| F. Antunes, Jakson Lago, Jean Carlo e Sebastião Madeira |
Num passe de mágica, Jean que defendia que o PDT indicasse o vice de Jomar Fernandes (PT) de uma hora para outra virou candidato a vice de Sebastião Madeira (PSDB).
Claro, também concorreu para isso a falta de nomes no partido que chegou a apresentar como vices Cícero Eletricista e Rui Porão, este último talvez com mais cacife que Jean, pois era vereador e um ácido opositor do então prefeito Ildon Marques (PMDB). Teria no entanto sido impedido, assim como foi de ser candidato a vereador, por ter deixado de votar em um plebiscito, se não me engano o do desarmamento.
Eleito Madeira, a participação do PDT na administração municipal não se restringiu apenas ao vice-prefeito Jean Carlo. Ocupando cargos no primeiro, segundo e terceiro escalões, se encontram muitos pedetistas, entre estes, nomes fáceis de serem lembrados, como Arnaldo Júnior (secretário de Esportes e Juventude), Francisco Jefferson (sub-secretário da Receita Muncipal), Rubeny Brígida (sub-secretária de Meio Ambiente), Daniel Souza (Ouvidor Geral ), Edjailson Nogueira (Executivo da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Diretor do Cine Municipal) Ciro Rodrigues (diretor Executivo da sec. de Esportes e Juventude), Zé Mototaxi (Sepluma), Ilfran Magalhães (Projetos), entre outros nomes.
Também estiveram no governo muncipal e sairam por livre e espontânea vontade, este jornalista (Josué Moura) que até o início deste ano era Diretor Executivo da Assessoria de Comunicação do Município (com status de adjunto do Assessor-chefe) e Carlinhos Amorim (secretário de Governo), que saiu para assumir o mandato de deputado estadual, já como filiado ao PDT, com ficha abonada pelo próprio Jackson Lago.
No momento, em posição de franco atirador, o vice-prefeito Jean Carlo tem feito críticas diretas ao prefeito Madeira, defende abertamente o rompimento do PDT com o PSDB e a saida do governo municipal de todos os filiados do partido que detenham cargos em comissão.
Diante disso, como filiado, me reservo ao direito de fazer algumas reflexões:
- Essa posição de Jean é a posição diretório do PDT local?
- O que pensa sobre isso o deputado Carlinhos Amorim?
- E todos esses filiados do PDT que detém cargos de nomeação no governo municipal, são a favor desse rompimento?
Recentemente, o presidente do Diretório Muncipal do PDT, Fernando Telles Antunes, divulgou nota (veja aqui no Blog, rolando a barra) em que desmentia uma notícia também recentemente propalada por Jean, de um possível rompimento do PDT com o governo municipal. Na nota, Antunes também reafirma a continuidade da aliança local PDT/PSDB, até que um decisão posterior seja tomada pelo partido e lamentou que esse tema venha à baila quando o PDT ainda se encontra chorando a morte de seu líder maior no Maranhão Jackson Lago.
O que pensa Carlinhos Amorim sobre a proposta de Jean Carlo é ainda um mistério, mas o que tem dito o deputado todas as vezes em que dá entrevistas á imprensa local são palavras de apoio ao prefeito Madeira e total colaboração com seu governo.
Quanto aos filiados do PDT, que caso a proposta de Jean seja vencedora serão instados a entregar os seus cargos, um deles, que gentilmente me pediu para não declinar o seu nome, saiu-se com uma contra-proposta: "Tudo bem, se o partido manda a gente sai, mas que tal o Jean também renunciar ao mandato de vice-prefeito? Sim, pois partindo desse presuposto essa aliança não valeu, não foi boa para o PDT, então para anulá-la totalmente, os cargos devem ser entregues de cima pra baixo e de baixo pra cima, pois não é justo que fiquemos desempregados enquanto ele continua ganhando um bom salário".
Em seu Blog, Jean cita algumas razões para o PDT deixar o governo Madeira, o mais forte deles a aproximação ou "alinhamento" do prefeito Madeira com a governadora Roseana Sarney. Madeira se defende e diz que não há uma aliança política ou "alinhamento", mas uma parceria de trabalho, apesar de não descartar um possível acordo político no futuro. De bobo Madeira não tem nada, quer ver primeiro se a filha de sarney cumpre essa "parceria de trabalho" com muitas obras e serviços na segunda maior cidade do Maranhão ao ponto de naturalmente arrefecer o anti-sarneysismo impretarizense.
Em defesa ainda de sua tese, Jean faz algumas acusações que particularmente não concordo, como a de que "Não adianta os tucanos maranhenses das duas maiores cidades tentar cooptar alguns pedetistas para forçar a barra em uma aliança com o PSDB, alias os dois tucanos do Maranhão deveria ter feito todo esse esforço, nas eleições de 2010 para o ex-governador Jackson Lago retribuindo ao nosso governador o esforço que fizemos para eles realizarem o seus sonhos de governar São Luis e Imperatriz".
