sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

História:“Revolução de Janeiro” completa 17 anos, cada vez mais esquecida em Imperatriz

Amigos e admiradores lembram em Carolina um ano da morte do líder do movimento, advogado Ulisses Azevedo Braga

O Movimento de Janeiro de 1995, conhecido como “Revolução de Janeiro”, ou “Revolução Cidadã”, completou 17 anos no último dia 19 do mês passado.

A manifestação que levou às ruas mais de 30 mil pessoas na segunda maior cidade do Maranhão está cada vez mais esquecida pelas elites políticas de Imperatriz e pelos que participaram dela. Triste constatar ainda: é uma página da história da cidade totalmente desconhecida pelos mais jovens, aqueles que na época eram crianças ou que ainda não haviam nascido.
Só para se ter uma idéia, um jovem de 20 anos, hoje na universidade, naquela ocasião tinha apenas três anos de idade. Como ele poderá saber desse momento histórico se não lhe for contado? Se não lembramos sequer da nossa história, o que será de nós?

A revolta que afastou o então prefeito Salvador Rodrigues do comando do município foi gestada com muita discussão, debate, várias reuniões, duas passeatas anteriores – uma que fez o enterro simbólico da Câmara e outra em que centenas de pessoas levaram o seu lixo e depositaram na porta da prefeitura – e até ações na Justiça que sequer foram apreciadas por esta.

Só nasceu e explodiu numa grande manifestação que parou a cidade, depois que seus organizadores conseguiram convencer a maioria da imprensa, as entidades de classe, partidos políticos (mesmo mantidos à distancia) e a população, que veio como numa onda avassaladora, pacífica, mas disposta à luta, caso houvesse uma reação para manter no governo um (vice) prefeito corrupto e incompetente que havia participado de uma trama para matar o prefeito Renato Moreira, assassinado no dia 6 de outubro de 1994.

A “Revolução de Janeiro” não deveria ser esquecida, pois ela representa um marco na história da cidade, o fim de uma era de desmandos administrativos, o afastamento do cenário político de um grupo que manipulava os mais pobres e governava apoiando-se na violência e no crime organizado.

Mesmo com a desonestidade ou esperteza de alguns, depois do movimento de Janeiro a cidade não foi mais a mesma, os governantes agiram com mais pudor ou cuidado no trato com a administração. E o mais interessante: a população descobriu que pode se levantar e tirar na marra quem usurpa o poder ou que assalta os cofres públicos não cuidando sequer dos serviços básicos do município.

O legado do Movimento de Janeiro é de extrema importância para as novas gerações, quando vivemos um momento em que cada vez mais se exercita a democracia no país e se estimula a cidadania e a participação de todos nos destinos da nação, do estado, da cidade, do lugar em que vivemos.

Não podemos esquecer das lideranças desse movimento - apesar que algumas delas depois foram participar do governo da intervenção e  não se saíram muito bem no campo ético – que se arriscaram enfrentando ameaças de toda sorte e saíram para o convencimento popular em favor da revolta.

Precisamos lembrar o líder do Movimento de Janeiro, o advogado Ulisses Azevedo Braga, falecido dia 30 de Janeiro 2011. Um homem de bem que depois em idade avançada resolveu voltar para sua cidade, Carolina, onde findou os seus dias militando na defesa do meio ambiente e voltado para suas reflexões espirituais.

Para que o movimento de janeiro de 1995 não seja apagado totalmente da memória da cidade, estou preparando um projeto que enviarei como cidadão à Câmara Municipal de Imperatriz propondo que o dia 18 de Janeiro seja todos os anos lembrado pela municipalidade como feriado municipal, além de criar uma placa a ser colocada na entrada da prefeitura de Imperatriz lembrando a data, assim como consta lá no palácio municipal uma placa colocada pelo interventor Dorian Menezes quando vereadores de Imperatriz tentaram tomar a prefeitura.

Solicitarei ainda ao prefeito Sebastião Madeira que mesmo (in) memorian, seja concedido este ano por ocasião do aniversário de Imperatriz, a comenda Frei Manoel Procópio.

Amigos de Ulisses lembram um ano de sua morte

Para lembrar Ulisses Braga seus amigos, parentes e admiradores estarão neste sábado (04/02/2012) realizando uma vasta programação em Carolina-MA. Como Ulisses era um grande defensor e amante da natureza, seus amigos realizam  o plantio de 600 mudas nativas na reserva da família, criada em homenagem a ele e sob sua inspiração irão oficialmente transformar aquele local, que outrora foi de seus antepassados, em um local de convívio fraterno e de preservação da Natureza.

