domingo, 18 de dezembro de 2011

OAB/MA pede investigação das denúncias contra parlamentares suspeitos de corrupção


A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, emitiu, nessa sexta-feira (16/12), Nota Oficial cobrando providências urgentes da Assembleia Legislativa do Estado e do Ministério Público com relação às denúncias de que alguns parlamentares teriam recebido dinheiro de empreiteiros para alterar a lei que proíbe a derrubada de babaçuais em todo o Estado.

A OAB/MA considera que “a sociedade maranhense não pode conviver com a suspeição quanto à retidão da conduta do Poder Legislativo”. Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA OFICIAL
A SECCIONAL DO MARANHÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, em atenção às denúncias apresentadas de corrupção ativa e passiva com vistas a alteração da legislação que permitiu, a partir de maio de 2011, a derrubada de babaçuais em áreas urbanas, em face do déficit de moradias no Estado, vem a público cobrar providências urgentes da Assembleia Legislativa e do Ministério Público Estaduais, para que realizem as investigações necessárias à elucidação das denúncias de forma a mover as ações competentes visando a punição dos eventuais responsáveis após ampla investigação.
A sociedade maranhense não pode conviver com a suspeição quanto à retidão da conduta do Poder Legislativo, razão pela qual, além das investigações conduzidas por sua Corregedoria, deve o Ministério Público apurar os fatos, a fim de devolver a confiança aos cidadãos quanto ao funcionamento e lisura das instituições.

São Luís, 16 de dezembro de 2011
VALÉRIA LAUANDE CARVALHO COSTA
Presidente em exercício da OAB/MA

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Associação de Cabos e Soldados denuncia comandante da PM-MA

Comandante Geral da PM estaria descumprindo acordo firmado pela Governadora Roseana Sarney que culminou com o fim recente  greve dos militares

Cel. Franklin Pacheco
Nesta manhã de quinta-feira, 15 de dezembro de 2011, o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Região Tocantina, cabo PM, Deusivan Silva Sousa, formaliza, em São Luis, denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, noticiando que o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, Cel. Franklin Pacheco Silva, está descumprindo o acordo firmado pela Governadora Roseana Sarney e as entidades representativas de policiais e bombeiros militares do Maranhão.
 
O documento, endereçado a entidade mediadora do conflito, revela que “paradoxalmente ao combinado, o comandante geral da Polícia Militar do Estado do Maranhão, que, com a devida vênia, pouco ou quase nada fez para solucionar o gigantesco e complexo conflito, esse mediado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, iniciou, pasmem, a chamada “caça as bruxas”, instaurando Inquérito Policial Militar (ex vi Portaria IPM 042/2011/DP3) e Sindicância (ex vi Portaria 007/2011-P/1 3º BPM) em face de policiais e bombeiros militares baseados na brava Região Tocantina, o fazendo com o claro e indisfarçável fito: punir e retaliar.

 Nota do Blog:
O texto acima nos foi enviado pela assessoria jurídica da Associação de Cabos e Soldados, acompanhado do documento à OAB, o stítulo é meu e o sub-título foi tb alterado em parte por mim. O documento em anexo está PDF e por ser muito extenso não foi possível disponibilizar aqui para os nossos leitores.

PDT do Maranhão, ainda não há nada definido em relação à nova Comissão Provisória

Julião Amim
Apesar de a semana inteira ter sido divulgado que o novo presidente da Comissão Provisória estadual  do PDT seria o ex-deputado federal Julião Amim, ainda não está definido isso pela executiva nacional. 

Lideranças do partido de todo o estado não aceitam a saida de Igor Lago da presidencia, no que entendem ser um verdadeiro golpe de um setor minoritário do partido que ambiciona dirigir o partido. Dizem que quando Jackson Lago ainda era vivo, mas  agonizava em São Paulo, eles já se movimentavam nesse sentido.
Dirigentes pedetistas da capital e do interior (entre os quais membros da família Lago), deputados como Valéria Macedo, o prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, o ex-deputado Chico Leitoa e militantes históricos como Neiva Moreira, assinaram um documento que foi enviado a direção nacional do PDT solicitando que, antes de qualquer atitude a ser tomada pela mesma para a formação da Comissão Executiva Provisória Estadual, a nova composição seja discutida com o partido no estado.
Chico Leitoa

“O objetivo é que possamos discutir com os membros locais as diretrizes do partido e daí formamos sua direção, e não ser imposta sob a vontade de poucos membros”, afirmou o ex-deputado Chico Leitoa ao blog.

