terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alie-se a isso, a notícia de que o Estado não vem quitando seus precatórios.Será a bancarrota do Maranhão?

Maranhão pede sua retirada do cadastro de inadimplentes da União

O estado do Maranhão ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, a Ação Cautelar (AC) 2783 pedindo, liminarmente, a suspensão de sua inscrição no Cadastro Único de Convênio (CAUC), do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) e do Cadastro Informativo dos créditos não quitados do setor público federal (CADIN) devido a supostas irregularidades na prestação de contas referentes a convênios firmados com ex-gestores.

O governo estadual sustenta que as inscrições nos referidos cadastros o impede de firmar qualquer outro convênio e, também, de receber repasses dos convênios em andamento, bem como de obter transferências voluntárias da União. O governo do estado do Maranhão pretende com a AC obter a declaração de nulidade dos registros no CAUC, procedidos indevidamente pela União e o seu consequente cancelamento de responsabilidade de ex-gestores em exercícios anteriores.

Alegações

Segundo o governo maranhense, o posicionamento do STF, em precedentes, conclui que não se pode confundir a responsabilidade dos ex-gestores com a necessidade de cumprimento das políticas públicas, portanto, adotando o princípio da intranscendência visto que nem o órgão público, nem a população a ele vinculada podem ser responsabilizadas pelas irregularidades praticadas por ex-gestores.

Alega que, assim como as demais unidades da Federação, sobretudo as mais carentes, vem trabalhando em conjunto com os órgãos federais através da realização de convênios e respectivos aditivos, como única alternativa para desenvolver programas sociais, “notadamente na área de educação, saúde, desenvolvimento agrário, segurança, através de expansão de seus serviços”. Afirma também que, para este objetivo, alguns empréstimos são concedidos pelos entes federais aos Estados-Membros.

Para o governo do Maranhão, a inscrição no cadastro de inadimplentes representa “grave risco ao equilíbrio da Federação, uma vez que a União, diante da inclusão do estado no CAUC e outros cadastros análogos, trará graves impactos aos programas de interesse estadual para os quais os recursos de outras esferas são indispensáveis, o que acarretará prejuízos incomensuráveis ao estado e à sua população, vez que a inscrição nestes cadastros inviabiliza o recebimento pelo estado de verbas de convênios e empréstimos”.

Por fim, alega o governo estadual que a inscrição do estado do Maranhão no CAUC está a impedir a celebração de convênios e empréstimos, e a liberação dos recursos referentes aos contratos de financiamento celebrados entre o governo do Maranhão e o BNDES, que atingem “a cifra de mais de R$ 445 milhões, com sensível impacto nas políticas públicas a serem implementadas pelo governo estadual”, sustentou o governo estadual. (Fonte: Site do STF)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Recebí esta denúncia e por achá-la muito interessante publico na íntegra:

As bizarrices e peculiaridades da Justiça do Maranhão. No caso, a Eleitoral

Depois da eleição municipal de 2008, em Paço do Lumiar, a Promotoria Eleitoral da 93ª Zona, pela Promotora Gabriela Brandão da Costa Tavernad, ajuizou representação eleitoral contra o candidato eleito vereador, Sr. Alderico Jefferson Abreu da Silva Campos, noticiando a prisão em flagrante delito do Sr. José de Jesus Cunha Santos, ocorrida por volta das 12 horas do dia 05/10/2008, quando este tentava votar no lugar do eleitor Nilson Correa Oliveira, na seção 72, na posse do título de eleitor nº 0429616451139, o qual, ao ser interrogado, declarou ter sido procurado pelo representado (Alderico Campos), que lhe entregou o título referido e uma credencial do TRE, além da quantia de R$ 20,00 (vinte reais) em troca do voto.

Restou apurado que o eleitor Nilson Correa Oliveira não compareceu para votar no dia 05.10.2008, cuja folha de votação fora anexada aos autos.

A representação noticiou também a prisão em flagrante de Flávio Henrique Silva Campos Junior, irmão de Alderico Campos, quando tentava votar no lugar do eleitor Aldefran da Silva Oliveira, na seção 77 da 93ª ZE, portando o título eleitoral 040409961112.

A representação nº 1311 foi julgada procedente, por sentença do dia 23 de março de 2009, reconhecendo o ilícito do art. 41-A da Lei nº 9504/97, determinando a cassação do diploma de Alderico Jefferson Abreu da Silva Campos, eleito vereador de Paço do Lumiar, com efeito imediato, mesmo em caso de recurso, que em regra são dotados apenas do efeito devolutivo.

O representado recorreu ao TRE, que através do Acórdão nº 11.605, de 19.05.2009, manteve a decisão da Juíza da 93ª Zona Eleitoral, desprovendo o recurso à unanimidade de votos, ou seja, todos os juízes do Tribunal Regional Eleitoral acompanharam o voto do relator, o Desembargador Joaquim Figueiredo.

A partir desse momento, ou seja, da confirmação da decisão da Juiza Eleitoral pelo Tribunal, entrou em cena a Desembargadora Nelma Sarney, então Presidenta do TRE/MA, que deferiu um efeito suspensivo atendendo a um pedido que consta da petição nº 21605/2009, determinando o sobrestamento do processo principal (RE 6970 – Classe 30), até o julgamento da exceção de incompetência nº 98 – classe 14.

Começavam as bizarrices peculiares da Justiça do Maranhão, com decisões amparadas tão somente no apoio político do vereador cassado, declarado ao genro da desembargadora Nelma Sarney.

O certo é que nem mesmo depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, do Ministro Marcelo Ribeiro, no Recurso Especial nº 4197836, negando seguimento ao citado recurso, datada de 02 de março de 2010, e outras decisões que se seguiram, fizeram com que a decisão de março de 2009 fosse executada.

Agora, por último, o TSE determinou, pelo seu Presidente, que o TRE dê imediato cumprimento à decisão, em cujo despacho mandou também oficiar à Juiza da 93ª Zona Eleitoral.

