segunda-feira, 1 de março de 2010

Aécio e Ciro, as "noivas" cobiçadas da sucessão


Tucanos pressionam Aécio para a chapa "puro-sangue" e o PT valoriza Ciro Gomes

A semana que começa marca na política o ritmo da sucessão, já dominando as ações Para a concretização das candidaturas a Presidência da República, exatamente logo após a divulgação de mais uma pesquisa Datafolha, que desta vez coloca José Serra sob pressão diante do crescimento de Dilma Rousseff. E Nesse clima o comando tucano se reúne em Belo Horizonte.

O centenário de nascimento de Tancredo Neves vai ser devidamente registrado, mas não haveria momento político mais agitado e desafiador como o atual para homenagear quem vivia tais situações...

A candidatura do neto de Tancredo estará seguramente em evidência e sua valorização multiplicada. As lições do avô podem ajudar Aécio no seu encontro com líderes e correligionários, mas o que as lideranças tucanas começam a entender é que o tempo corre contra. Hoje as decisões de Aécio e Ciro Gomes ocupam as atenções das principais lideranças políticas de governo e oposição. Das decisões de ambos o quadro sucessório terá pesos diferentes.

Serra vai lá

Em busca do apoio de Aécio Neves, o governador de São Paulo, José Serra dedicará a noite de quarta e o dia de quinta-feira a conversas com o governador mineiro, lá em Belo Horizonte. Serra irá, quinta, à inauguração da Cidade Administrativa presidente Tancredo Neves. O roteiro foi acertado num telefonema entre os dois governadores.

Em Belo Horizonte, Serra assistirá à comemoração do centenário do nascimento de Tancredo e na semana seguinte, deverá prestigiar o aniversário de Aécio, que completará 50 anos. O governador paulista tem até o dia 2 de abril para anunciar se disputa a Presidência ou tenta a reeleição. Enquanto isso, Aécio diz que só tomará sua decisão depois de abril. No staff de Serra as preocupações são maiores. E não é só pelas pesquisas, mas as conseqüências que geram.

Mais um mês...

Um tom de despedida já começa a marcar o discurso de Aécio Neves. Ontem ao inaugurar obras de apoio à pesquisa e ao turismo na reserva ambiental, com investimentos de R$ 3,5 milhões, ele admitiu concluir seu mandato, em abril, por razões eleitorais: “Dentro de quatro semanas, não serei mais governador de Minas Gerais. Por imposição legal, no dia 30 de março, deixo o governo. Mas com a tranqüilidade e a serenidade de que deixarei o governo nas mãos limpas e honradas de Antonio Anastasia, para que ele possa dar continuidade ao trabalho desenvolvido.” Mas não abre o jogo sobre o futuro político...

E FHC?

O ex-presidente e experiente Fernando Henrique Cardoso disse no fim de semana que uma chapa puro-sangue do PSDB à Presidência da República não teria "necessariamente" o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como candidato a vice do tucano José Serra! Questionado sobre uma chapa presidencial só com o PSDB, o ex-presidente respondeu: "Sempre é possível. Não necessariamente o Aécio. Puro-sangue depende da circunstância."

Para o ex-presidente Fernando Henrique o eleitor é mais motivado pela figura dos candidatos do que por ideologia. "A população hoje não está acreditando em partidos, siglas, legendas. Vai olhar quem, qual pessoa. Se for uma pessoa boa, ótimo", disse.

E aparece o PTB

Mas ao menos os tucanos estão com uma boa notícia: O PTB deve fechar aliança nacional com o Partido para apoiar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, já conversou a respeito, ampliando a coligação dos partidos de oposição, hoje composta apenas pelo DEM e pelo PPS, além do PSDB. O acordo não está sacramentado, mas Jefferson antecipou ao Grupo Estado que esse é seu desejo e a tendência natural da base petebista.

Nova pesquisa

Pesquisa DataFolha divulgada no fim de semana mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, o governador paulista, José Serra, e do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.

O levantamento aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, com 8%. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro.

Do total de entrevistados 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, Serra tem 38%, Dilma vai a 31% e Marina Silva fica com 10% das intenções de voto. Na pesquisa de dezembro de 2009, o tucano tinha 40%, Dilma registrava 31% e Marina tinha 11%.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Roberto Rocha quer incluir o meio ambiente como um direito fundamental

Tramita na Câmara Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Roberto Rocha (MA), que inclui o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado na lista dos direitos fundamentais dos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil.

Atualmente, a Constituição classifica como fundamentais os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Já o artigo garante a todos os brasileiros o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Segundo esse artigo, o meio ambiente é um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Para o tucano, a inclusão do direito ao meio ambiente no texto constitucional, da forma como está, foi equivocada. Ele lembra que o caráter fundamental desse direito já foi proclamado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando julgou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 101, que tratou da importação de pneus usados.

“Transformar o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado em direito fundamental formal, e não apenas material, torna incontroverso o seu status, a obrigar todo o Poder Judiciário, e não apenas o STF”, ressaltou.

Rocha diz que para o Brasil, e também para o mundo, a imperiosidade do meio ambiente estar ecologicamente equilibrado já é uma necessidade, sendo tratado como resultado do direito à vida e à saúde pública. “É inegável, hoje, a preocupação mundial com o meio ambiente. A concepção do meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental vem sendo alcançada com o passar dos anos. É inegavelmente um bem de relevante valor”, afirmou o parlamentar.

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

“É proibido se manifestar”: Moradores interditam rodovia e polícia de Roseana prende lideranças


Revoltados com o descaso a que estão submetidos pelo governo  Roseana, moradores de Davinópolis liderados pelo Fórum da Sociedade Civil, que é composto por entidades como o Sindicato dos Professores, Associação Comercial e Industrial de Davinópolis, e diversas pastorais da Igreja Católica, interditaram pacificamente na manhã de ontem a estrada que dá acesso a Imperatriz (12 km de distância), devido ao péssimo estado de conservação da rodovia estadual. O protesto, mobilizou populares, lideranças comunitárias, a classe política e os comerciantes que reivindicam a urgente reconstrução da rodovia.

Fotos: Manifestantes, revoltados com as péssimas condições da estrada que liga Davinópolis à Imperatriz

Não deu outra, logo veio a polícia e de maneira truculenta não quis saber de conversa, desfez a manifestação e prendeu as lideranças do movimento. Houve empurrões e quase não acontece um confronto de grandes proporções diante da inabilidade demonstrada pela PM, naquela ocasião comandada pelo Tenente Silva Júnior, auxiliado por cerca de 50 praças e 5 viaturas.

“Graças a Deus o povo recuou, senão nem sei o que teria acontecido, pois a PM chegou com raiva ameaçando com cassetete, spray de pimenta e quem sabe até tiros, caso não recuássemos”, disse Antonio Araújo, morador que participou da manifestação.