Leitoa disse ter ido a Brasília conversar com a Executiva Nacional e feito tais ponderações. Vale agora aguardar o desenrolar dos fatos.
Igor Lago
O médico Igor Lago enviou uma nota aos aos dirigentes e demais filiados  do PDT em todo o Maranhão, em que afirma que está aguardando o cumprimento do que foi acordado no último encontro da direção nacional do PDT em Fortaleza-CE e gradece a solidariedade que vem recebendo da maioria do partido. 
"Gostaria de registrar a minha mais sincera gratidão a todos os companheiros e companheiras que nos tem estimulado em travar mais essa batalha, especialmente aos queridos Neiva Moreira e sua esposa Vânia, pelo apoio e solidariedade; à Clay, Wagner e todos os nossos familiares, assim como àqueles que nos atendem com calor e estímulo pelo Maranhão adentro", diz Igor Lago.
Leia abaixo, na integra, a carta de Igor Lago:
 São Luis, 14/12/2011.
Companheira(o)s do Partido Democrático Trabalhista do Maranhão,
Como presidente da Comissão Provisória de nosso partido até o dia 01 de dezembro, estamos aguardando o cumprimento do que foi acordado no último encontro entre alguns membros de nosso partido maranhense e o presidente licenciado (ex-ministro Carlos Lupi) e o secretário geral nacional (Sr. Manoel Dias) no último 21 de outubro em Fortaleza-CE, onde tivemos a oportunidade de apresentar aos dois, os resultados de todo um trabalho feito “coletivamente” em prol do desenvolvimento de nosso partido.

Temos plena consciência de que representamos os anseios de sua grande maioria por nos pautarmos pela correção, humildade e sensatez no trato das coisas partidárias que visaram a sua reorganização no estado.

Como ainda não houve a prorrogação de nossa Comissão Provisória pela Executiva Nacional, muitos companheiros e companheiras elaboraram uma carta que está sendo assinada desde a última sexta-feira, por nossos fundadores, militantes históricos, deputados e ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores, secretários e ex-secretários e presidentes de comissões provisórias e diretórios.

Tudo o que queremos é que a Executiva Nacional considere a história de nosso partido e que reconheça o desejo da imensa maioria de seus membros, que é o de prorrogar a Comissão Provisória Estadual por 90 dias, sem excluir ninguém, e marque uma data para a realização de uma convenção para a escolha do Diretório Estadual.

Assim, estaremos reforçando a nossa natureza democrática, o que é salutar para qualquer partido que pretenda lutar pela melhora de nossa democracia e realidade social. Igualmente, estaremos cumprindo com as boas práticas partidárias e dando a oportunidade àqueles que discordam da nossa condução para formarem sua chapa e disputarem o Diretório.

Estamos cientes de nosso dever, pois aceitamos um desafio não somente de reorganizar o partido, como o de colocá-lo à altura das exigências do momento. O nosso estado perdeu a sua grande liderança popular quem, antes de partir para tratamento de saúde, orientou na formação da última comissão provisória para enfrentar os novos desafios após a cassação e a derrota eleitoral numa eleição extremamente desigual e desfavorável. Queria o seu partido coeso e representativo, com as suas principais lideranças no comando dessa etapa que se anunciava difícil, e que a estamos enfrentando sem a sua presença. 
O Maranhão precisa de um grande partido popular! Hoje, estamos órfãos de um líder à altura desse momento. Mas, se tivermos consideração e reconhecimento de nossos companheiros nacionais, não nos faltarão esforços no sentido de preencher esse vazio com um partido formado por valorosos companheiros e companheiras forjados na luta popular e democrática (e, não menos importante, com experiências administrativas diversas!), que lute por melhores condições de vida para a nossa gente.

Gostaria de registrar a minha mais sincera gratidão a todos os companheiros e companheiras que nos tem estimulado em travar mais essa batalha, especialmente aos queridos Neiva Moreira e sua esposa Vânia, pelo apoio e solidariedade; à Clay, Wagner e todos os nossos familiares, assim como àqueles que nos atendem com calor e estímulo pelo Maranhão adentro.

O PDT É MAIOR!

Saudações Trabalhistas!

Igor Lago. Membro do Diretório Nacional do PDT.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Açailândia na revista Carta Capital: "Os indignados do ferro"

Diferente de Porto Franco-MA, que esta semana está sendo divulgada positivamente na Revista Exame, a nossa vizinha Açailandia infelizmente sai na revista Carta Capital negativamente, por conta de uma das tantas mazelas que assolam a cidade do ferro: O drama dos moradores do povoado Pequiá de Baixo. 

