O fenômeno da “MENINADA DO TREM” é tema de uma pesquisa que
vem sendo realizada em municípios ao longo do “Corredor Carajás” ( e
especificamente a EFC/Estrada de Ferro Carajás).
Trata-se do histórico de centenas e centenas de Crianças e
Adolescentes, meninas e meninos, ao longo das últimas duas décadas, têm “aventurado
e perambulado- como diz o povo”, pelos trilhos da Estrada de Ferro Carajás,
entre Parauapebas-PA e São Luís-MA.
Meninas e Meninos sobretudo do Pará (Marabá,
principalmente), e que tiveram/tem Açailândia como “base”, o que levou até à
construção da atual “Casa Abrigo” (antiga Casa de Passagem), em doação da
Fundação Vale ao FIA/Fundo Municipal para a Infância e a Adolescência, no valor
em torno de trezentos mil reais, em 2008/2009.
A situação levou ainda a uma audiência pública, realizada
ano passado, em São Luís, e mobilizou municípios, Ministério Público e
judiciário, por provocações de Conselhos Tutelares da região (notadamente Açailândia,
Bom Jesus das Selvas, Buriticupu).
Na cidade, a assistente social Andreza Veras, da Agência
Matraca de Notícias da Infância, de São Luís, que em parceria com a ong mineira
“Oficina de Imagens”, realiza a pesquisa.
Ela esteve levantando dados e informações no Conselho Tutelar,
na quarta-feira, 10/04, e na tarde de 11/04, reuniu-se no COMUCAA/Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Açailândia, com as
conselheiras Eulália Dias do Norte, Ivanize Mota Compasso Araújo, Maria Cristina
da Conceição e o conselheiro João Luís Soares; o Chefe do Centro de Assistência
Social da Secretaria Municipal de
Assistência Social, Raimundo Rodrigues da Silva; a conselheira tutelar Veronice
Pereira de Carvalho, e o representante do Fórum DCA Açailândia, este que vos
escreve. (Eduardo Hirata)

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