O vereador cassado e o seu irmão, Fred Campos, alardeiam para quem quiser ouvir, que vão mudar a decisão do TRE através de embargos, que deverão ser julgados após o Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos deixar o TRE, ou seja, insinuam que o substituto ou substituta terá posição divergente da de José Joaquim.

Não se sabe de onde tiram essa certeza. Mas é do conhecimento de todos em Paço do Lumiar a ligação do vereador cassado com Nelma Sarney e com outras forças ocultas que insistem em afrontar a lei e a justiça.

Esta ligação resta clara pois tanto a prefeita de Paço do Lumiar (Bia Venâncio) quanto Alderico Campos, foram cassados pela justiça eleitoral. Ambos coincidentemente votaram e fizeram campanha escancarada para Edilázio Júnior (genro da Desembargadora Nelma Sarney) e o Deputado Sarney Filho sobrinho da desembargadora e filho de quem é.

Entenda o caso a partir do teor da última decisão do TSE.

PROCESSO: PET Nº 432062 - Petição UF: MA. Nº ÚNICO: 432062.2010.615.0000 MUNICÍPIO: PAÇO DO LUMIAR - MA N.° Origem: 432062 PROTOCOLO: 349752010 - 05/10/2010 11:34.

REQUERENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

REQUERIDO: ALDERICO JEFFERSON ABREU DA SILVA CAMPOS.

RELATOR(A): MINISTRO ENRIQUE RICARDO LEWANDOWSKI

ASSUNTO: EXECUÇÃO DE JULGADO LOCALIZAÇÃO:

FASE ATUAL: 03/01/2011 17:59-Registrado Decisão Monocrática de 03/01/2011. Com decisão.

Despacho Decisão Monocrática em 03/01/2011 - PET Nº 432062 MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI

Trata-se de petição proposta pelo Ministério Público Eleitoral para que esta Corte comunique ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão a decisão proferida no REspe 4.197.836/MA, da relatoria do Ministro Marcelo Ribeiro, com vistas a garantir o imediato cumprimento da decisão regional que cassou o diploma do Vereador Alderico Jefferson Abreu da Silva Campos (fls. 1-4).

A Secretaria Judiciária desta Corte prestou informações às fls. 57-59.

À fl. 176 deferi o ingresso do Partido Democratas como assistente simples do requerido e o pedido de vista por 3 dias.

É o breve relatório. Decido.

O pedido merece prosperar.

Destaco que o Plenário desta Corte, à unanimidade, manteve inalterada a decisão regional.

No ponto, ressalto que consta do Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos - SADP que o Tribunal Superior Eleitoral, em decisão do dia 1°/10/2010, já se manifestou inclusive a respeito dos embargos declaratórios opostos pelo requerido, julgando-os improcedentes.

Por fim, observo que não há nos autos notícia de provimento acautelatório dando efeito suspensivo ao recurso extraordinário já interposto.

Isso posto, defiro a formação de autos suplementares do REspe 4.197.836/MA e determino a imediata baixa dos autos, para que o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão promova o regular andamento do feito.

Encaminhem-se, ainda, cópias dos acórdãos proferidos no REspe 4.197.836/MA e da decisão que deferiu a liminar na Rcl 3401-52/MA para a Presidência do TRE/MA, bem como ao juízo da 93ª Zona Eleitoral.

Comunique-se.

Publique-se.

Brasília, 3 de janeiro de 2010.

MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI

Presidente –

Em resumo, o tempo vai passando (lá se vão dois anos de mandato) que na verdade, pertencem à suplente, Sra. Graça Privado, que não consegue assumir graças as garras dos Sarneys, que seguram o processo a todo custo.

Enquanto isso, o vereador cassado, se reelegeu Presidente da Câmara, com o apoio da Prefeita Bia Aroso, também cassada, e tendo como vice-presidente o vereador conhecido por ‘Charuto’, também cassado pela Justiça Eleitoral.  Graça Privado (mgprivado@gmail.com).

Grupos de extermínio agem sob ordem de policiais, afirma Ouvidor Nacional de Direitos Humanos

Execuções sumárias são comandadas por agentes de segurança, revela Fermino Fecchio Filho.

O ouvidor Fermino Fecchio Filho, em evento no Maranhão
Vigilantes contratados por grupos de extermínio, comandados por policiais. Mortes em série de adolescentes na tríplice fronteira. Execuções sumárias de homossexuais no Nordeste do país. Omissão de investigadores diante de mães desesperadas. O retrato da violação de direitos humanos, escondido sob inquéritos nebulosos ou inacessíveis até mesmo ao Ministério Público, fica estampado por centenas de denúncias que chegaram nos últimos três anos à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Em pelo menos seis estados - Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Goiás, Mato Grosso e São Paulo -, a existência de grupos de extermínio está caracterizada, de acordo com o ouvidor Fermino Fecchio Filho.

Catalogadas em Brasília, as denúncias de brasileiros sem rosto conhecido ou notícias que se perdem no turbilhão de casos de omissão ou abuso de autoridade levaram o ouvidor a concluir que os grupos de extermínio estão disseminados pelo país. Segundo ele, as violações aos direitos humanos são alimentadas por duas falhas estruturais do sistema: a negligência do Judiciário e o corporativismo policial.

- Grupo de extermínio é geral, é no Brasil inteiro. Não tem grupo de extermínio se não tem polícia envolvida. O que mais choca são os autos de resistência, seguida de morte. Você não tem laudo de local, não tem laudo de balística. A maior causa mortis é a caminho do hospital, mas ele já está morto. Quando você consegue um laudo, vê que são pessoas que morreram com 12, 20 tiros. Que socorro foram prestar? Foram desmanchar o local do crime - afirma o ouvidor. ( Fonte: O Globo)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALERTA! As abelhas estão morrendo em todo o mundo, colocando em perigo a nossa cadeia alimentar

Os cientistas culpam os agrotóxicos e quatro governos europeus já os proibiram. Se conseguirmos que os EUA e a União Europeia se unam à proibição, outros governos ao redor do mundo poderão seguir o exemplo e salvar da extinção milhares de abelhas. Assine a petição e encaminhe este apelo urgente!

Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl


As abelhas são vitais para a vida na Terra
- a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl


Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Com esperança,

Alex, Alice, Iain, David e todos da Avaaz

Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/


O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180


Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/


Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

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A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Prefeitura de Imperatriz fará concurso para a contratação de novos agentes de trânsito


Para o secretário de Trânsito, Cabo J. Ribamar,  meta é continuar a trabalhar para organizar o trânsito da cidade

O prefeito Sebastião Madeira anunciou em recente entrevista à imprensa a realização de concurso publico em 2011 para diversos setores da administração. As demandas, por determinação do prefeito,  já estão sendo levantadas pela Secretaria de Administração.
  
Um dos setores que o prefeito já definiu que fará concurso é para o cargo agente de trânsito  atualmente  em número insuficiente para atender a demanda da cidade onde  cada dia aumenta o número de veículos e conseqüentemente de infrações.  Para fiscalizar o trânsito de Imperatriz a Secretaria de Trânsito dispõe apenas de 17 agentes.O prefeito entende que  com a contratação de mais agentes a fiscalização vai aumentar e,  melhorar e com isso contribuir para diminuir a  tensão no trânsito da cidade.

O titular da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Setran), José de Ribamar Alves Soares, o Cabo Jota Ribamar, em entrevista concedida à imprensa local garantiu que, organizar o conturbado trânsito de Imperatriz é uma prioridade do prefeito Sebastião Madeira e tornou-se também uma questão de honra para sua pasta. Ele lembrou, entretanto, que as coisas vêm melhorando gradativamente nos últimos tempos.
            
 Respondendo de uma maneira direta a um vereador que culpa o prefeito Madeira e o secretário por reprimir os motoristas de táxi lotação que insistem em realizar esse trabalho de forma irregular, o Cabo Jota Ribamar deixou claro que a prefeitura está cumprindo ordem judicial movida contra empresas que exploram o serviço de transporte coletivo da cidade legitimamente.
            
 “Nós como autoridades, devemos ser os primeiros a dar bom exemplo, respeitando as leis, as ordens judiciais e condenar tudo aquilo que estiver à margem da lei”, afirma Jota Ribamar, acrescentando que, “se o vereador não respeita as ordens judiciais e quer viver à margem da lei que viva, nós, entretanto, continuaremos a respeitar e a fazer cumprir a lei”, disse o secretário.
             
Jota Ribamar revelou que nesse curto período de fiscalização aos táxis lotação, agentes da Setran constataram várias irregularidades, entre estas, a utilização de carros particulares cujos motoristas atuavam como taxista de lotação, percorrendo linhas de importantes bairros até o centro da cidade. “Esses infratores tanto causavam prejuízos às empresas de ônibus, aos taxistas regularizados e a prefeitura, uma vez que eles não possuem alvarás”.
             
O titular da Setran explicou que, esses infratores pintavam de vermelho as placas de seus veículos e ganhavam as ruas transportando passageiros de maneira irregular. Cabo Jota Ribamar revelou que um desses taxistas irregulares foi denunciado à Polícia Civil por ter tentado assaltar uma passageira. “Como se pode ver, essa questão está se tornando caso de polícia”, observou Ribamar.
           
O secretário afirmou que, no ano passado, a Setran promoveu cursos para carroceiros, orientando-os como se comportar no trânsito. Cabo Jota Ribamar salientou, entretanto, que muitos carroceiros cometem muitas infrações no trânsito a exemplo dos ciclistas que teimam em pedalar suas bicicletas pela contramão. “As leis do trânsito não foram elaboradas apenas para automóveis e caminhões, mas para motocicletas, carroças e bicicletas”.
             
Jota Ribamar informou ainda que a prefeitura vai continuar com seu trabalho de revitalizar importantes ruas e avenidas, com o objetivo dotá-las de uma melhor trafegabilidade. “Com isso, propicia-se uma melhor vasão para que os veículos atinjam a rodovia o que certamente desafogará o trânsito da cidade”. O secretário observa, entretanto, que o motorista também precisa ter consciência da necessidade de observar os sinais de trânsito, tanto verticais, quanto horizontais.
            
 “Nós temos consciência que estamos fazendo nossa parte, obedecendo as ordens judiciais, pavimentando e sinalizando importantes ruas e avenidas, mas é preciso que os condutores de veículos sejam conscientes de suas responsabilidades, procurando respeitar a sinalização para que tenhamos um trânsito mais fluente e como menos acidentes”, concluiu o secretário.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A punição contra um injustiçado ou o lamento triste do riacho Bacuri


*Domingos César

No início desta semana assisti em um telejornal de uma emissora local uma matéria dando conta que, após pesada chuva sobre Imperatriz, o riacho Bacuri que corta boa parte da cidade até se juntar ao rio Tocantins, havia transbordado e inundado muitas casas residenciais, comerciais e até templos religiosos.

A reportagem de autoria de um excelente repórter, por sinal amigo meu, sem dúvida alguma foi de excelente qualidade, porém o conteúdo, sinceramente, me desagradou a ponto de colocar agora, em forma de artigo, esse meu protesto, aliás, creio que seja o protesto ou o grito de alerta de todas as pessoas que, como eu, defendem ardorosamente o meio ambiente.

Pois bem, vi com esses olhos – que um dia os candirus hão de comer – pessoas sendo entrevistadas e, como se estivéssemos em pleno tribunal de júri, elas condenavam o riacho Bacuri por esse “crime imperdoável” de ter enchido com as águas das chuvas e se deixar transbordar, para em seguida alagar as casas e causar sérios prejuízos aos proprietários.