Segundo se comenta em Davinópolis a ordem para reprimir a manifestação teria partido do próprio secretário Raimundo Cutrim, que teria tomado conhecimento do protesto com antecedência, graças ao vereador roseanista Jacielde Carvalho (PMDB) que teria se infiltrado no movimento para dar uma de “Joaquim Silvério do Reis”. Em meio ao protesto, a Polícia Militar prendeu, injustificadamente, o estudante Edilton Gomes, da Umes, e o funcionário público José Arisvan, da Prefeitura de Davinópolis. Os dois foram conduzidos à Delegacia de Polícia, mas diante da pressão popular foram  posteriormente liberados. (Foto: Líder estudantil é empurrado para dentro da viatura)

Um dos líderes do movimento, o professor Paulo Ludugero explicou que o manifesto teve o objetivo de chamar a atenção do governo do Estado para que, mesmo neste período invernoso, reconstrua a rodovia estadual que liga Davinópolis a Imperatriz. “Nós estamos praticamente isolados por causa das condições da rodovia, pois não temos como trafegar nos Ônibus coletivos e Vans por causa da estrada”, disse. (Foto: Tenente Silva Júnior, numa das mãos artefato de Spray de pimenta)



Ele observa que o estado não pode ‘castigar’ 12 mil habitantes por causa de uma ‘disputa política’ sacrificando o povo humilde que depende exclusivamente da rodovia para deslocar-se a outras cidades para comercializar seus produtos. “Fazemos um apelo ao estado para que reconstrua urgentemente essa rodovia. Nós queremos é a reconstrução da estrada, pois a realização de apenas uma operação tapa-buracos não resolverá o problema”, frisa.
Edilton Gomes, da União Municipal dos Estudantes de Davinópolis, um dos líderes  detidos, reclamou da truculência da Polícia Militar que impediu a manifestação. “Pretendíamos fechar a rodovia apenas por alguns minutos, pois só queríamos chamar a atenção das autoridades, mas o que recebemos foi repressão. Não adianta reprimir, a sociedade civil davinopolense está organizada e vamos realizar novos protestos até que a rodovia seja reconstruída”, disse.
(Foto: idosa chora pela prisão dos dirigentes da manifestação)

O que está ocorrendo em Davinópolis é  uma briga política. O prefeito daquele município, Chico do Rádio é do PDT e até agora, não se rendeu aos “encantos” da governadora Roseana Sarney. Mas não é só por isso que Roseana está zangada com Davinópolis. Além de pedetista, Chico é um dos apoiadores ou amigo de Weverton Rocha, um dos principais alvos do atual governo, que busca a todo custo incriminá-lo na condição de ex-secretário do governo Jackson Lago.

Infelizmente tem sido assim em todo o Maranhão, onde o município é pequeno, sem representatividade política estadual ou federal e o prefeito é adversário, Roseana tem tratado á “pão e água”. Claro, isso não aconteceria se Davinópolis fosse como Imperatriz, Timon, Caxias, mesmo que o prefeito não fosse do seu lado o tratamento seria outro.

Outro município pequeno que tem sofrido um verdadeiro boicote por parte do atual governo estadual é Porto Franco, governado pelo pedetista Deoclides Macedo. Ali até recursos da Saúde foram cortados. Lá o povo quer ver o diabo, mas que por lá não apareça Roseana ou o secretário de Saúde Ricardo Murad.

É por essas atitudes que mais prejudicam o povo, onde as pelejas políticas estão acima do interesse público, que o Maranhão continua atrasado.

Cartaz da Audiência Pública em Imperatriz e um alerta do professor José Geraldo


Eis o cartaz de audiência pública da Comissão Especial da Câmara Federal sobre alteração do código florestal, que se realizará na próxima terça, 02 de março, às 09 horas na Câmara municipal.



Segundo informa o Professor José Geraldo, o convite não chegou à maioria das entidades.



Diz Geraldo: “É importante a presença das diversas entidades para debatermos causas e efeitos da alteração do código. Assim a discussão não ficaria apenas com a interpretação de apenas um setor, visto a natureza ser um patrimônio do povo brasileiro”.

Pois é, José Geraldo tem razão,  a parte dos que fazendeiros e dos defensores do agronegócio já está se mobilizando, ontem houve até um encontro no Sinrural, mas por parte das entidades  e dos ambientalistas não se tem notícia de nenhum movimento.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pesquisas eleitorais e o dom de iludir

Por Roberto Rocha

A política é terreno fértil para a imaginação. Território dos achismos, já foi comparada às nuvens, mutantes cada vez que as olhamos. A contraface disso são as pesquisas eleitorais, fruto da sofisticada ciência estatística fundada em rigor e consistência lógica. Mas uma coisa são pesquisas, outra coisa são as interpretações das pesquisas.

Havia no ar um assanhamento, estimulado por mau jornalismo, que antecipava a "derrocada da candidatura do PSDB", fruto da "maré enchente" da candidata oficial do Governo. A magia dos números associada à indigência intelectual de alguns aguardava o momento inevitável da "ultrapassagem de Dilma sobre Serra", destinado a "comer poeira na corrida sucessória". Manchetes e notas de jornal saboreavam essa "crônica da derrota anunciada". Eis que veio a última pesquisa do Ibope e um estridente silêncio voltou a reinar no noticiário.

Leia mais:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Audiência pública em Imperatriz vai debater o novo Código Florestal


A reforma do Código Florestal Brasileiro, tema que vem colocando em confronto aberto ambientalistas e ruralistas, será objeto de audiência pública em Imperatriz, dia 2 de março às 9 horas na Câmara Municipal.

A audiência será coordenada pela Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro da Câmara dos Deputados e que tem a responsabilidade de proferir parecer ao Projeto de Lei nº 1876, de 1999, e apensados, que produz profundas alterações na legislação ambiental em vigor, notadamente no Código Florestal, na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente e na Lei de Crimes Ambientais.

Com o intuito de ampliar o debate sobre as causas e conseqüências da alteração do Código Florestal, a Comissão decidiu realizar audiência pública no Estado do Maranhão, no município de Imperatriz, sob a coordenação  do deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA). No evento estarão presentes ainda os deputados federais Moacir Micheletto (PMDB/PR), presidente da Comissão, e Aldo Rebelo (PCdoB/SP), relator da proposta.

O assunto é polêmico e em outras localidades já deu muita briga. Na Câmara, a última audiência pública foi uma verdadeira guerra, com troca de acusações " torcidas " dos dois lados se manifestando livremente com vaias e aplausos nas galerias da Casa.

Qual a polêmica?

Os ruralistas pretendem mudar o código para reduzir percentuais de conservação obrigatória (reserva legal), permitir a recomposição florestal com espécies exóticas " comerciais " em outras bacias hidrográficas ou Estados, além de garantir financiamento para recuperação de áreas degradadas e pagamento por manter a floresta em pé (serviços ambientais).

Já os ambientalistas resistem a qualquer mudança, não querem " anistia " para quem destruiu a floresta, mas admitem subsídios oficiais a quem preservar as áreas protegidas.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) é a líder dos ruralistas e afirmou na audiência que quer " pautar a discussão pela ciência " , mas não admite " leis que não possam ser cumpridas " pelos cerca de 5 milhões de produtores rurais do país. Segundo disse, “a lei atual não foi votada por nós, pois é uma medida provisória de 2001 " .

Também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora defendeu que o percentual de proteção exigido por lei seja calculado sobre a cobertura vegetal existente e não sobre a totalidade de cada propriedade. E apelou para que os Estados pudessem legislar sobre questões ambientais.

Em resposta, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) rejeitou as pressões da bancada ruralista e pediu cautela nas mudanças no código. “Não haverá rolo compressor nessa matéria porque a sociedade vai reagir”, disse. Ele pediu um “compromisso” dos ruralistas para evitar novos desmatamentos. “Queremos esse compromisso, mas sem atropelar o Congresso”.

No mesmo tom, a senadora Marina Silva (PT-AC) acusou os produtores de praticarem uma " forma errada de agricultura " e ironizou que os " desenvolvimentistas " agora peçam alternativas aos ambientalistas. " Temos que pensar naqueles que ainda não nasceram, e não apenas em nossos filhos e netos. O lucro de algumas décadas não pode ser mais importante do que nosso futuro " , afirmou a ex-ministra.

