de direita" na disputa presidencial. É uma constatação óbvia, mas o presidente fez questão de esquecer que os "trogloditas" ficaram todos empilhados entre seu partido e o PSDB, já que nunca tiveram grandes chances de chegar ao poder desde a queda da ditadura militar. E, de 1994 para cá, não vemos um candidato de direita com qualquer chance de chegar sequer ao segundo turno. Assim, PT e PSDB (ambos com origens na esquerda), se tornaram os partidos hegemônicos no Brasil. E, assim que chegaram ao poder, migraram para o centro, com o PT se transformando numa espécie de centro-esquerda (muito mal ajambrada, por sinal) e o PSDB num partido de centro, ou extremo centro (alguém falou "em cima do muro"?).

Hoje, a polarização entre os dois partidos é bastante clara no discurso, mas tal debate não se confirma na prática. O que ambos justificam como "pragmatismo", numa ampla "coalizão", é na verdade uma gosmenta geléia partidária, com aluguel de ideologias para todos os gostos.

- Se os tucanos se aliaram ao DEM (ex-PFL, ex-Arena...),

- os petistas se aliaram ao PP (dos mega-reaças Maluf e Severino Cavalcanti) e ao PR (ex-PL).

- No jogo bruto de "alianças espúrias" com os "trogloditas de direita", deu empate.

- No jogo retórico, ambos apontam o outro lado como "amigos dos banqueiros" ― mais um empate (bom para os bancos, que continuam lucrando, lucrando...).

- No jogo do "caixa dois" eleitoral e nos milionários contratos arranjados com as empreiteiras, adivinhe só, jogo empatado mais uma vez.

- Pois é, PT versus PSDB é mesmo um clássico eletrizante.

As militâncias que me desculpem, mas foram dois governos que se complementaram ― muito mais do que ambos os lados gostariam de admitir. Depois de 15 anos, para mim, ficou tudo muito claro:

- um lado privilegia reformas estruturais e puxa a sardinha para as "empresas parceiras", garantindo-lhes robustos contratos.

- O outro, puxa para as centrais sindicais, aninhando-a na burocracia estatal e investindo mais forte em programas sociais.

Gostem ou não, as diferenças entre os dois partidos é meramente cosmética.

O resumo da ópera bufa é que o poder se reveza entre a "turma dos amigos do PT" e a "turma dos amigos do PSDB".

Lula e FHC governaram o país por quatro mandatos. Só que, para isso, não abriram mão da "Realpolitik" ― que aqui ficou conhecida como "governabilidade".

Se os "troglôs" não dispõem mais de força política própria (que sorte a nossa!) e se conformaram em ser meros coadjuvantes...

Quem seria capaz de patrocinar essa governabilidade postiça do governo petistucano?

Eis que chegamos ao PMDB, o partido que explica nossa forma de fazer política como nenhum outro: vazio de projetos para o país, lotado de projetos pessoais.

O partido que antes brandia a bandeira da oposição à ditadura militar e agora não quer largar o osso. Quem ambiciona o poder, buscará inevitavelmente essa "aliança".

A razão é muito simples e estratégica: as bancadas do PMDB são sempre as maiores no Congresso e em Assembléias locais e, portanto, necessárias para se obter a tal "governabilidade". FH e Lula aprenderam isso na marra. Quando não há um candidato próprio, os peemedebistas posicionam suas diferentes facções ao lado dos candidatos mais fortes e apenas esperam despontar o vencedor. Assim, sem precisar fazer muito esforço, estarão no poder, qualquer que seja o resultado.

Do outro lado do balcão, ele estará sempre de braços abertos para fechar um ótimo negócio. O preço? Cargos, verbas, emendas, e o que mais houver na "agenda pragmática".

Esse é o modelo PMDB e, consequentemente, o modelo do Brasil: personalista, clientelista, fisiológico, atrasado.

Se o apoio não pode ser negociado, a saída é comprá-lo com uma teta estatal. Aqui, arrota-se meritocracia, mas se pratica o mais desavergonhado compadrio. No jogo da "brodagem", não há perdedores. Todos levam o seu. Se algo der errado, basta justificar que todos jogam o jogo, assim, não haverá condenações.