Quase não acreditei quando vi meu amigo repórter se comportando como um promotor de justiça – na acusação – também recriminando a ação do riacho Bacuri. “Então todos os anos nessa época o riacho lhes causam enormes problemas? Sim. – E não tem prefeito que encontre uma solução para esse angustiante problema”, respondia um morador em tom ameaçador.

Assisti a matéria e fiquei boquiaberto com aquela condenação implacável e sem oportunidade de defesa, como diria os advogados. Por alguns instantes viajei no tempo pelos idos dos anos 60 e 70, quando menino e depois adolescente, banhava nas águas límpidas do Bacuri e de seu leito pescava ladina, piau, branquinha, sardinha, traíra, curimatã e tantas outras espécies.

Então passei a imaginar e, até a cobrar, do meu amigo repórter e de seus entrevistados, por que não proporcionaram ao riacho Bacuri a oportunidade dele também se defender das acusações que lhes foram imputadas que o levaram à condenação. Gostaria e sugiro que os seus acusadores que o tornaram em réu fizessem a ele (Bacuri) as seguintes indagações.

Riacho Bacuri: foi o senhor que chamou toda essa gente para lhe derrubar a mata ciliar que lhe protegeu durante séculos? Foi o senhor que permitiu que após a derrubada das matas eles construíssem suas casas bem na sua margem, mesmo desrespeitando as leis ambientais? Foi o senhor que permitiu que esses seus acusadores propiciasse o extermínio das espécies que povoavam seu leito?

Não foi o senhor riacho Bacuri, assassino covarde, que permitiu que esses moradores, hoje seus acusadores, jogassem dentro de seu leito carcaças de geladeiras, fogões, sofás, pneus, cadeiras, garrafas de vidro e de plástico, que lhe atirassem bosta (fezes) e mijo (urina), despejados de seus banheiros ou privadas?

Então, se foi o senhor que permitiu, que aguente. Agora sim, estás condenado não apenas a uma pena máxima de trinta anos; da prisão perpétua que merecestes, porque agora estás condenado a morte, de preferência por apedrejamento, por ter permitido todas essas coisas...

*Domingos Cezar, jornalista, escritor e ambientalista (dcezar65@yahoo.com.br)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Procurador-geral entra com ação contra regulamentação de mototáxi

Para Roberto Gurgel, atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para saúde


Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A regulamentação da profissão de mototaxista em todo o território nacional corre o risco de ser derrubada. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contestou no Supremo Tribunal Federal (STF) os trechos de uma lei federal de 2009 que regulamentou o serviço. Para o procurador, a atividade é perigosa, muitas vezes fatal e pode trazer prejuízos para a saúde pública.

Na ação direta de inconstitucionalidade protocolada no final de dezembro no STF, Gurgel afirma que a norma também não tem razoabilidade porque estabeleceu critérios mais rigorosos para a atividade de transporte de mercadorias do que de passageiros.

"Admite-se maior proteção no transporte de coisas do que no de pessoas", disse o procurador. "Tem-se, no fim de tudo isso, norma que estabelece uma série de requisitos para o transporte de mercadorias e os desconsidera, pura e simplesmente, quando o que estiver sendo transportado forem vidas humanas."

Para demonstrar o grau de periculosidade do serviço, o procurador citou dados debatidos no Congresso Nacional durante o processo de aprovação da lei, que também regulamentou as atividades de motofrete (entrega de mercadorias) e serviço comunitário de rua.

Nas discussões foi citada a informação de que o município baiano de Jequié, que tinha 148 mil habitantes, teria registrado mais acidentes com motocicletas do que Salvador. A população da capital era de 3 milhões de habitantes e não contava com serviço de mototáxi.

Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), também mencionado na ação, teria concluído que os casos graves de internação de pacientes acidentados com motos tinham um custo hospitalar médio de R$ 92.314, em valores referentes a abril de 2003. Os gastos com reabilitação poderiam chegar a R$ 56 mil nos 18 meses após o atendimento hospitalar.

"A regulamentação do transporte de passageiros em motocicletas representou grave prejuízo no campo da saúde pública, por quase nada dispor sobre a prática de uma atividade sabidamente perigosa, permitindo, ao contrário, que o risco de acidentes aumente, inclusive os fatais", alegou o procurador. "Os evidentes riscos, inclusive para a vida dos usuários dos serviços deficientemente regulamentados, bem ilustrados nas estatísticas, confirmam a urgência na suspensão de tal atividade", concluiu.

REGISTRO - Neudson Claudino recebe amigos para comemorar aniversários da esposa e do filho

Neudson, Elza e Hênio
Suspendo os assuntos de política ou economia para fazer um registro social importante. Domingo, 02 de janeiro, o empresário e político Neudson Claudino recebeu os amigos em sua residência na conhecida "Chacrinha", em Imperatriz, para comemorar dois aniversários na família: o da esposa Elza e do Filho primogênito Hênio. 

Também estavam presentes Letitia, Edson e Patrícia (filhos do casal Neudson e Elza), que estavam acompanhados dos cônjuges e filhos, uns vindos de São Paulo e outros de Belém.



Foram momentos de muita descontração em que ao mesmo tempo em que comemorou os natalícios de  Elza e Hênio (os dois, mãe e filho, nasceram no mesmo dia), Neudson aproveitou para confraternizar com os amigos, numa espécie de "reveillon lava-pratos", após o tradicional 31 de dezembro. 