Na audiência da Câmara o cenário estava desenhado para debater um polêmico estudo assinado pelo chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, o pesquisador Evaristo Miranda. O trabalho afirmava que “apenas” 29% do território brasileiro estaria livre para a atividade agropecuária - ou 245,5 milhões de hectares.

O Ministério do Meio Ambiente apostou na " desconstrução " da pesquisa ao inverter o raciocínio e apontar que as restrições de uso da terra atingem " somente " 22% do território nacional. Assim, estariam disponíveis 300 milhões de hectares à atividade produtiva, apontou o assessor especial para Clima e Florestas, Tasso Azevedo.

Entre as duas estimativas, há uma diferença significativa de 55 milhões de hectares. Outro estudo preliminar, apresentado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aos senadores, afirma que haveria entre 306 milhões e 366 milhões de hectares que estariam aptos à agropecuária.

A diferença está na forma de cálculo. Para a Embrapa, estão excluídas das estimativas as áreas de unidades de conservação de uso sustentável e as terras indígenas. O Ministério do Meio Ambiente e o Ipam, ao contrário, consideram as duas categorias como de " uso intensivo " permitido para atividades produtivas. Há divergências nos cálculos de reserva legal exigidas pelo Código Florestal, segundo as diferentes regiões do país, e das áreas de preservação permanente (APPs), que devem ser mantidas em beiras de rio e topos de morro.

Para os entendidos no assunto os ruralistas venceram a primeira batalha de uma guerra que promete ser barulhenta. Um representante do setor, o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), foi eleito presidente da Comissão Especial de Meio Ambiente da Câmara.

No entanto ao tomar posse, Micheletto garantiu que buscará um consenso entre ambientalistas e ruralistas. "Ninguém quer brigar. Não queremos criar dicotomias. Estão redondamente enganados os que acham que o relatório poderá levar a questão para um lado ou para o outro", disse. "Mas teremos de exercitar a tolerância para que não paire dúvida de A ou B", admitiu, em seguida.

Em Imperatriz, apesar de não haver entidades tradicionais na defesa ambiental, a audiência poderá ter debates quentes, já que devem acorrer para o evento entidades de âmbito estadual e regional, do Tocantins e do Pará.

Do lado dos ruralistas existem aqui muitos defensores. Recentemente, pessoas ligadas ao Sinrural fizeram verdadeira campanha para tirar Imperatriz da chamada Amazônia Legal, fazendo assim com que a área a ser desmatada nas propriedades rurais seja maior. Quando da última visita da Senadora Kátia Abreu à Imperatriz durante a Expoimp, até distribuiram um adesivo provocativo que chamava os defensores do verde de maconheiros. “Ambientalista não planta o que fuma”, dizia o adesivo.

Vamos torcer para que a audiencia sirva ao que se propõe e que o debate seja dentro da normalidade democrática.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Grupos do PT "estrebucham" e não querem marchar com o sarneysismo

Logo após as decisões do encontro nacional do PT, que  direciona o partido também no Maranhão  para uma coligação preferencial com o PMDB de Roseana, lideranças petistas de diversas correntes "estrebucham" . Depois do presidente do PT de Imperatriz agora é a vez de outras lideranças do partido na capital se manifestarem contra a decisão de cima pra baixo da direção petista. Recebí  do colega jornalista Márcio Jerry e publico na íntegra o texto (com foto) abaixo:

Lideranças do PT se mobilizam para garantir apoio a Flávio Dino

Márcio Jerry (23 de fevereiro de 2010 às 08:42)

Lideranças de várias correntes petistas estão se mobilizando para assegurar o apoio do partido a uma coligação com o PCdoB e PSB tendo o deputado federal Flávio Dino como candidato ao governo. Estes líderes saíram fortalecidos com a resolução política do Congresso Nacional do PT que definiu a diretriz de fortalecer alianças com o bloco de esquerda e os setores progressistas, ao mesmo tempo que rejeitou a tese de aliança prioritária com o PMDB.

Durante o Congresso do PT, Flávio Dino conversou com vários delegados e recebeu manifestações de apoio. Candidato do partido ao Senado em 2006, o advogado Bira do Pindaré é um dos que defende a chamada unidade popular, juntamente com outros líderes de peso no PT como o deputado federal Domingos Dutra, a ex-deputada Terezinha Fernandes, o ex-prefeito Jomar Fernandes, e os dirigentes Sílvio Bembem, Franklin Douglas, Augusto Lobato, Márcio Jardim, Joãozinho Ribeiro e Manoel da Conceição.

Apoio nacional – Cresceu também o apoio a Dino entre membros da direção nacional do partido. Se antes era dada como certa por alguns setores uma aliança com o PMDB no Maranhão, agora já são muitas as vozes influentes que advogam a tese de uma coligação à esquerda, com PSB e PCdoB. A simpatia pela candidatura do comunista foi visível em declarações de líderes como Tarso Genro, que disputará o governo do Rio Grande do Sul, e José Eduardo Cardozo, Secretário Geral do PT Nacional.

O apoio a uma aliança do PT com seus aliados tradicionais PSB e PCdoB, avaliam lideranças petistas, jamais será reprovada pela direção nacional. “Não tem nenhuma justificativa intervir para impedir que o PT se alie a quem já está unido há mais de duas décadas”, pondera um petista. “Uma intervenção seria justificada se a aliança fosse, por exemplo, com o DEM, inimigo histórico do PT”, explica.

Pressão – Disposta a qualquer coisa para evitar o apoio do PT à candidatura de Flávio Dino, a governadora Roseana Sarney está comandando pessoalmente uma forte pressão sobre setores do PT, a quem oferece secretarias, apoios em disputas para deputado e até empregos. Mas o jogo pesado da governadora, avalia um dirigente petista, está provocando reações de antipatia. “Parece que ela pensa que compra o PT, que suborna; mas o PT tem uma história e um ‘dna’ político totalmente distinto do que tem a governadora e seu grupo. Por isso ela vai dar com os burros n’água”, prevê.

Índios desocupam Estrada de Ferro Carajás

 A Vale informa que a Justiça Federal concedeu, na tarde desta segunda-feira, 22 de fevereiro, liminar de reintegração de posse do trecho da Estrada de Ferro Carajás (EFC) ocupada, desde a manhã de ontem, por índios do Povo Guajajara da Terra Indígena Caru. A ferrovia foi liberada às 18h52 desta segunda-feira, após 10 horas de bloqueio.

A interdição começou por volta de 8h50, quando cerca de 50 índios bloquearam a EFC no Km 289, entre os povoados de Mineirinho e Auzilândia, em Alto Alegre do Pindaré (MA), obrigando a Vale a paralisar todas as suas operações. Os índios alegavam que a Fundação Nacional do Índio (Funai) não vinha entregando materiais agrícolas desde dezembro de 2009, apesar de a Vale ter feito integralmente o repasse dos recursos, conforme previsto no acordo de cooperação (termo em vigência 2007 a 2016) com a Funai.

Por causa da interdição da EFC, os usuários do trem de passageiros que partiram de São Luís na manhã de ontem tiveram que seguir viagem em ônibus fretados pela Vale a partir da estação de Santa Inês.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Como fica o PT do Maranhão?

Lula diz que não participará de campanha onde houver palanque duplo

Presidente do PT de Imperatriz discorda de Lula e diz que o partido aqui não apoiará Roseana

Em busca de uma aliança nacional com o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que está disposto a não apoiar até mesmo o PT nas disputas aos governos estaduais caso o seu partido force uma divisão nos palanques regionais, o que prejudicaria diretamente a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Após evento ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, o peemedebista André Puccinelli, e do ex-governador do estado, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, Lula deixou claro que não participará de campanha em estados onde não se repetir a possível aliança com o PMDB.

