domingo, 15 de abril de 2012

Sem dar explicações,TAM elimina vôos para Imperatriz

Empresa desconhece realidade econômica regional. Imperatriz é a porta de negócios e de embarque e desembarque para empresários e empreendedores de Grajaú (polo gesseiro), Balsas (soja) Açailândia (siderurgia). Sem considerar, o forte comércio e o pólo prestador de serviços, além da influência exercida sobre mais de 80 municípios do oeste e sul maranhense, da região norte do Tocantins e sul do Pará.

Illya Nathasje, de Oprogresso

7 de maio. Esta é a data em que a TAM deixa de operar em Imperatriz o voo 3528, Brasília/ Imperatriz/São Luís e o voo 3529, São Luís/Imperatriz/Brasília. A empresa até o momento não deu nenhuma explicação, sequer para os passageiros que haviam emitido bilhetes para esses horários. O que se sabe é que passageiros estão sendo remanejados. Com a eliminação, a empresa que opera dois horários para Brasília e São Luís, passa a operar apenas um. A decisão é ruim para os usuários, com menos ofertas, voos lotados e o preço das passagens nas nuvens.

A retirada da aeronave que opera à tarde marca a contramão econômica que a TAM quer impor a Imperatriz. Falta de passageiros não é, já que é alto o número de passageiros embarcados no aeroporto Renato Cortez Moreira, com a cidade e a região exibindo seu melhor momento econômico. Todos os voos estão operando com mais 80 por cento de ocupação, chegando, inclusive, a lotação máxima e, eventualmente, a prática de overbooking, casos em que a venda de passagens supera a capacidade de assentos na aeronave.

Durante o dia de ontem, diversas autoridades e agentes de viagens, reagiram entre a surpresa e a indignação. Alguns deles prejudicados, já que o voo 3529 permite, por exemplo, sair às 18 horas e chegar a São Paulo ainda à noite, trabalhar no dia seguinte e retornar a Imperatriz. Polo comercial regional, a partir de Imperatriz há dezenas de embarques diários para esse destino, em função das compras efetuadas por comerciantes e empresários do setor lojista e da implantação da fábrica da Suzano, um empreendimento da ordem de mais de 3 bilhões de reais e que no pico da obra, vai gerar mais de 8 mil empregos. Nesse caso, tanto é grande o trânsito de fornecedores que se dirigem a Imperatriz quanto de prestadores de serviços que se dirigem a São Paulo para participarem de reuniões.

TAM DESCONHECE REALIDADE ECONÔMICA REGIONAL 

Como não foi possível levantar junto a empresa o real motivo da retirada desses dois voos, surgiram algumas especulações. A primeira delas, aponta para uma perda de receita. Isso é, como esses voos estão sempre lotados e sabe-se ainda que informalmente - pois a empresa também não se pronunciou - conforme já noticiado na edição de ontem, que um golpe aplicado com a venda de passagens por alguns, utilizando a senha de uma agência que não estava operando, beira a cifra de 1 milhão de reais, essa poderia ser a causa.

Outro apontamento direciona para a recente fusão acontecida entre a TAM e a LAN CHILE. Em São Paulo são fortes os rumores de que os chilenos estão cada vez mais ocupando espaços, interferindo nas decisões, isto é, estão cada vez mais mandando na empresa brasileira.

Qualquer que seja o caso, afirmou um operador de mercado, consultado pela reportagem, a decisão mostra uma empresa desconectada com a realidade. Se for a primeira, exibe uma empresa fragilizada em seu sistema operacional, a quem só interessa lucro, ainda que estes não se concretizem. “Números de volume”, concluiu, explicando: uma agência que estava há meses sem operar, de repente, passa a emitir centenas de bilhetes e o setor responsável não detecta essa “eficiência súbita” é ou não é uma falha da empresa? - Faltou acompanhamento, destacou, finalizando que esse, existe a partir da análise da movimentação diária. Coisa comum, que qualquer dono de mercearia faz, ironizou.

Para o segundo caso, o da fusão acontecida entre a TAM e a LAN CHILE que poderia motivar decisões sem o conhecimento das realidades regionais, o que explicaria a eliminação dos voos nesse momento de “boom” econômico, a conta será paga pelos usuários brasileiros. Imperatriz é a porta de negócios e de embarque e desembarque para empresários e empreendedores de Grajaú (polo gesseiro), Balsas (soja) Açailândia (siderurgia). Sem considerar, o forte comércio e o pólo prestador de serviços, além da influência exercida sobre mais de 80 municípios do oeste e sul maranhense, da região norte do Tocantins e sul do Pará.

Para finalizar, em Petrolina (PE) a TAM está retirando seus aviões que andam vazios por não acompanhar os preços das concorrentes Avianca, Azul e até da Gol. Lá, deixa de operar por praticar preços exorbitantes, quando a ela restar em Imperatriz somente um voo em operação, vai acontecer a mesma situação?

5 comentários:

Anônimo disse...

Tenho voo para Amanhã Segunda Feira saindo ás 16: 50 de São Luis e é exatamente o voo 3529. Agora o que fazer?

Blog do Josué Moura disse...

Você não leu? Só a partir de 1 de Maio.

Anônimo disse...

Lamentável!
Mais uma vez observa-se a falta de interesse das empresas aéreas em manter seus vôos em algumas regiões do norte/nordeste. Em dezoito anos vivenciei isso de perto.

Reinaldo Lima disse...

Boa noite Josue Moura, o seu blog está muito bem apresentado com uma belíssima paisagem, parabens. Abraços. Reinaldo Cantanhêde Lima

Anônimo disse...

É porque tem muito passageiro, e estas empresas capitalistas tem horror so lucro.Lá em Marabá já tem 5 voos por dia para Brasilia e 5 para Belem,e estão cogitando criar mais um horario.Quem jaz uma cidade é o seu povo, e os politicos,bons ou ruins,são uam consequencia deste povo.Espirito do Gilberto Freire.