 - Quem questionar, será cooptado.

 - Quem recusar a cooptação, será intimidado.

- E quem não se intimidar ― se tiver sorte ― será apenas expurgado.

Assim, o PMDB tem sido o fiador da manutenção do status quo, há 15 anos, perpetuando um sistema de troca de favores que sempre contou com a rubrica presidencial.

Mesmo assim, as críticas eram tímidas, fragmentas. Só que, em 2009, dois fatos contribuíram para uma reviravolta nesse quadro. O primeiro foi a entrevista de Jarbas Vasconcelos à Veja. As comportas foram abertas (e as palavras sempre pesam mais quando vem de alguém de dentro do partido). O segundo foi a eleição de José Sarney para a presidência do Senado Federal ― que a revista britânica The Economist classificou como "vitória do semifeudalismo".

Mesmo já tendo 50 anos de semifeudalismo nas costas,

só agora Sarney ganhou os holofotes que merecia, se tornando o porta-retrato do nosso atraso, amarelado pelo tempo.

Atos secretos, loteamento de cargos, nepotismo, funcionários fantasmas, desvios de verbas da Petrobras para a sua "Fundação Sarney" e uma infinidade de escândalos... fizeram dele o grande personagem político do ano.

Quando Sérgio Buarque de Holanda descreveu, ainda em 1936, a figura do "homem cordial" em seu livro Raízes do Brasil, jamais poderia supor que fosse existir um ator tão apropriado para interpretá-lo...And the Oscar goes to : Sir Ney!

Mas o PMDB não é só o coronelismo de Sarney, não.

• É a impunidade de Jader Barbalho,

• é o caciquismo de Orestes Quércia,

• é a homofobia de Roberto Requião,

• é o puxasaquismo de Sergio Cabral Filho,

• é o cinismo de Renan Calheiros,

  ... a lista não tem fim.

E tanto PT quanto PSDB sabem que, sem o PMDB, o país fica ingovernável, mas não percebem que, com ele, fica tão ou mais ingovernável.

Infelizmente, os ventos não sinalizam que vá haver alguma mudança de direção em nossa "agenda pragmática". José Serra e Dilma Rousseff, os candidatos petistucanos mais bem posicionados nas pesquisas, já fecharam com o PMDB. Quer dizer, cada um fechou com o seu naco do partido.

Assim, ficou fácil predizer que, qualquer que seja o vencedor das eleições de 2010, lá estará o mamute peemedebista, retroalimentando uma base cheia de apetites por cargos, verbas e favores. E o Brasil ainda continuará imerso em seu pântano político, comprando (e vendendo) facilidades (e amigos).

Não sou tão catastrofista a ponto de dizer que a situação (e a oposição) só vai piorar com o tempo.

Só espero que, no futuro, haja um mínimo de espírito público na política (que hoje é zero).

Pena que, se isso ocorrer mesmo, nossa geração não estará mais aqui para ver.

Faço votos para que os futuros eleitores do Brasil encontrem uma maneira diferente de encarar a política:

• espero que troquem a atual obediência pela vigilância,

• espero que transformem o atual medo dos poderosos em cobrança por mais respeito com o dinheiro público.

Não somos nós que devemos temer os governantes. São eles que devem nos temer. Enquanto não formos capazes de compreender isso, não seremos "o país do futuro".

E, parafraseando Millôr, enquanto tivermos essa cara de PMDB, continuaremos condenados à esperança.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ponte da Liberdade, algumas verdades

A governadora Roseana Sarney entrega logo mais no final da tarde, a ponte que liga o Maranhão ao Tocantins, inicialmente denominada pelo governador Jackson Lago de "Ponte da Liberdade" e agora Ponte Dom Afonso felipe Gregory.