" Não acredito muito na história de dois palanques. A gente tem que resolver o problema nacional, depois os estados "

- A gente tem que resolver o problema nacional, depois os estados. Mas se em algum estado não tiver possibilidade de construir uma aliança, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele estado - disse ele, após uma visita à fábrica de celulose da Fíbria/Votorantim, em Três Lagoas (MS).

- Não acredito muito na história de dois palanques - reiterou Lula, fazendo ainda um apelo a lideranças locais do PT: - Gastem os argumentos que tiverem que gastar para que possamos fazer uma aliança em todos os estados.

Em entrevista ao jornal "Estado de S. Paulo", publicada nesta sexta-feira, o presidente afirmou que Dilma também não poderá subir em dois palanques .

Mais tarde, durante discurso no 4º Congresso Nacional do PT na noite de sexta-feira, Lula voltou a defender que o PT invista numa política de alianças. Emocionado e ovacionado pela plateia lotada de delegados e militantes petistas, lembrou que sua eleição só foi possível depois de abrir-se para acordos com outros partidos.

- Não queremos governar sozinhos, temos que ajudar outros partidos a ganhar governadores também. O PT tem força e só precisa descobrir que ele é grande. E quando a gente descobre que a gente é grande, a gente fica mais bondoso. A gente tem que repartir o poder com nossos os aliados - discursou Lula, de improviso.

- Minha eleição não foi obra de sorte, mas resultado de um aprendizado - completou.

Sem citar o PMDB, o presidente lembrou que ao chegar ao governo foi preciso dar um passo a mais, ampliando as alianças.

Presidente do PT de Imperatriz diz que o partido aqui não apoiará Roseana

Mesmo que a direção nacional tente impor, o PT de Imperatriz e parte da sigla em todo o estado não marchará na eleição desse ano com o grupo Sarney. Essa posição foi manifestada pelo presidente do diretório municipal do PT de Imperatriz, André Santos, durante encontro do PDT, na tarde de hoje (sábado, 20) na loja maçônica Lauro Tupinambá Valente.

“Se a direção estadual optar por essa candidatura o partido irá rachado para eleição, pois em Imperatriz e grande parte do Maranhão não nos curvaremos ao sarneyismo”, disse André.

A posição do presidente do PT de Imperatriz é compartilhada por lideranças Como Manoel da Conceição, Valdinar Barros, Jomar Fernandes, Terezinha, Domingos Dutra, Bira do Pindaré, entre outros que não querem a companhia de Sarney nem para ir para o céu...

Vamos aguardar o desenrolar dessa decisão que inclusive pode prejudicar a provável candidatura de Flávio Dino, que conta com o PT como aliado de primeira hora. Outra agremiação partidária ainda sem um rumo definido, tanto a nível nacional como no Maranhão, é o PSB que ameaça sair com Ciro Gomes para presidente e no Maranhão, através do ex-governador José Reinaldo é um dos avalistas da candidatura de Flávio Dino.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Há como um político viver tranquilo roubando o dinheiro público?


Em dias conturbados em Brasília com a prisão do governador José Roberto Arruda, me permito publicar esse artigo para a reflexão, principalmnte daqueles que militam na vida pública.
E inicio com dois pequenos trechos do livro Novo Príncipe de Dick Morris (coordenador de propaganda de Clinton em 1996) . Diz ele: "Não há como ganhar na cobertura de um escândalo. A única maneira de sair vivo é falar a verdade, agüentar o tranco e avançar". Com vasta experiência junto à imprensa dos EUA, lembra que, quando ela abre um escândalo, tem munição guardada para os próximos dias. Os editores fatiam a matéria, pedaço a pedaço, para a cada dia ter uma nova revelação.

De nada adianta querer suturar o escândalo com uma negação reativa, pois virão outras logo depois, desmoralizando a defesa. E outros veículos entram com fatos novos, para desmentir. Para Morris, a chave é não mentir. O dano de mentir é mortal. "Uma mentira leva a outra, e o que era uma incomodidade passa a ser obstrução criminal à Justiça".

Leram os dois parágrafos acima? Nada demais, é apenas um manual ensinando os políticos a sofrerem menos quando forem pegos “com a boca na botija”.

Pois bem: para o público em geral, já acostumado com a impunidade reinante no país, ou aqueles mais cínicos, tudo isso  vai dar em nada, breve Arruda sairá da cadeia e vai viver a vida gozando da riqueza que talvez tenha amealhado roubando o dinheiro público. Pode até ser. E tem uma certa razão os que pensam assim.

Em todo o mundo tem corrupção. Na Alemanha, Itália, França, Europa, Japão e China tem tanta corrupção como aqui; mas lá não tem a impunidade. Lá, o rico, o deputado, o senador, o ministro, o empresário, pega cadeia, é cassado, é preso, devolve o dinheiro roubado. No Brasil, o perigo é roubar galinha.

No dia nacional de combate á corrupção, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) bradou da Tribuna do senado: “Não se findará a impunidade com o foro privilegiado. Ao contrário, crime de corrupção deve ser necessariamente julgado com prioridade; julgado e, se comprovado o delito, os seus autores condenados, como nas melhores democracias do mundo. Prioridade para o político! Prioridade para o Ministro! Prioridade para o banqueiro! Prioridade para o crime de ele ser julgado primeiro, e não o ladrão de galinha, e não a briga entre marido e mulher, e não o desafeto na favela. Esses são julgados logo, e os crimes do colarinho branco se perdem nas gavetas”.

Vamos aqui para a nossa terrinha, Imperatriz. Aqui tem ex-prefeito que foi acusado de superfaturar a merenda das crianças e há mais de 10 anos vem se livrando da justiça. Toda eleição entra na lista dos inelegíveis mais acaba se safando e saindo candidato. Nessa agora está indeciso se sai candidato a federal, estadual ou talvez vice-governador, caso a atual governadora queira tirar o seu vice da segunda maior cidade do Maranhão. “O homi é rico, do lado do outro de bigode ninguém mexe com ele”, disse-me um feirante do mercadinho já se preparando para votar no “cabra macho”, como ele denomina o ex-prefeito.

Mas não é bem assim, não vive bem quem rouba ou está sendo acusado de roubar. Continuo acreditando que a ganância, a usura, o crime não compensa. Penso que esse ex-prefeito não vive tranqüilo e realmente, se não tivesse muito dinheiro já estaria atrás das grades, pois além do caso da merenda escolar, em seus outros mandatos conseguiu mais uns cerca de 8 processos, a maioria por improbidade administrativa. É um inferno, ter que estar o tempo todo se defendendo. Eu não quero isso, por dinheiro nenhum!

Outro ex-prefeito - não acredito que tenha roubado, mas por total inexperiência de sua equipe - cometeu muitos erros e vive acossado pela Justiça. O pior é que nem dinheiro tem para pagar advogados e custas processuais na sua defesa. Como se tudo isso não bastasse ainda está enrolado com uma experiência empresarial infrutífera no estado do Tocantins, onde teria sido sócio de uma fábrica de medicamentos financiada com recursos do BNDES que agora quer sua grana de volta.

Enfim, esses dois e muitos outros pelo país a fora não têm um sono tranqüilo, torcem pela não aprovação do projeto Ficha limpa e já imaginam seus nomes publicados em listas de sujos da política.