Neste mesmo dia do plantio, sábado dia 04 de fevereiro, haverá a visita ao túmulo no Cemitério da Madeira e às 16:00 hs Missa na Igreja de Santa Terezinha, em Carolina, com uma breve apresentação de um documentário sobre Ulisses Braga, que será apresentado por um dos grandes amigos de Ulisses, o ambientalista Deijacy Rego.

Finalmente, aos interessados em saber um pouco mais sobre a “Revolução de Janeiro”, podem procurar este jornalista, pois disponho de farto material fotográfico, áudio e vídeo sobre esse importante fato histórico de Imperatriz. 

4 comentários:

Anônimo disse...

Caro Josué,Revolução é muito diferente de golpe.Revolução ,foi a Françesa.O resto é golpe,como em 1917 na Russia,onde tirou-se um imperador para colocar colocar um tirano,assassino.Em 1930 no Brasil,deram um golpe para tirar um presidente eleito,Julio Prestes,e assumir o perdedor Getulio Vargas ,tambem transformado em ditador,tirano e tambem assassino.Tambem é valido lembrar,Cuba,onde o golpista Fulgencio Batista,foi derrubado com outro golpe ,pelo go´pista Fidel Castro e sua quadrilha em 1959,e a consequencia ,foi uma ditadura sanguinaria,covarde e que está com 53 anos de duração.Depois tivemos o golpe de 1964,aqui no Brasil,e se não tivesse sido sido consumado pela direita brasileira,hoje estariamos com 48 anos de uma ditadura de esquerda,como está em Cuba até hoje,e espero que seja eterna,com os Fidelzinhos Neto,Bisneto,e ad eternun.Cuba tem que ficar como um museu vivo para o mundo ver,aonde leva o comunismo.
Agora chamar de revoluão de janeiro,o golpe perpretado naquela data,é muita falta de conhecimento.Tirar um Salvador Rodrigues,para colocar o INTEGRO ? o INTEGRO?,o HONESTO? ,Ildon Marques,aí já é deboche.Veja o passado do Salvador e o do Ildon,e veja o presente dos dois.Só um apedeuta,não perceberá que a mudança foi um crime contra a cidade.Foi um golpe,para tirar um ruim ,para colocar um pessimo.Aquela turma toda do retrato,foi composta por inocentes úteis.Faça um balanço dos desvios de recursos publicos feitos pelo Salvador,e olhe para as administrações do colocado pela Roseana, a pedido dos :Onofre,neudson,Conceição Formiga e outros mais.
Aos golpistas ,do GOLPE DE JANEIRO,está reservada uma pagina na HISTORIA de Imperatriz,como um golpe que atrasou a cidade em 1 geração.
Meu caro Josué,voçe tambem esteve lá,participou deste triste fato.Golpstas,rezem,e peçam a Deus para que Ele alivie as dores ,que voçes deverão sofrer ,com o fogo pelo qual voçes condenados.Um abraço,do teu amigo ,espirito com memoria

eslane cs disse...

caro josué,continue com seu trabalho,faça lembrar aquilo q historiadores ferrenhos em politicas, e acobertados por poderes fajutos, não querem que permaneça viva essa memória.Pois essa categoria age no intuito, de manter alienado o povo imperatrizense.Assim como um bom jornalista,e com traços reivindicador de uma grande massa,faça valer as teorias filosoficas e sociologicas,pondo em pratica cada ação q interfira na alienação do povo.Além disso,essa cidade precisa de algo que contribua para sua formação historico-cultural.Em vista disso,seja feito a fosforescencia desse dia,acarrentado um olhar mais amplo e coeso de tal fato.Assim sendo, é preciso atitude para q possamos mudar a alienaçao do povo,inclusive os levianos q acobertam negativamente uma situação contraria a essa ação.

eslane cs disse...

Caro Josué, continue com seu trabalho, faça lembrar aquilo q historiadores ferrenhos em politicas, e acobertados por poderes fajutos, não querem que permaneça viva essa memória. Pois essa categoria age no intuito, de manter alienado o povo imperatrizense. Assim como um bom jornalista, e com traços reivindicadores de uma grande massa, faça valer as teorias filosóficas e sociológicas, pondo em pratica cada ação q interfira na alienação do povo. Além disso, essa cidade precisa de algo que contribua para sua formação histórico-cultural. Em vista disso, seja feito a fosforescência desse dia, acarretado um olhar mais amplo e coeso de tal fato. Assim sendo, é preciso atitude para q possamos mudar a alienação do povo, inclusive os levianos q acobertam tal fato.

Anônimo disse...

Olá Josué. Seu Blog é muito bom. Você é muito inteligente! Sou odontóloga, paraense de Belém do Pará. Mas vou transferir meu título para cá e fazer questão de vestir a camisa do Maranhão do Sul e pintar a bandeira com vocês..O povo de imperatriz merece! Abraços,sucesso... Lilian.
lilian_rpbs@hotmail.com