Sem mais delongans, as fotos falam mais:

Neudson e Elza, com filhos, netos, genros e noras


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

UHE Estreito entra na reta final com o início da formação do reservatório

 
O  Consórcio Estreito Energia – Ceste iniciou, no dia 1º de dezembro, o enchimento de seu reservatório, localizado no Rio Tocantins, na divisa dos Estados do Maranhão e Tocantins. Em breve vai começar a operar a primeira de suas oito turbinas que, juntas, terão potência instalada de 1.087 MW, o suficiente para atender à demanda de uma cidade com quatro milhões de habitantes.
O processo do enchimento do reservatório da UHE Estreito foi realizado com o fechamento escalonado das comportas do vertedouro, estrutura destinada para escoar a água das cheias do Rio Tocantins e que está localizada no lado tocantinense do canteiro de obras da usina. Cumprindo os compromissos assumidos no âmbito do licenciamento ambiental do empreendimento, o Ceste desenvolveu a limpeza de áreas para dar início ao enchimento do reservatório, concluiu o remanejamento da população, bem como recompôs a infraestrutura, como estradas, pontes, redes de energia, entre outras, que estavam localizadas em áreas a serem diretamente interferidas pelo futuro lago ou pela área de seu entorno, que será destinada para preservação permanente.
Com 555 quilômetros quadrados de área, incluindo a calha natural do rio, e 260 quilômetros de extensão, o reservatório da Usina de Estreito abrangerá 11 municípios, sendo dois no Estado do Maranhão e nove no Tocantins. São eles: Carolina e Estreito (MA), Babaçulândia, Barra do Outro, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Itapiratins, Palmeirante, Palmeiras do Tocantins e Tupiratins (TO). O Município de Aguiarnópolis não será interferido pelo reservatório, uma vez que a área no município compreende apenas parte do canteiro de obras da usina. A previsão é que o enchimento do reservatório leve aproximadamente três meses para completar seu nível máximo, alcançando a cota de 156 metros acima do nível do mar, o que dependerá do período de chuvas e das vazões afluentes.
Para informar e orientar às comunidades da área de abrangência da UHE Estreito sobre a formação do reservatório, o Ceste vem desenvolvendo, desde o mês de setembro, uma campanha de esclarecimento sobre o estágio da obra, a previsão de enchimento do reservatório e os cuidados a serem tomados durante o período de enchimento. Equipes de mobilização social realizam visitas aos moradores da região comunicando sobre essa nova etapa da Usina. Os Prefeitos, presidentes das câmaras de vereadores e membros dos Comitês de Co-gestão da UHE Estreito foram os primeiros a serem informados pessoalmente sobre o planejamento desse novo marco que é o enchimento do lago. A campanha de comunicação sobre o processo de formação do reservatório da Usina de Estreito envolve ainda divulgação na mídia impressa e eletrônica, como veiculações nas emissoras locais de rádio e TV.
 Ações de segurança e saúde - para que todo o processo do enchimento do reservatório seja realizado com sucesso, o Ceste adotou uma série de medidas na área de segurança e saúde. 
Placas de sinalização foram instaladas para informar a população sobre a interrupção de acessos devido à formação do lago. Também foi mapeada a disponibilidade de soro antiofídico em unidades de saúde da região para atender eventuais acidentes com animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões, que poderão se deslocar durante a fase do enchimento.
Equipes de biólogos, veterinários e técnicos especializados atuam no resgate da fauna, que pode migrar em busca de abrigo ou ainda permanecer na área do reservatório. Cartazes e panfletos estão sendo distribuídos nos municípios com orientações para que a comunidade não mate, não alimente ou mesmo não tente capturar esses animais. A recomendação do Consórcio é que, ao avistar algum animal silvestre, o morador deve imediatamente ligar para o telefone gratuito 0800-280.91.91, que acionará uma equipe responsável para fazer o resgate desses animais.
Todo o processo de enchimento do reservatório será constantemente monitorado. Equipes de fiscalização percorrerão o entorno do reservatório para evitar eventuais riscos durante o procedimento. Também para garantir a segurança durante o processo de formação do lago, o Ceste conta com o apoio de órgãos públicos.
A pesca nesta fase do enchimento será conforme a legislação. E como a piracema começou em novembro e vai até fevereiro, justamente dentro do período previsto para o enchimento do lago, a pesca, neste período, em função da piracema, não será permitida, conforme a legislação ambiental.
A previsão é que a entrada em operação comercial da primeira turbina seja realizada no 1º trimestre de 2011 dependendo, porém, do período de chuvas e das vazões afluentes. 

Histórico da UHE Estreito - um dos maiores empreendimentos de geração de energia elétrica em construção no país e um dos projetos prioritários do Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC do Governo Federal, a Usina de Estreito teve suas obras civis iniciadas em 2007, logo após a emissão da licença de instalação pelo IBAMA, em dezembro de 2006. Em sua fase de implantação, a Usina de Estreito movimentou a economia local gerando mais de 10 mil empregos diretos e 25 mil indiretos, sendo a maioria formada pela mão de obra da região, além de aproveitar as empresas e serviços dos Estados do Maranhão e Tocantins.Um dos principais desafios conquistados pelo empreendimento foi o desvio do Rio Tocantins, pela estrutura do vertedouro, realizado em setembro de 2009. O procedimento possibilitou o início da construção da barragem da UHE Estreito, que foi concluída no começo deste mês de outubro. (Francília Cutrim da Assessoria de Imprensa e Comunicação Interna Clara Comunicação-CESTE/UHE Estreito)

Morre Fiquene, "o pai da educação de Imperatriz"

Ribamar Fiquene
Morreu no início da noite de ontem (domingo,1º de janeiro de 2011) em São Luís, José de Ribamar Fiquene, segundo informações não oficiais de câncer no pulmão, doença que havia lhe deixado acamado há quase um ano. Fiquene nasceu em Itapecuru-Mirim, cidade localizada na baixada maranhense, em 27 de dezembro de 1930.

Juiz de Direito aposentado, escritor, professor, músico e político, Fiquene foi prefeito de Imperatriz de 1º de Janeiro de 1983 a 31 de Janeiro de 1989 e governador do Maranhão de 2 de abril de 1994 a 1º de janeiro de 1995, quando foi vice de Edson Lobão e este deixou o governo para se candidatar ao senado da república. Também foi senador do Maranhão por três meses

Homem de letras, o que se poderia chamar de um verdadeiro "gentleman", Fiquene era poeta, escreveu vários livros e foi o autor da letra e música do hino de Imperatriz, tendo também coordenado a comissão de instalação da Biblioteca Pública de Imperatriz.