Finalizo com Pedro Simon, para mim um dos últimos grandes homens da história política brasileira. Que sua frase fique gravada para a nossa reflexão:

“Política é a capacidade de ouvir, antes de qualquer coisa, o bater distante dos cascos da história. As autoridades, aquelas mesmas que se protegem sob o manto da impunidade e que se escondem nos foros privilegiados, ou, mais ainda, aquelas que se valem da truculência, devem, ao menos, tomar cuidado nessa atropelada, para não serem esmagados pelos cascos da história”.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Reinaldo Azevedo cita Imperatriz para escrachar filme de Lula


O jornalista blogueiro Reinaldo Azevedo continua escrachando o filme "Lula, o Filho do Brasil".


Dessa vez até Imperatriz é citada através de uma leitora que teria lhe passado a informação que aqui também o filme não teve recorde de bilheteria.


Confira o post:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

50 CONSELHOS PARA OS POLÍTICOS!


1. Nunca mude de personagem.

2. Não fale mal de seu adversário na frente da família. Ela nunca entenderá quando for seu parceiro.

3. Nunca minta. Fale o necessário.

4. Mais importante que ganhar eleição é seu antagônico perder. Dentro ou fora.

5. A internet não substitui a imprensa.

6. A imprensa continua importante.

7. A imprensa não é fundamental.

8. A noticia de hoje desaparece duas horas depois.

9. Cuidado quando as noticias forem em série.

10. Nunca tranque as portas. No máximo as feche.

11. Há uma diferença em buscar recursos para fazer política e buscar a política para fazer recursos.

12. A eleição de hoje não é a ultima da historia.

13. Ninguém sabe no exterior que o brasileiro é alegre e festivo. Nem aqui.

14. Atire sempre na pessoa jurídica de seu adversário. Nunca na pessoa física.

15. Ideologia na política não é tudo. Política sem ideologia é nada.

16. Fique bravo por fora, e tranqüilo por dentro.

17. Na TV se fala com voz escandida. No rádio se faz discurso.

18. Seu assessor de imprensa pode  não conhecer a imprensa.

19. Seu publicitário sabe muito menos que você sobre política.

20. Sempre haverá um bêbado numa reunião. Dê a palavra a ele.

21. Político: Mulheres se cumprimentam com olhar fixo e aperto de mão rígidio. Política: Homens se cumprimentam, com olhar esguio e aperto de mão frouxo.

22. Só polemize se souber o que vai dizer na quinta jogada.

23. Seu adversário sabe tudo de você. Você só precisa saber uma coisa dele.

24. Enxugue o suor de sua mão antes de apertá-la.

25. Abrace o eleitor envolvendo-o. Ele é seu intimo. Nunca use freio de mão.

26. Ouça seu eleitor envolvendo-o. Olhe para seus olhos olhando os cantos do rosto. Preste atenção.

27. Cada aperto de mão é uma pesquisa qualititava,

28. As pesquisas tratam do que você deve fazer e não do que já fez.

29. Case com uma mulher mais velha. Case com um homem muito mais velho.

30. Aprenda a sorrir como o Blair e faça assim na TV e nos velórios.

31. Os âncoras da TV tem mais credibilidade que você. Não os desminta.

32. É na pré-campanha que se fixa a imagem no celulóide. Na campanha se revela.

33. Ataque com palavras sinonímicas. Nunca subindo o tom da voz.

34. Use parábolas, eufemismos,mas sempre...............curtos.

35. Deus não vota.

36. O fotojornalismo é mais importante que o jornalismo escrito. Até que as manchetes.

37. Fale com narrativas e imagens. Só assim vai gerar memorabilidade.

38. Escolha a biografia de no mínimo dois políticos, e as conheça bem.

39. Historia é o fundamento da política.

40. Leia o noticiário do dia do veiculo que o vai entrevistar e o use como argumento.

41. Os números quebrados impressionam mais.

42. A retórica pomposa, ridiculariza.

43. Conheça umas 4 piadas sobre políticos. Curtas. E as use.

44. Nunca desminta a imprensa: faça uma nova afirmação.

45. Não é você que é bonito, mas o poder que você tem. Dura seu mandato.

46. Em plenário, responda concordando, e prossiga,... discordando.

47. A ultima palavra é a de Deus.

48. O voto se pede. Mas não se suplica.

49. A cada contato com o eleitor você deve estar como se estivesse acabado de tomar banho: alegre, perfumado, arrumado.

50. Prometer o possível.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bloco do Imprensa, a novidade do carnaval 2010 em Imperatriz

Criado na última quarta-feira,3/02,em Imperatriz, o  "Bloco do Imprensa", formado por membros da imprensa imperatrizense, mas aberto à participação de  qualquer pessoa, que    para isso deve apenas 


Na foto: Mauro (Opendoor), Tereza Eugênia ( TV Capital), Domingos César (Ascom), Léo Costa (TV Difusora), Claudir Porcínio (Ascom), Josué Moura (Ascom) Marcos Franco (Jornal O Correio de Imperatriz) Ozias Pânfilo (Opendoor) Josafá Ramalho (TV Difusora) Dênis Lopes (TV Difusora) e Pinheiro (Secom).              

colaborar com dois quilos de alimentos não perecíveis.
O bloco se concentrará neste sábado, 6/02, as 16 horas, no Bar do Olímpio, localizado na rua 15 de Novembro, próximo ao Pivas,  depois percorrendo ruas pela cidade velha até a praça de Fátima (Banca do Chico). 
Não haverá Abadás, a fantasia fica por conta de cada um.  E a animação ficará por conta da banda municipal, através da Fundação Cultural. 
Portanto, se você sente saudades do carnaval tradicional, não fique de fora. Participe da brincadeira e ajude o Lar São Francisco, entidade que foi eleita para receber os alimentos que serão arrecadados.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Refinaria no Maranhão é só enganação?

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) é mesmo um homem de coragem, não se entrega nem se amofina diante dos adversários. E, remando contra a maré - que vem criando através do governo Roseana uma verdadeira onda desenvolvimentista, numa propaganda muito bem elaborada para o maranhense crer que daqui pra frente o maranhão vai virar um paraíso -, insiste que a história da implantação da Refinaria Prêmium da Petrobrás no Maranhão  não passa de um embuste, mais um "canto de sereia" para que a filha de Sarney permaneça no comando do estado. Confira o que diz José Reinaldo:
Só enganação

Infelizmente, a “Pedra Fundamental” da obra foi apenas um teatro político, sem nenhuma segurança técnica, porque não existem estudos aprofundados, nem nada. Foi então que soube de uma notícia muito ruim. Eu já ficara bastante curioso quando não vi nenhuma repercussão nacional da vinda do Presidente Lula lançar a refinaria. Parece que ninguém acreditou. E foi muito estranha a falta de reação do Ceará ao anúncio, já que esse estado estaria disputando a refinaria com o Maranhão. Fugiu aos padrões dos políticos cearenses, que sempre nesses momentos vão para a luta e exigem garantias de que a deles seria construída também. Achei estranho e inusitado.

Pois bem, agora soube de uma notícia preocupante. A de que haveria veto técnico à refinaria maranhense, porque não haveria água suficiente no Rio Itapecuru para suportar o empreendimento. Assim, a refinaria deveria ir para o Pecém no Ceará.

Os dados técnicos são os seguintes: a refinaria precisaria de 4 m3 por segundo e como São Luís vai precisar de mais de 5m3, teríamos uma vazão a ser retirada do rio de quase 10 m3/s, o que seria excessivo para um rio sujeito a pouca água no período de estiagem. Como a outra opção disponível é o Rio Mearim, que tem as águas salinizadas até Vitória do Mearim, a operação de trazer essa água por mais de cem quilômetros e os custos para bombeamento seriam grandes demais.

