domingo, 15 de abril de 2012

Urgente! É preciso ajuda para aliviar os sofrimentos de dependentes químicos e suas famílias

Em 48 horas, a presidente Dilma poderá desempenhar um papel fundamental na mudança das políticas globais de drogas, de uma perspectiva de guerra e repressão para uma de tratamento e compreensão. Mas ela está em silêncio em relação à necessidade de abandonar a atual política catastrófica internacional e apenas o nosso enorme apoio vai fazê-la vir à público. 


Mais de 4 milhões de brasileiros, incluindo alguns dos nossos amigos e parentes, sofrem todos os anos do abuso de drogas e de sua dependência química. Nosso país está ignorando esta situação e gasta bilhões de reais lutando numa guerra falida que criminaliza os dependentes químicos. Agora, um grupo de líderes latino-americanos está exigindo uma nova abordagem que poderá incluir a ajuda para o sofrimento desses dependentes químicos e suas famílias. O governo dos EUA está tentando bloquear esse novo passo, mas Dilma pode equilibrar a balança. Ela só precisa de um gigantesco apoio público para se posicionar e abrir o debate. 

Vamos agarrar essa oportunidade única para trazer esperança para milhões de pessoas que sofrem todos os anos com a praga do abuso de substâncias e o vício. 

Nosso governo repetidamente disse que devemos combater o uso de drogas por meio da educação, tratamento e políticas de saúde incólumes. Mas a guerra às drogas liderada pelos EUA forçou uma abordagem global baseada na criminalização que superpopulou nossas prisões com criminosos não-violentos.Agora, após décadas de tentativas, sabemos que a guerra às drogas não atinge o problema do vício às drogas e sequer reduzem o seu consumo. 

Do outro lado, passos para a regulamentação na Suíça, Portugal, Holanda e Austrália mostram resultados impressionantes na redução do abuso de drogas e nos crimes relacionados com drogas. À essa altura, uma mudança na política de drogas é simplesmente uma questão de bom senso

No ano passado a enorme campanha global da Avaaz trabalhou junto com a Comissão Global de Política sobre Drogas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para abrir o debate político no mais alto nível nas Nações Unidas. Agora os Estados Unidos, que inventaram essa "guerra", admitiram que essa abordagem não está funcionando. Pela primeira vez a pressão política está aumentando em toda nossa região e líderes da Guatemala ao México e Colômbia estão pedindo um debate acerca da descriminalização. Essa é uma mudança tectônica, mas os EUA sentiram o golpe e estão tentando bloquear políticas alternativas. 

O palco agora está pronto para um debate quente em Cartagena, Colômbia, que podemos influenciar e vencer! Mas temos apenas alguns dias para dar à Dilma o apoio público que ela precisa para tomar medidas concretas agora. 




Finalmente os políticos estão reconsiderando suas posições e a América Latina pode liderar o mundo para longe dessa política imprudente. Mas para sairmos de debates e chegarmos a ações tangíveis em nossas vidas, precisamos de um levante e forçar a Dilma a exercer essa liderança. Vamos garantir que essa cúpula seja o início do fim da guerra contra às drogas. 



Envie uma mensagem urgente para Dilma e compartilhe com todos.  Clique abaixo para inundar o gabinete da Dilma com mensagens exigindo que ela entre para a história da Cúpula de Cartagena neste final de semana, virando a página da letal e sem sentido guerra às drogas e dê início a uma era de políticas de drogas mais humana e efetiva no Brasil e ao redor do mundo:  





Com esperança, 


Alice, Luis, Pedro, David, Carol, Emma, Ricken e toda a equipe da Avaaz 

Mais informações: 

Brasil deve apoiar o debate sobre drogas na Cúpula das Américas (CBDD)

Cúpula das Américas debaterá pela 1ª vez problema das drogas (Terra)

Bolívia apoia discussão sobre drogas na Cúpula das Américas (Reuters)

Comissão presidida por FHC defende descriminalização das drogas (BBC Brasil)

Relatório da Comissão Global de Política sobre Drogas


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