O Ato que pretende ser grandioso, com a presença de políticos de toda a região e do povo de Imperatriz, não pode, por mais que tente a filha do oligarca, empanar a verdade. Vamos por partes:

1 - Roseana  foi contra a construção da ponte. Agora a gente assiste a todo momento secretários e a própria governadora enaltecerem a importancia da ponte para a economia do Maranhão. Falam com tanta convição que até parece que foram eles que iniciaram a obra. Mas na época o grupo Sarney desdenhou da iniciativa de José Reinaldo e diziam para justificar que eram contra, que haviam "coisas mais nescessárias para se fazer em Imperatriz", apesar de não terem realizado essas obras mais nescessárias. Nas rodas mais íntimas Roaseana dizia em tom de chacota alfinetando o ex-amigo Reinaldo: "ele quer ligar o nada a lugar algum";

2 - A ponte foi entregue pelo Dr. Jackson com mais de 70% da obra pronta, faltando apenas os acessos, uma pequena ponte sobre o riacho Cacau e a  iluminação. Eles agora festejam a inauguração da ponte e dão a entender que a obra jamais seria concluída com acessos "tão bem feitos e uma iluminação que faria inveja aos monumentos de Paris" . Segundo o ex-governador José Reinaldo no seu projeto inicial e em seguida executado por Jackson Lago, os acessos seriam muito melhores, com uma rotatória de verdade e não aquilo que mais parece uma ciclovia. Claro que haveria iluminação.

3 -Demonstrando o seu rancor contra os contrários, Roseana muda agora o nome da ponte. Nada contra o bispo que teve sua passagem marcada em Imperatriz, mas não suplanta  o nome 'Liberdade'. Também tenho certeza que se fosse vivo Gregory declinaria de tal homengem, pois  não gostaria de ser usado numa peleja política. Erram também ai uma meia dúzia de pessoas da Igreja que cairam nessa esparrela. A coisa é tão demagógica e revanchista que para tentar agradar as duas maiores religiões em Imperatriz - católicos e evangélicos -, a "ciclovia" será chamada de "Avenida Pastor Luís de França". Dessa vez Roseana deixou de fora seus amigos macumbeiros, mas que tal, ainda em tempo, denominar "Pai Xangô" ou Mãe Jurema" a ponte sobre o riacho Cacau?

4 - Finalmente, volto a repetir o que já disse em outros artigos: não é com arrogancia que Roseana vai conseguir votos em Imperatriz. Com seu jeito rancoroso, midiático sempre tentando esconder a verdade, pode pintar de ouro os meios fios e calçar com madrepérolas as ruas de Imperatriz, que seu esforço será emvão.

Viva a liberdade!!!




domingo, 13 de dezembro de 2009

Deputado Domingos Dutra rejeita convite do presidente Lula

Só agora me chega essa, mas mesmo assim vou postar. O Deputado Domingos Dutra (PT-MA) enviou carta ao Presidente Lula, que visitará São Luís (MA) na próxima quinta-feira (10). O Deputado Dutra foi convidado pela comitiva presidencial para acompanhar o Presidente em sua estada, mas declinou o convite. Veja por que.

Brasília, 09 de dezembro de 2009

Companheiro Presidente Luis Inácio da Silva – Lula


Declino, com tristeza e pesar, o convite para integrar a comitiva presidencial que estará neste dia 10 em São Luís do Maranhão.
Assim como milhares de petistas, lutei e sonhei com o momento em que o teria entre nós como o Presidente do Brasil para anunciar boas novas que diminuirão a pobreza e a escravidão do nosso povo.

V. Exª é testemunha e deve se lembrar do sofrimento que passamos no processo de construção do PT e de sua própria liderança, quando enfrentamos os filhos da ditadura, os vampiros do nosso povo, os devoradores dos sonhos de nossa gente, representados pelo grupo político comandado pelo Senador José Sarney.

V. Ex ainda deve se lembrar dos atos públicos que fizemos na Praça Deodoro, denunciando as barbaridades da oligarquia; das caminhadas avermelhadas pela rua Grande, arrastando multidões gritando “Fora Sarney”; da emocionante subida da ladeira do Jacaré para verificar a olho nu o abandono do município de Alcântara; da Caravana da Cidadania que, saindo de Caxias, espalhou esperanças entre os quilombolas de Codó; as quebradeiras de coco de São José dos Mouras, em Lima Campos; perante as viúvas de lavradores vítimas do latifúndio, aliado e sustentado pelo grupo dominante; do ato público realizado na empoeirada cidade de Buriticupu; do espanto nas usinas de ferro gusa de Açailândia, causado pela queima desmedida e sem controle de madeira nativa; e do grandioso encerramento da caravana em Imperatriz, com discursos radicais de condenação à pobreza do povo maranhense.

