sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

SULMARANHENSE TOMA POSSE COMO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Raimundo Carreiro, do Canto Grande (São Raimundo das mangabeiras) a Ministro do Tribunal de Contas da União


Raimundo Carreiro, Ministro do Tribunal de Contas da União, filho de São Raimundo das Mangabeiras, deu mais um importante passo em sua carreira na última quarta-feira, 10, quando tomou posse como vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Formado em direito, Raimundo Carreiro foi secretário geral da mesa do Senado e é Ministro do TCU desde 2007. A posse do presidente, Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, aconteceu às 10h no Plenário do TCU.

“Trago comigo, do distante interior do Estado do Maranhão, os valores mais comuns à nossa gente e que serão a contribuição mais pessoal que poderei agregar à caminhada desta Casa”. A declaração feita ao tomar posse em 2007 ecoa ainda hoje na atuação de Raimundo Carreiro como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Quase oito anos depois, no último dia 3,Carreiro foi eleito vice-presidente do TCU para o ano de 2015.

Durante os anos em que tem atuado como ministro do tribunal, Carreiro relatou importantes trabalhos como fiscalizações do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) e dos salários pago acima do teto constitucional na Câmara dos Deputados e no Senado Federal gerando uma economia anual de mais de R$ 675 milhões. Recentemente, apresentou o relatório das contas do governo da República relativas a 2013, norteado pelo tema "Governança Pública para o Desenvolvimento", em um contexto em que a governança é vista como questão crucial a ser incentivada pelo TCU, para a formação de um ambiente propício à implementação de políticas públicas.

Atuou em uma das fases mais conturbadas da fiscalização que o TCU tem feito sobre a ampliação do aeroporto de Vitória (ES). Entre 2007 e 2008, o consórcio responsável resolveu paralisar a obra. No ano anterior, 2006, o TCU havia apontado graves irregularidades como sobrepreço e deficiências nos projetos e decidiu pela retenção de parte dos pagamentos para evitar prejuízos. 


A relatoria do ministro sobre os processos que analisam as obras do terminal de passageiros e do sistema de pátio e pistas do aeroporto de Goiânia (GO) permitiu a retomada desses empreendimentos após paralisação de cerca de seis anos. A proposta do ministro Carreiro, acatada pelo Plenário do TCU, autorizou que os orçamentos apresentados pela Infraero fossem utilizados para prosseguimento das obras e determinou correções ao órgão.

Esses são alguns dos casos que remetem à advertência feita em tom de saudação pelo então ministro Marcos Vilaça, por ocasião da posse de Carreiro: “Prepare-se para as provações. Mas prepare-se para contabilizar o lado positivo do serviço à Nação que este posto faculta”.
O dia em que foi eleito como próximo vice-presidente da instituição era também a data para lembrarmos internacionalmente da pessoa com deficiência, cerca de 45 milhões de brasileiros. O ministro lembrou, e destacou avanços e esforços para a integração plena dessas pessoas à sociedade e, especialmente, ao mercado de trabalho. Assim, propôs auditoria para verificar o cumprimento das cotas previstas na legislação que obriga preenchimento de vagas em empresas por pessoas portadoras de deficiências e reabilitados.

Ao chegar ao tribunal, afirmou que pretendia se dedicar ao cargo “munido,principalmente, da firme determinação de defender e praticar a isenção de julgamento, a igualdade de tratamento para todos e a defesa incondicional do interesse público,sob o mandamento da lei”.

Trajetória

Natural de Benedito Leite, Raimundo Carreiro viveu sua infância no Povoado Canto Grande, em São Raimundo das Mangabeiras, de onde partiu para Brasília, onde se formou em direito pelo UniCEUB em 1981. Raimundo Carreiro é considerado filho ilustre de São Raimundo das Mangabeiras por seus serviços prestados ao município, onde foi vereador e presidente da câmara. Foi funcionário público do Senado até sua aposentadoria como Analista Legislativo em 2007, quando ocupava o cargo de Secretário-Geral da Mesa do Senado desde 1995, nomeado por José Sarney. Quando da aposentadoria do ministro Iram Saraiva do Tribunal de Contas da União, coube ao Senado indicar o substituto. Pela primeira vez, um servidor do Senado foi indicado ao posto. Seu nome foi escolhido por unanimidade, sendo, inclusive, dispensado a sabatina.

Raimundo Carreiro se destaca ajudando a conseguir recursos públicos para São Raimundo das Mangabeiras, pois sempre manteve bom relacionamento com diversas lideranças políticas em Brasília. Eletrificação rural, pavimentação de ruas, investimentos em saúde e educação são alguns dos exemplos de investimentos que o município conseguiu com a ajuda de Carreiro.

IFMA Campus de São Raimundo das Mangabeiras

Dentre os benefícios sonhados e articulados por Raimundo Carreiro está o campus do IFMA no município, idealizado por ele como uma “Escola Agrotécnica Federal”. Decidido a ver seu sonho virar realidade, em 2001, Raimundo Carreiro elaborou um projeto de lei criando a “Escola Agrotécnica Federal de São Raimundo das Mangabeiras”. “Pedi aos três senadores do Estado do Maranhão para assinar e apresentar o projeto de lei e assim foi feito”. A Agrotécnica Federal de São Raimundo das Mangabeiras foi criada através da lei nº 11.534, de 25 de outubro de 2007, que criou também as escolas técnicas do Acre, do Amapá, de Mato Grosso do Sul, de Brasília e de Canoas-RS; e as Escolas Agrotécnicas Federais de Marabá-PA e de Nova Andradina-MS. Antes da abertura da “Escola Agrotécnica de São Raimundo das Mangabeiras”, o governo federal fez uma mudança na política educacional, criando os Institutos Federais por meio da lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. No Maranhão, o IFMA foi criado através da junção do CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão) e Escolas Agrotécnicas Federais de Codó, de São Luís e de São Raimundo das Mangabeiras.

A ideia de criar uma escola agrotécnica em São Raimundo das Mangabeiras surgiu quando Raimundo Carreiro conheceu a “Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia-MG”, onde o irmão dele foi diretor geral por 12 anos. “Quando vi aquela escola funcionando e sua finalidade e a clientela de alunos, eu pensei comigo, essa é a escola que eu quero pra São Raimundo das Mangabeiras”.


Com informações do site do TCU, Revista O Cerradão e Wikipédia.

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