Pelos cálculos da Secretaria de Trânsito de Imperatriz (SETRAN), quase dois mil e quinhentos veículos, entre automóveis, camionetes, vans, caminhões e motocicletas se aglutinaram nessa que foi a maior carreata da história da cidade, superior, inclusive que àquela que antecedeu na véspera da vitória de Jackson Lago, nas eleições de 2006.
À frente da multidão, o Prefeito Sebastião Madeira, que no 1º Turno das eleições de 2014, conseguiu o feito inédito, juntamente com Flávio de Dino, de arrebatar mais de 84% dos eleitores de Imperatriz a candidatura da oposição, comandava o gigantesco ato político do candidato a presidente, Aécio Neves.
“Para Maranhão ficar completamente livre do Sarney é preciso que Aécio ganhe as eleições. Se a Dilma vencer, Sarney, com o PT, monta um governo paralelo para atazanar a vida de Flávio Dino. O nosso povo é livre e, com liberdade, vai libertar o Brasil de um país cuja presidente é acusada de envolvimento no mais ‘estarrecedor’ esquema de corrupção da história da República, livrando, também, o Maranhão da assombração do Sarney”, discursava Madeira na Praça de Fátima, no local de dispersão da imensa carreata.
O ponto alto do movimento político pró-Aécio aconteceu nas avenidas Getúlio Vargas e Dorgival P. de Souza, no chamado coração comercial de Imperatriz.
Nas calçadas, nas ruas, nas fachadas das lojas e no comércio a vibração era contagiante. Um verdadeiro “corredor polonês” estreitou o carro aberto que conduzia Sebastião Madeira, e o presidente da Câmara de Vereadores, Hamilton Miranda.
Com os punhos erguidos, Madeira devolvia a vibração e animava a longa quase interminável carreata política, enquanto o jingle de campanha de Aécio era cantarolado. Na pausa da música era possível escutar gritos de “fora Dilma, fora Sarney e o PT”.
“Há muito tempo não assistia tamanha manifestação popular. A gente se emociona. A gente fica feliz. O nosso povo não aceita a cangalha nem as esporas do Sarney. A vitória da Dilma fortalece a oligarquia que o povo derrotou na urna depois de décadas de sofrimento. Vamos votar no Aécio”, gritava Madeira, convocando o povo a mudança.
A carreata que havia começado as 8:30, se encerrou meio dia, na Praça de Fátima. (Elson Araújo).