Os moradores proveitaram a visita da governadora Roseana Sarney ontem à aquela cidade para realizarem mais um protesto, para pedir socorro à governante estadual e pelas péssimas condições a que estão submetidos.

Leia a matéria, publicada na coluna Carta Verde, sob a responsabilidade da jornalista Clara Roman, com o título 'Os indignados do Ferro'.

Brasil tem 67 cidades com índice de homicídio maior que o Iraque, diz estudo


A cidade baiana de Simões Filho, com 116 mil habitantes, foi o município brasileiro mais violento entre 2008 e 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari nesta quarta-feira, 14. Nesse período, a cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador registrou 146,4 assassinatos por 100 mil habitantes.

O segundo lugar é Campina Grande do Sul, no Paraná, com 130 homicídios por 100 mil habitantes no período. Outra cidade baiana, a turística Porto Seguro, encontra-se entre as cinco mais violentas do Brasil, com 108 assassinatos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra que, na média, 67 cidades brasileiras ficaram com o índice de homicídios acima do registrado no Iraque no período de guerra. O país do Oriente Médio teve um índice de 64,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Três capitais estão na listagem de mais violentos do que o país em conflito: Maceió (9.º), Recife (43.º) e Vitória (em 52.º).
De acordo com o pesquisador da Sangari, Julio Jacobo Waisefisz, o cenário da violência tem se descentralizado e aumentado no interior dos Estados. "(Houve) o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país", disse à BBC Brasil.

Suzano: Construção da Fábrica de Papel e Celulose de Imperatriz está em pleno andamento


A unidade industrial do Maranhão conta com garantia de suprimento de madeira, tem à disposição uma excelente malha logística para escoar o produto,  contratou  um  time de fornecedores de primeira linha, além de uma  equipe  de profissionais capacitados  e experientes  na construções de fábricas de grande dimensões.
Ao final de 2013, o Maranhão terá uma das mais modernas fábricas de celulose do mundo com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas/ano de celulose para exportação, totalmente autossuficiente em energia e que terá gerado mais de 15 mil empregos. Esta será a mais nova unidade da Suzano Papel e Celulose, a ser instalada na cidade de Imperatriz.
Desde 2008, a empresa já tem preparado a base florestal necessária para o funcionamento da planta industrial. O suprimento de madeira virá de plantios próprios, do Programa Vale Florestar e de outros produtores locais através do Programa de Parceria Florestal. Todo o conhecimento e  sua longa experiência em tecnologia florestal, garantindo um portfólio genético apropriado para diferentes regiões, investimentos em pesquisas de novas tecnologias, aliados a um modelo de manejo sustentável e eficiente, têm viabilizado o cultivo de eucalipto na região tocantina, respeitando as condições ambientais, sociais e econômicas locais.
Em paralelo à preparação florestal, as obras da planta industrial foram iniciadas em abril de 2011 e seguem rigorosamente no prazo.  Toda a superfície de 180 hectares está sendo preparada para o inicio da construção da fábrica e, na primeira fase da obra, a terraplenagem, já foram movimentados aproximadamente 13 milhões de m³ de terra entre corte e aterro, o que significa 32 mil viagens de caminhão por semana. 
A terraplenagem já está no fim e já foi iniciado o estaqueamento. Esta é a fase onde são colocadas as vigas ou estacas que dão base à sustentação de uma parte importante da fábrica, as caldeiras. Mais de 300 estacas já foram colocadas no site e ao todo, serão 1.100 estacas de 80 centímetros de diâmetro por 12 metros de comprimento que servirão de base para a construção das caldeiras.
A tecnologia utilizada é a mais avançada disponível e a parceria com empresas renomadas garante uma expansão eficiente. Dentre os parceiros já contratados temos a fabricante de equipamentos sueco-filandesa  Metso, que será responsável por todas as ilhas de processos; a alemã Siemens, responsável pelo projeto e fabricação dos turbo-geradores, que resultarão no abastecimento da fábrica e num excedente de capacidade de energia de 100MW e a empresa finlandesa de engenharia Pöyry, responsável pelo projeto e pelo gerenciamento de parte da obra.
A grandiosidade do projeto também é traduzida pelos números de pessoas envolvidas nele. Atualmente estão envolvidas aproximadamente 1800 pessoas na construção da fábrica, sendo mais de 78% da região tocantina.  Para o pico da construção, serão mais de  7000 profissionais e quando iniciarmos as operações, no quarto trimestre de 2013, serão  mais de 3500 trabalhando nas frentes industrial e florestal da empresa.
Preparando futuros profissionais para as funções na planta de Imperatriz, a Suzano oferece o Programa de Formação de Pessoas, que iniciou suas atividades com o curso técnico em Celulose e Papel. Aproximadamente 230 pessoas estão se formando e se preparando para participar dos processos seletivos da empresa, na região.
 Outra iniciativa que qualifica a população da região para as obras da Unidade industrial em Imperatriz e ainda para o mercado de trabalho local é o Capacitar, Programa de Capacitação de Pessoas nas áreas de Construção Civil e Montagem Industrial, que em parceria com o Governo, outras empresas e entidades locais, oferece aulas gratuitas e acontece em 5 municípios maranhenses,  integrando vários setores da sociedade em prol de uma única causa. Hoje, já são mais de 1.500 alunos formados e 1.100 em sala de aula, dos mais de 6.000 profissionais que deverão ser formados.
Tudo está em sintonia para fazer uma das mais modernas e grandiosas fábricas de celulose do mundo , que irá colaborar para transformar uma região e ajudar no desenvolvimento do Brasil (Palavra Comunicação).