V. Exª deve se recordar da última vez que esteve em São Luís, há exatos 11 anos, para participar, em 1998, do comício em apoio à minha candidatura a Governador do Maranhão quando, embora sem qualquer estrutura, me submeti ao delicioso sacrifício de apoio à sua candidatura a Presidente da República enfrentando o rolo compressor da campanha de Fernando Henrique Cardoso, que foi apoiado por dois mandatos pela mesma turma que hoje lambe os seus pés para se aproveitar de seu governo e de sua popularidade.

Não posso esconder a decepção de não poder compartilhar deste momento em que V. Exª retorna à minha terra, agora como Presidente da República que ajudamos a eleger e que realiza um governo exitoso.

Estou triste, porém a minha consciência não me permite estar no mesmo palanque de um grupo político que há mais de quarenta anos explora, maltrata e debocha do nosso povo.

Não posso confundir a minha imagem com a sombra dessa gente que cassa um governador eleito; cassa um juiz que atendeu aos reclamos da população carente; cassa um prefeito do PT e que implanta o terror no Estado.

Não posso confundir a minha identidade com um grupo cujo líder é objeto de escárnio da cidadania brasileira pelas revelações recentes de uma ínfima parte dos crimes praticadas contra o erário público.

Não posso me curvar ao oportunismo de aproveitar a sua popularidade e a multidão que lhe aguarda, para trocar beijinhos e apertos de mãos com uma governadora de quatro votos, que de forma covarde e indevida se intrometeu na eleição interna do PT pressionando, coagindo e ameaçando nossos prefeitos e lideranças petistas e de partidos aliados.

Posso imaginar o sofrimento de V. Exª diante das pressões espúrias e das chantagens rotineiras por cargos, verbas e outras rações que alimentam verdadeiras quadrilhas organizadas e tenho certeza de que V. Exª não esqueceu o desrespeito do Senador José Sarney durante a eleição para Presidência do Senado; a humilhação imposta pelo Senador Sarney à Senadora Ideli Salvatti (PT-SC), derrotada na Comissão de Infra Estrutura para ressuscitar Collor de Melo; na manobra do Senador José Sarney que ficou em casa para facilitar que o Senador Marconi Perillo (PSDB-GO) instalasse a CPI da Petrobrás para usá-la como arma contra o governo; o presente que o Senador Jose Sarney deu à Senadora Kátia Abreu (Demo), inimiga do governo, para relatar a Medida Provisória n. 458 que regularizou mais de 60 milhões de terras na Amazônia.

Tenho consciência de suas enormes responsabilidades ao governar um país complexo e ainda dominado por tanto picaretas, muitos deles arranchados nas estruturas de poder e, em especial, no Congresso Nacional.

Sei que tens que engolir sapo para poder governar. Compreendo que V. Exª, por dever de oficio, tem de manter relações e até amizades com os inimigos de ontem, os aproveitadores de hoje e adversários de amanhã, em prejuízo de seus companheiros de ontem, de hoje e de sempre.

Porém a vida não pára. O mundo muitas voltas dá.

Amanhã será outro dia, e com certeza nos encontremos no Maranhão ou em outros cantos do Brasil, em companhia de gente menos catingosa.

Boa sorte em seu esperado retorno a São Luís.

Justiça se faz na luta.

DEP. FED. DOMINGOS DUTRA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Prefeitura de Imperatriz licita obras para 2010


A Prefeitura de Imperatriz vai iniciar 2010 com as seguintes obras licitadas: a revitalização das avenidas Getúlio Vargas e Dorgival Pinheiro de Sousa; ginásio de esportes para o Parque Alvorada e Vilinha; Unidade de Pronto Atendimento (UPA); cinco novos postos de saúde (em processo de licitação); reforma de 26 prédios escolares e a construção de duas novas escolas de tempo integral: a Machado de Assis (Vila Nova) e a Pastor Jairo Saldanha (Santa Inês). A informação é do secretário de Infraestrutura, Roberto Alencar.

