terça-feira, 26 de junho de 2012

CASO DÉCIO SÁ: CUTRIM SE DEFENDE DE ACUSAÇÕES E ATACA SECRETÁRIO ALUÍSIO MENDES

Cutrim disse não ter nada contra Décio Sá e chamou o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, de "moleque travestido de secretário".



"Não aceito o que esse moleque travestido de secretário quer fazer comigo, isso é uma falta de respeito", disse Cutrim.

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD) partiu para a ofensiva ontem em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa. 

O deputado não poupou críticas ao Secretário de Segurança, Aluísio Mendes, acusando-o de estar por trás das acusações contra ele de envolvimento na morte do jornalista Décio Sá. Cutrim abriu mãos de suas prerrogativas de deputado (já que tem foro privilegiado) e solicitou que fosse feita uma acareação para provar que não tem envolvimento com o caso.


O deputado não economizou ao falar de Aluísio, chamando o secretário de moleque e em meio a palavrões, desafiou Aluísio a reabrir o caso Bertim. "Não vou virar bandido depois de 60 anos. Um moleque travestido de secretário vem fazer esta molecagem comigo. Eu não aceito. É uma pessoa tão nojenta, tão infame. Isso não tem condições de ser nem faxineiro, quanto mais secretário", afirmou. Cutrim, que já foi secretário de segurança por 10 anos, criticou muito o sistema de segurança do estado no ano passado. Ele é declaradamente desafeto do atual secretário de segurança.

Cutrim ficou revoltado quando soube que a Polícia iria reabrir o caso Bertim. Segundo ele, se durante a sua gestão houvesse alguma manipulação no caso, o governo estaria manipulando até agora. Bertim era prefeito de Presidente Vargas, quando foi morto em uma emboscada. O caso foi elucidado na gestão de Cutrim à frente da Secretaria de Segurança. "Ouvi o deputado Magno Bacelar dizer que iriam reabrir o caso Bertim. Então reabre essa p... Quer dizer que o governo ficou todo este tempo manipulando a segurança? Que diabo de governo é esse? Eu o desafio a achar alguma coisa contra mim".


O deputado reforçou a tese de que é "cabra-macho", afirmando que não tinha nada contra o jornalista Décio Sá, mas se o tivesse, resolveria direto com ele na porrada ou na bala, se fosse preciso, mas não mandaria ninguém fazer o serviço no lugar dele. "Ele disse que tem escuta de que eu faria algo. Que p.. de escuta. Não tenho medo de cara de homem. Não sou de mandar fazer. Não tinha nada contra Décio, pois se tivesse, resolveria direto com ele na porrada, ou na bala, como fosse. O Cutrim é macho", enfatizou. Cutrim disse ainda que continua com sua rotina de quando era policial federal, de sempre andar muito bem armado. O deputado revelou que anda com cinco ou seis armas até para ir ao banheiro. 



Cutrim abriu mão das prerrogativas constitucionais que o garantem foro privilegiado e pediu para que fosse feita uma acareação entre ele e os demais acusados. O deputado disse que quando soube que seu nome estava envolvido levou um choque e ficou ainda meio sem ação, ainda na última quinta-feira. Mas passou estes dias refletindo e se sendo visto com olhos de desconfiança por onde passava. Por isso, resolveu reagir. 


Por meio da Assessoria de Imprensa da SSP, o secretário Aluísio Mendes informou que não vai se manifestar sobre as declarações do deputado. 

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