Onde está Élson, o que foi feito dele?

Desaparecimento de garoto em assentamento de Açailândia completa 2 anos

Hoje, quarta-feira, 14 de dezembro de 2011, faz dois anos que está desparecido o garoto Élson, do assentamento Planalto I, uma comunidade rural, onde moram umas quarenta famílias a cerca de setenta quilômetros de Açailândia-MA. 

Filho dos trabalhadores rurais, Chiquinho e Solange, o menino Élson era (ou é, se estiver vivo) portador de deficiência mental e em 2009, quando despareceu tinha nove anos de idade. Na família de quatro irmãos, Élson é o segundo e era uma espécie de mascote de todo Assentamento, pois era um bom menino , gostava de andar, gostava de todo mundo, muito alegre perambulava por todas as casas, quintais, roças...

Quando Élson desapareceu, Solange, Chiquinho, a comunidade toda, crianças, adolescentes, jovens, homens, mulheres, idosos e idosas, e até gente de assentamentos e localidades vizinhas (Novo Oriente, Planalto II, Boa Esperança...) saíram a sua procura. Chegou a ter mais de cem pessoas, “caçando” em cada centímetro do Assentamento e redondezas, verdadeiro mutirão... Na época, tinha uns fornos,  alguns  em rescaldo, até lá procuraram...

A família e a comunidade denunciaram o desaparecimento, mas a  policia, o corpo de bombeiros de Imperatriz, com poucos homens, quase nada de recursos, permaneciam algumas horas e pronto. Líderes comunitários abasteceram a policia e o ministério público, de informações. Apelaram até ao presidente Lula... Então, por meses, o caso esfriou, a família e a comunidade frustaram-se. Amainaram , mas não desistiram...

As suspeitas pelo desparecimento de Elson recairam então sobre uma única pessoa que não gostava do garoto, um homem chamado Adão que detestava Élson pelo fato do menino “invadir” seu quintal e tirar frutas. Segundo vároas  pessoas no Assentamento  Adão é um  homem esquisito,  vivia sozinho com o filho  “de criação”Josemir, não se dava bem com mais da metade dos moradores do lugar.

Outra suspeita sobre Adão era que ele, apesar de exímio caçador e conhecedor da região, em nenhum momento juntamente com seu filho se dignou a ajudar nas buscas.

Segundo contam os moradores, há alguns anos atrás Adão espancara e expulsara a mulher, mãe de seu filho Josemir. Suspeitavam  os moradores que a relação de Adão e Josemir não seria de pai e filho, mas de convivência sexual e dizem que Adão  viera para o Assentamento  “correndo” de um caso de abuso sexual contra uma adolescente. Muitas encrencas envolvendo, e sobretudo causadas por Adão, foram narradas por moradores e moradoras.

O caso se arrastava sem rumo certo, até que um dia o Padre Pedro Carlos, da Paróquia São João Batista, (e hoje de volta à sua Itália,), entrou na história. Depois disso uma filha de Adão escreveu uma carta ao promotor de justiça, denunciando o pai e o irmão de criação Josemir. Ela, mãe de um bebê e grávida do segundo,  são colocados “sob proteção”, pelo Conselho Tutelar e o "falecido" Centro de Direitos Humanos do Estado, depois deixaram Açailândia....