A necessidade de criar factóides eleitorais para melhorar suas chances de eleição podem nos levar a perder mais esse empreendimento. Sem projetos não podemos contestar documentos técnicos como esse. Vamos ver… Mesmo se isso for fato, é lógico que vão manter as aparências até depois das eleições

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TSE poupa Dilma e Lula de punição que impôs a Jackson Lago


*Por Josias de Souza

Um passeio pelos arquivos do TSE revela que o tribunal vem sedo seletivo no julgamento de ações por violações à legislação eleitoral. Esquiva-se de impôr a Lula e Dilma Rousseff os rigores de um ordenamento jurídico que já rendeu, por acusações análogas, até a cassação de governador.

Na semana passada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, levantou o problema: "Tem que haver um critério único para aferir a campanha antecipada...“...Não se pode usar um critério para prefeito, governadores, e outro para presidente da República. A Justiça Eleitoral tem que primar por um [...] um parâmetro único”.

A oposição –PSDB, DEM e PPS— já protocolou no TSE nove representações contra Lula e a candidata dele à sucessão. Quatro já foram mandadas ao arquivo. Cinco estão pendentes de julgamento.

Em todas elas, Lula e Dilma são acusados de converter cerimônias oficiais em atos de campanha. Campanha ilegal, já que a lei fixa o dia 5 de julho como data oficial para o início da refrega eleitoral.

Considerando-se apenas os últimos quatro meses, Dilma foi levada à vitrine em 46 cerimônias públicas. Entre elas inaugurações e vistorias de obras. Tornou-se uma ministra "palanqueira".

O blog recuperou a íntegra do processo que levou à cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago. Foi apeado do cargo em março de 2009. Assumiu a segunda colocada no pleito de 2006, Rosena Sarney (PMDB).

O veredicto pró-cassação prevaleceu no plenário do TSE por cinco votos a dois. Um dos malfeitos que contribuíram para que a cabeça de Jackson Lago fosse à bandeja tem características semelantes às que envolvem Lula e Dilma.

O episódio ocorreu no município maranhense de Codó, em abril de 2006, três meses antes do início oficial da campanha daquele ano. Governava o Maranhão José Reinaldo Tavares. Ex-aliado dos Sarney, rompera com a família do presidente do Senado, José Sarney.

Admitia a eleição de qualquer sucessor, menos Roseana Sarney. Apoiava dois candidatos: Edson Vidigal, derrotado; e Jackson Lago, vitorioso. Levou ambos a um evento oficial: a assinatura de convênio para a liberação de verbas à prefeitura de Codó.

Do alto de um palanque, José Reinaldo discursou para uma platéia de cerca de 500 pessoas. Cobriu Jackson e Vidigal de elogios. Disse coisas assim:

1. “O doutor Jackson Lago é um homem lutador, médico. Foi prefeito três vezes de São Luís, em um homem credenciado. Nós temos que acabar com esse negócio de uma família mandar no Maranhão, gente [...]”.

2. “Nós estamos trazendo essa grande parceria [...], com alguns milhões de reais. E digo para vocês que vou fazer ainda muito, mas os nossos candidatos –ou o Vidigal ou o Jackson— vão continuar e vão fazer ainda mais do que eu fiz.”

3. “Vocês vão ter aqui a condição de escolher entre dois homens do maior gabarito desse Estado. Um é o doutor Jackson Lago [...]. O outro é o nosso amigo de infância Edson Vidigal”.

Em voto seguido parcial ou integralmente por quatro colegas, o relator do processo contra Jackson Lago, ministro Eros Grau, considerou que, nesse episódio, “ficou consubstanciado abuso de poder político e econômico”.

Restou provado também, segundo ele, a “prática de conduta vedada” pela legislação eleitoral. Nas representações do PSDB, DEM e PPS, atribui-se a Lula papel semelhante ao exercido no Maranhão por José Reinaldo Tavares.

O presidente exibe Dilma em cerimônicas e pa©mícios, exatamente como o então governador fizera com Jackson Lago. Lula apresenta sua candidata como a pessoa que manterá o que ele fez e fará muito mais.

O presidente desfere ataques à oposição, fixando uma disputa ao estilo “nós [governo Lula] contra eles [gestão FHC]”. É, precisamente, o que fez José Reinaldo em relação aos Sarney. Em seus discursos, Lula vale-se de malabarismo verbal.

Ele reconhece que não pode falar de eleição, como fez no último dia 19, em Minas (veja vídeo lá no alto). Mas não fala em outra coisa. É como se Lula testasse os limites e a paciência da Justiça Eleitoral.

No julgamento de Jackson Lago, os ministros que se opuseram à cassação levantaram duas questões.

A primeira: as candidaturas ao governo do Maranhão não haviam sido ainda formalizadas. A segunda: não havia evidências de que as supostas infrações tiveram influência no resultado da eleição.

Prevaleceu o entendimento de que a punição não dependia nem de uma coisa –o lançamento formal dos candidatos— nem de outra— a influência sobre a votação. O caso de Jackson Lago envolveu um leque de outras acusações que não pesam contra Lula e Dilma –compra de votos, por exemplo.

Mas, tomada pela parte que atribuiu peso ao comício disfarçado de cerimônia oficial ocorrido em Codó, a sentença deixa boiando no ar uma pergunta:

Por que a infração levada em conta na cassação de um governador não teve, por ora, relevo para a imposição de uma simples multa a Lula e Dilma, como pede a oposição?

Ao julgar as representações que ainda não analisou, o TSE terá cinco oportunidades para estabelecer o que Gilmar Mendes chamou de “critério único”. Sob pena de ganhar o noticiário como um Tribunal Seletivo Eleitoral.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Filho de "Valtinho da Transboi" comenta post:

Em que deu as investigações sobre a morte de Ita Alves e outros casos prometidos pelo secretário Cutrim que seriam finalmente apurados?

"É muito bom saber que pessoas como o senhor lembrem-se de cobrar por promessas feitas e não cumpridas. Sou filho do Valtinho da Transboi, assassinado em 27 de abril de 2006, a mando da pessoa que todos sabem quem é, porém, que por questões políticas, continua impune e acobertado pelas mãos do poder.

Estive em São Luis pessoalmente para conversar com o Secretário de Segurança Raimundo Cutrim, que por motivos obvios me tratou muito bem e se comprometeu a elucidar o crime, até mesmo porque ele e meu pai eram muito amigos. Mantivemos contato telefônico eu e o secretário por diversas vezes até a "pseudo" conslusão do inquérito policial, porém a partir daí, não sei se já de posse de provas irrefutáveis da autoria do crime ou do covarde mandante, não mais consegui falar com o Sr. Secretário de Segurança. Portanto estou como todos os cidadãos imperatrizenses.... Extremamente indignado com mais promessas feitas e não cumpridas, somente vendo as intenções e ações sórdidas da política entricheirando-se por seus obscuros caminhos para encobrir interesses ainda mais cinzentos.... Obrigado pela lembrança. (Alexsander Ogawa da Silva Ribeiro )

Em tempo: O post (de 1º de Dezembro de 2009) "Em que deu as investigações sobre a morte de Ita Alves e outros casos prometidos pelo secretário Cutrim que seriam finalmente apurados?" alvo do comentário de Alexsander continua neste blog, se o leitor quiser rever, basta ao final da página buscar em postagens mais aintigas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

José Sarney quer me ver preso, diz Aderson Lago


O ex-deputado estadual Aderson Lago (PSDB) divulgou, na tarde desta quinta-feira (14), nota a imprensa prestando esclarecimentos sobre matéria veiculada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão dando conta do envolvimento do seu nome num suposto esquema de desvio de recursos públicos em 2005 na Secretaria Estadual de Saúde (SES), informa o blog do jornalista John Cutrim:

A Suzano no Maranhão


Os impactos ambientais e socioeconômicos da construção de uma fábrica de celulose


A construção da unidade de produção de celulose do Grupo Suzano, na região sul do Maranhão, deve ser iniciada em 2011, com previsão de entrar em operação em 2013. A confirmação foi feita pelo executivo do grupo Luiz Antônio Cornacchioni, em meados do mês de outubro, ao secretário estadual de Indústria e Comércio, Maurício Macedo, durante reunião realizada na sede daquela secretaria.

