quarta-feira, 27 de junho de 2012

PESQUISA NÃO PASSA DA “FOTO DE UM MOMENTO”. SERÁ?

E será que, a cada pesquisa, o eleitor muda completamente de opinião?

Sim, ela é a fotografia de um momento, o instantâneo que fixa o sentimento e a opinião dos eleitores na data em que ela foi feita. Ao mesmo tempo ela é muito mais que o registro fotográfico de um momento.

Os eleitores não são tão volúveis a ponto de que, a cada nova pesquisa possam mudar completamente suas opiniões.

Assim como uma série de fotos de uma mesma pessoa revelará diferenças – cada uma será ligeiramente diferente das demais – elas também revelarão a semelhança básica, decorrente do fato de que se trata de uma mesma pessoa.

Nas pesquisas ocorre o mesmo. Os eleitores têm opiniões sobre questões políticas que possuem variados graus de consistência e permanência. Muitas destas opiniões estão cristalizadas e não mudam.

O eleitor, além disso, como qualquer pessoa, valoriza a sua coerência. Coerência com decisões de voto que teve no passado, coerência com princípios que valoriza, coerência com as prioridades que tem e coerência com a imagem que possui dos candidatos.

Essa lealdade às suas coerências assegura uma base de permanência aos resultados, contrariando o pensamento ingênuo de que os resultados não passam da foto daquele momento.

Nenhuma pesquisa, individualmente considerada, mormente se tiver sido realizada com muita antecipação em relação ao dia da eleição, pode ser considerada definitiva. Entretanto, no mínimo, elas indicam tendências.

“A pesquisa não passa de uma fotografia do momento. A única pesquisa que importa é a das urnas, e, quando chegarmos lá, os resultados serão muito diferentes”.
  
Tudo bem que o candidato, em plena campanha, dê aquela resposta padrão para sair da “saia justa” em que ficou, com uma pesquisa revelou resultados desfavoráveis:

Tudo mal se começar a acreditar no que disse, o que ocorre com muito maior freqüência do que pode parecer.

A pesquisa é sempre um aviso, desvela tendências, indica o quanto a candidatura está “pegando” no eleitorado. Se os resultados são negativos, há que encontrar as razões para eles e os meios de corrigi-los. Se positivos, há que identificar as razões para continuar na linha certa. (Francisco Ferraz, do site Política & Políticos)

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