Padre Pedro Carlos e uma meia dúzia de “doidos varridos” conseguem fazer o caso andar: Adão e o filho são presos, por um mês,  soltos, não voltam ao Assentamento, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Açailândia providencia troca de seu lote, ele e o filho vão para o Assentamento Roseli Nunes, município de Bom Jesus das Selvas...

Lá acontece outra desgraça, em janeiro deste ano. Um bebê - menos de  dois anos de idade -, morre justamente num barreiro  da casa  de Adão. Denuncia-se o caso á policia, o delegado regional disse que encaminharia para o delegado de Buriticupu ( e mais tarde notificou-se até ao juiz de direito, que desarquivou o caso que se encontrava arquivado pela policia e pelo ministério público...).

Hoje, Adão já vendeu o lote, o filho Josemir está “junto” com a tia do menino Guilherme, morto no barreiro da casa de Adão...

Élson recebia um beneficio da Previdência Social (INSS), por sua condição de deficiência. A poucos meses,  o beneficio “foi cortado” e devidamente justificado pela autoridade. 

O que não justifica, nem explica, é a falta de respostas das autoridades ao caso Élson: Ele está desaparecido? Como foi que desapareceu? Sozinho? Levado por alguém? Quem? Para onde? Está morto? Foi Adão que o matou? Como? Onde está seu corpo, então? Foi queimado num dos fornos existentes na área? Foi enterrado por Adão, jogado num buracão, que conhecia todos, pois era veterano e antigo carvoeiro e forneiro? Não foi Adão, então quem foi? Onde está Élson, meu Deus, o que foi feito dele?

As “autoridades” deram respostas do tipo: “ a família é que foi culpada, era negligente, não cuidavam direito,  o menino andava por todo lugar... deve ter pego o trem ( a Estrada de Ferro Carajás passa pertinho...)... pegou a estrada e se mandou”...

O “Fantástico”, em janeiro deste ano, pelo repórter Marcelo Rezende, fez uma matéria, curta mas impactante, sobre Élson, entrevistas com a mãe, Solange, com o delegado de polícia, imagens do assentamento, foto do Élson...

Não pode haver nada pior, mais trágico, que o desaparecimento de um filho, é a maior dor do mundo... é um limbo, um suspenso, uma quebra, um vazio “prá sempre”...

 Como pode uma autoridade dizer  aquelas coisas acima, a uma mãe que perde um filho nessas circunstâncias? Acusar de negligência? Pois sim... Tudo isso sem investigar, que seus pais dedicaram anos, perdendo quase tudo de material, acompanhando Élson em suas peregrinações desde o nascimento, em hospitais de Açailândia e Imperatriz?

A família de Élson não vive, sobrevive:  pais,  irmãos, tio,  convictos que perderam o menino, assassinado, o corpo em algum no assentamento ...Esperam por justiça, pelo fim da impunidade... Ousam dizer-lhes que “esperem sentados...”. Pode algo assim...?

Élson está desaparecido   a dois, e a família e a comunidade  vão viver pela terceira vez seguida, um Natal, ou um não-Natal, sem clima para festa, confraternização, foguetório, esbanjamnto, alegrias...

Eles gostariam que o Natal,  a vinda do Menino Jesus, trouxesse, não como presente, mas como justiça, a derradeira verdade sobre  Élson, que não fez mal a ninguém,  só tirava frutas dos quintais para dar aos outros, adorado por todos e todas,  pode ter sido morto por ter sido violentado por Josemir e por ter começado a falar sobre isso, assinou sua sentença de morte, diante de Adão, que encontrou o pretexto final para eliminá-lo...

Elson, menino com deficiência,   está desaparecido desde 14 de dezembro de 2009. Sua breve existência, apenas nove anos, foi marcada por sofrimentos  em hospitais (há uma suspeita que sua deficiência foi adquirida em erro médico, em extinto hospital de Açailândia).

Élson, onde quer que esteja, que Deus tenha misericórdia de ti! E de sua família também! Que ela possa reunir forças  na noite do natal,   num momento de alívio e paz, e regojzar-se com o Menino Jesus que chega! E Ele, creiam, é próprio menino Élson que chega! ( Texto de Eduardo Hirata, com alguns ajustes do blog  Josué Moura).

Inaugurada, UPA de Imperatriz já está funcionando

A sétima Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída no Maranhão, como parte do Programa Saúde é Vida, foi inaugurada nesta terça-feira (13) pela governadora Roseana Sarney e pelo secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, em Imperatriz.
 
