Maria das Graças exige para o caso dela a mesma presteza com que o o presidente do TJ-MA, Desembargador Jamil Gedeon e a Polícia Civil trataram do atentando contra o juíz de Tuntum Pedro Pascoal.
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Maria das Graças |
Na madrugada do dia 7 de dezembro de 2009, dois desconhecidos desferiram quatro tiros contra o portão, a parede da casa e o carro da juíza aposentada Maria das Grças Carvalho, que estava na garagem de sua residência na rua João Lisboa, centro de Imperatriz.
O fato foi notícia em todo o Maranhão e aqui neste blog (Polícia não consegue desvendar atentado contra casa de Juíza), cerca de dois meses depois cobramos a elucidação do crime e denunciamos o descaso da polícia e dos colegas da juíza até aquela data não havia recebido nem uma palavra de solidariedade por parte de colegas ou do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Agora, o assunto volta à baila quando elogios são feitos ao desembargador Jamil Gedeon Neto e à polícia Civil do Maranhão, pelo empenho que tiveram em elucidar o atentado contra o juíz de Tuntum.
Maria das Graças não deixou por menos e lembra em nota enviada a imprensa em geral, que no seu caso não foi bem assim. Também "elogia", mas aproveita para mais uma vez cobrar que o atentanto contra a sua residencia - que pelo visto tinha o objetivo de amedrontá-la - seja desvendado e possíveis responsáveis ou mandantes seja punidos. confiram a nota da Juíza Maria das Graças:
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Dois pesos e duas medidas
* Maria das Graças
A notícia abaixo transcrita, sobre a menção especial feita pela ministra Eliana Calmon, ao empenho com que agiu o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, des. Jamil Gedeon, na elucidadção do atentado ao juiz Pedro Pascoal Holanda, da comarca de Tuntum, que recentemente teve a sua casa alvejada a tiros, me deixou impressionada.
Destaca ali o escritor do texto a atuação concreta do aparato estatal que culminou na imediata prisão dos suspeitos de serem o mandante e o executor do crime.
Ótimo, é assim que deve agir a segurança pública em favor de todos, especialmente dos agentes estatais que arriscam a vida todo dia no exercício do múnus público que lhes é atribuído. Por isso, venho aliar-me no louvor à ação do des Jamil Gedeon, bem como das instituições de segurança que cumpriram o seu dever nesse caso.
Não posso, entretanto, deixar de fazer uma comparação entre este episódio e aquele ocorrido comigo, em 05 de novembro de 2009, em Imperatriz, quando um bandido disparou quatro tiros de pistola ponto 40 no portão de minha casa, cujos projéteis atingiram o meu carro, destruindo completamente o vidro traseiro, com perfurações na lataria e nos bancos, bem como a porta da frente da residência, com risco potencial à minha vida e de meus familiares.
Pois, bem, no meu caso, nada foi feito a não ser uma tímida investigação do delegado de polícia civil, que aliás, não teve deferida pelo juiz local medida tendente a auxiliar na elucidação do crime. O pouco caso das autoridades e de todo o sistema de justiça criminal, inclusive da promotora que atuava na vara, foi a nota dominante. Esqueceram o valoroso trabalho que a juíza Maria das Graças Carvalho de Souza prestou ao Judiciário e, consequentemente, ao povo do Maranhão, de como agiu com independência, firmeza e senso de justiça.
Mas, isso não é o pior. O mais grave nesse caso é a sensação de injustiça, de insegurança que se abate sobre a já tão sofrida sociedade sul maranhense. Ponderam as pessoas: ora, se os criminosos agiram desse modo contra uma juíza e nada lhes aconteceu, o que não farão a nós outros? Como consequencia, a sociedade abaixa a cabeça e os bandidos continuam a promover barulho a noite inteira, não deixando as pessoas de bem dormir; continuam a ameaçar, atirar, matar.
Aproveito a oportunidade para lembrar às autoridades do Judiciário, do Ministério Público e da Pólícia Civil, que Imperatriz espera a elucidação desse crime, queremos saber quem atirou e quem mandou atirar no portão da juíza, uma pessoa que sempre primou pela correção de conduta, é trabalhadora, cumpridora dos seus deveres e que muito contribuiu para uma melhor qualidade de vida nesta cidade e em todas as comarcas onde atuou.
(*Maria das Graças Carvalho de Souza Juíza aposentada)
Dois pesos e duas medidas
* Maria das Graças
A notícia abaixo transcrita, sobre a menção especial feita pela ministra Eliana Calmon, ao empenho com que agiu o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, des. Jamil Gedeon, na elucidadção do atentado ao juiz Pedro Pascoal Holanda, da comarca de Tuntum, que recentemente teve a sua casa alvejada a tiros, me deixou impressionada.
