quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Imesc e IBGE divulgam novo valor do PIB do Maranhão

De acordo com dados do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (17), o Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão em 2008 alcançou o valor de R$ 38,487 bilhões. O crescimento real foi de 4,4%, o 18º maior no país no período.

A divulgação do PIB estadual foi realizada na sede do Imesc, na Areinha, em São Luís, e contou com a participação do presidente do Instituto, Fernando Barreto; do diretor de Estudos e Pesquisas do Imesc, Sadick Nahuz Neto; e do representante do IBGE, José Reinaldo Barros Júnior.

O Maranhão manteve-se na 16ª posição no ranking nacional em valordo PIB e o quarto maior PIB na região Nordeste, depois dos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará.

A participação do Maranhão no PIB nacional saltou de 1,2% para 1,3% e em termos de Nordeste 13,1%. Segundo o IBGE, oito estados concentram 80% do PIB nacional – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal.

Conforme a apresentação do diretor de Estudos e Pesquisas do Imesc, Sadick Nahuz Neto, o maior crescimento do PIB no país foi registrado no estado do Piauí (8,8%), seguido do Ceará (8,5%), Goiás (8%), Mato Grosso (7,9%) e Espírito Santo (7,8%).

A economia maranhense em 2008 manteve a realidade de anos anteriores com alta concentração da pauta de exportações em apenas três commodities – alumínio, soja e complexo ferro, principalmente ferro gusa – o equivalente a 97,34% do valor comercializado para o mercado internacional.

Na composição do PIB maranhense de 2008, o setor de serviços respondeu por 60,9%, seguido da agropecuária com 22,2% e da indústria (16,9%). As participações do setor industrial e de serviços caíram em relação a 2007.

No Nordeste, o Maranhão é o estado em que a agropecuária apresenta o maior peso na economia, tendo como principais responsáveis as atividades de lavoura temporária (45,3%), lavoura permanente (2,1%), silvicultura/exploração florestal (32,3%), pecuária (17,2%) e pesca (3,1%).

Com relação à indústria, foi registrado crescimento real em 2008 de 7,6%, puxado pela construção civil (16,8%) e pelo segmento industrial extrativista (18%). A indústria de transformação, com volume de 0,2%, perdeu participação no setor estadual, passando a representar 42,2% do valor adicionado industrial, frente a 45,4% em 2007.

Um comentário:

WILSONLEITE disse...

Esse crescimento deve aumentar cada vez mais. O maranhão passou a ser visto pelos grandes empreendimentos devido a muitos fatores os principais são: terras baratas, abundância de água, mão de obra batata, isenções fiscais, logística de exportação (rodovia, ferrovia e porto).
A questão colocada é que esse crescimento não reflete no aumento da riqueza da população do estado, esse montante (R$) fica concentrado nas mãos dos investidores que em geral são transnacionais como é o caso da vale e futuramente o pólo de gás em Capinzal do Norte.
Superar essa lógica será sempre nosso foco, a riqueza explorada em nosso solo deve ser revestido em políticas públicas para seu povo.