Alencar informou também que na próxima semana a prefeitura reiniciará o serviço de pavimentação de quatro quilômetros de asfalto na região do grande Bacuri, beneficiando centenas de moradores das Ruas 1, 2, 3, 4, 7, Ernesto Geisel, Castelo Branco e a Cel. Manoel Bandeira. “Já foram concluídos os serviços de meio-fios e sarjetas. E vamos colocar uma camada asfaltica excelente, melhorando o aspecto urbanístico, a valorização dos imóveis e a qualidade de vida dos moradores do Bacuri”, disse.
É o governo do prefeito Madeira, fechando seu primeiro ano coroado de êxito, na perspectiva de muito mais trabalho para os próximos 3 anos, fazendo jus á sua proposta de mudar Imperatriz.

A Confecom e a soberania informativo-cultural

Será aceitável do ponto de vista da soberania-informativa um país como o Brasil possuir salas de cinema em apenas 8 por cento dos seus municípios? É tolerável um país com inequívoco potencial para posições de liderança no cenário internacional registrar taxas tão indigentes de leitura de livros, jornais e revistas, inferior à registrada na Bolívia, sendo tão pobre também no número de bibliotecas e livrarias? A Confecom é a oportunidade para tomar consciência de nossas vulnerabilidades, dimensionar com realismo nossa imensa dívida e iniciar a construção de um um modelo democrático, brasileiro e soberano de informação. O artigo é de Beto Almeida.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Povos Indígenas vão à Europa contra a destruição da natureza



Delegação Indígena do Brasil viaja à Europa para divulgar a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, coordenada pela APIB, uma organização criada para defender os Direitos Indígenas, a partir da articulação e união entre os povos e organizações indígenas das distintas regiões do Brasil.

A delegação é composta por 3 representantes, Sônia Guajajara- Vice coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, Romancil Cretan Kaingang – Coordenador Geral da Articulação dos Povos Indígenas do Sul – Arpin Sul e Mauro Terena Representante da Comissão permanente em Brasília da Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal – ARPINPAN.

Ao longo de oito dias pela Holanda e Alemanha, reuniram-se com representantes de Organizações Não Governamentais, Parlamentares, estudantes, pesquisadores e imprensa de Haia, Amsterdan e Berlim para reuniões, encontros, debates e posicionamentos do Movimento Indígena Brasileiro sobre os mais variados temas, como, Mudanças climáticas, REDD, Construção de Hidrelétricas, Monoculturas e Programa de Aceleração do Crescimento- PAC do Governo Federal.

Foram apresentas as idéias construídas no movimento indígena no entendimento que a política do estado brasileiro segue um viés desenvolvimentista econômico em detrimento das recomendações e demandas socioambientais atestadas pela comunidade científica .

“Somos favoráveis ao desenvolvimento do país mas não concordamos com a forma impositiva como está sendo implantado todos esses grandes projetos, como a Hidrelétrica de Belo Monte que afeta diretamente toda a biodiversidade e os povos tradicionais do santuário do RIO XINGU. O governo não respeita as leis conforme preconiza a Constituição Federal e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho- OIT, que garante aos povos indígenas o Direito à consulta livre, prévia e informada”, firmou Sônia Guajajara para uma entrevista de rádio em Berlim.

Durante as reuniões surgiram vários questionamentos para os indígenas em relação aos critérios para a produção sustentável de soja.” Cretan Kaingang afirmou que desconhece qualquer critério ou parâmetro neste sentido. "O que temos sentido concretamente são os impactos negativos causados pela expansão da soja em especial na Região Sul e Sudoeste do país, provocadas pela utilização irresponsável dos agrotóxicos que causam poluição das águas e transmissão de doenças de pele, dentre tantos outros problemas", disse Cretan.