Lembrando obras como a pavimentação de avenidas, a construção de estradas que hoje ligam Imperatriz a outros municípios, a implantação de serviços de água e esgoto, e os investimentos feitos na área da saúde, Roseana Sarney disse que retornou a Imperatriz com a consciência tranqüila, de quem cumpriu seu dever.

Depois de citar o perfeito e o entrosamento que há entre a administração Madeira e o governo Roseana, Ricardo Murad disse que a UPA se somará ao sistema municipal para garantir, efetivamente, atendimento de qualidade à população de Imperatriz, desafogando o pronto-socorro municipal. "Estamos entregando mais uma unidade moderna, bem equipada, com profissionais capacitados para dar atendimento humanizado e de qualidade", enfatizou ele. Além da UPA, o Estado gasta mensalmente cerca de R$ 6 milhões com serviços de saúde em Imperatriz.

Com atendimento de urgência e emergência 24 horas, nas áreas de clínica médica e pediatria, a UPA de Imperatriz tem capacidade para atender cerca de 300 pessoas por dia, oferecendo também os exames médicos de acompanhamento, além de serviços de Raio-X, eletrocardiograma (ECG) e eletroencefalograma.

A unidade conta com duas recepções, sala de classificação de risco, quatro consultórios (2 de clinica médica e 2 de pediatria), sala amarela (cinco leitos), sala vermelha (quatro leitos, com equipamentos de UTI), raio-x, observação infantil e adulto, sala de coleta de material, medicação, sala de ecocardiograma, nebulização, sutura, refeitório, repouso médico e setores administrativos.

Nas UPAs o atendimento é humanizado e diferenciado, com classificação de acordo com a gravidade e estado de saúde do paciente em três cores distintas: verde para os casos menos graves, amarelo para urgências e vermelho para as emergências. Nelas são atendidos desde casos de febre e dor de cabeça até infartos e acidente vascular cerebral (AVC), com exceção dos casos cirúrgicos de emergência, como os politraumatizados. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, estabilizam o paciente e detalham o diagnóstico. Posteriormente analisam se é necessário encaminhá-lo a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24 horas. (Fonte: Ascom)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Revista Exame destaca Porto Franco-MA entre as dez regiões mais emergentes do Brasil


O município de Porto Franco, administrado pelo prefeito Deoclides Macedo (PDT) é destaque nacional em matéria especial da revista Exame, edição 1005, que já está nas bancas de todo o país.

A reportagem, baseada num estudo exclusivo da Exame/Deloitte identifica as 10 regiões mais dinâmicas do Brasil, em acelerado crescimento. 

Segundo a revista, pela localização e pelas perspectivas, a região de Porto Franco vem atraindo empresas nos últimos anos e caso a Transnordestina - ferrovia que deve ficar pronta em 2013 - saia do papel, deverá melhorar o escoamento da produção do *Mapito e Porto Franco, então, se tornará um dos principais entroncamentos ferroviários e de logística do país.  Confira a matéria:

Um lugar no meio do caminho

Por Angela Pimenta

A cidade de Porto Franco, no Maranhão, fica no meio do caminho entre o Mapito, a porção fértil do cerrado que toma parte do Maranhão, Piauí e Tocantins, e Itaqui, o porto brasileiro mais próximo dos mercados do hemisfério norte.

Vista aérea de Porto Franco-MA

Localizada 750 quilômetros ao sul de São Luís, porto Franco é banhada pelo rio Tocantins, cortada pela rodovia Belém-Brasília e pela ferrovia Norte-Sul, já em plena operação até o Porto do Itaqui. 

Pela ferrovia passam 6 milhões de toneladas por ano de produtos como grãos e biocombustíveis. Quando o trecho da Norte-Sul entre Palmas, no Tocantins, e Anápolis, em Goiás, estiver completo, o que está previsto para 2012, o volume deve chegar a 27 milhões de toneladas.

Pátio da Vale em Porto Franco- MA
Há estudos também, ainda sem prazo de conclusão, de um ramal para ligar a Norte-Sul á Transnordestina, ferrovia que deve ficar pronta em 2013. Se o projeto sair do papel, deverá melhorar o escoamento da produção do Mapito, responsável por 5% da safra brasileira de grãos. Porto Franco, então, se tornará um dos principais entroncamentos ferroviários e de logística do país.