Em São Luís não sei, mas no final da campanha passada, depois daquela última grande carreata ví o próprio Jackson Lago dizer que jamais esqueceria a maneira como havia sido tratado em Imperatriz, agradecendo com um abraço apertado o prefeito Madeira, o principal organizador daquele grande ato político que vai ficar na história com fotos e imagens que não mentem jamais. Alguns acham que ele deveria ter "jogado dinheiro na campanha", mas "quem calça o sapato é que sabe onde aperta". Madeira sabe que as finanças da cidade são poucas para a manutenção da máquina, obras e serviços, imagine para investir em candidaturas, além de ser uma ilegalidade.
Exemplo claro de que não dá para tocar a administração e gastar o dinheiro público com campanhas eleitorais dizem que foi o do prefeito Jomar, que teria jogado todas as fichas para eleger deputada a sua mulher, Terezinha Fernandes (PT). Os opositores do ex-prefeito diziam: "Jomar elegeu a mulher mas quebrou o município". Se foi assim eu não sei, só sei que depois da eleição obras foram paralisadas e até o funcionalismo teve os salários atrasados.
Esse argumento de "corpo mole" do prefeito de Imperatriz em relação à campanha de Jackson não vale, pois não dependeu só de Imperatriz o sucesso ou insucesso da tentativa de Jackson voltar ao governo do Maranhão. Pelo contrário, independente do Madeira, do PSDB, do nosso PDT, a resposta à Jackson foi extremamente positiva em Imperatriz, Porto Franco e grande parte do sul do Maranhão.
Finalizando, Acho que pedetistas e tucanos devem adiar essa discussão. Madeira, Jean e a direção do PDT devem sentar ao redor de uma mesa, tirar as diferenças no diálogo e que todos os esforços sejam envidados para a paz. Se não der para continuar, bye, bye, foi bom enquanto durou...
6 comentários:
E agora jean? vai aceitar a contra-proposta do companheiro?
renuncia jean, que nós estregamos os cargos.
Vamos fazer um movimento pela renuncia do vice prefeito? ai com certeza todos os que estão na prefeitura também entregaram os seus cargos.
RENUNUCIA DO VICE PREFEITO JÁ!!!
Nada disso, o que temos que fazer é um armistício entre o vice e o prefeito. Não há motivos para rompimento, a hora não é de espalhar mas de juntar todos os que querem uma Imperatriz cada vez mais próspera. Jean é um homem inteligente e com certeza vai ver que não deve alimentar essa distensão e voltar suas energias para uma pauta positiva com o prefeito.
Neudson Claudino disse em mensagem no Hotmail...
Muito boa análise e reflexão sobre PDT x PSDB e quanto á entrega dos cargos, o pensamento do autor da colocação abaixo cria uma saia justa.
"Tudo bem, se o partido manda a gente sai, mas que tal o Jean também renunciar ao mandato de vice-prefeito? Sim, pois partindo desse presuposto essa aliança não valeu, não foi boa para o PDT, então para anulá-la totalmente, os cargos devem ser entregues de cima pra baixo e de baixo pra cima, pois não é justo que fiquemos desempregados enquanto ele continua ganhando um bom salário".
Caro amigo josué,
muito boa sua análise, vc mostrou ter conhecimento da realidade de seu Partido.
Agora que tal vc , enquanto analista politico, acrescentar os outros partidos da aliança que vc se refere no inicio de seu artigo?
O futuro, será uma obra a ser construida a várias mãos.
Portanto, desde agora, temos no meu entender, sabermos quem realmente tem um projeto alternativo para Imperatriz, ou quem faz
parte das manobras eleitoreiras traçadas nos gabinetes do poder, e que alguns se aproveitam para comer os farelos, tão normais
nas festas do dito poder.
Portanto, compreendo que a sociedade deva neste momento, fazer uma análise do processo que vivenciamos, e que outrora vivenciaremos, para poder
se manifestar nas possíveis manobras dos ditos engenheiros politicos, desta classe politica que se mantém no poder em Imperatriz a tempos, e que se locupletam do poder em benefício
próprio. E o pior, em alguns momentos ( talves a maior parte) tenhamos que caminhar ao lado deste oportunistas.
Os filiados dos diversos Partidos do campo de esquerda, teêm a responsabilidade de nas discussões internas de seus respectivos partidos, aprofundarem as discussões politicas e
identificar os diversos interesses em jogo.
A sociedade exige atitudes deste nível. E nos temos a responsabilidade de corresponder a sociedade neste anseio. Acredito que agindo assim, sendo acatada ou não nossa posição, estaremos demonstrando aos profissionais da politica ( os comedores dos farelos ) que partido politico não é empresa, e consequentemente politica não é profissão.
Eduardo Palhares. (eduppalhares@hotmail.com)
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