Para complementar, Mauro Terena, reafirma que hoje os Guaranis Kaiowá , vivem marginalizados à beira das estradas do Mato Grosso do Sul, ameaçados pelos fazendeiros e donos do agronegócio. Tudo isso causado pela política do governo que favorece a expansão das monoculturas.

Como resultado das reuniões , os representantes indígenas avaliam que a imagem da APIB foi consolidada perante as organizações com as quais mantiveram contatos abrindo-se assim novas possibilidades de apoios e parcerias, tanto para a execução das ações da APIB como para as organizações que a compõem: COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE E ARPINPAN.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Juíza Samira Heluy recebe condecoração por sua atuação em favor dos Direitos Humanos


A Juíza da 5ª Vara Criminal de Imperatriz, Samira Barros Heluy, será a personalidade do ano agraciada com a Medalha 18 de janeiro, em reconhecimento ao trabalho da magistrada desenvolvido junto aos detentos e detentas da CCPJ de Imperatriz, através do projeto Cidadania Também se Aprende na Prisão.

A cerimônia de entrega da Medalha 18 de Janeiro acontecerá nesta quinta-feira, 10 de Dezembro - dia internacional dos Direitos Humanos, quando se comemora 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos -, as 19:00 horas, no Sindicato dos professores de Imperatriz (Steei), na rua 13 de maio, entre as ruas Cel. Manoel Bandeira e 15 de Novembro.

A honraria, instituída desde o ano 2003 pelo Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo, entidade não governamental, sediada no município de Imperatriz, tem como finalidade o reconhecimento a trabalhos ou pessoas que se destacaram no exercício de sua função ou de sua militância na defesa dos Direitos Humanos.

“Este ano temos a honra de indicar o trabalho desenvolvido pela Dra. Samira porque consideramos que a presença da magistrada na execução penal desta comarca e em especial na execução do referido projeto, viabilizou aos apenados o acesso a informações imprescindíveis dos seus processos, promovendo entre os mesmos a conscientização real de sua condição de apenado, fortalecendo sua auto-estima na condição de ser humano em débito com a sociedade e de cidadãos com direitos e deveres garantidos na Lei de Execução Penal”, justificou a Coordenadora do Centro Pe. Josimo, Conceição Amorim.

Desde sua instituição a Medalha 18 de janeiro, já foi entregue as seguintes personalidades: Irmã Neves (2003 , Juíza Graça Carvalho (2004), a militante Carmem do Centro de Direitos Humanos de Açailandia (2005), Graça Cortez(2006), Conceição Formiga(2007) , Professor Geraldo (2008) e agora a Juíza Samira Barros Heluy.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Chiquinho escroque"


O ex-suplente de senador Francisco Escórcio passou por Imperatriz no último sábado fazendo parte do séquito do ministro Edson Lobão. Inimigo declarado do prefeito Sebastião Madeira, Chiquinho ouviu poucas e boas na Banca do Chico (Praça de Fátima), ao se deparar com o popular "Pinheirinho da Aged", que não poupou adjetivos ao araponga de Sarney. Escórcio andou se referindo ao prefeito de Imperatriz de maneira desrespeitosa, afirmando que "essa madeira vai dar cupim".

Oras antes, ao passar pelo Bar do Olimpio, Chiquinho fez o mesmo deboche ao cumprimentar este jornalista. Eu não entrei nas provocações de Chiquinho, mas com Pinheirinho da Aged a reação foi diferente, só não foi chamado de santo. "Cai fora Chiquinho escroque!", esbravejou Pinheirinho.

Chega a ser curioso, o ódio que Chiquinho demonstra quando alguém fala o nome do prefeito de Imperatriz, ódio que no momento não se explica, quando a própria governadora Roseana tem tido um bom relacionamneto com Madeira, ao ponto de propor-lhe uma parceria na realização do Reveillon da cidade.

Seu comportamento não é só com Madeira, dizem que basta ser adversário do seu chefe, ele já passa ter raiva. Notório “pau-mandado” do senador José Sarney, Escórcio teria sido o araponga que conseguiu gravar todos aqueles vídeos que incriminaram Jackson Lago no processo que levou a perda de mandato do pedetista junto ao TSE. Saibam mais sobre Chquinho Escórcio: