segunda-feira, 9 de março de 2015

LOBÃO RECEBEU MAIS DE 10 MILHÕES EM PROPINA, AFIRMA EXECUTIVO DA CAMARGO CORRÊA

O executivo da Camargo, Dalton Avancini, entregou o nome de Edison Lobão durante as negociações para ordo de delação

De O Imparcial

De acordo com um dos executivos da empresa Camargo Correa que já está preso e colabora agora com as investigações da Operação Lava Jato, relatou aos procuradores que o ex-minitro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) recebeu aproximadamente R$ 10 milhões em propina no ano de 2011, quando a empresa foi contratada para efetuar a construção da usina de Belo Monte.

Lobão, que na época executava o trabalho de ministro do governo no primeiro mandato de Dilma Rousseff como presidente, já havia sido citado nas delações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e também foi apontado pelo doleiro Alberto Youssef.

O advogado do ex-ministro, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que “palavra de delator tem credibilidade zero” e que está esperando por provas, pois afirma que o que foi dito até agora não aponta certeza nenhuma que seu cliente realmente esteja envolvido no esquema de corrupção. Segundo comentários de Youssef dizia na carceragem da PF em Curitiba que Lobão seria um dos líderes e principais articuladores do esquema de desvios na Petrobras, segundo advogados ouvidos pela Folha de São Paulo.

O executivo da Camargo, Dalton Avancini, entregou o nome de Edison Lobão durante as negociações para acordo de delação. Além disso, ele alegou que houve suborno na contratação da Camargo Correa quando a empresa foi escalada para fazer a usina atômica Angra 3.

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