Pela localização e pelas perspectivas, a região de Porto Franco vem atraindo empresas nos últimos anos. Em 2004, ao procurar um lugar para expandir suas atividades, o grupo Algar Agro escolheu a cidade para construir uma unidade de armazenamento e esmagamento de soja de 200 milhões de reais. “Além da localização, nossa opção levou em conta o grande contingente de mão de obra jovem que vem sendo qualificada”, diz Leonardo de Freitas, superintendente da Algar Agro.

Inaugurada em 2007 com capacidade de esmagar 480.000 toneladas por ano, a fábrica mudou a vida do lugar. Desde então, Porto Franco vem criando um distrito agroindustrial às margens da ferrovia, que além da Algar Agro, já conta com  unidades da Cargill, da Bunge e da Ceagro.

A instalação do pólo agroindustrial deve impulsionar a economia local ao longo da próxima década.  “O processamento da soja deve desenvolver também atividades como a pecuária e a avicultura”, diz o economista Giovanni Cordeiro, especializado em pesquisa de mercado da consultoria Deloitte.

Outra atividade em expansão é o cultivo de eucalipto – está prevista para 2013 a inauguração de uma fábrica da Suzano no município vizinho de Imperatriz. A fábrica, em si, é um novo impulso para a região – não só pelos empregos e impostos que deve gerar, mas também pelos negócios e profissões que pode atrair. São profissionais como o engenheiro agrimensor Anderson Vieira, que no ano passado deixou Viçosa, no interior de Minas gerais, para montar em Porto Franco a Florestar, empresa de serviços florestais. Sozinho, ele já investiu 8 milhões de reais na compra e no aluguel  de terras e no plantio de árvores. (revista Exame)


Ministério da Educação reconhece o Curso de Direito da Unisulma

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão Superior, reconheceu o curso de Direito da Unisulma. A graduação mais nova da instituição teve sua primeira turma formada no segundo semestre de 2011 e tem a oferta de duzentas vagas anuais.

O curso foi avaliado com nota quatro, considerada de excelência na escala de valores normalmente utilizados para o reconhecimento das instituições de ensino superior. A nota mínima é um e a máxima, cinco.

A graduação em Direito da Unisulma ainda recebeu parecer favorável da Comissão nacional de Educação Jurídica do Conselho Federa da OAB. O órgão acolheu, de forma unânime, o pedido de reconhecimento do curso por parte da faculdade.

Para a concessão do parecer favorável do Conselho Federal da OAB foram avaliados a organização didático-pedagógica do curso, as condições de infraestrutura, o acervo bibliográfico, o índice de evasão e o incentivo à capacitação dos docentes como forma de estímulo à melhora de suas titulações.


Qualidade
Enquanto mais de 80% dos candidatos que fazem o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para se habilitarem ao exercício da advocacia são reprovados, estudantes do 9º período de Direito da Unisulma, que se propuseram a fazer o exame, foram aprovados com competência.

O dado reafirma a posição do Ministério da Educação referendada pelo Conselho Federal da OAB em reconhecer com nota de excelência o curso de Direito da faculdade. Isso tudo num cenário onde muitos cursos de graduação por todo o país estão sendo fechados por falta de qualidade no processo de ensino e aprendizagem.

Para o presidente da Unisulma, Lula Almeida, a publicação da portaria que reconhece o curso de Direito é uma vitória de toda a comunidade Unisulma. Lula Almeida explicou que dos 1210 cursos avaliados pelo Conselho Federal da OAB, apenas 90 tiveram parecer favorável e, entre eles, está a Unisulma.

“O reconhecimento do curso só aumenta a nossa responsabilidade. Fazemos com que a instituição busque a excelência no processo de educação superior”. Lula também destaca a responsabilidade social da faculdade com o trabalho do Núcleo de Práticas Jurídicas, dos projetos de extensão e pesquisa para êxito no processo de reconhecimento do curso. (ASCOM/Unisulma)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Refinaria de óleo vegetal do MA em Porto Franco entrará em operação em abril de 2012


Refinaria em construção
O município de Porto Franco está recebendo a primeira refinaria de óleo vegetal da região sul do maranhão. O investimento é do grupo Algar, que já instalou e colocou em funcionamento no Distrito Agro Industrial de Porto Franco esmagadora de soja e uma fábrica de ração animal. 

Em visita as empresas do Grupo Algar, o Presidente Executivo Luiz Alexandre Garcia esteve no município de Porto Franco, acompanhado do prefeito Deoclides Macedo e vistoriou as obras de instalação da unidade maranhense da refinaria de óleo vegetal do grupo ABC de Minas. 

