segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Chegamos a 7 bilhões. E agora?

Hans Rosling transforma estatísticas em super apresentações.
Por Eduardo Pegurier

Hans Rosling
Cruzamos, em 2010, o limiar de mais um bilhão de humanos e estamos divididos em quem veste sandália, anda de bicicleta, compra carro e pega avião nas férias. Usando essas 4 categorias, Hans Rosling, um especialista em transformar estatísticas em apresentações empolgantes, ilustrou a situação econômica do mundo e falou dos próximos 2 bilhões de pessoas que virão.

Rosling é o fundador do Gapminder, cuja missão é transformar dados vitais sobre países e indicadores sociais em gráficos. Em uma apresentação mais antiga, ele mostrou um sucesso notável da humanidade. Desde 1970, a parcela de miseráveis, aqueles que vivem com menos de 1 dólar por dia, caiu de 38% da população, ou 1,4 bilhão de pessoas em relação a um total de 3,7 bilhões, para 19% em 2000, ou 1,2 bilhão de um total de 6,3 bilhões. Nesse perído, o número absoluto de miseráveis foi reduzido em apenas 200 milhões de pessoas, mas a chance de nascer nessa situação limite caiu pela metade.

A projeção para 2015 é que caia pela metade de novo, para 10% da população, ou 700 milhões de pessoas de uma população total em direção a 8 bilhões.

No vídeo abaixo, ele não se define como otimista ou pessimista, mas um “possibilista”, e que as chances que temos são boas. Fala do crescimento populacional e da evolução dos padrões de riqueza, mostrando que hoje, em 2011, os 7 bilhões estão assim:

1 bilhão estão muito bem morando nos países desenvolvidos. Andam de avião nas férias.

1 bilhão estão chegando lá. Querem comprar um carro.

3 bilhões estão saindo da pobreza. Já conseguem adquirir uma bicicleta.

2 bilhões continuam pobres. Ainda estão de sandálias.

O crescimento populacional que ocorrerá nas próximas 4 décadas até 2050 virá dos 2 bilhões de pobres, cuja população dobrará. Eles ainda têm muitos filhos e uma mortalidade infantil entre 20 e 40%. Nesse período, a China se tornará um país rico e os países em desenvolvimento mudarão de patamar de consumo. Assim, os grandes problemas do mundo se resumem em duas categorias:

Se o mundo não abraçar tecnologias verdes, explode.

É preciso tirar os 2 bilhões na rabeira da situação de pobreza, pois quando a renda aumenta o número de filhos por mulher cai.

Mas esse texto não conta tudo. Não perca o vídeo (em inglês, com legenda em 35 línguas, inclusive, claro, português):


Um comentário:

José María Souza Costa disse...

Bom dia.
Passei aqui, renovando o meu sentimento de: Apreço e Contentamento por este Espaço Gracioso.
Um abraço verdadeiro.