quarta-feira, 18 de junho de 2014

FRENTE DE OPOSIÇÃO PRÓ-FLÁVIO DINO JÁ CONTA COM NOVE PARTIDOS

Mariana Salgado

 
Flávio Dino reunido com representantes de nove partidos políticos, Articulação relembra trabalho realizado em 2006
 (Divulgação
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Flávio Dino reunido com representantes de nove partidos políticos, articulação relembra trabalho realizado em 2006
 
Reunindo nove siglas em torno de sua candidatura, o comunista Flávio Dino pode repetir o feito que elegeu Jackson Lago (PDT) em 2006, quando 10 partidos de oposição estiveram juntos para apoiar o pedetista contra a, então, candidata Roseana Sarney (PMDB), formando a Frente de Libertação pelo Maranhão. O que pode diferir os dois pleitos é que, este ano, a eleição está polarizada entre Flávio e Lobão Filho (PMDB), e em 2006, as candidaturas de Edson Vidigal (PSB) e Aderson Lago (PSDB) ajudaram a levar a disputa para o 2º turno, dividindo os votos da oposição.

“O que liga 2006 a 2014 é que as forças de oposição estão reunidas em uma frente ampla que procura dar voz a um sentimento de mudança”, aponta o presidente do PCdoB, Márcio Jerry, sobre as semelhanças entre as duas eleições. Ele conta que união PCdoB com PSB, PP, PDT, PPS, SD, PSDB, PROES, PTC, e o apoio de movimentos sociais e da ala não governista do PT – a resistência petista – formam uma grande aliança, batizada por “Partido do Maranhão”.

Em 2006, a Frente de Libertação reuniu oficialmente, no segundo turno, PDT, PSB, PSDB, PPS, PT, PAN, PL, PCB, PMN e PCdoB. Articulada ainda no ano anterior pelo ex-governador José Reinaldo (PSB), a aliança apostou em três candidaturas, Jackson Lago, Aderson Lago e Edson Vidigal. A soma de votos dos três políticos alcançou 52,07%, superando Roseana – que teve 47,21% – o que levou a eleição para o segundo turno.

Marcio Jerry lembra que em 2010, Jackson e Flávio também estiveram na disputa, dividindo os votos da oposição, no entanto, por 0,8% dos votos a eleição não foi para o segundo turno. “Neste ano a eleição polarizou em um processo natural feito pela própria sociedade, reunindo de um lado quem quer a manutenção do poder e do outro quem quer a renovação política”, opina Marcio.
Ainda que o PDT tenha definido apenas na semana passada o apoio ao comunista, após reunião com a direção nacional do partido, há tempos o presidente estadual do PDT, Julião Amim, levantava bandeira pró-Flávio defendendo, inclusive, que o líder do PCdoB ocupa o vácuo deixado por Jackson na política do Estado. “O Flávio carrega a esperança do povo nele”, considerou Julião.

A indefinição do PDT foi fruto da quebra de um compromisso firmado com o PCdoB, que tinha prometido a vaga de vice aos trabalhistas, e com a entrada do PSDB, a vice-governadoria ficou com o deputado federal Carlos Brandão (PSDB). No entanto, para Julião, seu partido não deveria romper com compromisso pela mudança por conta de uma vaga.

Os partidos ainda vêm oficializando o apoio a Dino. Sábado (14), o PP abriu a temporada de convenções quando reafirmou a aliança com o comunista ao Governo. O PP, neste ano, faz sua estréia na oposição, e segundo o presidente estadual da legenda, o deputado federal Waldir Maranhão, os baixos indicadores que o Maranhão tem foram cruciais para que o PP estivesse na oposição. “Estamos alinhados com os partidos da oposição que se integram pelo movimento de grande mudança do Maranhão, que hoje é representando pelo PCdoB, com Flávio Dino”, destaca Waldir.

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