Como Juíz da comarca de Imperatriz na década de 70, Fiquene teve uma trajetória questionável, segundo o Livro do Padre  Víctor Asselim "Grilagem e Corrupção nas terras dos Karajás", porém como administrador sempre foi muito elogiado constando como um dos poucos ex-prefeitos de Imperatriz que  evoca uma  boa lembrança  por parte da população, principalmente na área da Educação, sendo chamado pela imprensa de "mestre" e "pai da educação". Segundo estatísticas da época  até o início de 1986 Fiquene já havia inaugurado 238 novas salas de aula.

Em Imperatriz Fiquene mantinha uma filial da Fama (Faculdade Atenas  Maranhense), administrada pela sua esposa, Zenira.

Não existem dados confiáveis para se fazer comparações com outros administradores, mas na verdade Fiquene fez muito pela cidade também na infraestrutura, como asfaltamentos e calçamentos, piçarramentos, aberturas de ruas, desapropriações por interesse público, construção de escolas, praças e prédios públicos. Foi no curto período de sua gestão como governador que iniciou três obras importantes em Imperatriz, como a Avenida Beira-Rio, o Complexo da rua Sousa Lima onde funciona o 1º Distrito Policial, e a Rodoviária, depois abandonada durante o governo Roseana, reiniciada no governo Jackson, concluída recentemente mas até agora não inaugurada.

Na área da Comunicação Fiquene manteve a TV Cultura, orgão de informação da administração municipal, em seguida fechada e saqueada durante a administração Daví Alves Silva. Fiquene foi proprietário através da fundação Marechal Eurico Gaspar Dutra, da TV Alvorada e da Rádio Cultura FM, ambas as emissoras depois vendidas para a família Lobão, sendo hoje  TV Difusora Sul e 105 FM, respectivamente.

Depois de prefeito e governador, Fiquene amargou duas derrotas eleitorais em Imperatriz. Em 1992 tentou eleger sua esposa Zenira Fiquene que perdeu a eleição para Renato Moreira e em 1996 o próprio Fiquene foi candidato, ficando em terceiro lugar atrás de Sebastião Madeira, quando foi eleito Ildon Marques de Souza. 

Se não estou enganado, atualmente Fiquene era o presidente de honra do diretório municipal do PMDB de Imperatriz, mas há muito não fazia parte da política municipal e tampouco estadual e estava totalmente esquecido pelos seus correligionários políticos da família Sarney, a quem sempre foi um fiel aliado.

Um fato estranho é o ex-prefeito não ser velado e sepultado aqui, na cidade que tantou  amou e cantou em prosa e verso, como costumava chamar de "majestosa Imperatriz" . Terá sido uma vontade dele ou partiu de sua própria família  a decisão de guardar os seus restos mortais em São Luís?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sebastião Madeira: "nos próximos dois anos vamos ter uma ação muito forte, também, nos bairros"

Sebastião Madeira
Em entrevista ao Jornal O Progresso o prefeito de Imperatriz  faz um balanço dos seus dois anos à frente da administração da segunda maior cidade do Maranhão.


Sábado, 1º de janeiro de 2011. Há dois anos Sebastião Madeira assumia a Prefeitura de Imperatriz. Em três oportunidades anteriores (1992, 1996 e 2000) o hoje prefeito concorreu, sem sucesso, ao cargo. Por fim, em 2008, o então candidato saiu vencedor do pleito, assumindo o cargo dois meses depois, no início de 2009.
 
Em entrevista exclusiva, concedida a O PROGRESSO, Madeira faz um balanço dos seus dois anos como prefeito, fala sobre a expectativa para os próximos dois anos e sobre o momento econômico por que passa a cidade.

O PROGRESSO - Prefeito Madeira, nestes dois primeiros anos de governo, quais foram as suas prioridades?

Madeira - Quando você assume um governo você vem com  muitas expectativas, vem com toda uma vontade e, ao assumir, você é impactado pela realidade. Pela realidade das contas municipais, pela realidade da cidade. Nestes dois anos nós procuramos enfrentar os problemas da cidade em todas as áreas. Entre eles, o problema de organizar a administração; promover reformas; corrigir distorções na parte funcional do município; assumir passivos financeiros na Previdência; assumir passivos financeiros em dívidas, como a Petrobras, que os dois governos anteriores acumularam dívidas na Petrobras, e todas estas dívidas eu tive que assumir sob pena de o município ficar inadimplente. Por outro lado, na área de infraestrutura nós recuperamos e enfrentamos muitos problemas pontuais, como um trecho no Centro da cidade, na rua Piauí; na rua Floriano Peixoto; na Euclides da Cunha, na Vila Nova; na General Gurjão, no Bacuri; na rua Amazonas, no Centro. Trechos que eram como gargalos no trânsito da cidade. Fizemos a mudança no [sentido do] trânsito da Bernardo Sayão e, para isso, precisamos revitalizar a rua Santa Teresa e transformá-la em avenida. Nós tínhamos também várias obstruções na cidade por pontes que já não davam passagem, então, construímos vinte e uma pontes, sendo vinte de madeira e uma de concreto. Pontes de madeira, principalmente, no [rio] Capivara, no grande Santa Rita e no Bacuri, na região da grande Vila Nova. Fizemos uma ponte de concreto no Bacuri. Estamos fazendo uma outra ponte de concreto na Coronel Manoel Bandeira, próximo ao Central Park. Estamos recuperando as estradas do interior, as estradas vicinais. Enfim, fizemos um amplo trabalho na área de infraestrutura.

O PROGRESSO - Em relação às demandas da cidade:como o senhor avalia as realizações destes primeirosdois anos? E o que mais será feito nos próximos dois?