Logo em seguida o governo Roseana tem feito dessa confirmação um verdadeiro libelo na chamada propaganda institucional, apontando para os maranhenses com um futuro de emprego e conseqüente riqueza com a instalação desse e de outros grandes empreendimentos no estado.

Embalados pela esperança de milhares de empregos, os municípios de Porto Franco e Imperatriz disputam para ter em suas jurisdições a instalação da Fábrica, um projeto orçado em aproximadamente R$ 3 bilhões, com capacidade de produção da ordem de 1,3 milhão de toneladas por ano, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas/ano. Segundo a Suzano, só a obra vai gerar cerca de 11 mil empregos, entre diretos e indiretos, durante a fase de construção.

Uma das maiores produtoras de papel e celulose da América Latina, a Suzano Papel e Celulose já anunciou este ano investimentos da ordem de US$ 100 milhões na composição de base florestal para suprir as demandas das duas novas unidades industriais, sendo uma no Maranhão e outra no Piauí. A meta da empresa é plantar 220 mil árvores por dia.

Embevecidos pela propaganda desenvolvimentista da Suzano e do governo do Maranhão, os municípios que lutam pela instalação da fábrica em seu solo nem se dão conta do que poderá vir depois com crescentes impactos ambientais e socioeconômicos do referido empreendimento.

Atualmente, os países ricos, que são os grandes consumidores, já não produzem sua própria celulose. Nos últimos 15 anos começaram a definir-se zonas de consumo e outras que se perfilam como enormes produtoras de papel e pasta. Em sua busca de áreas com melhores condições climáticas e econômicas, a indústria se expandiu para a Ásia e América Latina. E as Américas Latina e do Sul tornaram-se espaços “prioritários”.


De acordo com o Movimento Mundial pelos Bosques Tropicais, esse consumo excessivo “gera graves impactos sobre a vida de milhões de pessoas”: o papel precisa de madeira, que provém de enormes monoculturas, instaladas em terra fértil e barata com mão-de-obra menos custosa, subsídios e apoios estatais e um escasso controle ambiental.

O resultado é o mesmo para cada país. “Latifundização e estrangeirização da terra, concentração do poder, expulsão da população rural que acabam migrando para a s cidades com as conseqüências que todos já conhecem, perda neta de empregos locais, esgotamento de solos e recursos hídricos, perda de biodiversidade”. E o problema “se agrava ainda mais com a instalação de fábricas de celulose para exportação nas imediações das áreas plantadas, com os conseqüentes impactos socioambientais”.

“A Botnia no Uruguai, a Celco no Chile e a Aracruz no Brasil não são mais do que a ponta do iceberg. Deve-se também prestar atenção no que for feito sobre o rio Paraná, onde o abundante volume ‘dilui’ ardilosamente a poluição. Uma vez instaladas as megaindústrias de celulose, inevitavelmente criar-se-á um pólo de indústrias sujas na região, expulsar-se-ão as indústrias e serviços amigáveis com o meio ambiente e as que precisam de água e solos de alta qualidade, gerando uma onda de migração e desemprego”, asseverou Jorge Cappato, diretor geral da Fundação Proteger e coordenador nacional do Comitê Argentino da União Mundial para a natureza (UICN).

Segundo o especialista de Proteger, com a desculpa de que “o rio já está contaminado”, e com a luz verde de controles políticos débeis, “as indústrias sujas – e de produção em massa e barata, porque comparativamente geram pouco emprego e porque pouco lhes importa o ambiente–, virão como moscas ao mel. Entraremos num espiral com mais contaminação, mais pobreza e menos qualidade de vida. Esta é a encruzilhada e o ponto de inflexão em que nos encontramos no Cone Sul, precisamente neste momento”.

Segundo o trabalho, a demanda mundial de pasta de celulose alvejada no mercado crescerá de 45 milhões de toneladas em 2005 a 74 milhões de toneladas em 2020. Esse incremento de 29 milhões de toneladas implicará uma ampliação do mercado em 1,9 milhões anual, até 2020, equivalente a duas usinas por ano como as do maranhão e Piauí até 2020.

Esse consumo excessivo, acrescenta, gera graves impactos sobre a vida de milhões de pessoas no sul. “Esse papel e papelão é produzido a partir de celulose, em cuja elaboração se requer madeira, que crescentemente prove de enormes monoculturas de árvores, em particular eucaliptos, pinheiros e acácias”.

Essas monoculturas se instalam em regiões que reúnem várias condições: rápido crescimento das árvores, acesso a amplas áreas de terra fértil e barata, mão-de-obra barata, disponibilidade de subsídios e apoios estatais, escasso controle ambiental.

“Apesar das promessas de “desenvolvimento” que acompanham as plantações, os impactos se agravam à medida que se incrementa a área plantada, como é facilmente percebido em países com milhões de hectares de plantações como a África do Sul, o Brasil, o Chile e a Indonésia”.

A Aracruz e a Veracel no Brasil, a Arauco no Chile e na Argentina, Sappi e Mondi na África do Sul e na Suazilândia, a Advance Agro na Tailândia, a Ásia Pulp and Paper na Indonésia são exemplos conhecidos dos graves impactos desta indústria”.


E tudo para quê? “Para que a indústria do papel possa dispor de celulose abundante e barata para continuar ampliando seus mercados e aumentando seus lucros, mediante a permanente invenção de novas ‘necessidades’”, responde o World Rainforest Movement.

O que Fazer

Em seu trabalho apresentado em agosto do ano passado, a organização se refere à escalada da produção de celulose na América Latina e à possibilidade que as empresas e os governos têm de transformar essa indústria contaminante em outra limpa, ao fixar critérios ambientais que se sustentem no tempo e promover a reciclagem nos países do norte, que são os maiores consumidores.

Durante as próximas décadas haverá uma importante pressão para ampliar as zonas de plantações e a instalação de fábricas de pasta de celulose em grande escala.

O documento propõe, como alternativa para um desenvolvimento sustentável da indústria numa região na qual avançam os investimentos estrangeiros, um Plano de Produção Limpa, com um conjunto de critérios para que os países incluam limites à escala produtiva, certificação para as plantações florestais e sistemas de produção livre de cloro e poluente.

O relatório do Greenpeace segue a linha do documento europeu “Uma visão comum para transformar a indústria européia do papel”, acordado na reunião do Movimento Florestal Europeu (FME,) em 2 de outubro de 2005.

O documento, assinado por 48 organizações, estabelece: “queremos ver uma Europa que reduza radicalmente seu consumo de papel, que este seja fabricado por uma indústria que dependa menos da fibra virgem de árvores, maximize o uso dos materiais reciclados, respeite os direitos territoriais da população local, ofereça emprego e tenha impactos sociais que sejam benéficos, sem conflitos e que sejam justos”.