Destaca ali o escritor do texto a atuação concreta do aparato estatal que culminou na imediata prisão dos suspeitos de serem o mandante e o executor do crime.
Ótimo, é assim que deve agir a segurança pública em favor de todos, especialmente dos agentes estatais que arriscam a vida todo dia no exercício do múnus público que lhes é atribuído. Por isso, venho aliar-me no louvor à ação do des Jamil Gedeon, bem como das instituições de segurança que cumpriram o seu dever nesse caso.
Não posso, entretanto, deixar de fazer uma comparação entre este episódio e aquele ocorrido comigo, em 05 de novembro de 2009, em Imperatriz, quando um bandido disparou quatro tiros de pistola ponto 40 no portão de minha casa, cujos projéteis atingiram o meu carro, destruindo completamente o vidro traseiro, com perfurações na lataria e nos bancos, bem como a porta da frente da residência, com risco potencial à minha vida e de meus familiares.
Pois, bem, no meu caso, nada foi feito a não ser uma tímida investigação do delegado de polícia civil, que aliás, não teve deferida pelo juiz local medida tendente a auxiliar na elucidação do crime. O pouco caso das autoridades e de todo o sistema de justiça criminal, inclusive da promotora que atuava na vara, foi a nota dominante. Esqueceram o valoroso trabalho que a juíza Maria das Graças Carvalho de Souza prestou ao Judiciário e, consequentemente, ao povo do Maranhão, de como agiu com independência, firmeza e senso de justiça.
Mas, isso não é o pior. O mais grave nesse caso é a sensação de injustiça, de insegurança que se abate sobre a já tão sofrida sociedade sul maranhense. Ponderam as pessoas: ora, se os criminosos agiram desse modo contra uma juíza e nada lhes aconteceu, o que não farão a nós outros? Como consequencia, a sociedade abaixa a cabeça e os bandidos continuam a promover barulho a noite inteira, não deixando as pessoas de bem dormir; continuam a ameaçar, atirar, matar.
Aproveito a oportunidade para lembrar às autoridades do Judiciário, do Ministério Público e da Pólícia Civil, que Imperatriz espera a elucidação desse crime, queremos saber quem atirou e quem mandou atirar no portão da juíza, uma pessoa que sempre primou pela correção de conduta, é trabalhadora, cumpridora dos seus deveres e que muito contribuiu para uma melhor qualidade de vida nesta cidade e em todas as comarcas onde atuou.
(*Maria das Graças Carvalho de Souza Juíza aposentada)
Leia agora o artigo do Juíz Fernando Mendonça que ensejou a crítica da Juíza aposentada Maria das Graças:
Atentado a juízes e a dignidade da justiça
* Fernando Mendonça
É justa e oportuna a menção especial concedida ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Jamil Gedeon, pela Ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, na abertura do 87º Encontro Nacional de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, ocorrido na última sexta-feira em Salvador (BA), reconhecendo o empenho e a pronta resposta do desembargador na elucidação do atentado contra o juiz Pedro Pascoal Holanda, da comarca de Tuntum, que teve a sua casa alvejada a tiros.
Um outro crime contra o Poder Judiciário foi perpetrado na Comarca de Rosário, com a invasão do fórum, e subseqüentes atos de vandalismo, especialmente, dentro do gabinete da juíza Rosângela Santos Prazeres Macieira, tais como a destruição de móveis e processos judiciais e a toga da juíza jogados no rio Itapecurú.
Assim, é correto que se conceba que o mérito da homenagem não se deve apenas ao ato de desagravo ao juiz em Tuntum, mas na atuação concreta do aparato estatal que culminou na prisão do vereador Orleans Moreira Cruz, vice-presidente da Câmara Municipal, suspeito de ser o mandante do crime, e o executor dos disparos, além de estarem sendo caçados os seus cúmplices pelos órgãos de segurança pública.
O presidente deu uma demonstração real de que atentar contra a justiça e os seus membros não devem ser precedido de somente de desagravo pessoal, mas da ação policial enérgica para identificar o autor, responsabilizá-lo penalmente e julgá-lo com o rigor da lei. Fazer diferente disto é discurso jogado fora e estímulo à violência contra a justiça e seus magistrados. Parabéns!
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*Fernando Mendonça. É juiz da Comarca de São Luis do Maranhão.
Um comentário:
Parece que a Ex- juiza esqueceu a máxima de que: "GENERAL SEM ESTRELA NÃO BRILHA".
Ora um Juiz aposentado, portanto ex - juiz, querer que lhe seja dispensado o mesmo tratamento dispensado a um Juiz que se encontra em plena atividade é no minimo estranho.
A Nobre ex-juiza agora é apenas uma cidadã comum e deve receber o mesmo tratamento dispensado aos cidadaos comuns.
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