Madeira - Claro que esse trabalho não é suficiente para toda a cidade mas, nos próximos dois anos, nós temos, já contratados, muitos convênios com o Governo Federal, onde nós vamos ter uma ação muito forte, também, nos bairros, principalmente, na região da grande Vila Nova, do Maranhão Novo, no grande Bacuri, incluindo aí o bairro da Caema, o Parque do Buriti e o Parque Anhanguera. Estamos na grande Cafeteira realizando as obras do PAC I, que tem causado enorme sofrimento para a população. Mas esse sofrimento vai passar e a população vai receber um conjunto de bairros totalmente saneado. E temos, também, para o grande Santa Rita, muitas obras pontuais, como a rua Raimundo de Moraes; a rua Santa Rita; a rua Padre Cícero; a rua Bom Jesus; a Petrônio Portela; a rua H, no Novo Horizonte; as ruas do bairro Santa Inês. Eu acho que o saldo foi muito positivo nestes dois anos e, nos próximos dois, já partindo dessa base, nós temos a certeza que o trabalho será muito maior e com muito mais resultado.

O PROGRESSO - Qual era a situação da Prefeitura quando o senhor a assumiu?

Madeira - Estava com o funcionalismo em dia. O passivo que nós tínhamos era de: 106 milhões de INSS, o município devia; tínhamos próximo de 20 milhões de FGTS; e uns 7 milhões de uma dívida com a Petrobras. O FGTS e o INSS foram pagamentos que deixaram de ser feitos ao longo das administrações anteriores, e o Governo Federal editou uma Medida Provisória exigindo que os municípios financiassem essa dívida em 240 meses, e nós fizemos a adesão e estamos pagando cada mês uma parcela desses 106 milhões. Do mesmo modo o FGTS. Tivemos que fazer um parcelamento da dívida para pagar em muitos anos, e cada mês temos que depositar a parcela. E tivemos, também, que fazer um parcelamento de uma parte ainda do ex-prefeito Jomar [Fernandes], que dá uma parcela superior a 100 mil reais por mês. Há uma dívida, também, do governo Ildon [Marques], que dá uma parcela em torno de 170 mil reais. Juntando as duas parcelas, fica próximo de 300 mil reais por mês financiado durante toda a minha administração.

O PROGRESSO - Se os prefeitos anteriores deixaram dívidas, por que o senhor resolveu pagá-las antesde dar início aos seus projetos de governo?

Madeira - Eu tive que fazer isso porque, se não fizesse, o município ficaria sem receber nenhum recurso. O município ficaria inadimplente. O INSS, se não fizer [o pagamento], não só fica inadimplente como ficam bloqueados os recursos do município, de FPM, de Fundeb... essa organização foi o primeiro ano todo para fazer. Um dos maiores problemas de Imperatriz é a dimensão da cidade, é a dimensão dos seus problemas e a receita, que é insuficiente para enfrentar esses problemas e enfrentar o dia a dia da administração.

O PROGRESSO - Ser prefeito de Imperatriz é aquilo que o senhor imaginava quando ainda era apenas candidato?

Madeira - Quando você assume você tem um projeto. Você tem uma ideia. Quando você assume tem que encarar a realidade. Depois de conhecer os problemas, você tem que fazer a adaptação do seu projeto para a realidade do município. Quando você está fora pensa uma coisa, quando chega é outra. Muita coisa do que eu pensava eu não pude fazer. Em compensação, outras que eu não achava que fosse possível, acabei fazendo. Por exemplo, nós conseguimos um novo PAC para a região da Vila Nova no valor de 56 milhões, só com os recursos do Governo Federal. Mais a contrapartida [do município], vai para 58 [milhões]. Quando eu era só candidato não sabia, não tinha essa perspectiva de que pudesse acontecer isso. Com o Governo do Estado eu tinha uma expectativa, porque o governador, quando eu era candidato e quando eu assumi, era o dr. Jackson Lago. Logo depois que eu assumi ele foi cassado e eu tive que me adaptar a uma nova realidade e, com essa nova realidade, eu consegui uma parceria com a nova governadora, Roseana [Sarney]. Ela fez convênios em torno de quase 6 milhões, dos quais já pagou a metade, a outra metade ainda está pendente. O primeiro convênio, de 3 milhões, o Estado pagou a metade e, com essa metade, nós fizemos 12 Km de asfalto. Estamos aguardando a liberação da outra metade para poder continuar a obra. Convênios com emendas [parlamentares]. Emendas do deputado João Batista, emenda do senador Edison Lobão. O do deputado João Batista foi para a avenida Jacob, além de um recurso que ele colocou no Socorrão, no valor de 600 mil, dos quais o Estado já pagou a metade. E a emenda do Lobão para o Jardim São Luís, para as ruas Carajás e José Bonifácio, que a metade já está depositada na conta do município, está licitada, aguardando a empresa começar a obra. Então, a perspectiva é diferente. Quando eu assumi com uma perspectiva, com o governador Jackson Lago, tive que me adaptar à realidade, com a governadora Roseana [Sarney]. O importante é que, mesmo num quadro diferente, nós conseguimos fazer a parceria com o Governo do Estado e, agora, no início de seu novo governo, há a sinalização de que essa parceria com o município vai continuar e que vamos continuar conseguindo recursos para enfrentar os problemas de Imperatriz.

O PROGRESSO - E em âmbito federal, qual a situação da administração municipal?

Madeira - Em relação ao Governo Federal, tive a parceria de muitos parlamentares, como o deputado Davi, o deputado Flávio Dino, o deputado Cleber Verde, o deputado Brandão, o deputado Dutra, o deputado Ribamar Alves, a deputada Nice Lobão, o senador Edison Lobão. Todos colocaram emendas em Imperatriz. Emendas essas que, agora, estão em licitação e que nestes próximos dois anos serão deslanchadas e colocadas em obras que beneficiarão Imperatriz, além do esforço que nós fazemos com recursos próprios fazendo as pequenas obras. Agora mesmo, estamos fazendo uma drenagem lá em Lagoa das Cobras, em parceria com a população. A população comprou 200 manilhas de 600 milímetros e o município está fazendo a obra. Temos sempre outras parcerias. Fizemos uma parceria com os médicos da Clínica de Radiologia, fizemos 600 metros de asfalto, fizemos uma parceria com a Honda, com seu Osmar da Chaparral. Fizemos também uma parte da rua Hermes da Fonseca, que dá acesso à Vila Lobão. Então, estamos procurando todos os caminhos para maximizar os recursos.

