segunda-feira, 20 de maio de 2013

"O OCASO DO CORONEL E DA ARISTOCRACIA PARASITA QUE INFELICITA O MARANHÃO PODE ESTAR PERTO DO FIM", DIZ JORNALISTA


ATAQUES A FLAVIO DINO REVELAM DESESPERO DA OLIGARQUIA SARNEY


O Palácio dos Leões faz e refaz as contas todos os dias e vê um cenário perigoso em 2014: a possibilidade de perder as eleições para o Governo do Maranhão.

Mesmo com toda a força da máquina administrativa e dos expedientes heterodoxos na guerra eleitoral, a oligarquia Sarney se vê diante daquilo que fere, destrói e mata – a derrota.

O ocaso do coronel e da aristocracia parasitária que infelicita o Maranhão pode estar perto do fim.

O que fazer?

Atacar o adversário principal – Flavio Dino (PCdoB) – de todas as formas e com todas as armas.

A última ofensiva contra Dino transformou um palito de fósforos em espetáculo pirotécnico. Um fogaréu varreu a mídia porque o comunista teria alterado a agenda de trabalho na Embratur.

Há nesse episódio um certo desespero com a presença de Flavio nos municípios, onde realiza os Diálogos pelo Maranhão, reunindo cada vez mais gente.

Agora resolveram fiscalizar a agenda de Flavio, nesse estado onde tudo pode, menos a oposição se mobilizar na pré-campanha.

As pesquisas favorecem Flavio e os leões do palácio da praça Pedro II começam a operar.

O primeiro sinal foi dado quando a governadora Roseana Sarney (PMDB) deslocou o chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva, para a secretaria de Infra-Estrutura, colocando-o na linha sucessória da oligarquia.

Roseana tenta construir a imagem de Luis Fernando como um tocador de obras e acrescenta nos filmes publicitários aquelas velhas mentiras sobre mudança, revolução, melhorias etc e tal.

O segundo sinal é midiático: a propaganda ilusionista – a única coisa que os vários governos de Roseana Sarney sabem fazer bem e obter lucro.

O Maranhão talvez seja o único lugar do planeta onde a publicidade institucional tem dois ganhadores separados pelo mesmo balcão. A governadora Roseana paga para veicular os filmes e spots publicitários nas próprias empresas da família dela.

Os interesses do governo misturam-se aos negócios privados da oligarquia. No dinheiro do Maranhão só não vale o interesse público. Este é sonegado, vilipendiado, desprezado e esmagado.

É a morte da política.

O terceiro sinal, talvez o mais forte, é o entendimento para garantir novamente o apoio do governo Lula/Dilma (PT) ao projeto de manutenção da oligarquia no Maranhão.

Lula mandou Zé Dirceu na frente. O todo poderoso condenado à cadeia veio com dois objetivos: passar a velha conversa fiada na militância iludida do PT e acertar com Roseana a política real, qual seja: o candidato da governadora terá o apoio e o tempo de propaganda petista.

Com as máquinas federal e estadual, mais a propaganda intensa, José Sarney (PMDB) comanda a guerra total contra as oposições lideradas por Flavio.

Até a agenda do opositor está vigiada, com lupa. É ou não é o perigo de derrota que incomoda?

Por que estariam tão preocupados com a presença de Flavio Dino nas cidades maranhenses? 
Queriam que ele, pré-candidato a governador, presidente da Embratur, ficasse despachando pela Internet em Brasília?

Ninguém é inocente na política. Flavio se mexe e o povo do Maranhão mobiliza junto para o enterro político de Sarney. Esse é o motivo central dos ataques. O resto é perfumaria.

A derrota está no cenário e preocupa.

Se perder novamente, como ocorreu em 2006 contra Jackson Lago (PDT), José Sarney (PMDB) deve acionar o TSE e o STF para cassar o mandato do governador eleito - provavelmente Flavio Dino. Mas aí o tempo será outro. E pode ser tarde demais.

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