“Queremos que todo o papel da Europa seja fabricado com fibras de fontes responsáveis e sustentáveis, utilizando energia completamente renovável, com água também limpa antes e depois da produção do papel e que não produza nenhum refugo nem emissão”, acrescenta o texto.

É preciso reduzir o Consumo de Papel

“Existe um consumo desmedido de papel. Os exemplos abundam. Há uma quantidade impressionante de artigos descartáveis de papel e papelão como copos, pratos, bandejas, guardanapos e até toalhas de mesa que estão substituindo –em nível massivo– seus similares permanentes”.

Observa-se essa realidade, por exemplo, quando uma pessoa adquire um par de sapatos. Este vem envolvido em papel, dentro de uma caixa de papelão e é entregue ao comprador numa bolsa de papel. Ou na publicidade por correspondência não solicitada que cada manhã invade as casas “Definitivamente, toda pessoa é forçada a consumir uma dose diária de papel e papelão que nunca pediu nem quis consumir”.

“O tema ultrapassa então a responsabilidade do consumidor individual e se encaixa no plano mais amplo da sociedade de consumo. Portanto, não se resolve simplesmente culpabilizando o indivíduo, senão que se trata de um tema que deve ser resolvido no plano da sociedade em seu conjunto”.

Nesse plano, “as sociedades do Norte devem compreender que seu estilo de vida-no qual o consumo ocupa um lugar exagerado - está afetando as possibilidades de sobrevivência de pessoas com seus mesmos direitos, em outras partes do mundo. Ao mesmo tempo, devem entender que esse consumo desmedido está levando o planeta ao desastre ambiental, o que já se torna evidente na mudança climática, no esgotamento e contaminação da água e na perda da biodiversidade, entre outros”.

Quanto a nós, pobres do Maranhão, ávidos por emprego e renda, devemos colocar as barbas de molho e não nos deixarmos levar assim tão lânguidos pelo “canto da sereia”.

Diz o adágio que “quando a esmola é grande o cego desconfia”. Devemos desde já questionar tantas “facilidades”, colocar na pauta a discussão dos impactos e o que deve ser feito para evitá-los ou reduzi-los. A Folha da Chapada das Mesas abre o debate.
(Matéria deste jornalista originalmente publicada no quinzenário Folha da Chapada das Mesas).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Polícia não consegue desvendar atentado contra a casa de Juíza




A polícia civil de Imperatriz ainda não conseguiu desvendar o mistério que envolve o atentado à casa da Juíza aposentada Maria das Graças Carvalho de Sousa, fato ocorrido na madrugada do dia 7 de dezembro último, quando dois desconhecidos desferiram quatro tiros contra o portão, a parede da casa e o carro da magistrada, que estava na garagem da residência.

Maria das Graças disse que tinha ido dormir por volta das 2h da manhã e quando estava em pleno sono foi surpreendida com vários disparos de arma de fogo contra o portão de sua casa. Ela contou que viveu momentos de tensão e medo em função dos disparos e o barulho que de tão violentos pareciam uma "guerra".

Antes de deixar a magistratura, Maria das Graças foi juíza da 4ª Vara Criminal, Corregedora de Presídios e Secretaria de área penitenciária do ex-governo Jackson Lago, com atuação destacada na área de defesa dos Direitos Humanos e cidadania.

Descaso da classe

Mesmo estando aposentada, Maria das Graças, conta com algumas prerrogativas do ex-cargo, mas estranhamente não tem recebido nenhuma manifestação pública de defesa de sua classe. A Associação de Magistrados do Maranhão apenas publicou uma nota no site da entidade, sem até agora encetar nenhum esforço concreto no sentido de cobrar da polícia celeridade no inquérito para saber quem foram os atiradores e possíveis mandantes do ato sinistro.

O delegado Jefrey de Paula Furtado (1ª DP) foi à casa da juíza logo na manhã de segunda-feira, ocasião em que confirmou que os tiros partiram de armas de grosso calibre e anunciou a instauração de inquérito para apurar o atentado, mas até agora foi só isso, não se tem notícia de nenhum fato novo que venha a esclarecer o assunto. Nossa reportagem esteve no primeiro DP, mas não conseguiu falar com o Delegado que se encontrava fora da cidade. (Matéria deste jornalista, originalmente publicada no quinzenário Folha da Chapada das Mesas).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nasce a Folha da Chapada das Mesas



Eis o Editorial:

Em suas mãos o primeiro número do jornal Folha da Chapada das Mesas, quinzenário jornalístico do nosso tempo, com reportagens, artigos, idéias...

Com esta publicação não pretendemos mais do que contribuir para algo que julgamos ser essencial: fomentar a utilização dos meios de comunicação como ferramenta de trabalho, de cidadania, promovendo, enquanto instrumentos de comunicação a serviço da inovação e da aprendizagem da vida cívica, ao mesmo tempo estimular uma reflexão crítica sobre a lógica específica dos diversos meios de comunicação social.

Como disse Juan Luis Cebrián, um dos jornalistas mais conhecidos do mundo de língua espanhola, “Conhecemos o fútil e perecedouro do nosso trabalho. Os jornais saem todos os dias, escrevem-se todos os dias, nascem e extinguem-se diariamente, são uma espécie de fogueira das vaidades, entre as quais não são menores as dos próprios jornalistas. Por isso convém desconfiar da sua pretensa influência e defender-se da sua arrogância evidente. O tempo arrasa-os com uma facilidade incrível. O tempo é mais forte do que os juízes, que a censura, que os leitores e que a verdade”.

Pensando assim, a cada edição nos esforçaremos para oferecer vários pontos de vista e cada matéria será produzida com o objetivo de tornar-se uma referencia duradoura sobre o assunto tratado. Nesse contexto nossa principal bandeira será a defesa do planeta, do meio ambiente e da cidadania.

A Folha da Chapada das Mesas pretende ultrapassar os limites da superficialidade, da informação frágil, do lugar comum sem no entanto, abrir mão de uma linguagem ágil e de uma veste gráfica cativante.

Somos um jornal independente e plural. Em nossas páginas só não haverá espaço para a verdade oficial empacotada, sem nenhum direito ao contraditório. Pelo contrário, apostamos na reportagem com ferramenta, que revela o que se deseja esconder ou desconhecer.

Aqui você encontrará debates e análises. Nas colunas, no roteiro de cada edição buscaremos oferecer o melhor material sobre idéias e comportamento, sobre a produção nas artes, na política e na economia.

As forças do mercado e da política empurraram a quase totalidade da mídia para uma postura homogênea, supérflua, sem graça. Reforçam uma forma de fazer jornalismo que se alimenta basicamente da bajulação, de declarações de autoridades e relatórios

institucionais. Um jornalismo pela rama, que frustra o leitor mais atento, desejoso de romper as barreiras da desinformação, que cria uma unanimidade falsa, um discurso repetido, um conforto preguiçoso.

A Folha da Chapada das Mesas nasce no sentido contrário desta corrente, para que um dia deixe de ser assim tão fundamental olhar para os jornais, “desconfiar da sua pretensa influência e defender-se da sua arrogância evidente”. E já que “o tempo é mais forte do que os juízes, que a censura, que os leitores e que a verdade”, também há-de chegar esse tempo.

Se você quiser ser incomodado por uma outra realidade, pela dúvida, pela revelação, leia este jornal. Porque assim será a Folha da Chapada das Mesas.