O PROGRESSO - E quanto aos recursos do município, como estão sendo aplicados?

Madeira - Com recurso próprio nós fizemos a avenida Santa Teresa, com recurso próprio, fizemos a rua Tamandaré, e com recurso próprio vamos resolvendo estes outros problemas pontuais, além da manutenção da cidade. Quando você entra em uma rua que não tem buraco, é como doença, quando você está sadio você não valoriza, porque não está sentindo dor. Você só valoriza a saúde quando está doente. Você só valoriza o trabalho que está feito quando a cidade está esburacada. Quando está sem buraco você nem olha, passa e é como se fosse natural. Só que, para manter a cidade neste estágio, há um gasto mensal muito grande. Nós gastamos, por dia, em torno de 50 toneladas de asfalto para manter a cidade do jeito que está, tapando os buracos que o dia a dia vai produzindo na cidade. O somatório disso é um gasto razoável. Quando chega o fim do ano, foram gastos milhões de reais só para manter a cidade no seu funcionamento normal.

O PROGRESSO - Qual a participação da gestão municipal no momento econômico de Imperatriz?

Madeira - Nós contabilizamos, com muito entusiamo, o "boom" econômico por que passa Imperatriz. Temos certeza que este resultado também é resultado da nossa administração, da confiança que as pessoas estão tendo no futuro da cidade. Logo que eu fui eleito, fui a São Paulo para uma audiência com a direção da Suzano. Estava, praticamente, com o "martelo batido" para [a indústria] ir para Porto Franco. Nós fomos lá, tivemos uma conversa com a direção, com os diretores, com o dr. Antônio Maciel (presidente da Suzano), e nisso nós fomos apoiados pelo senador [Edison] Lobão. Eu fui lá e pedi que ele me ajudasse a marcar uma audiência com o presidente, com a diretoria da Suzano, e ele prontamente atendeu, e nós argumentamos as vantagens que Imperatriz tinha para que uma empresa deste porte se instalasse aqui. As vantagens que Porto Franco tinha eram o rio Tocantins e a estrada de ferro, e estes dois itens Imperatriz também tinha. Além disso, Imperatriz tinha o aeroporto com grande fluxo de aviões. Imperatriz tinha, na parte de educação, um núcleo universitário muito forte. Lazer, prestação de serviços, médicos de ponta, uma população muito grande, onde a logística para a implantação de uma empresa dessas e a contratação de funcionários era muito mais favorável, e, ao lado disso, o Governo do Estado, através da governadora Roseana [Sarney], também teve empenho para que a empresa se instalasse em Imperatriz. E estão aí, as obras vão ser iniciadas já no início do ano. Na nossa avaliação, a vinda da Suzano desencadeou um processo em Imperatriz, como a vinda da Coca-Cola que vai ser instalada, um investimento de 120 milhões de reais; as empresas de construção civil explodindo aqui, construindo milhares de novas unidades, tem empresas construindo de 300 a 400 apartamentos, casas... uma empresa vai começar no início do ano um conjunto de prédios com mais de mil apartamentos. E o interessante é que tudo que é lançado aqui no setor de imóveis vende rapidamente. Todos esses projetos. A Canopus fazendo 450 apartamentos, outra empresa fazendo no Bacuri mais de 300 apartamentos, a Aracati que tem lançado aí muitos prédios: tudo vendido em um "passe de mágica". Isso denota a confiança das pessoas na cidade, e eu acho que o futuro de Imperatriz depende disso, dessa confiança, de investimentos, da criação de empregos. No setor do comércio, de supermercados, no último dia 22 de dezembro o Mateus inaugurou a maior loja do Maranhão, só funcionários serão 350. O atacadão Carrefour está construindo uma do mesmo porte, devendo inaugurar em março. O Walmart está com a previsão de duas grandes lojas em Imperatriz, uma na BR[-010] e outra no Shopping Imperial. Este último que, por si só, já é um grande empreendimento, próximo de 100 milhões de reais, com 180 lojas. O Shopping Tocantins, que deve ser inaugurado agora, em 2011. Todo esse conjunto vai gerar, em Imperatriz, milhares e milhares de empregos e vai melhorar a economia da cidade, e é claro que não estaria acontecendo isto se as pessoas não estivessem confiando na cidade, não estivessem confiando que a gestão da cidade estivesse levando a cidade para o rumo certo, para um porto seguro.

O PROGRESSO - Que nota o senhor dá à sua administração?

Madeira - Sobre a minha administração, é difícil eu próprio dar uma nota. Eu prefiro que a população me dê uma nota. Agora, para [a cidade de] Imperatriz eu dou 10. Para Imperatriz, para o seu povo, para a vontade de fazer. Tanto que eu tive uma reunião com o diretor da Coca-Cola, estava lá junto com o [Ilson] Mateus, e eles elogiaram muito a mão-de-obra de Imperatriz. Disseram que os funcionários contratados em Imperatriz estão acima da média pelo esforço, pela vontade e pela dedicação.

O PROGRESSO - O senhor já tem definido o seu futuropolítico após encerrar os quatros anos à frente da Prefeitura?

Madeira - Tinha um ministro da Justiça, durante o regime Militar, que, para cada pergunta de um jornalista, ele dizia: "O futuro a Deus pertence". É muito difícil você dizer isso [sobre o futuro político], porque em uma administração dessas você está no olho do furacão. A cada dia você tem que enfrentar todos os tigres e todos os dragões. Naturalmente, o meu futuro político depende do desempenho à frente da administração de Imperatriz, não dá para prever hoje. Pertence a Deus esse futuro.