Reepresentantes da Algar e o prefeito Deoclides
Durante a visita ficou acertada entre Luiz Alexandre e Deoclides Macedo reunião no início do mês de fevereiro de 2012 com o Secretário de Indústria e Comércio do Maranhão José Maurício de Macedo Santos para convidá-los a participar da inauguração da unidade de refino em Porto Franco. Outro pleito a ser feito na Secretaria de Indústria e Comércio do estado vai ser o pedido de ampliação da área territorial do DIAGRO de Porto Franco.

A Coordenação de Marketing e Varejo da Algar está na região fazendo um levantamento estratégico para garantir venda nas regiões Norte e Nordeste de toda a produção da fábrica. Quando a refinaria entrar em operação, o consumidor de óleo de soja vai ter acesso facilitado a esse produto através dos distribuidores atualmente abastecidos por fábricas instaladas no Sul e Sudeste dos pais. 

A produção estimada é de 600 mil caixas com 20 latas de 900 ml de óleo por mês, afirmou o Diretor de Varejo e Marketing Antonio Carlos Freitas. Ele disse ainda que na embalagem do óleo ABC de Minas, terá informação em braile além de trazer estampado o nome do município de Porto Franco como local de industrialização e envasamento do produto.( Da Assessoria).

O MARANHÃO DO SUL E AS LIÇÕES COM A DERROTA DE CARAJÁS E TAPAJÓS

É verdade, colega Jorge Vieira,  a derrota dos separatistas do Pará deve mesmo nos preocupar, mas também  nos trazer uma  lição. 
Não essa de que o fato do plebiscito ser em todo o estado nos poderá derrotar, mas a de que as coisas não podem ser feitas sem olhar todos os ângulos.
Acho que se eu fosse paraense e morasse em Belém talvez até fosse contra, pois o erro consistiu em deixar de fora da luta quem não era da parte a ser desmebrada e querer ficar com tudo, transformando o Pará em "Parazinho". 
Aqui é outra coisa, temos aliados na capital que compreendem a nossa histórica divisão política e cultural e portanto acham melhor mesmo separar. Quanto às riquezas, vamos deixar pra vocês ai da capital quase tudo, inclusive os investimentos econômicos, como em Bacabeira, o Porto do Itaqui, o gás de capinzal... Ficaremos aqui só com a Suzano, empreendimentos menores que estão surgindo aos borbotões e a força e a coragem de quem bebe a água do rio Tocantins...
Deixem-nos ser livres, só isso!  E verão como vamos construir um grande Maranhão do Sul.

Em plebiscito, eleitor do Pará rejeita criação de Estados, mas expõe divisão

Maioria dos paraenses rejeitou a criação de novas unidades da Federação e manteve governo unido e sediado em Belém

Apesar da vitória por larga margem da frente que defende a manutenção do atual território, o fato é que o Pará votou dividido. A proposta de divisão foi abraçada com entusiasmo pelos eleitores das regiões que poderiam se separar. 

Em Santarém, principal cidade da região oeste, a criação de Tapajós recebia 98% dos votos no início da noite. Em Marabá, a frente pró-Carajás colhia quase 94% dos votos.

Mas Santarém, Marabá e as demais cidades das regiões separatistas concentram apenas 35% do eleitorado – ou seja, na prática, a consulta foi decidida pelos 65% que estão em Belém ou áreas próximas e que, durante a campanha, demonstraram contrariedade com a perda de território e recursos naturais resultante de uma eventual divisão. Na capital, o "não" conquistou 95% do eleitorado.

Para complicar ainda mais a situação dos separatistas, as principais cidades do interior apresentavam taxas de abstenção superiores às da capital.

Recurso à Justiça. 

Na tentativa de contornar o problema da escassez de eleitores, os separatistas recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o plebiscito ocorresse apenas em Tapajós e Carajás. No final de agosto, porém, o tribunal decidiu que todo o Pará deveria ser consultado.

Para os defensores do "sim", foi uma derrota judicial e também política. Segundo o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), coordenador da campanha do "não", a tentativa de alijar Belém e cidades próximas praticamente unificou esse eleitorado contra a proposta separatista. "Quiseram fazer tudo na surdina, nós nos sentimos traídos", afirmou Coutinho.

Com o início do horário de propaganda na televisão, há um mês, as frentes pró-Tapajós e pró-Carajás fizeram programas voltados à conquista do eleitorado da capital e arredores, mas a resistência ao discurso separatista só aumentou, conforme pesquisas feitas desde então. (Daniel Bramatti de O Estadão)