sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

MANIFESTANTES PEDEM INTERVENÇÃO FEDERAL NO MARANHÃO

Manifestacao_Acorda_Maranhao_7Com cartazes e palavras de ordem contra a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, centenas de pessoas saíram às ruas nesta sexta-feira em São Luís para protestar contra o que classificaram de colapso da segurança pública no Estado.

Aos gritos de “ intervenção já” e  “ oh Roseana, tu não me engana, a juventude já conhece a tua fama” ,  os manifestantes saíram da Biblioteca Pública Benedito Leite, no centro da cidade, e se dirigiu até o Palácio dos Leões, sede do governo, que desde o início o início da semana já estava cercado por grades de proteção.

Diegon Viana, 23 anos, estudante de Ciências Imobiliárias, um dos integrantes do Acorda Maranhão, grupo que nasceu nas redes sociais e convocou a manifestação, disse que a intervenção do governo federal no estado não deveria se limitar somente à segurança pública, mas a todo o governo.

- Todo o sistema público está falido. Pedrinhas é só uma gota d´água no caos do serviço público, onde não temos nem saúde e nem educação, onde rolam as cabeças da nossa juventude – lamentou.

Durante a passagem pela Rua Grande, principal artéria de comércio popular de São Luís, centenas de pessoas bateram palmas para os manifestantes e também exigiram melhorias na segurança pública. Somente em 2013, novecentas pessoas foram assassinadas na capital maranhense. Em Pedrinhas 60 detentos foram mortos, alguns decaptados com registro em vídeo que foi divulgado nas redes sociais.

O comerciante Aldecir da Cunha Mascarenhas foi para a porta do seu comércio manifestar o seu apoio.
- A população está entregue às mãos de Deus. Você não vê um policial nas ruas, e o que não falta é bandido – disse.

Aprovados no concurso para polícia civil em 2012, que não quiseram se identificar por medo de represálias, também participaram do protesto exigindo suas nomeações pelo governo.

- Somos 200 recém formados e devidamente treinados, mas a governadora não quer nos nomear – disseram.

Os manifestantes também fizeram uma homenagem a menina Ana Clara, de seis anos, morta queimada depois de incêndio em um ônibus da capital, e a Márcio Nunes, que ainda tentou salvá-la  e teve 72% do corpo queimado e foi transferido para a Unidade de Queimados do Hospital Geral Doutor Alberto Rassi, em Goiânia.

A mãe de Ana Clara, Juliane Carvalho Santos, 22 anos, também foi atingida pelas chamas e teve 40% do corpo queimado, foi transferida para a unidade de queimados do hospital regional Asa Norte em Brasília.

A manifestação encerrou em frente ao Palácio dos Leões onde novas palavras de ordem foram entoadas, dentre elas as que pediam a prisão do secretário de segurança Aluísio Mendes e que Roseana deixasse de comer lagosta e passasse a se preocupar com a segurança do cidadão.

- Ela quando assumiu disse que o maranhense poderia dormir com as portas abertas. E agora o que vemos é essa calamidade com a bandidagem comando ataques de dentro de Pedrinhas – protestou o consultor de negócios, Sandro Lima, de 22 anos.

Além da intervenção federal, os manifestantes incluíram nas reivindicações a mudança da cúpula da segurança pública, a reestruturação imediata do sistema carcerário e a expansão e reestruturação da Polícia Militar.

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