Defesa diz que Jhonatan Silva fará novas revelações à Justiça
Advogado
Pedro Jarbas, um dos defensores do pistoleiro que assassinou o
jornalista Décio Sá, disse que o réu revelará novos fatos.
O Estado do Maranhão
“Nosso
papel não é inocentar Jhonatan, até porque o mesmo confessa a autoria
dos fatos. Entretanto, nosso compromisso é contribuir para que a verdade
prevaleça, e que todos os envolvidos neste crime de homicídio sejam
identificados e condenados. Nessa disposição, inclusive, o mesmo
demonstra-se profundamente arrependido do que fez, principalmente por,
até o momento, não ter conhecido a própria filha que nasceu em meio a
todo esse evento”, disse o advogado ao final das oitivas.
“Alguns
depoimentos se mostram reveladores, a ponto de nomes de novos supostos
‘mandantes’ serem citados. Também se fala muito acerca de outras linhas
de investigações desprezadas pela polícia judiciária, entre as quais a
que aponta empresários de Barra do Corda como autores intelectuais.
Isso, certamente, nos fará requerer apurações mais aprofundadas. Não
queremos julgar de qualquer forma, muito menos condenar a qualquer
maneira”, afirmou Adriano Cunha.
Testemunhas
– Ontem, das 10 pessoas aguardadas pelo Ministério Público, seis
prestaram depoimento no Salão do Júri do Fórum Desembargador Sarney
Costa, no bairro Calhau, a maioria jornalistas e blogueiros que cobrem o
cotidiano político no Maranhão. Entre aqueles que conversaram com a
imprensa, estão os jornalistas Itevaldo Júnior, Caio Hostilio, Marco
Aurélio D’Eça e Marcelo Gomes Vieira, que falaram sobre o perfil
profissional do colega Décio Sá.
Em seus
depoimentos, alguns profissionais ressaltaram a atividade de Décio Sá na
redação de O Estado; em qual época o conheceram, inclusive sobre os
tempos de universidade. Também prestou depoimento o vereador Fábio
Câmara (PMDB), amigo e compadre do jornalista assassinado. O parlamentar
foi uma das últimas pessoas a falar ao telefone com Décio Sá, antes de
sua morte. “Décio está fazendo falta não apenas a mim, mas à sociedade”,
disse Câmara, ao deixar a sala de audiências.
Das
demais testemunhas de acusação arroladas no processo, dois homens e uma
mulher foram dispensados pelo MP no segundo dia de audiências. “São
pessoas cujo teor de seus depoimentos não difere das demais testemunhas
já ouvidas pelo Ministério Público. Por uma questão de celeridade
processual, optamos por dispensá-las, e faremos dessa forma quando
necessário for”, justificou o promotor de Justiça da 1ª Promotoria do
Tribunal do Júri, Luis Carlos Correa Duarte.
Durante
as oitivas, apenas o jornalista Marcelo Vieira optou por depor sem a
presença dos réus, no Salão do Júri. Acompanharam os depoimentos das
demais testemunhas, presididos pelo juiz Márcio Castro Brandão, da 1ª
Vara do Tribunal do Júri, os agiotas Gláucio Carvalho; o pai dele, José
de Alencar Miranda Carvalho; os intermediadores Fábio Aurélio do Lago e
Silva, o Bochecha, de 33 anos; o pistoleiro paraense Jhonatan de Sousa
Silva, de 25 anos; Marcos Bruno Silva de Oliveira, de 29 anos, piloto de
fuga do assassino; Elker Farias Veloso, o Diego, de 26 anos; os dois
policiais civis afastados da Superintendência Estadual de Investigações
Criminais (Seic), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, que,
segundo o inquérito, tinham ligação estreita com a rede de agiotas; e o
ex-subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, capitão Fábio
Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, de 37 anos, que, de acordo com a
polícia judiciária, foi citado pelo assassino como a pessoa que teria
fornecido a arma do crime.
Cinco testemunhas são ouvidas durante a manhã a respeito da morte de Décio Sá
Os depoimentos das testemunhas envolvidas na morte do jornalista Décio Sá prosseguiram na manhã desta quarta-feira (8).
Cinco, das dez testemunhas previstas, já foram ouvidas. O primeiro foi um empresário do ramo automobilístico, citado no processo por ter relacionamento com prefeitos que estariam envolvidos com agiotagem. O empresário pediu que os acusados saíssem da sala durante o seu depoimento, para depois afirmar que não conhecia nenhum dos envolvidos no crime e nem o jornalista Décio.
A segunda testemunha foi uma funcionária pública, que mora em uma casa pertencente à mãe de Fábio Aurélio do Lago e Silva, o "Fábio Bochecha". A funcionária afirmou que viu várias pessoas frequentando a casa da mãe de Fábio, entre eles Jhonatam e o próprio Bochecha.
A terceira testemunha foi a irmã de Marcos Bruno, suspeito de ser o motoqueiro que deu fuga à Jhonatan após ele ter matado Décio Sá, e ex-companheira de Shirliano Graciano, também arrolado no processo e que está foragido. A mulher apenas confirmou sua relação com os acusados e foi dispensada.
A testemunha seguinte foi um vigilante que prestava serviços a Gláucio Alencar. Ele afirmou que presenciou uma discussão entre o empresário e uma outra pessoa, que ele não soube identificar.
A última testemunha da manhã foi uma professora que teria comprado a moto utilizada no dia da morte do jornalista. Ela afirmou que deu a moto ao seu irmão, e que esse repassou o veículo para uma terceira pessoa, que ela não conhecia.
A sexta testemunha, justo o irmão da professora, foi dispensada.
Os depoimentos seguem durante a tarde desta quarta-feira.
Cinco, das dez testemunhas previstas, já foram ouvidas. O primeiro foi um empresário do ramo automobilístico, citado no processo por ter relacionamento com prefeitos que estariam envolvidos com agiotagem. O empresário pediu que os acusados saíssem da sala durante o seu depoimento, para depois afirmar que não conhecia nenhum dos envolvidos no crime e nem o jornalista Décio.
A segunda testemunha foi uma funcionária pública, que mora em uma casa pertencente à mãe de Fábio Aurélio do Lago e Silva, o "Fábio Bochecha". A funcionária afirmou que viu várias pessoas frequentando a casa da mãe de Fábio, entre eles Jhonatam e o próprio Bochecha.
A terceira testemunha foi a irmã de Marcos Bruno, suspeito de ser o motoqueiro que deu fuga à Jhonatan após ele ter matado Décio Sá, e ex-companheira de Shirliano Graciano, também arrolado no processo e que está foragido. A mulher apenas confirmou sua relação com os acusados e foi dispensada.
A testemunha seguinte foi um vigilante que prestava serviços a Gláucio Alencar. Ele afirmou que presenciou uma discussão entre o empresário e uma outra pessoa, que ele não soube identificar.
A última testemunha da manhã foi uma professora que teria comprado a moto utilizada no dia da morte do jornalista. Ela afirmou que deu a moto ao seu irmão, e que esse repassou o veículo para uma terceira pessoa, que ela não conhecia.
A sexta testemunha, justo o irmão da professora, foi dispensada.
Os depoimentos seguem durante a tarde desta quarta-feira.
Saiba mais...
Mais dez pessoas estão sendo esperadas para depor hoje sobre o caso Décio Sá
Assassino de Décio Sá diz que vai falar coisas que não falou antes
Apenas Seis testemunhas de acusação foram ouvidas no processo Décio Sá
Justiça ouve envolvidos do caso Décio Sá
Hoje faz um ano de morte do jornalista Décio Sá

Nenhum comentário:
Postar um comentário