sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Índios Krikatis reclamam das péssimas condições da MA-280

MA-280, entre Montes Altos e Sítio Novo
Eles ameaçam radicalizar e apreender veículos e máquinas da construtora Ducol

Montes Altos – Em decorrência das torrenciais chuvas que caem na região Tocantina, a rodovia MA-280 ––trecho que interliga Montes Altos a Sítio Novo do Maranhão––, poderá cortar e deixar isolada a nação indígena Krikati. A denúncia foi feita ontem pelo vereador Davi Milhomem Krikati (PT).


Segundo ele, a rodovia apresenta pontos críticos e a construtora responsável pela obra não está dando a devida manutenção para assegurar o tráfego de veículos, principalmente no trecho da aldeia São José até a sede de Montes Altos. “A construtora nunca executou as obras das cabeceiras das pontes, obrigando os veículos a passar por desvios que estão ruins”, afirma.

Daví Krikati
Davi Krikati prevê que “se continuar chovendo de forma intensa na região como nesses últimos quatro dias a rodovia poderá cortar a qualquer momento, isolando o povo krikati”. “Temos crianças e mulheres que necessitam de atendimento na sede e precisamos da estrada”, justifica.

Também reclamou da morosidade da obra de construção da rodovia MA-280 e da qualidade dos serviços que foram executados no entroncamento da cidade pela empresa Ducol. “A construtora alegou que reiniciará os serviços somente quando cessar o período chuvoso, mas queremos que haja pelo menos a manutenção da rodovia para não deixar a comunidade isolada”, propôs.

Ameaça

Ele conclamou os colegas indígenas a radicalizar nesta próxima semana, caso o governo do Estado não determine a recuperação dos trechos críticos da rodovia até que a mesma seja totalmente pavimentada no verão. “Vamos apreender veículos e máquinas dessa construtora, chamar a imprensa e mostrar a nossa revolta com essa situação”, ameaçou.

O vereador informou que a licença prévia e ambiental foram concedidos pelos órgãos ligados ao meio ambiente e da Funai, mas a empresa nunca se preocupou em pelo menos melhorar o acesso até a aldeia São José. “Nós vamos apelar, apreendendo as máquinas da construtora”, finalizou. (Gil Carvalho)

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