segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

BARRADOS NO PLEITO (Depoimento do Juiz de Direito Márlon Reis ao Correio Braziliense sobre a expectativa de êxito da Lei da Ficha Limpa

Correio Braziliense - 12/02/2012
Juiz Márlon Reis
Antes mesmo de o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificar a validade da Lei da Ficha Limpa, os partidos já afinaram o discurso e garantem que vão cumprir à risca a legislação. O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), diz ter "certeza" de que os ministros da Suprema Corte irão validar a regra. "No DEM, político que tenha sido condenado por colegiado não vai ser candidato. Não tenho nenhuma dúvida de que essa matéria vai ser referendada, porque é saneadora para a vida pública brasileira", elogia.
Segundo o senador Valdir Raupp, presidente do PMDB, o partido está desencorajando pré-candidaturas de políticos comprometidos com a Justiça.
"A expectativa nossa era de que a Lei da Ficha Limpa fosse para as eleições seguintes e não para as que passaram. Portanto, achamos que para essas eleições, isso deva valer. Candidaturas de políticos com problemas na Justiça não devem acontecer. Essa é a nossa expectativa. Acataremos o que o Supremo decidir", afirma. Raupp não soube estimar quantos peemedebistas devem desistir de se candidatar caso a lei seja aprovada.
Alguns políticos que pretendem se candidatar em outubro estarão atentos ao julgamento do Supremo. É o caso de Tadeu Palácio (PP-MA), que pretende disputar a prefeitura de São Luís. Ele teve as contas rejeitadas e acabou condenado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Dagoberto Nogueira (PDT-MS), por sua vez, pleiteia concorrer a prefeito de Campo Grande. Ele foi condenado em dois processos por improbidade administrativa.
O ex-deputado José Tatico (PTB), que já exerceu mandatos pelo Distrito Federal e por Goiás, também estará inelegível caso a validade da Ficha Limpa seja confirmada, por ter sido condenado pelo STF por apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição. O ex-governador do DF Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao cargo de senador em 2007, ficaria inelegível até 2023, uma vez que teria mandato até o começo de 2015. Ele, porém, não irá disputar a eleição deste ano. (DA e Guilherme Amado)
Expectativa em alta
Para o juiz Márlon Reis, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Ficha Limpa teve grande êxito nas eleições passadas, embora sua validade tenha sido revogada posteriormente. Para este ano, as expectativas são ainda melhores. "É certo que muitos que gostariam de se candidatar vão recuar, a partir do momento em que a lei for declarada constitucional", acrescentou.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oportunidade de ouro para o começo da moralização política. Dia 15 toda a nação estará esperando que o STF comece essa moralização que todos querem.
NAUR MARTINS